Uma safira em meio ao lixo
9 Capitulo 9
Notas iniciais
Batman ainda estava norteado com a descoberta que havia feito: uma vilã tinha uma filha e tudo o que fazia era por ela. Tinha feito também uma promessa e iria cumpri-la, ele podia não gostar de criminosos, mas era um homem de palavra e além de tudo Safira era uma mãe preocupada com a segurança da filha.
Ela sabia o que era isso, amar alguém de tal maneira que faria qualquer coisa para vê-la feliz, segura e protegida. Ele sentia tudo isso quando via a mulher que ele amava se arriscar para proteger os outros. Ele não via isso como um defeito nela e sim como uma das muitas qualidades que ele amava nela.
Depois que saiu da casa de Safira voltou para Gothan e no momento estava na batcaverna perdido em pensamentos e repassando a conversa que teve com a vilã. Meia hora depois é tirado de seus devaneios pelo comunicador da liga.
–Batman está na linha?
–Batman falando. — ele reconheceria aquela voz em qualquer lugar, Diana.
–Batman, tem um assalto acontecendo aí em Gothan, estou lhe avisando caso queira intervir.– o morcego estranhou a formalidade dela, só lhe chamava de Batman em frente a estranhos ou em missões.
–Quem mais está a caminho?
–O Flash, o Lanterna e eu.
–Tá, encontro com vocês lá. Me manda as coordenadas.
–Mulher Maravilha desligando.
Após a rápida conversa com Diana seguiu para o lugar. Mas uma coisa não lhe saiada cabeça: o modo com ela tinha falado, muito formal, distante, estranha. Ele, com certeza,investigaria a respeito.
Chegou a local, um dos museus de Gothan, cercado de policiais e seus companheiros lhe esperavam.
–Então o que está acontecendo? — perguntou
–Mulher Leopardo, Senhor dos espelhos e Safira Estrela estam lá dentro. — respondeu Diana sem desviar o olhar da porta do museu.
–No começo era só um assalto, mas o vigia noturno do museu os viu, ativou o alarme e saiu do museu e agora eles estam lá dentro. — explicou o Lanterna Verde.
–Então vamos entrar. — disse Batman.
Os quatro heróis entraram e seguiram cada um por um lado. Logo se podia ouvir os sons de luta, mas Batman estava procurando alguém em especial, a mulher com quem tinha conversado.
Olhando um pouco mais a encontrou distante das lutas que seguiam e se aproximou pelas sombras sem que ela lhe visse.
–Por que está aqui? — perguntou o homem morcego ao se aproximar, assustando a mulher a sua frente.
–O que está fazendo aqui não era pra você esta ajudando seus amiguinhos? — desconversou
–Achei que estaria em casa com sua...
–Não termine a frase! — interrompeu — E eu gostaria muito de estar em casa, mas não posso, você sabe meus motivos para estar aqui.
–Mas não precisa ser assim.
–Infelizmente precisa sim. — respondeu cabisbaixa.
–Não, não precisa. Você é uma criminosa, uma ladra, é assim que você quer ela lhe veja. Como uma ladra. — argumentou
–Não, não quero.
–Então se entregue e pague pelos erros que cometeu.
–Eu não posso se for presa, ela ficará sem ninguém, sozinha e desprotegida.
–Darei um jeito para que isso não aconteça.
–Não deixarei que a mande pro orfanato qualquer, se ela tem mãe...
–Eu garanto que ela não será mandada para um orfanato e que ficará segura. — respondeu o morcego
Ela pareceu pesar os pros e os contras da oferta e respondeu:
–Você me promete?
–Sim, dou minha palavra.
Ela estendeu as mãos para que ele colocasse as algemas e deixou se levar até os policiais pelo Cavaleiro das trevas. Do lado de fora se encontravam os outros heróis e apenas um dos criminosos presos, o Senhor dos espelhos.
Batman não deixou de perceber o olhar aliviado vindo de Diana e deixou que os policiais levassem Safira, que antes de entrar no veículo olhou para ele um pouco temerosa e ele apenas assentiu, e se deixou ir.
Agora ele mais um compromisso. Um que pensou nunca ter: cuidar de uma criança.
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