Uma safira em meio ao lixo
11 Capitulo 11
Notas iniciais
Ele procurou por uma entrada lateral, a mesma pela qual entrou da última vez. Parecia muito surreal: no mesmo dia descobri o segredo de uma criminosa procurada e ladra de joias, promete guarda-lo, depois negocia para prendê-la e agora estava na casa dela para cumprir sua parte do acordo, cuidar da filha dela.
E o pior de tudo, como iria cuidar de uma criança se não tinha tempo nem pra cuidar de si mesmo? Teria que pensar em um jeito e rápido.
Adentrando a cozinha seguiu para sala e de lá começou a subir as escadas. A casa era pequena e simples, possuía dois quartos e um banheiro no andar de cima. Abriu uma porta. Provavelmente o quarto de Safira.
Outro ficava de frente, abriu-o. Era um quarto pequeno, as paredes pintadas num violeta claro, um guarda-roupa, alguns brinquedos organizados em um canto e a cama em que a pequena dormia.
Aproximou-se devagar e sentou-se na ponta. “É Bruce, agora você terá uma grande responsabilidade”.
–Julie... – chamou – Julie, acorde...
A menina resmungou, mas permaneceu com os olhos fechados.
–Vamos preciso conversar com você... – continuou
Vendo que não era sua mãe começou a abrir os olhos e esfrega-los com os dedos.
–O que o senhor faz aqui?- indagou com a voz sonolenta.
–Preciso conversar com você uma coisa muito séria.
–Mamãe não está em casa, quer esperar ela voltar?
–É sobre isso que quero conversar. – prosseguiu hesitante. Afinal como é que se diz pra uma criança que sua mãe foi presa e que ela vai pra outro lugar? – Sua mãe, ela vai passar um tempo fora e pediu pra que eu cuidasse de você.
–Por que ela vai ficar longe? – perguntou se sentando na cama
–Por causa de alguns problemas.
–Por que ela não me disse?
–Porque foi de ultima hora, ela não sabia.
–Ela vai demorar pra voltar. – nesse momento seus olhos já continham lágrimas
–Um pouco – e nisso as lágrimas caíram -, mas não se preocupe você vai ficar comigo até ela voltar, tudo bem? Confia em mim?
Ela olhou para aquele homem mascarado e sentiu que podia. Limpou o rosto com a mão.
–Confio.
–Muito bem, nós iremos para outro lugar. Quero que pegue o que quiser levar e coloque numa mochila, mas só se algo importante. Vou pegar algumas roupas suas e vamos certo?
–Certo.
Julie saiu da cama e foi direto para o local onde guardava sua mochila escolar, dentro colocou lápis de colorir, seu caderno de desenhos e o da escola e uma foto dela com a mãe. Deixou sua mochila em cima da cama e pegou seu urso de pelúcia, sem ele não iria a lugar algum.
Batman selecionou algumas peças de roupa e colocou dentro da bolsa e fechou. Em seguida pegou um dos casacos e vestiu a menina.
–Pronto, agora podemos ir. – segurou a mão dela e seguiu para as escadas.
Refez seu caminho até o carro.
–Esse carro é seu? – ele assentiu – É legal.
Já dentro do carro, o Cavaleiro das Trevas dirigiu até Gothan e enquanto isso pensava em uma maneira de manter a menina a salvo e perto dele ao mesmo tempo. Quando chegaram a seu destino já era mais de meia-noite.
Passou pela cachoeira que escondia sua caverna e percebeu que ela voltou a dormir. Agora começava sua maior missão.
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