Uma segunda chance
13 Capítulo 13 - Só um empurrãozinho
Notas iniciais
Peter estava esparramado no sofá da casa do xerife enquanto Derek e John estavam sentados na cozinha ouvindo-o gemer durante a última hora. Mas quando os gemidos cessaram os dois começaram a ficar preocupados.
–Vai lá e vê se ele desmaiou – disse John, olhando para Derek.
–Eu não, vai você – respondeu Derek, cruzando os braços.
–Não, ele é seu tio! – John, empurrou o moleque da cadeira, fazendo-o perder o equilíbrio e cair no chão.
–Ele é seu amigo – falou Derek, levantando e chutando a canela do mais velho.
–Mas você sabe mais sobre isso do que eu – John tentou apelar, o garoto ignorou e retomou seu lugar à mesa. Passou a mão na canela, o pivete tinha um chute forte.
–Eu sou só uma criança! – resmungou Derek, revirando os olhos para o xerife.
John suspirou e levantou, indo em direção ao sofá na sala. Quando ele virou de costas, Derek deu um sorrisinho maroto.
O outro parecia dormir ainda. John não pôde evitar achar que mesmo esparramado no sofá o outro conseguia ser sexy. Sem graça, ele começou a cutucar o outro com o pé.
–Você tá vivo? – perguntou, tentando não se aproximar muito.
Mudou de ideia quando não obteve resposta. Ele então se aproximou do amigo, e sentiu um suave perfume vindo de Peter.
Peter abriu os olhos e passou a mão no rosto. Levantou, e parecia ótimo. Mas de tanto suar, sua roupa estava grudada em seu corpo.
–Você se incomoda se eu tomar um banho? – perguntou Peter, vendo seu estado – John? – chamou, quando o outro continuou olhando seu corpo e não respondeu.
–Quê? – respondeu o xerife, eloquentemente. Peter sorriu.
–Posso tomar um banho? — perguntou de novo, levantando as sobrancelhas.
–Ah, claro – disse John finalmente, piscando e balançando a cabeça.
Eles subiram as escadas em direção ao banheiro do andar de cima. John grudou seus olhos no corpo de Peter por alguns segundos novamente, antes de sair andando em direção ao seu quarto. Voltou rapidamente com uma toalha felpuda, sabonete e uma muda de roupas limpas. Peter olhou para as roupas, sem entender.
–As suas estão suadas demais. Pode usar essas emprestadas, se quiser – explicou John, com a mão na nuca. Peter parecia meio sem graça, mas aceitou e se trancou no banheiro.
John voltou para cozinha, precisava de café.
–Posso ligar a televisão? — perguntou Derek bocejando.
–Claro – respondeu John, automaticamente.
O garoto não tardou para correr para sala, se jogando no sofá ao colocar num desenho qualquer. Em poucos minutos, John conseguia ouvir o ronco do garoto que dormia numa posição absurda, emaranhado com almofadas e a colcha do sofá.
Quando Peter desceu após o banho, procurou por Derek e viu que o garoto estava dormindo. Ele cobriu o menino direito e foi se sentar na cozinha com John.
–Obrigado pelas roupas, e desculpa pelo trabalho todo – falou Peter. Parecia sem graça e evitava olhar para o amigo.
John serviu uma xícara de café para ele, e não conseguiu evitar acariciar o rosto do outro com as pontas dos dedos. Peter se assustou com o contato inesperado e quebrou a xícara que estava segurando, cortando sua mão.
–Droga – praguejou, quebrando o clima – Eu sinto muito – disse totalmente sem graça, levantando para limpar a sujeira.
John começou a ajudar, mas parou quando viu o enorme corte na mão do outro.
–Você se machucou – falou alarmado, puxando o outro para pia, onde começou a lavar o ferimento que sangrava abundantemente.
–Não é nada. Logo cicatriza — retrucou Peter. Dito e feito. Em segundos, não havia sequer sinal do corte.
John secou a mão de Peter, acariciando-a em seguida. Ele sentiu o perfume vindo de Peter de novo, estava mais forte que antes. Levou uma das mãos até seu rosto, acariciando-o também. Sorriu quando viu Peter fechar os olhos e inclinar a cabeça contra sua mão, claramente gostando do carinho. O cheiro do perfume aumentou.
Ele passou os dedos nos lábios de Peter, respirando fundo. E se aproximou lentamente do rosto de Peter, que parecia vidrado em seus lábios também. Peter o encontrou no caminho, colando seus lábios nos dele.
No começo foi doce e lento, mas logo o beijo se tornou urgente. E logo John levantou o mais novo pelo quadril, sentando-o no balcão a sua frente. Peter não perdeu tempo e prendeu suas pernas em torno do outro.
Mas quando percebeu que John estava tentando tirar seus shorts e sentiu a ereção do outro contra a sua, ele empurrou John e desceu do balcão. Respirava fundo enquanto arrumava suas roupas e evitava olhar para o mais velho, que não entendeu nada.
–Não é boa ideia a gente fazer isso. Você não sabe o que está fazendo e está só reagindo ao cio – falou se afastando em direção à sala, fazendo o outro rir.
–Por que não para de se enganar? Passamos os últimos meses rodeando um ao outro – falou John, aproximando-se do outro novamente.
–John, Derek está logo ali. Não podemos fazer isso aqui – parecia aflito, ao apontar para o sofá onde a criança estava. John ignorou seus protestos e puxou-o pelo quadril, colando-o junto a si.
–Ele está no nono sono. Não acho que vá acordar tão cedo – comentou John, apontando para o garoto que roncava sonoramente totalmente alheio ao mundo – A gente pode ir lá pra cima – sugeriu o xerife, beijando e mordiscando o pescoço do outro, que gemeu em resposta. Ele sorriu e pegou a mão do mais novo, guiando-o até seu quarto.
Assim que entraram, John jogou Peter contra a porta, prendendo o corpo do outro com o seu, enquanto seus dentes atacavam o pescoço do outro e suas mãos o resto do corpo. Mas parou ao reparar que o outro estava tremendo e não parecia responder com tanta vontade quando no andar de baixo.
–Qual o problema? – perguntou, tentando ver os olhos do outro que evitava os seus.
–Rápido demais – respondeu com a voz baixa, fazendo John se afastar e sorrir para o outro, acalmando-o.
Ele puxou o outro, segurando sua mão e os dois deitaram na cama. E começou a acariciar o rosto do mais novo, que fechou os olhos, relaxando com o conforto e carinho.
Só então ele começou a beijá-lo novamente. Beijos castos, doces. E Peter pareceu gostar da mudança de atitude, pois não demorou a responder. O ritmo só aumentou quando ele sentiu a língua do mais novo pedindo passagem. E logo uma batalha foi travada, e John era o vencedor. Peter já estava totalmente entregue a situação, aproveitando e gemendo baixo cada vez que John beijava e mordiscava seu pescoço.
Logo as camisetas dos dois foram jogadas longe. Peter estava com os braços no pescoço de John, segurando sua nuca enquanto lhe beijava profundamente. Sem perceber, passou uma perna por cima das pernas de John, já que os dois estavam deitados um de frente para o outro. John não pensou duas vezes em descer suas mãos até as nádegas do outros, fazendo-o arquear as costas enquanto gemia se afastando um pouco antes de voltar a beijá-lo, arranhando suas costas em retaliação, fazendo John gemer em resposta.
John passou suas mãos para o quadril do outro, e finalmente tomou coragem de acariciar a ereção do mais novo que deu um gemido alto, inconscientemente procurando mais daquela fricção. Peter não perdeu tempo e sem pudor algum, abaixou a calça e a roupa de baixo do outro, libertando sua ereção e começou a estocá-la, enquanto o beijava com sofreguidão.
John sabia que não aguentaria muito, e tirou o short do mais novo, acariciando sua ereção com mais ímpeto. Peter estava vermelho e parecia sem fôlego.
Decidiu mudar as posições e deitou em cima do mais novo, colocando-se entre suas pernas, roçando uma ereção na outra. Ele olhou para o outro e se deliciou com a visão, beijando cada parte do corpo do outro.
Era sua primeira vez com alguém do mesmo sexo, e ele iria aproveitar ao máximo e tomaria cuidado para não machucar o outro. Ele levantou as pernas de Peter, e começou a acariciar sua ereção com movimentos lentos e fortes. Peter gemia e se retorcia. Ele se debruçou no outro, e começou a beijá-lo enquanto ainda estimulava-o. Peter o beijava perdido em meio às sensações.
Levantou mais a perna do mais novo, e começou a explorar com sua mão livre, tentando descobrir o que deixava o outro louco. Foi aí que ele sentiu algo estranho logo após os testículos do outro. Havia um orifício, mas não o que ela esperava. O mais novo pareceu não perceber nada diferente, e ele continuou explorando. Agarrou as nádegas do outro, e deslizou a mão, encontrando o orifício que esperava pequeno e apertado. Então o que diabos era aquele outro mais à frente?
O outro pareceu perceber quando ele parou e olhou estranho tentando saber o que tinha acontecido.
–Qual o problema? – perguntou receoso. Achou que o mais velho tinha dúvidas sobre o que estavam fazendo.
John respondeu deslizando dois dedos dentro do estranho orifício, fazendo Peter virar os olhos de prazer. Ele começou a estimular o local, com movimentos rápidos. Reparou que ao contrário do outro, este parecia ter lubrificação própria.
–Problema nenhum – respondeu com um sorrisinho safado.
Ele se posicionou novamente entre suas pernas, trocando de lugar com seus dedos. Peter sentiu a glande de seu pênis entrando e o empurrou, respirando fundo e colocando distância.
–Não, não podemos. Não desse jeito – falou resoluto.
John achou que ele estava brincando e tentou se chegar de novo.
–Não. Sem proteção não vamos fazer nada, além disso – Peter o afastou de novo.
A ficha caiu e John fez uma cara de coitado. Peter fechou as pernas afirmando seu ponto, com um sorrisinho. John riu e se abaixou para lhe dar um beijo.
–Você vai se arrepender quando eu voltar – sussurrou no ouvido do mais novo.
–Promessas, promessas – riu Peter, se cobrindo com o lençol.
John foi procurar na carteira e não achou nada. Olhou para cama e percebeu que Peter começava a dar umas piscadas mais longas e se aconchegava nos travesseiros. Suspirando, decidiu procurar no banheiro. Fazia tantos anos que não fazia nada do gênero que nem sequer pensou em comprar camisinhas. Por fim, encontrou uma que parecia ter visto dias melhores. Estava fora da validade também.
–Será que essas coisas estragam depois da validade? – pensou, analisando o pacote. Dois meses fora da validade não era um tempo tão grande assim.
Olhou de volta para Peter, que parecia ter adormecido e suspirou desanimando. Até que Peter virou de lado, levando o lençol com ele, deixando a parte de traz de seu corpo descoberto. John não pôde deixar de correr seu olhar pelo corpo do outro o admirando, e sentiu seu corpo responder quando olhou as nádegas e pensou no que faria com elas. Vendo o efeito imediato em seu corpo, ele abriu o pacote e colocou a camisinha.
Rapidamente ele correu pra cama, aconchegando-se atrás de Peter, que acordou com a movimentação, sentindo a ereção do outro o cutucando por trás. Ele virou quando John começou a beijar seu pescoço, e começou a beijar John também, que retomou seu lugar em cima do mais novo.
John levantou as pernas do outro, empurrando seu pênis lentamente dentro do outro, onde seus dedos estavam minutos antes, enquanto se abaixava e o beijava. Ele observava a expressão do outro atento a algum desconforto, mas ele parecia bem. Então ele aumentou o ritmo. Ele se levantou, se apoiando em um braço, enquanto estimulava o membro de Peter com a outra mão, sem parar as estocadas. Ele não precisava nem ver o corpo de Peter que arqueava na cama com os olhos cerrados e a boca aberta para saber que o outro estava adorando, o calor que sentia e as paredes que se apertavam em volta de seu membro já o denunciava.
–Desse jeito eu vou — Peter começou a dizer, mas não conseguiu terminar.
Ele deu um gemido alto, quando seu corpo tremeu, jorrando gozo entre os dois. Puxou John pelos ombros, grudando os corpos dos dois; o seu ainda tremia violentamente. Perdido em sensações, ele mordiscou a boca do mais velho, seu rosto, e cheirou e esfregou o rosto em seu pescoço. Por fim, mordeu com força na união do pescoço com o ombro. John mal conseguia se controlar com todas aquelas sensações e aquele perfume intoxicante que vinha do outro.
–Meu! – Peter disse com uma voz rouca no ouvido do outro.
Foi o que bastou para que ele perdesse o controle. Ele se desvencilhou de Peter, e o virou sem muita gentileza, deixando-o de joelhos e de costas para ele. Seus corpos estavam próximos e seu peito tocava as costas do outro. Por um breve momento Peter pareceu meio amedrontado quando John o segurou pelo pescoço com uma das mãos, enquanto a outra segurava forte seu quadril.
John beijou e mordeu a nuca do mais novo, que relaxou. Em seguida John empurrou seu tórax para frente, enquanto segurava seu quadril. Ele se afastou um pouco para admirar a visão do outro a sua frente com o rosto quase encostado na cama e o traseiro levantado. Não se conteve e deu um sonoro tapa, assustando o mais novo, que fez uma careta de dor e olhou para trás, encarando-o. Ele deu um sorriso safado para o outro e acariciou a parte que ficou vermelha e sensível. Em seguida ele deu outro tapa no mesmo lugar, e Peter levantou a cabeça arqueando as costas em reflexo. John então segurou o quadril do mais novo com força e meteu o mais fundo que pôde. John segurou as costas do outro o impedindo de levantar o tronco, enquanto aumentava o ritmo das estocadas. Apertou as nádegas do outro quando sentiu as paredes se contraindo em volta dele de novo. Quando o calor parecia insuportável, ele aumentou o ritmo e a força e deixou que Peter levantasse o suficiente para que ele segurasse seu cabelo com firmeza, puxando sua cabeça sem muita gentileza. Os gemidos de Peter aumentaram de volume e seu corpo tremeu novamente quando chegou ao seu segundo orgasmo. As contrações fizeram com que John chegasse lá quase ao mesmo tempo.
Sem John segurando-o, e já sem forças, Peter despencou na cama. John caiu sobre ele. Ele ainda deu algumas estocadas, fazendo-o gemer com a tortura. Acariciou o corpo do outro, delineando os músculos com os dedos, causando-lhe arrepios. E então começou a beijar a nuca de Peter, mordiscando, até encontrar a lateral de seu pescoço.
Ele tinha um cheiro tão gostoso que não pôde evitar fungar no pescoço do mais novo, arrepiando-o todo. Quando Peter se mexeu, ele prendeu o outro com seu corpo. E cravou seus dentes na junção do pescoço com o ombro. O mais novo pareceu relaxar depois disso. John só soltou a mordida quando o outro ficou imóvel. Não sabia por que tinha feito aquilo. E sentiu-se culpado quando viu a marca horrível que deixou no pescoço do outro.
–Eu te machuquei. Sinto muito — disse para o outro, ao se deitar ao seu lado, referindo-se à mordida — Eu não sei o que me deu — desculpou-se, sem graça.
Peter virou e o encarou com um sorriso.
–Combina com que a que eu te dei — comentou, com um sorriso, ao se aconchegar no outro. John o abraçou até que se lembrou de um detalhe.
–Já volto — levantou e correu para o banheiro.
Ele tirou a camisinha e deu um nó. Mas achou que ela parecia meio estranha, meio vazia demais. Ouviu um barulho na porta do banheiro e pegou rapidamente um pedaço de papel higiênico e embrulhou-a, jogando no lixo em seguida. Sentiu que alguém lhe abraçava por trás, apoiando o rosto em suas costas.
–Banho?- sugeriu Peter.
–Comida depois? – sugeriu em resposta, olhando para o outro que concordou.
Os dois entraram no chuveiro e tomaram seus banhos. Quando John estava quase acabando, virou e não viu Peter. Daí que ele percebeu que o outro estava de joelhos à sua frente olhando-o inocentemente. Ou o mais inocente que alguém possa parecer quando está abocanhando o seu pênis.
Devido às atividades anteriores, e a sensibilidade, John não durou muita coisa e logo gozou. Peter só o soltou depois de engolir a última gota.
Logo após o banho eles desceram e foram aquecer o almoço. Derek já estava acordado e olhava os dois com um sorrisinho. Eles almoçam trocando sorrisinhos durante o tempo todo.
–Eu tenho que dar um pulo na rua, mas eu volto logo, ok? – disse John, depois de comer.
–Sem problemas – falou Peter, sorrindo.
Quando John saiu, Peter e Derek lavaram a louça e arrumaram a cozinha. Em seguida, foram assistir desenhos na sala.
–Isso quer dizer que podemos ficar com o xerife agora? – perguntou Derek, olhando o tio com um sorrisinho no rosto.
–Vou pensar – respondeu Peter, rindo ao acertar uma almofada no rosto do sobrinho.
A almofada pegou em cheio, já que o garoto não esperava e logo os dois começaram uma guerra de almofadas na sala. Derek não se importava de estar perdendo vergonhosamente, há tempos não via um sorriso tão grande no tio. Peter parecia feliz.
Fim do cap. 13
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