Uma segunda chance
1 Prólogo
O céu estava tingido de vermelho-sangue, como se o próprio horizonte ardesse em chamas. O chão, outrora coberto de florestas exuberantes e campos verdejantes, agora se estendia como um deserto de cinzas e escombros. Grandes crateras, deixados por explosões devastadoras, rasgavam a terra, exalando uma fumaça densa que se misturava ao cheiro de sangue e corpos queimados. Ruínas de vilas ninja, antes repletas de vida e tradição, agora eram meros esqueletos de pedra e madeira, dilacerados pelos intensos combates.
O vento uivava entre as montanhas, carregando consigo os lamentos dos que haviam perecido, seus ecos se misturando aos gritos de guerra que ainda ressoavam ao longe. Sobreviventes exaustos, com roupas rasgadas e sujas de sangue, moviam-se furtivamente pelas sombras, sempre atentos a qualquer sinal de perigo. Os rios, antes cristalinos, agora corriam tingidos de vermelho, alimentados pelo sacrifício de incontáveis guerreiros que deram suas vidas em batalhas desesperadas.
Acima, nos céus caóticos, jutsus poderosos eram lançados como trovões, rasgando a escuridão com explosões de luz. Dragões de fogo e raios, invocações colossais e selos proibidos, tudo era usado sem reservas, numa tentativa frenética de obliterar o inimigo. Mas a cada golpe desferido, o mundo ao redor sucumbia um pouco mais, como se a própria natureza estivesse sendo dilacerada pelas forças ninjas em conflito.
Nas profundezas dos antigos esconderijos subterrâneos, os líderes das últimas grandes vilas ninja, outrora rivais, agora se reuniam em segredo, cientes de que a guerra havia ultrapassado todos os limites. A destruição já não podia ser contida, e o mundo que conheciam estava à beira da extinção. Olhos endurecidos pela perda se cruzavam em silêncio, cada um ponderando as terríveis escolhas que teriam de fazer. Para salvar o que restava, sacrifícios sem precedentes seriam necessários.
Mas no fundo de seus corações, uma pergunta assombrosa permanecia: até onde vale a pena lutar quando tudo ao seu redor já está destruído?
O tempo estava se esgotando, e a última batalha, que decidiria o destino dos ninjas e de seu mundo, estava prestes a começar.
Sakura observa o cenário caótico ao se redor enquanto tentava com todas as suas forças salvar um dos ninjas da aliança shinnobi, lagrimas desciam seus olhos, que agora estavam tão vermelhos que mal se via o verde de suas íris, seu cabelo amarrado em um coque mal feito ameaçava se soltar com o vento forte que batia em seu rosto.
A kunoichi de Konoha era uma das poucas sobreviventes daquela guerra sem fim, Madara era um oponente difícil e seu exército de “zumbis” já haviam tirado diversas vidas antes de descobrirem como sela-los. Neji, Shizune, Kankuro e tantos outros de seus amigos já tinha deixado esse mundo.
— Por que? – A rosada sussurrava ao perceber que o ninja que tentava salvar já estava morto. – Naruto... Sasuke-kun... Eu não consigo mais... – Sakura levantou seu olhar mais uma vez para aquele cenário, suspirou e se levantou. – Preciso curar o máximo de pessoas possíveis. – Sakura tenta se levantar, mas seu corpo não lhe obedece, já tinha dias que ela não dormia ou comia direito, se chakara estava se esgotando aos poucos, ela estava à beira de um colapso.
O corpo de Sakura estava cada vez mais fraco e a mesma sabia o que estava para acontecer, ela iria se juntar aos seus amigos, ela estava feliz com isso, ela sabia que era errado, mas a mesma já estava esgotada, ela não aguentava mais.
O corpo da rosada encontrou o chão e quando ela achou que finalmente era seu fim, uma voz a chamou, quando ela abriu seus olhos não viu um cenário caótico de guerra, mas sim uma floresta vivida com várias árvores de cerejeira.
— Finalmente nos encontramos, Sakura.
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