Uma sacada em Londres
10 Marcas de um passado
Notas iniciais
P.O.V. BELLA
Fui para meu quarto, Edward foi junto a meu pedido. Fomos ao banheiro, ele tirou minhas botas, colocando meu celular em cima da pia, depois tirou minhas meias, minha calça e minha blusa me deixando apenas de calcinha e sutiã, depois ele abriu o chuveiro para me dar banho, porém eu não deveria ter deixado ele me ver tão exposta, já que com isso, ele provavelmente veria minhas marcas.
— O que são essas marcas de mordida, cigarro e não sei direito o que essas outras parecem, talvez uma vara ou chicote? — Perguntou preocupado, tarde demais. — Quem fez isso com você Bella?
— Você não vai querer saber.
— Ah vou sim. — Disse convicto. — Quem fez isso com você? Me responde.
— Eu não quero falar sobre isso.
— Por que você sempre faz isso? — Perguntou visivelmente incomodado.
— O que? — Perguntei apesar de já saber do que ele estava falando.
— Por que sempre foge quando o assunto é você? Por que nunca está a fim de falar sobre isso?
— Eu nunca te disse que falaria sobre a minha vida, então não venha me dizer o que fazer. — Eu disse sem me importar em ser muito educada.
— Será que você não vê o que está fazendo? Jake e eu somos as únicas pessoas que se importam com você aqui em Londres e é assim que nos trata.
Mal sabia ele que eles eram as únicas pessoas no mundo que se importam comigo, minha mãe gosta de mim, mas não o suficiente para acreditar em tudo que digo e eu nunca fui uma prioridade em sua vida, mas ele estava certo, eu não podia tratá-lo daquela forma, era óbvio que eu não diria o que aconteceu em Los Angeles, mas não era motivo para ser grossa.
— Me perdoe. — Eu disse arrependida. — Por favor, não quis ser arisca, mas é que eu realmente não quero falar sobre isso, foi uma fase da minha vida que prefiro esquecer, por favor, não tente desenterrar isso, pro meu bem.
— Olha pra mim. — Ele disse segurando meu rosto entre suas mãos. — Eu não vou insistir para que você me diga, quando estiver pronta pra isso você abre o jogo, no entanto acho importante dizer que não importa nada do que você fez ou sofreu antes de vir pra cá, é passado, o que importa é o que você é hoje, e hoje, você é uma pessoa maravilhosa, eu sei que é, então não precisa ter medo de me dizer nada, pois eu sempre vou estar ao seu lado, entendeu?
— Sim. — Eu disse derramando a primeira lágrima.
Ele era bom demais pra mim. Eu nunca poderia permitir que nada nem ninguém o ferissem e a melhor maneira de fazer isso era o mantendo longe de mim. Esse pensamento fez com que eu chorasse ainda mais.
Ele me puxou para si e me abraçou forte e carinhosamente, me derreti em seus braços, ele era tudo que precisava, mas não podia ter, aquilo parecia um inferno.
— Sch. — Sussurrou ao meu ouvido. -Você não está sozinha, estou aqui.
— Eu queria tanto que você tivesse aparecido em outra época da minha vida. — Eu disse aos soluços. — Se pudesse prever meu futuro teria vindo pra cá atrás de você e do Jake há muito tempo, mas eu não posso, infelizmente.
— Não importa quando você nos conheceu e sim que está aqui conosco agora.
Não falei mais nada apenas fiquei abraçada com ele em baixo do chuveiro, nem faço ideia de quanto tempo ficamos ali, eu ficaria mais, mas ele interrompeu nosso silêncio.
— OK, já ficamos sem fazer nada por tempo demais, deixe-me ver seu nariz agora. — Ele disse colocando a mão em meu queixo e o erguendo um pouco para me ver. — Não está sangrando nem inchado, só tem um machucadinho no canto dele, está doendo?
— Um pouco.
— Eu vim aqui apenas para acompanhá-la, vou deixar você tomar banho em paz agora.
— Dorme comigo. — Ordenei.
— Bem que eu queria, mas não posso.
— Por quê? — Perguntei decepcionada.
— Não sei se percebeu, mas estou todo molhado, inclusive minha roupa, então vou ter que dormir nu. — Confesso que fiquei muito excitada, mas me contive.
— Não tem importância, prometo que não olho. — Eu sabia que na primeira oportunidade olharia, mas achei melhor mentir para que ele ficasse.
— Tem certeza? Acho que o Jake não vai gostar muito de saber que dormi nu com você.
— Quem disse que ele precisa saber?
— Isso é. — Disse sorrindo.
— E aí? Aceita me fazer companhia essa noite?
— Isso soou estranho, mas sim eu aceito.
— Perfeito. — Eu disse sorrindo.
— Bom, eu não estou a fim de dormir de calça jeans, minha calcinha e sutiã estão molhados também, então vou dormir apenas com a camisa, ela é masculina, então é longa o suficiente para tampar tudo, mas mesmo assim sempre levanta quando me deito, então acho que você também tem que se comprometer a não olhar.
— Tudo bem. Agora vou te deixar tomar banho em paz.
— Tá bom. — Bem que eu queria que ele ficasse, mas é óbvio que eu não iria pedir.
Ele saiu do banheiro e eu terminei de tomar meu banho, depois fui até o quarto, Edward estava enrolado no edredom, mas apenas do quadril pra baixo, seu lindo abdômen estava de fora, ele sorriu ao me ver apenas de blusa e me chamou com o dedo indicador, ele ficava tão sexy assim, por mim eu iria lá agora mesmo, faria loucuras e ah... Deixa pra lá, coitado, se ele soubesse de metade das coisas que eu estava pensando ficaria até constrangido.
Fui até a cama e me deitei ao seu lado, mas como só tinha um edredom me cobri junto a ele.
— Assustada? — Perguntou se virando de lado e me encarando.
— Por que estaria? — Me virei de frente para ele também.
— Porque você está aí ao lado de um homem nu, não é o suficiente?
— Se eu nunca tivesse visto um homem nu antes, sim, seria, mas como não é o meu caso então não.
— Quantos homens nus você já viu na vida? — Perguntou interessado.
— É claro que não vou te dizer. — Garanti.
— Por quê? Fala aí, por favor. — Pediu implorando.
Eu não gostava muito de lembrar da minha vida sexual, pois com ela vinham lembranças de um passado que eu não me orgulhava nem um pouco, tudo bem que quanto as minhas lembranças sexuais, eu não tinha culpa nenhuma, mas ainda sim era doloroso pensar nesse assunto, eu realmente não falaria disso.
— Nem adianta insistir.
— Queria tanto que você confiasse em mim. — Disse levemente triste.
— Eu confio em você. — Eu disse colocando a mão em seu rosto. — Só pretendo esquecer o meu passado, e não é te falando sobre ele que vou conseguir isso, entende?
— Entendo, mas não concordo.
Se ele soubesse do que se tratava concordaria na hora, minha vida até então foi tão feia, triste e errada que nem valia a pena contar.
Edward chegou mais perto de mim, nossos corpos quase se tocando, eu olhava fixamente em seus olhos e ele nos meus se nos beijássemos ali mesmo, nem me surpreenderia, eu sabia que não podia deixar isso acontecer, então virei de costas para ele.
— Posso te abraçar? — Perguntou.
— Deve. – Disse de repente.
Ele se aproximou ainda mais e me abraçou de conchinha, fazendo com que minha blusa levantasse um pouco atrás, deixando meu traseiro descoberto, senti todo seu corpo me tocando, inclusive aquela parte que eu prometi que não veria, ela encostava justo na minha bunda, fazendo contato direto de nossas peles, pelo que pude sentir parecia bem grande e Deus, ele estava ereto! "Bella contenha-se" eu pensava, estava muito difícil, eu estava muito excitada com aquilo tudo, se seguisse meus impulsos já estaria quicando em cima dele há muito tempo, mas graças a Deus não tinha chego a esse ponto, ainda, esperava de coração que o auto controle dele fosse maior que o meu, porque se fosse menor ou igual nós não ficaríamos longe por muito tempo.
— Estou te incomodando de alguma forma? — Perguntou.
— Estou te sentindo. — Disse maliciosa e ele riu.
— E está gostando do que sente?
— E como. — Confessei e ele sorriu.
Quando de repente senti seus lábios em minha nuca e sua mão em minha coxa, mas antes que ele continuasse resolvi dar um fim naquilo.
— Acho melhor a gente ir dormir. — Eu disse antes que aquilo fosse longe demais. — Já está tarde.
— Tem certeza que quer ir dormir? – Perguntou empurrando os quadris levemente contra minha bunda fazendo com que o sentisse ainda mais, pude perceber a malícia em seu tom de voz, o que me deixou louca, mas mesmo assim me mantive firme.
— Sim, boa noite. — Disse encerrando meu papo com ele e chegando para frente.
— Boa noite. – Disse desanimado.
Fechei os olhos e dentro de pouco tempo já estava dormindo, não sei quanto a ele, mas eu dormi muito bem, percebi que só dormia bem desse jeito quando dormia com ele, talvez fosse porque me sentia muito protegida quando estava por perto, era como se nada pudesse me atingir, era umas das melhores sensações que já tive o prazer de sentir.
Amanheci ainda nos braços de Edward, mas dessa vez estava deitada em seu peito e nossas pernas enroscadas, nós estávamos dormindo como um casal, oh droga, eu estava tão vulnerável, eu me sentia uma estúpida, como podia estar tão feliz com o simples fato de ele estar ali? Nunca me senti assim, nenhum homem jamais me provocou nem a metade do que ele me provoca isso era algo novo e assustador ao mesmo tempo, não que fosse ruim, não era, mas também não era bom, pelo fato de eu não poder ficar com ele, então se tratava de um sentimento inútil.
— Bom dia luz do dia. — Ele disse me tirando de meus pensamentos.
— Bom dia Edward. Dormiu bem?
— Sim, muito bem.
— Que bom. Onde será que vamos hoje?
— Nem sei, mas uma coisa é certa, quero voltar para casa à noite.
— Eu também, na verdade eu tenho que voltar pra casa hoje, tenho faculdade na segunda.
— Pois é, tomara que a gente encontre o pai do Jake logo de cara.
— Bella. — Chamou alguém lá de fora, pela voz era Jake.
— Oi? — Perguntei.
— Vamos cair na estrada?
— Vamos, me espera lá em baixo.
— OK.
Edward e eu nos levantamos, ele nem se importou que eu estivesse ali e ele nu, e saiu, mas — Infelizmente — estava de costas pra mim e só pude ver seu traseiro e que traseiro, continuei deitada na cama, algum tempo depois ele saiu, mas dessa vez completamente vestido, com as roupas de ontem que secaram durante a noite.
— Suas roupas também estão secas. — Ele disse. — Vai lá se vestir, eu vou descer porque o Jake vai desconfiar se descermos juntos.
— OK, vai lá.
Ele saiu do quarto e eu fui ao banheiro, me troquei, peguei meu celular que ficou em cima da pia e desci para encontrá-los.
— Vamos meninos. — Eu disse a eles que estavam na garagem do hotel encostados no carro. — Vocês já pagaram a nossa estadia?
— Sim. Agora é só a gente ir.
— OK, mas pra onde nós vamos agora?
— Hoje de manhã dei uma estudada nos endereços, cara são seiscentos e trinta e oito Thiagos Smiths no condado de Surrey, tem noção? A gente tem um longo trabalho pela frente, espero que estejam preparados para isso.
— Eu estou. — Garanti.
— Eu já nasci preparado. — Disse Edward
— OK, nossa próxima parada é Farnham, cento e oitenta e três desses caras moram lá. Pé na estrada cambada!
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