Uma sacada em Londres
5 Conhecendo pessoas novas
Notas iniciais
P.O.V. BELLA
Seu cheiro forte ainda estava impregnado em mim, claro que estava a final fiquei horas em seus braços, nem sei como cheguei à cama, mas a noite foi boa, dormi feito um anjo, só não sei se foi pelo álcool ou por ter adormecido em seus braços fortes, talvez tenha sido pelos dois, tanto faz.
Após a aula fui para casa, mas ao chegar percebi que havia deixado a chave na bolsa que deixei no armário da faculdade então bati à porta.
— Renesmee, abre a porta pra mim, por favor. — Ouvi a voz de Edward dizendo.
Renesmee? Como assim? Ele não podia ficar trazendo mulheres para casa, aqui não era um motel. Não estava gostando nada disso.
A porta se abriu e olhei ansiosa, mas pra minha surpresa a tal Renesmee se tratava de uma criança, uma linda menina de olhos verdes e cabelos loiros, devia ter uns sete ou oito anos.
— Oi. — Disse com sua voz fininha após sorrir docemente
— Quem é Renesmee?- Perguntou Edward. Sua voz vinha da cozinha.
— Sou eu Edward, — Respondi. — Bella.
— Ah, oi Bella, vem cá, estou aqui na cozinha. — Disse com um tom de voz diferente, parecia feliz por eu ter chego.
Entrei na casa, fechei a porta e fui à cozinha, a menina ficou na sala junto à duas bonecas que estavam no sofá, me assustei ao ver Edward cozinhando.
— Hum, com a barriga no fogão. — Eu disse num tom orgulhoso e ele sorriu.
— É, vou fazer omelete com batata frita pra Renesmee. — Respondeu.
— Quem é essa menina?- Perguntei.
— Minha afilhada e sobrinha.
— Legal. Filha da sua irmã ou irmão?
— É filha da minha irmã mais velha.
— Quantos irmãos você tem?
— Duas irmãs, ambas mais velhas que eu, Angela e Alice, que é a mãe da Renesmee, que está brincando com as bonecas lá na sala.
— Seus pais são casados ou separados?- Perguntei.
Nem tinha percebido que estava o interrogando, mas não me importava muito com isso, ele era tão interessante que me fazia perder a noção do exagerado.
— Sim, estão juntos há 35 anos.
— UAU. — Disse admirada, adorava ver famílias felizes assim, mas era estranho, ele morava com a namorada e agora estava com a gente, por que não recorria a casa de seus pais como qualquer pessoa normal? — Há quanto tempo você não vê seus pais?
— Já faz alguns meses. — Disse de cabeça baixa.
— Por quê?- Perguntei indignada. Como ele podia ter a oportunidade de ter uma família normal que o amasse e jogava isso tudo pela janela?
— Por que está tão incomodada com isso?- Disse sorrindo.
— Você sabe quantas pessoas dariam tudo pra ter os pais unidos? Como você pode ter isso e nem ligar?- Perguntei séria ignorando seu sorriso.
De repente ele ficou sério também e olhou diretamente em meus olhos.
-Você não faz ideia do que eu passava naquela casa.
— O que você passava?
— Meu pai vivia me cobrando tudo, queira que eu arrumasse uma profissão "direita”, — Ele fez aspas com as mãos. — ele nunca me perguntou se eu estava bem, como eu me sentia, ele nunca deu a mínima, já a minha mãe é uma ótima pessoa, ela sempre me apoiou, claro, ela dizia que era melhor eu fazer uma faculdade, mas quando viu que ser ator era o que eu queria, ela aceitou, diferente dele que brigava comigo todo dia, eu não aguentava mais aquilo, por isso fui embora.
— Sério que você nem vai à casa dos seus pais por causa disso? — Disse num tom de reprovação, só queria ver o que faria se estivesse em meu lugar.
— E você acha pouco?- Perguntou com os olhos arregalados.
— Sim, eu acho, ele está errado em cobrar tanto de você e você está certo em sair de casa, mas chegar ao ponto de nem querer mais vê-lo, aí já é demais, não acha?
— Eu acho que...
— Tio, — Disse Renesmee chegando à cozinha. — Que cheiro de queimado é esse?
Olhei para a frigideira na qual estava o ovo e já estava tudo preto. Edward desligou o fogo rapidamente. Meu Deus, esquecemos mesmo do tempo, tanto a ponto de nem sentirmos o cheiro de queimado e nem perceber a fumaça que estava no ar.
— Vou fritar outra omelete pra você meu anjinho. — disse ele docemente para a menina.
— Tudo bem. — Disse ela. — Quem é essa moça bonita?- Sussurrou para ele, ou tentou sussurrar, seja como for não deu muito certo. — é a sua namorada?
— Não. — Sussurrou de volta, mas se segurando para não rir, em seguida olhou para mim e parou de sussurrar. — Renesmee, essa é a Bella, uma amiga do padrinho e Bella, essa é a Renesmee, a pessoinha mais linda desse mundo.
Renesmee sorriu para Edward, e eu também sorri, ela olhou para mim e eu me agachei, em seguida estendi a mão pra ela que apertou firmemente para uma menina de sete ou oito anos.
— Muito prazer Renesmee. — Eu disse carinhosamente.
— Prazer em conhecê-la, tia Bella, você é muito bonita.
— Ah obrigada. — Eu disse sorrindo. — Você também é.
— Obrigada.
— Quer conhecer minhas bonecas?- Perguntou com os olhinhos brilhando.
— Claro, por que não?
— Vem.
Ela segurou minha mão e me levou até a sala, chegando lá me mostrou suas bonecas e me contou sobre sua escola, seus amigos e família, ela era tão encantadora e lindinha que me deixava boba, a propósito ela tinha oito anos, esperava que quando tivesse minha filha, isso SE eu chegasse a ter uma, ela fosse assim, igualzinha a ela.
Edward terminou o almoço, ele preparou para nós três, que comemos juntos, depois ficamos assistindo TV à tarde. Edward levou Renesmee em casa ao por do sol, pedi que ele voltasse logo e foi o que ele fez, em menos de meia hora já estava de volta, eu ainda estava deitada no colchonete assistindo TV, imediatamente ele tirou os sapatos e se deitou ao meu lado.
— Edward. — Eu o chamei.
— Oi. — Respondeu.
— Quando você pretende ir visitar os seus pais?
— Eu não pretendo ir. — Disse secamente.
— Mas são seus pais, você não acha que...
— Eu não quero falar sobre isso. — Disse sério.
— Tudo bem, mas eu preciso te dizer uma coisa.
— Pois não.
— Algum dia, pode não ser hoje nem amanhã, mas algum dia, você vai querer falar com o seu pai, vai querer encontrá-lo e talvez esse dia seja tarde demais, não deixe isso acontecer, não deixe que a vida passe, se você o ama, vá atrás, não é possível que você não tenha nenhuma lembrança boa dele. Me promete que vai pensar no que eu acabei de te dizer? — Perguntei esperançosa, nunca estive tão disposta de convencer alguém de algo, talvez não quisesse que ele jogasse fora algo tão precioso.
-Eu não sei se posso te prometer isso.
— Eu não estou te obrigando a tomar decisão alguma, só quero que você pense bem sobre o assunto.
Ele ficou pensativo por alguns instantes, depois olhou para mim e sorriu.
— OK, vou pensar, prometo.
De repente fomos interrompidos com Jake abrindo a porta, ele parecia bem feliz, logo percebi o motivo, havia uma mulher atrás dele, uma morena de cabelos curtos, alta e bem bonita.
— Oi gente. — Disse ele enquanto entrava na casa com a mulher. — Essa é a Leah, e Leah esses são o Edward e a Bella.
— Olá. — Disse ela timidamente.
— Olá. — Dissemos juntos.
— E aí gente? — Jake perguntou. — Vamos comprar uma caixa de cerveja?
— Olha, eu não vou poder me juntar a vocês. — Eu disse — Nem sei como me levantei da cama hoje de manhã.
— Ah Bella, por favor — Disse Jake — Vai deixar a Leah aqui sozinha entre nós? Fica e conversa com ela.
— É Bella. — Disse Leah e eu sorri.
— Fica aqui comigo vai. — Disse Edward com o rosto pertíssimo do meu, tão perto que pude sentir seu hálito quente em meu rosto.
Dei um sorrisinho sem graça, ele me intimidava tanto que eu nem sabia explicar como continuava composta, não tinha como negar um pedido desses.
— Tá bom. — Respondi convencida. — Eu fico.
Edward e eu levantamos e cumprimentamos Leah.
— Edward, vamos comprar as coisas?- Perguntou Jake.
— Vamos, vocês vão ficar meninas?- Edward perguntou e eu olhei para Leah, deixando a decisão nas mãos dela.
— Acho melhor nós ficarmos, ainda não me recuperei desse lance de escadas que subi.
Todos nós sorrimos, ela tinha razão, aquelas escadas eram de matar.
— OK. — Disse Jake. — Nós vamos lá então.
Eles saíram, guardei os colchonetes, lençóis, travesseiros e edredons, depois fui para a sala e me sentei ao lado de Leah.
— E aí? — Perguntei. — Você e o Jake estão saindo?- Eu já sabia a resposta, mas mesmo assim quis perguntar para puxar assunto.
— Sim. — Disse sorridente.
— Legal saber disso porque ele parece tão só.
— Ele é um cara muito especial.
— Não o conheço há muito tempo, mas tenho certeza disso.- Fui sincera.
— Mas o seu namorado não fica atrás não menina.
Eu sorri comigo mesma, será que ela estava pensando que... Ai Deus.
— Tá falando do Edward? — Perguntei me segurando pra não rir.
— Sim. — Disse como se fosse óbvio.
— Ah não, — Respondi esclarecendo as coisas imediatamente para não haver dúvida — nós somos apenas colegas.
— Sério?!- Perguntou espantada.
— Sério.
— É que vocês pareciam tão íntimos e rola uma tensão sexual muito forte entre vocês. Desculpe se fui muito direta, mas foi o que notei no pouco tempo que estive aqui. — Ela disse num tom aconchegado, como se dissesse "Somos amiguinhas”.
— Pode até ser, mas não rola nada entre nós. — Não sei se ela percebeu, mas eu estava muito mexida com o que ela dissera. Será que ele me achava tão atraente o quanto eu o achava? Apesar de louca, a ideia era empolgante.
— Mas você tem uma queda por ele não tem? — Droga! Ela percebeu.
— Por que a pergunta? — O que estava acontecendo? Eu sempre fui tão boa em mentir, sempre fui fria para isso, mas estava tão nervosa que estava quase confessando sentimentos que nem eu mesma aceitava para uma desconhecida, talvez eu sentisse falta de uma amiga que nunca tive, de alguém para compartilhar meus pensamentos sobre garotos, roupas e sapatos.
— Tá óbvio que você sente no mínimo uma atração por ele.
— Ele é muito bonito não posso negar, mas a atração que sinto por ele não é forte o suficiente para me virar a cabeça. — Fui sincera, tudo aquilo era mera atração e talvez um pouco de carência.
— Você o conhece há quantos dias?
— Três.
— Então acho que ainda é cedo pra dizer que seus sentimentos por ele não são fortes o suficiente para algo, não acha?
— Sim, você está certa. — O pior é que estava mesmo.
— Olha. — Disse ela — Vou te dizer algo, mas fica entre nós, OK. — Disse sussurrando, não entendi bem o motivo já que estávamos sozinhas, mas estava muito curiosa para argumentar.
— OK, você pode confiar em mim. — Eu disse com segurança.
— O Jake me contou que o Edward disse que te achava bonita e que você tem algo que o encanta algo no qual ele não sabe explicar.
— O Edward disse isso? — Eu disse estranhamente feliz e empolgada. — Tem certeza?
— Bom, foi o que o Jake me disse, ele parecia ansioso para contar isso a alguém, ele estava meio indeciso se gostava desse sentimento do Edward por você ou não.
— Por quê?
— Ele disse que por um lado era bom porque isso queria dizer que ele estava começando a esquecer a ex, que o Jake detesta...
— Desculpa te interromper, mas o Jake não gosta da Rosalie?
— Nem um pouco, ele diz que ela gostava muito de controlar o Edward.
— Hum, mas qual é o lado ruim do Edward gostar de mim?
— Ele disse que acha ruim porque vocês três estão morando na mesma casa e não seria legal se você e o Edward se envolvessem, porque se terminassem ia ficar um clima chato em casa, mas sinceramente eu acho isso besteira.
— Até que faz sentido, mas eu só não entendi uma coisa.
— O que?
— Você sabia que eu e o Edward não estávamos juntos, por que se referiu a ele como meu namorado?
— É que o Jake me disse hoje mais cedo isso que ele falou e hoje quando a gente chegou vocês estavam assistindo tevê deitados no colchonete, achei que ele tinha dito isso pra você e que vocês estavam juntos agora.
— Hum, entendi.
— Mas e aí? O que você vai fazer a respeito dele?
— Nada. — Eu disse confiante perante seus olhos curiosos.
— Por quê? — Perguntou visivelmente decepcionada.
— Não vim pra Inglaterra pra me envolver com ninguém — Esta era a última coisa que eu poderia querer no momento, não seria nada justo com ele.
— Você não precisa desses tipos de privações — Garantiu tentando provar que devemos fazer o que nosso coração manda, muito bonitinho, mas meu coração só me mete em furada, e além do mais, minha realidade não me permitia seguir meus sentimentos. — Se ele apareceu na sua vida foi com algum propósito, quem sabe vocês dão certo?
— As coisas estão muito complicadas pra mim nesse momento, — Ela não fazia a mínima ideia do quanto. — antes de resolver todas essas pendências eu realmente não posso me envolver com ninguém.
— Eu não sei o que está acontecendo com você, mas a gente sempre precisa de alguém para nos guiar e orientar quando estamos perdidos, seja como for. — Ela foi bem intensa ao dizer isso, mas não o suficiente para me convencer que precisava de alguém.
— Mesmo assim, prefiro deixar a poeira abaixar. — Achei melhor mudar de assunto o quanto antes. — Tem salame lá na cozinha, vou cortar para nós comermos quando eles chegarem. Me acompanha ou prefere ficar aqui assistindo tevê?
— Vou com você. — Ela se levantou do sofá e eu também.
Nós fomos até a cozinha, eu peguei o salame na geladeira e comecei a fatiá-lo.
— Qual é a sua idade? — Perguntei para puxar assunto.
— Vinte e dois, o Jake diz que sou muito nova, mas ele tem quase a mesma coisa, nem sei do que ele está falando. — Fiquei espantada com a notícia, todos pareciam ser mais novos, eu era uma pirralha perto deles.
— Quantos anos o Jake tem? — Perguntei.
— Vinte e seis, pode dizer, não é tão mais velho que eu.
— Realmente. — Ele era bem mais velho que eu; tá exagerei, mas eu esperava me enturmar com pessoas no máximo uns três anos mais velhas, dessa vez queria que tudo saísse certo.- E o Edward? — Confesso que estava um pouco mais interessada na idade dele que a do Jake. — Ele tem a idade do Jake? Porque se eles são amigos de infância, não deve ter muita diferença.
— Já a dele eu não sei, mas deve ser mais ou menos isso também.
— Gente, chegamos. — Disse Jake entrando na cozinha com algumas sacolas.
— Coitado do Edward. — Disse Leah. — Belo amigo você hein Jake, deixando o garoto trazer a cerveja sozinho.
— Ele pode gastar as energias com isso agora que perdeu a namorada, já eu devo economizar as minhas. — Disse Jake enquanto colocava as sacolas em cima da pia.
Edward chegou com a caixa de cerveja nas costas, ele estava apenas de blusa, normalmente eu me perguntaria como ele conseguia ficar com os braços descobertos naquele frio, mas eu estava muito ocupada reparando em seus músculos que pulsavam pela força que estava fazendo por carregar a caixa. Ele abriu o freezer e guardou parte das garrafas que já estavam geladas lá.
— Trouxe carne, uns molhos, frutas e chocolate para fazer fondues. — Disse Jake.
— Eu fatiei salames, — Eu disse pegando o prato. — vamos comê-los, depois comemos as fondues.
Jake imediatamente guardou as sacolas na geladeira.
— Vamos pra sala? — Jake perguntou ansioso.
— Vamos. — Disse Edward já com a cerveja aberta e um copo nas mãos. — Cada um trás o seu copo.
— OK. — Disse Leah pegando o seu.
Exprimi um pouco de limão no salame para temperar, peguei meu copo e nós fomos pra sala. Edward e eu sentamos em um sofá de dois lugares enquanto Leah e Jake sentaram se no de três, mas só ocuparam um lugar de tão agarradinhos que estavam. Edward pegou o controle do som na mesinha e pôs uma música num volume ambiente, e aquela curiosidade me tomou novamente.
— Edward. — Eu o chamei alto o suficiente para todos escutarem.
— Sim? — Perguntou olhando pra mim.
— Quantos anos você tem? — Lancei um olhar questionador.
— Por que quer saber? — Retribuiu com um olhar desconfiado e confuso.
— Curiosidade. — Fui sincera e esperava que a minha resposta bastasse.
— Você vai me dizer a sua se eu disser a minha? — Disse num tom extremamente sexy.
— Sim. — Isso seria um caso a se pensar.
— Eu tenho vinte e cinco. — ele disse olhando em meus olhos. — E você?
— Boa pergunta. — Disse Jake.- E você Bella?
— Você tem cara de novinha. – Disse Edward.
Acho que eles mereciam a verdade, ao menos sobre isso, talvez eles até gostassem do fato de ter uma menininha em casa.
— Dezoito. — Eu estava ansiosa por alguma reação, meu Deus, se achavam Leah muito nova o que não diriam de mim?
— Fala sério Bella. — Disse Edward rindo. — Eu fui sincero com você.
— Estou falando sério. — Eu disse sem rir.
— Sem brincadeiras? — Perguntou Leah.
— Sem brincadeiras. — Garanti.
Edward começou a rir sem parar enquanto me observava, tudo bem, eu já estava esperando por isso.
— O que é? — Perguntei.
— Pirralha! — Ele riu ainda mais e eu bati em seu braço.
— Para seu idiota. — Eu disse sorrindo.
— Cara você é muito nova. — Disse Jake sorrindo. — Nem me lembro dos meus 18 anos direito.
— Viu Jake, não sou tão nova assim. — Disse Leah.
— Pois é. — Disse Jake enquanto acendia um cigarro. — A Bella é a mais nova mascote, a pirralhinha da casa.
— Vocês vão ficar me zoando? — Perguntei fingindo estar magoada.
— Parem com isso. — Disse Leah pegando um cigarro.
— Leah, me joga o maço, por favor. — Disse Edward.
— Segura aí. — Ela disse jogando o maço pra ele que não deixou cair depois pegou um cigarro.
— Me dá um aí. — Eu disse, sentia tanta falta de dar uma tragada, não fumei nenhum desde que cheguei a Londres.
— Olha, — Disse Edward. — a pirralha fuma.
— Fuma, bebe, faz coisa demais pra quem só pode fazer isso legalmente há menos de um ano, não acha? — Perguntou Jake.
— Pois é. — Disse Edward desconfiado enquanto me dava o cigarro, ele pegou o isqueiro na mesinha e os acendeu.
Nós ficamos bebendo, fumando e conversando ali por horas e mais horas, Leah era uma garota simpática, era realmente agradável conversar com ela, fazia eu me sentia melhor. Esperava de coração que o lance dela com o Jake desse certo, ele merecia uma garota assim, nunca imaginei que me sentiria tão bem em Londres.
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