Uma segunda chance

37 Capítulo 37 - Uma segunda chance


Notas iniciais
Aqui está o possível capítulo final dessa história. Vocês vão entender o possível no final. Foi bacana escrever e agora que acabou eu vou editar tudo e tentar tirar todos os erros nos textos e tudo mais. A criança da foto é a filha do Peter e do John com três anos. Obrigada a todos que se deram ao trabalho de me mandar um review. Espero que gostem ^^

Ele estava num túnel.

Sentia dor e sabia, pelo cheiro, que estava deixando um rastro de sangue por onde passava.

Mas ele continuou andando em direção às vozes que ouvia.

Tinha a sensação que era o lugar certo a ir.

E quando chegou ao final do túnel uma forte luz o cegou por alguns instantes. E quando seus olhos se acostumaram com a claridade, ele finalmente pôde ver.

Estava numa floresta.

A floresta de Beacon Hills.

Mas ao contrário do clima bucólico que ela sempre tivera, ela estava linda.

Ele nunca tinha visto a grama tão verde daquele jeito. O sol batia nas folhas das árvores formando novas cores. Pássaros cantavam alegremente.

Era o paraíso.

– É lindo, não é? – uma voz conhecida comentou e ele virou surpreso.

Lá estava ele, exatamente do jeito que ele lembrava com seu cabelo loiro meticulosamente arrumado e seu sorriso sedutor.

– Mark – Peter disse sem realmente acreditar que o outro estava lá – É você – ele falou emocionado ao abraçar o mais velho – Senti tanto a sua falta.

– Sim, sou eu. Também senti sua falta, pequeno – ele devolveu o abraço.

Era tão bom. Ele se sentia tão bem naqueles braços. Sentia-se seguro. Até a dor parecia menor.

Foi quando ele ouviu um barulho vindo do arbusto mais próximo.

– Buuu – Charlie gritou quando pulou em sua perna na tentativa de assustá-lo.

Ele se abaixou para vê-lo melhor.

Tinha medo de que fosse como a última vez que achava que o tinha visto. Temia que ele sumisse ou o visse novamente preso no carro gritando por socorro.

– Não chore, papai – Charlie falou ao enxugar seu rosto. Ele nem sabia quando tinha começado a chorar.

Ele podia sentir a mãozinha quente em seu rosto. Ele era real.

Colocou sua mão em cima da do pequeno e sorriu.

– Eu te amo – ele falou ao passar os dedos pelos cachinhos do filho e o puxar para um abraço.

Ele estava finalmente em paz.

– E a minha irmãzinha? – Charlie perguntou ao olhar para o pai.

Ele poderia passar horas olhando para aqueles olhinhos azuis inocentes do filho.

– Irmãzinha? – ele repetiu sem saber do que o garoto falava.

E foi aí que tudo veio à mente.

Sua segunda gestação. A alegria quando viu a primeira foto do bebê no ultrassom. O alívio quando viu o exame que confirmava de que era de John.

Sentiu o peito apertar quando se lembrou de John.

Ele o amava também.

Sem graça ele olhou para Mark, e viu em seu rosto que ele sabia o que ele tinha feito.

– Sinto muito. Eu nunca quis – ele começou a se justificar, mas o outro o interrompeu.

– Você não fez nada errado – ele o acalmou – Foi uma boa escolha. Ele é um homem bom – Mark se sentou no chão com os dois e passou seu braço nos ombros do mais novo.

– Ele me machucou – Peter falou e baixou os olhos.

– Ele te ama – Mark rebateu e acariciou seus cabelos.

– Era o que o Martin dizia também – Peter comentou encarando-o.

– Talvez ele realmente o amasse além de toda aquela obsessão.

E isso, apesar de tudo, acalmou seu coração. Não queria sentir ódio do irmão.

Peter deitou a cabeça no ombro do outro. Como sentiu falta daquilo.

– Ele está aqui também? – Peter quis se certificar.

– Não, ele está perdido – Mark respondeu depois de um tempo.

E aquilo deixou Peter angustiado.

– Espero que ele se encontre – Peter falou por fim.

– Ela está chorando – Charlie falou ao olhar para o lado e Peter tentou prestar atenção.

E realmente tinha um barulho ao longe que parecia um choro baixo.

– Ela sente a sua falta – Mark comentou e Peter se sentiu dividido. Não queria deixa-los aqui, mas também não queria deixa-la lá.

E não era só ela. Tinha os seus filhos Derek e Isaac. Eram grandes, mas sabia que sentiriam a sua falta. E tinha Jackson que também era muito ligado a ele, por mais que nunca admitisse. Fora os outros adolescentes.

E tinha John.

John que fora o seu primeiro amigo e que o ajudou quando ele adotou os garotos, e por quem depois se apaixonou. E quem teve sua vida colocada de cabeça para baixo por tentar ajuda-lo.

E até mesmo Chris. Ele era pentelho, teimoso e rude. Mas foi o único pai que ele teve, e ele se importava.

– Você sabe o que tem a fazer – Mark falou e Peter ainda parecia indeciso.

Mark se afastou e encostou dois dedos em Peter. E Peter sentiu um choque onde eles o tocaram.

– Mas é difícil – Peter retrucou e tentou afastar as mãos do outro que vinham em sua direção novamente.

E outra vez um choque.

– Nada que vale a pena é fácil – o outro comentou.

E outra vez um choque.

E Peter pôde sentir toda a dor do começo novamente.

– Mas não quero deixar vocês – ele sentiu as lágrimas descendo pelo seu rosto.

– Nós estamos o tempo todo com você – Mark disse e colocou a mão no peito – Bem aqui – ele sorriu e enxugou as lágrimas de Peter.

– Amo você, papai. Dê um beijinho na minha irmãzinha por mim – Charlie falou e deu um beijo no rosto de Peter.

Ele sentiu outro choque e a luz o cegou novamente.

– Ele está respondendo! – um gritou.

Ele tentou piscar para se acostumar à luz, mas era muito brilhante. Fechou os olhos com força. Estava com dor de cabeça.

– Cheque a pulsação – outro falou.

– Pulsação normal – uma voz feminina respondeu.

Sentia fortes dores no abdômen e não pôde deixar de gemer.

Alguém forçou seus olhos abertos e uma luz forte o cegou novamente.

– Está me ouvindo? – a pessoa lhe perguntou e ele balançou a cabeça – Sabe me dizer o seu nome?

– Peter – ele respondeu com uma voz um tanto débil. Por que sua voz estava tão fraca?

– Como está se sentindo, Peter? – a voz lhe perguntou, mas ele não queria responder. Estava cansado – Não dorme, não – a voz ralhou com ele, fazendo-o acordar.

– Frio. Muito frio – ele respondeu e foi a última coisa que fez antes de apagar novamente.

Quando acordou novamente estava num quarto desconhecido e um bip ao seu lado era o suficiente para lhe informar que estava no hospital.

Ele tentou levantar, mas sentiu uma forte dor no abdômen. E se deitou novamente fechando os olhos.

Sentiu uma mão em seu rosto e a dor foi embora. Abriu os olhos e viu que era John.

As veias de sua mão estavam pretas. Ele tinha tirado a sua dor.

– Melhor? – ele perguntou e Peter assentiu.

Ele o ajudou a se sentar e assim que o tinha feito, Stiles entrou com os outros adolescentes.

Mas não foi isso que chamou sua atenção.

Ele estava segurando um bebê.

Seu coração disparou. Ele queria vê-la.

E a pequena parecia pressentir essa necessidade, pois começou um pequeno escândalo.

John sentiu a agonia do companheiro com o choro e mais que depressa pegou a pequena dos braços do filho e a levou para Peter.

Foi amor à primeira vista.

Assim que se viram, os dois se acalmaram.

Os batimentos cardíacos de Peter voltaram ao normal e a pequena parou de chorar.

Ele lhe deu um beijo na sua bochecha gorda e ela abriu um sorriso enorme.

Era o primeiro sorriso que ela dava desde que nascera.

– Que milagre! Ele conseguiu fazer a pestinha sorrir – Jackson comentou admirado e ganhou uma cotovelada de Isaac.

– Vê como fala da minha irmã – ele reclamou.

– Mas é verdade. Tudo que ela fez esses dias foi chorar – ele reiterou e alguns concordaram.

– Ela tem um gênio difícil – Isaac concedeu sem graça.

– Ela só estava sentindo falta da mamãe – Stiles falou com uma voz afetada ao sentar no leito ao lado de Peter e fazer caretas para a bebê – O quê? – Stiles perguntou ao ver que Peter o olhava feio.

– Ela sentiu falta do pai, Stiles – Derek o corrigiu – A última coisa que precisamos agora é saber que meu pai, que também é meu tio, e que agora é meu irmão também é a minha mãe. Tudo tem limite – o lobisomem reclamou e todos riram.

– Trouxe seu café – Chris falou ao entrar no quarto. Ele parou quando deu de cara com todos ali e com Peter acordado.

– Obrigado – John falou e pegou o café.

– Você está acordado – o caçador atestou o óbvio.

– Estou – Peter respondeu.

Era claro para todos ali como os dois estavam desconfortáveis com a situação.

– Já escolheu um nome para ela? – Chris tentou puxar assunto e Peter o olhou surpreso.

– Ela ainda não tem nome? – ele perguntou para John.

– Não queria escolher antes de você acordar – John respondeu.

– Ele é meio ruim nesse tipo de coisa – Stiles acrescentou sarcasticamente.

Ela tinha os cabelos claros. Era um loiro meio acobreado. E os olhos azuis como os seus.

Ela lhe lembrava de Laura quando era pequena.

E seu coração se apertou quando não a sentiu ao seu lado.

A pequena pareceu sentir sua inquietação e sorriu novamente.

– Laura – ele falou e podia jurar que a pequena ficou feliz com a escolha do nome. Ela deu uma risada tão gostosa na hora que ninguém teve coragem de propor outro nome.

E foi assim que escolheram o nome de Laura Hale Stilinski.

Quando Peter saiu do hospital, eles voltaram para a Mansão Hale.

John tinha chamado o Sr. Ferdinand para arrumar o assoalho da sala, que tinha ficado marcado com o sangue de Peter, e a casa estava tinindo outra vez.

Lydia fizera questão de deixar a casa à prova de bebês, já que filhotes de lobisomem se desenvolviam muito mais rapidamente que humanos.

Chris obviamente não dera trégua para John e Peter, e depois de muita discussão sobre ele permitir ou não que o filho voltasse com o marido, ele decidiu mudar para a Mansão junto com Allison.

E isso pelo incrível que pareça foi a melhor coisa que aconteceu.

Ele deixou de ser o temperamental caçador quando passou a conviver diariamente com Derek e Peter. E eles finalmente puderam ver o que Allison via no pai. Ele era amável e carinhoso.

Peter estava mais do que feliz em ter finalmente o pai de volta. Chris o ajudava a cuidar da pequena e a manter os adolescentes na linha.

Peter e John estavam sentados perto de uma árvore nas margens do lago enquanto a pequena que tinha aprendido a se transformar num filhote de lobo brincava e pulava.

– O que é isso? – John perguntou inclinando a cabeça para o lado. Não conseguia distinguir a emoção que sentia do outro, mas não gostava da sensação.

– Dúvida – Peter respondeu e outro se aproximou e encostou as suas testas. John parecia desanimado e Peter sentiu isso – Você está melhorando – ele falou e acariciou o rosto do mais velho.

– Isso é amor – John falou ao sentir a emoção do outro.

– Viu? Eu disse que está melhorando– Peter riu e ia beijar o marido, mas foi impedido pelo filhote que pulou no meio dos dois – Laura – Peter lhe chamou a atenção, mas foi ignorado pela menina e recebeu uma lambida no rosto antes do filhote fugir.

Ela sempre fazia isso.

Os repórteres não deram trégua e de tempos em tempos seguiam Peter quando ele ia à cidade levar Laura ao pediatra ou visitar John na delegacia.

Ele era o milagre que deu à luz a uma menina linda, e que sofrera horrores nas mãos da família e do estranho que o atacara no supermercado.

E isso o incomodava.

Por isso, depois de conversar muito com o Dr. Gregory, que tinha recebido de volta sua licença, ele decidiu finalmente colocar um ponto final naquela história horrível e quem sabe tirar algo bom de tudo aquilo.

Adam o ajudou a editar suas anotações e eles lançaram um livro contando toda sua história, salvo a parte dos lobisomens.

– Você ficou louco?! – Chris ralhou com ele quando chegou com uma cópia do livro em casa. Ele não tinha avisado ninguém que lançaria – Se expondo desse jeito – ele esbravejava e gesticulava. Tinha ficado irritado com o jeito que Peter descrevera a ausência e falta de zelo da irmã Thalia.

– Nunca estive tão são – ele se limitou a responder.

E com o tempo até mesmo Chris se acalmou.

O livro foi um sucesso tremendo, e tudo que a mídia ansiava. Histórias sórdidas de uma família problemática.

Mas só aquilo não era o bastante.

E por isso Peter deu toda a sua parte de tudo que herdou dos irmãos para a construção de um abrigo para famílias em situação de risco.

– Eu não quero que outros passem pelo que eu passei – ele falou para John quando estavam deitados no quarto deles.

– É uma ideia maravilhosa – John respondeu e acariciou os cabelos do mais novo que estava deitado em seu peito.

As únicas coisas que restaram foram os bens de Derek e o que ele separou para Isaac. Todo o restante foi usado na obra.

Eles continuaram na Mansão para que todos pudessem morar juntos, mas fora isso não tinham mais nada.

E quando a obra estava pronta, Peter fez uma coletiva de imprensa e informou que todo o lucro do livro seria voltado para a manutenção da clínica que tinha psicólogos e psiquiatras que atenderiam gratuitamente e abrigo para família, crianças e adolescentes em situação de risco.

O pai de Jackson também assessorava a clínica nos casos de pessoas que precisassem de medidas cautelares contra cônjuges ou parentes abusivos. John ajudava mantendo os agressores longe e até mesmo presos.

– Vocês não estão sozinhos. Podemos ajuda-los – Peter disso no final da coletiva e foi ovacionado.

Laura soltou a mão de Stiles que estava no canto do palco e foi correndo na direção do pai que a pegou no colo. Ela estava feliz posando para fotos abraçando o pai.

– Mas o que eu ganho em ajuda-los? – Junior perguntou curioso. Não era nem um pouco inclinado em ajudar sem ganhar algo em troca.

– Quem liga? – Pi falou ao piscar para um repórter gato que estava na primeira fileira.

– Posso ir no colo também? – Pete perguntou esticando os braços para a adolescente.

Peter respirou fundo, acenou e saiu do palco.

– Vamos indo? – John ofereceu sua mão para o mais novo que o olhou incerto.

– Mas eu posso dar meu número para o repórter? – Pi perguntou e John rosnou.

Derek trocou um olhar com Isaac. Pi sempre arrumava confusão com o xerife.

Só faltava causar uma cena na frente de todo mundo.

John aprendeu como se controlar depois de quase três anos, mas Pi o tirava do sério e quem pagava o pau era Peter.

Laura deu um beijo no rosto do pai que pareceu acordar.

Ela era boa em mantê-lo nos eixos.

Ele sorriu para ela e lhe um beijinho de esquimó.

– O que está esperando? – ele perguntou para John e seguiu para o carro.

Os adolescentes suspiraram aliviados quando a confusão foi evitada.

E assim a vida de todos seguiu.

Os adolescentes estavam cursando faculdade numa cidade vizinha à Beacon Hills e ainda eram grudados. Viviam brigando, mas nem quando tiveram a oportunidade de trilhar caminhos diferentes eles se separaram.

E por isso a Mansão vivia cheia e barulhenta na maior parte dos dias.

Laura tinha três anos e meio e era um amor, mas valia por umas dez crianças e adorava aprontar. Ela realmente tinha puxado a Peter, que se via dividido em lhe chamar atenção e entrar na brincadeira.

Ela tentou colocar fogo na clínica de Deaton quando ficou um dia de castigo lá.

John brigou com ela quando a buscou e pagou a franquia do seguro. Por sorte ninguém se machucou. Mas Peter só ria quando ouviu o que tinha acontecido. Quando chegou em casa, John percebeu que não era Peter, e sim Pete que achou hilário que o veterinário caiu nessa pela segunda vez.

Chris virou um avô babão e adorava registrar tudo que a pequena fazia. Foi ele quem viu seus olhos brilhando um vermelho intenso pela primeira vez.

Peter estava encostado em John que o abraçava enquanto viam a filha pulando e brincando com Jackson e Isaac na frente da casa.

– Quero outro – Peter falou.

Tinha falado baixo, mas John tinha escutado.

E ficou feliz. Por mais que se dessem bem, e houvesse amor e um carinho extremo entre eles, não houve qualquer contato mais íntimo depois que a pequena nascera. Nem mesmo durante o cio dos dois.

Tinha sido uma tortura, mas ele respeitava a distância que Peter impusera. Ele tinha quebrado sua confiança e Peter tinha passado por muita coisa. Era um milagre que ainda quisesse algo assim.

– Tem certeza? – John perguntou, fazendo o mais novo o olhar e sorrir.

Ele sorriu de volta e beijou o mais novo. Com relutância ele se afastou, e Peter se aconchegou novamente em seu peito. Teriam tempo para mais.

Eles viram um carro se aproximando da casa e todos ficaram tensos. Era um lobisomem.

John cheirou o ar. Era fêmea.

– Com licença – ela disse ao sair do carro e ir na direção de Peter e John – Você é Peter? – ela perguntou.

– Sim – ele respondeu e seus olhos brilharam azuis.

– Eu sou Cora – ela se apresentou e seus olhos brilharam amarelos.

Ela estava dizendo a verdade.

– Eu li o seu livro – ela falou – Sinto muito por tudo isso.

Ela não precisava nem se apresentar. Era parecida demais com Thalia.

– Quem é ela, pai? – Isaac perguntou ao se aproximar.

Ela o olhou surpresa. Mirava seus cachos dourados abismada.

– Esse é o meu filho Isaac – Peter o apresentou e ela relaxou. Não era quem ela tinha pensado – E isso é o Jackson – ele apontou para o lobisomem de olhos azuis brilhantes.

– E eu sou a Laura – a pequena veio correndo e brilhou seus olhos vermelhos para a prima recém-chegada.

Ela se abaixou e ficou maravilhada com a menina. Lembrava sua irmã.

– Você vai ficar? – ela perguntou quando Cora tocou seus cachos ruivos.

– Claro que vai – John falou finalmente – Se você for embora sem o seu pai te ver, ele vai me torrar o resto da vida – ele comentou e Cora o olhou surpresa.

– Venha, o resto do pessoal está lá dentro. Eu te apresento todo mundo – Isaac se prontificou e a levou pela mão.

Eles viram quando suas bochechas coraram ao olhar para Isaac.

E finalmente a família estava completa e Isaac achou sua cara metade.

Cora era mal-humorada como Derek, mas se derretia com a meiguice do beta.

Chris não parava de babar na caçula, e Allison gostou da ideia de ter uma irmã mais nova. Agora pelo menos estava livre da marcação cerrada do pai.

Cora passou a morar na Mansão também e tudo foi se ajeitando.

Peter ainda tinha alguns problemas com os álteres e com as aparições de Martin, mas não tinha mais crises. A terapia que fazia com o Dr. Gregory três vezes por semana ajudava imensamente.

Ele nunca ficaria livre deles, mas sabia lidar e isso melhorava sua qualidade de vida exponencialmente.

John estava indo muito bem no serviço e usava suas habilidades para ajuda-lo nos interrogatórios. Ele e Adam tinham se tornado grandes amigos, mesmo que ele ainda morresse de ciúmes dele com Peter.

Isaac e Cora estavam namorando e o beta parecia nas nuvens. E pelo incrível que pareça, Chris não pegava tanto no seu pé quanto pegava no pé de Scott. Ele realmente gostava de Isaac.

Jackson e Lydia foram convidados para serem padrinhos de Laura, o que deixou Jackson todo bobo. Ele adorava crianças e não via a hora de ter seus filhotes com sua amada. Lydia não tinha a mínima intenção de ter filhos, mas achou melhor não comentar nada. Eles sempre poderiam adotar.

Allison e Scott finalmente decidiram noivar, depois de Chris sugerir educadamente à Scott para parar de enrolar sua filha após apontar uma arma em sua testa.

E Derek e Stiles estavam muito bem. Bem até demais.

– Como foi seu dia hoje, filho? – Chris perguntou para Derek que engasgou com a comida, o que chamou atenção de todos já que dificilmente viam o lobisomem nervoso ou cometendo alguma gafe.

– Ótimo, pai – ele tinha passado a chamar Chris assim também.

– Está mentindo – todos os lobisomens disseram ao mesmo tempo.

Morar com uma alcateia podia ter suas desvantagens.

– Derek – Chris chamou sua atenção – Você quer nos contar alguma coisa?

Ele abriu a boca, mas não saía nada. Ele tentou de novo e nada. Estava parecendo um peixe fora d’água já.

– Desembucha, pelo amor de Deus – Stiles pediu preocupado.

– Estou grávido – Derek respondeu na lata.

Ele ficou tenso quando Stiles começou a rir.

– Boa – ele falou – Por um segundo eu quase acreditei.

– Eu não estou brincando – o lobisomem disse. Parecia triste.

E a ficha pareceu cair para o humano.

– Você não está brincando – ele falou e Derek assentiu – Eu vou ser pai – ele falou e aquilo soava tão estranho aos seus ouvidos – Acho que vou desmaiar – ele disse ao se levantar da mesa.

Cercado de lobisomens e um caçador. O caçador que era pai do seu namorado.

Estava difícil de respirar. Ele precisava sair dali.

Ele deu três passos e caiu.

– Acho que ele reagiu bem – Jackson comentou ao olhar para o humano no chão e continuar a comer.

– Não poderia concordar mais – Isaac falou e os dois riram.

E assim quando as coisas entraram nos eixos, elas saíram novamente. Mas isso já é uma outra história.

Fim?

Notas finais
Então o possível fim se refere ao gancho do final. (Jura????) Estou com vontade de escrever algo sobre o Derek e o Stiles depois desses últimos acontecimentos, já que eles quase não aparecem na fic. Pode ser um extra depois, ou até uma sequência como no caso da outra fic. Não sei ainda. Vai depender da inspiração.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!