Uma sacada em Londres
28 Acerto de contas
Notas iniciais
Segunda feira, eu tinha que ir a faculdade novamente e a única coisa que eu conseguia pensar era em chegar em casa para ver Edward e Anastácia, meu namorido e a minha filha. Naquele dia Edward não iria me buscar, porque Alice os chamou para fazer algumas compras com ela e Renesmee, eu também fui convidada, mas realmente não podia ir porque hoje era revisão para as prova, então eu teria que ir embora de ônibus.
Quando acabou a aula fui caminhando em direção ao ponto de ônibus quando senti alguém passando o braço por meu ombro, sorri imediatamente pensando ser Edward, mas quando olhei para o lado, vi um homem alto, um pouco gordo e negro, não era Edward, na verdade não era ninguém que eu conhecesse.
— Olá Bella. – Disse o homem.
— Quem é você? – Perguntei assustada.
— Não importa, fica quietinha e entra no carro sem fazer escândalo ou eu te mato aqui mesmo. – Ele disse colocando a mão em sua cintura, onde estava uma pistola preta.
Comecei a tremer de medo imediatamente, eu sabia que esse dia chegaria, sabia que Mike me encontraria mais cedo ou mais tarde, não tinha jeito, fui andando até o carro preto que estava parado ao nosso lado, meus olhos estavam repletos de lágrimas, minha vida estava boa demais para durar tanto e eu sabia disso.
P.O.V. EDWARD
Alice, Renesmee, Anastácia e eu andávamos pra lá e pra cá no shopping passamos o dia fazendo compras e mais compras, comprei alguns brinquedos, roupinhas e sapatinhos para Anastácia, Bella ia adorar todas as coisas que comprei, com certeza ia. Saímos do shopping às quatro e meia da tarde. Deixei Alice e Renesmee em casa, depois fui para a minha.
— Bella, vem ver as coisas que eu comprei pra Anastácia. – Eu disse empolgado ao chegar em casa.
— Edward. – Disse Jake vindo até a porta onde eu estava. – A Bella não chegou até agora.
— Ela ainda não veio da faculdade? – Perguntei.
— Não, e o celular tá desligado.
— Ué, onde será que ela está? – Questionei preocupado.
Enquanto Jake ficou com Anastácia liguei para o celular de Bella, mas ainda estava dando desligado, depois liguei para a faculdade perguntando se eles tinham passado alguma atividade extra para os alunos ficarem até tarde, mas eles disseram que não, então perguntei sobre ela e eles disseram que não estava lá. Fui até a casa de Eric, da Alice, mas não a encontrava. As horas iam se passando e nada, eu já estava ficando desesperado, ligava para ela de o tempo inteiro, mas o celular ainda dava desligado. Dei a janta de Anastácia depois fui para meu quarto e a deixei no berço, deitei na cama e abracei o travesseiro de Bella enquanto sentia o seu cheiro, queria muito que ela estivesse ali comigo, não aguentava essa ansiedade de vê-la novamente, foi então que me lembrei de Mike, o maldito que queria matá-la.
— Droga! – Gritei.
Levantei da cama na mesma hora e fui até Jake que estava assistindo tevê.
— Jake. – Eu disse.
— O que? A Bella chegou?
— Não, mas sabe o que eu estava pensando aqui cara?
— No que?
— Eu me lembrei daquele cara que ela falou.
— Que cara?
— O tal de Mike, o que prometeu que ia matá-la quando saísse da cadeia, lembra?
— Sei. Pior que é mesmo. Será que é ele?
— Provavelmente.
— Mas o que a gente faz agora?
— Não sei, a gente tem que começar a procurá-la. Não podemos chamar a polícia, porque se eles armarem uma emboscada e eles perceberem vão matar a Bella.
— Edward. – Disse Jake com os olhos cheios de lágrimas. – Se realmente foi esse cara que pegou a Bella, a essa altura ela já deve estar...
— Não. – Eu disse alto e firmemente. – Ela não tá morta, eu sei que não, eu sinto isso.
— Espero que você esteja certo e eu vou te ajudar a encontrá-la, mas por onde nós vamos começar.
— Pela internet.
— Como assim pela internet?
— Vamos pesquisar o nome desse Mike.
— Tem razão, a gente tem que saber quem ele é.
Liguei meu notebook e pesquisei o nome dele, tinham alguns registros e fotos, alguns que diziam que ele estava foragido, outros mais atuais que diziam que ele foi preso, mas as notícias mais novas, de um mês e meio atrás diziam que ele havia fugido da prisão e estava sendo procurado, isso só fazia nossas suspeitas criarem ainda mais força. De repente o telefone tocou, corri até ele e atendi imediatamente.
— Bella? – Perguntei cruzando os dedos para que fosse ela.
— Edward, sou eu. – Ela disse com um fiapo de voz
— Onde você está? – Perguntei aliviado.
— Anota o endereço.
— Tá bom. – Peguei o primeiro pedaço de papel e caneta que vi pela frente. – Pode falar.
Bella me deu as coordenadas de onde estava.
— Manda esse endereço pra polícia e não venha pra cá, nem você e nem o Jake, me ouviu?
— Ele te achou? O Mike.
— Sim. – Ela disse com a voz trêmula, como se estivesse chorando. – É horrível. Manda eles virem logo, não sei se vou aguentar por muito mais tempo. Estou morrendo Edward, acho que não vou amanhecer se eles não vierem logo, pelo amor de Deus, vai agora na polícia.
— Tudo bem, eu vou. – Lágrimas desciam por meu rosto, eu estava com medo do que podia acontecer.
— Edward, caso a gente não se veja mais, quero que você saiba que eu te amo, que você foi a melhor pessoa que eu já conheci e que eu espero que você seja muito feliz. E quero que você crie a nossa filha do jeitinho que a gente sonha e que a torne uma mulher igual ao homem que você é. E por favor, siga em frente, você e a Anastácia merecem isso. Eu te amo.
— Eu também te amo. Muito mesmo e eu não vou deixar você morrer, jamais.
— Com quem você tá falando? Hein? – Perguntou uma voz masculina e irritada do outro lado da linha.
— Com ninguém Mike, eu juro. – Disse Bella com o medo transparente apenas pelo tom de sua voz
— Você vai mentir pra mim? Vai mesmo? – Perguntou ainda mais irritado.
— Eu não estou mentindo.
— Ah não? Não mesmo?
Ouvi o barulho de alguma coisa e o grito de Bella, um enorme grito de dor.
— E agora? Vai me dizer a verdade?
— Eu não estou mentindo, eu juro. – Ela disse com a voz de choro ainda mais forte e em meio de soluços.
O barulho se repetiu e ela gritou novamente, aquilo era demais pra mim, desliguei o telefone imediatamente.
— Onde ela está? – Jake perguntou aflito.
— O endereço tá aí no papel. Vamos pra lá agora.
— Sem a polícia?
— Sim, o Mike já sabe que a Bella ligou pra alguém, ele provavelmente já está esperando a polícia lá, a gente tem que ir sozinho.
— Isso é loucura, a gente não tem nenhuma arma, esse cara era traficante, ele deve estar armado até os dentes, fora os caras que estão com ele nessa, porque com certeza ele não tá sozinho. Se a gente for pra lá sem a polícia vamos morrer os três.
— Se a polícia for pra lá eles vão matar a Bella.
— Pode ter certeza que se a gente for pra lá sozinho as chances de isso acontecer vão ser bem maiores a única diferença é que a gente vai morrer também.
— Jake, eu vou pra lá sem a polícia. Você vem ou fica?
— Eu não vou te convencer né? – Perguntou Jake quase se dando por vencido.
— Não. – Respondi firmemente.
— Tudo bem, nós vamos, mas se a gente morrer, você sabe que a culpa é sua não sabe?
— Sei.
— Vamos logo, antes que eu mude de ideia.
— Vamos. Eu vou deixar a Anastácia na casa da Alice.
— OK.
Fui até a cozinha e peguei duas facas peixeiras, entreguei uma para Jake e a outra deixei comigo, peguei comida para Anastácia, e Jake a pegou. Fomos até a casa de Alice que já estava dormindo, ela ficou me perguntando preocupada do porquê de eu ter levado Anastácia para lá naquela hora, eu disse que não poderia falar agora, mas que quando eu voltasse explicaria tudo.
Nós fomos ao endereço no qual Bella nos indicou, era em uma área mais afastada de Londres, uma área mais rural, no lugar havia uma casa abandonada no meio do campo, havia luz nessa casa, segundo Bella era lá que ela estava, parei meu carro um pouco distante para que eles não ouvissem o barulho. Jake e eu fomos andando até lá, nós olhamos discretamente a janela e lá estavam três homens jogando pôquer e cheirando cocaína, um deles era Mike. Eles sorriam como se estivessem muito felizes havia várias armas ao lado de cada um, mas nem sinal de Bella.
— Cadê a Bella? – Perguntou Jake sussurrando.
— Não sei. – Sussurrei preocupado.
— Ai meu Deus. Será que eles já se livraram dela?
— Não, eu sei que a Bella não morreu, eu sei disso. Olha só, têm três portas nessa sala, uma é a da rua e as outras duas dão acesso a outros dois cômodos, ela está em um deles, provavelmente naquele em que a porta está um pouco aberta.
— OK, vamos olhar nas janelas desses cômodos.
— Vamos. Talvez a gente consiga tirar ela pela janela.
— É, vamos lá.
Jake e eu fomos até a janela do próximo cômodo que estava fechada, mas que nós não conseguiríamos tirá-la de lá de jeito algum porque a janela tinha grades de ferro, o vidro era fosco e não dava para ver nada com nitidez, apenas sombras, havia sombra de alguma pessoa deitada no chão e pelo corpo magro e pequeno e o borrão negro e longo no qual seriam os cabelos, parecia Bella.
— Acho que é a Bella. – sussurrou Jake.
— Eu também. – Sussurrei em resposta depois bati levemente na janela.
— Tá louco cara? E se não for ela?
— Eu tenho quase certeza que é ela. – Respondi.
— Mas se não for?
— Agora já era.
A sombra começou a se mover lentamente, mas ela não havia levantado para ir até lá, ela estava se arrastando, até que finalmente chegou até a janela.
— Quem é? – Sussurrou.
Era ela, eu conhecia aquela voz, era a minha Bella, ela não estava morta!
— Bella? Sou eu meu amor! Edward.
— Edward? O que você está fazendo aqui? Vá embora. Chame a polícia e fique o mais longe possível daqui. – Disse desesperada.
— Abre a janela, eu quero te ver.
— Eles trancaram. Por isso a porta não está fechada.
— O cômodo ao lado é o que?
— Um banheiro.
— Dá pra sair ou entrar pela janela de lá?
— Sim.
— Você pode ir pra lá?
— Eles disseram que se eu quisesse ir ao banheiro tenho que pedir a eles, justamente porque dá pra fugir por lá.
— Eu vou dar um jeito de te tirar daí, eu juro.
— Edward, vai embora, por favor, eu te imploro, pela Anastácia.
— Eu vou te tirar daí Bella. – Eu disse motivado. – Agora volta pra onde você estava antes que eles vejam que você está conversando comigo.
— Tá bom, mas vai embora Edward, por favor.
— Volta pra lá Bella.
— Você promete que vai embora e chamar a polícia?
— Volta pra lá Bella.
— Só volto se você prometer.
— Tá bom, eu prometo. – Menti.
— Tudo bem.
Ela se arrastou para onde estava novamente.
— Vem Jake. – Sussurrei. – Vamos ver se dá para entrar pelo outro cômodo.
— Mas você não ia voltar e chamar a polícia?
— Eu menti, vem.
Nós fomos até o outro cômodo que para nossa sorte havia apenas um buraco que servia como janela, mas era no alto, nós não conseguíamos alcançar, pensei por alguns instantes até que quando olhei para uma mata virgem que ficava há poucos metros da casa tive uma ideia.
— Jake, já sei o que vamos fazer.
— O que?
— As portas desses dois cômodos ficam juntas então dá pra passar de um para o outro muito rápido sem ser visto.
— Ai meu Deus, no que você está pensando hein Edward Cullen?
— Você me ajuda a alcançar essa janela, depois vai para a porta de entrada da casa, aí você bate na porta, depois sai correndo até a mata virgem, depois de uns dois minutos você volta e bate na porta de novo e sai correndo pra mata, depois você volta pra cá pra nos ajudar a descer.
— Tá, mas pra que eu vou bater na porta?
— Pra desviar a atenção deles e eu entrar no quarto da Bella, depois para desviar a atenção deles novamente para nós podermos ir pro banheiro e sair.
— Tudo bem, até que não parece má ideia, mas vocês vão ter que ser bem silenciosos.
— Nós vamos ser. Agora me ajuda a entrar aqui.
— Tá bom.
Jake fez tipo uma cadeira com as mãos, eu coloquei o pé ali e segurei seus ombros firmemente, dei impulso e consegui chegar até a janela, pisei no vaso sanitário que ficava embaixo, depois pisei no chão do banheiro, fiquei perto da porta esperando, até que ouvi os batidos na porta da sala.
— Vocês pediram mais comida? – Perguntou um dos homens que estavam na sala.
— Eu não pedi. – Disse um deles.
— Nem eu. – Disse o outro.
— Cuidado hein. Pode ser a policia.
— Fica tranquilo. Eles não nos encontrarão aqui. A não ser que alguém dedure, o que não vai acontecer, a final aquela lá, está mais morta do que viva. – Disse um deles e os outros riram. Eu queria matá-los com minhas próprias mãos naquele momento.
Quando ouvi o barulho da porta da sala, abri a porta rapidamente e entrei no quarto onde Bella estava, fechando a porta atrás de mim.
— Edward. – Sussurrou ela. – O que está fazendo aqui? Você prometeu que ia embora.
Olhei para ela e meus olhos se encheram de lágrimas imediatamente, ela estava nua, seu braço esquerdo estava quebrado e seu corpo estava completamente machucado e ensanguentado, algumas partes dele estavam inchadas e vermelhas, estava cheia de hematomas, queimaduras de cigarro, marcas de cinto e cortes, enquanto havia uma enorme poça de sangue no chão. Abaixei-me e a abracei imediatamente.
— O que fizeram com você meu amor? – Perguntei enquanto as lágrimas desciam por meu rosto.
— Isso não é nem metade do que ele é capaz de fazer.
— O seu braço! – Eu disse encostando levemente nele. – Eles quebraram o seu braço!
— Eu sei, e tá doendo tanto, mas tanto, você nem imagina. Ah Edward, porque você veio? – Ela disse com as lágrimas escorrendo por seu rosto, eu podia ver a dor em seus olhos. – Eles vão te matar também.
— Não, eu já bolei um plano, nós vamos sair daqui. Vem.
Segurei suas axilas cuidadosamente para não machucar ainda mais seu braço e a levantei, depois vesti meu casaco em seu corpo, ficou como um vestido. Ela foi mancando até a porta.
— Por que estamos parados aqui na porta? – Ela perguntou.
Prepare-se, quando alguém bater à porta nós vamos sair correndo para o banheiro.
— Tudo bem.
Não demorou muito e ouvimos Jake batendo à porta.
— De novo! – Disse um deles.
— Agora. – Sussurrei para ela.
Nós corremos até o banheiro e conseguimos que ninguém nos visse.
— Pronto. – Eu disse. – Agora vou até a janela para ver se Jake já está ali fora.
— Tá bom, mas você vai ter que me ajudar a sair porque sozinha eu não consigo.
— Eu vou te ajudar. – Garanti.
Subi no vaso sanitário e me apoiei na parede da janela, Jake já estava esperando.
— Pode vir Edward. – Ele disse.
— Tudo bem.
Pisei no chão do banheiro e me virei de frente para Bella.
— Olha só, eu vou te pegar no colo, subir no vaso e te colocar sentada na janela, mas com as pernas pra fora, o Jake vai estar do outro lado, você pode pular que ele vai te segurar, tá bom?
— Tá legal.
Peguei Bella no colo e a coloquei sentada em meu ombro, segurei suas pernas com um braço e com o outro me apoiei na parede, subi no vaso. De repente ouvi a sirene da polícia.
— A polícia. – Ela disse aliviada.
— Vai rápido Bella, antes que eles resolvam te fazer de refém.
Eu a segurei com as duas mãos e a coloquei sentada na janela, ela pulou para o lado de fora.
— Te segurei. – Ouvi Jake dizendo para ela.
— Cadê ela?! – Ouvi um homem gritar.
Antes que eu pudesse sair Mike entrou no banheiro com uma arma em cada mão, ele imediatamente apontou para mim.
— Nem mais um passo rapaz. – Ele disse.
Levantei minhas mãos e fiquei parado. Ele veio até mim e começou a passar a mão pelo meu corpo para ver se eu estava armado, ele pegou a faca que estava presa em minha calça e jogou no chão do banheiro.
— Vem comigo. – Ele disse.
Nós fomos até a sala onde os outros dois homens já estavam prontos pra sair.
— Onde vocês dois pensam que vão? – Ele perguntou furioso.
— Fugir. – Respondeu um deles.
— Não dá mais tempo de fugir, eu quero cobertura, dos dois.
— Nós não vamos te cobrir. – Disse o outro. – Nós vamos sair daqui enquanto ainda há tempo.
— Vocês tem certeza? – Mike perguntou.
— Absoluta.
— OK, podem ir então.
Quando eles se viraram para sair Mike deu dois tiros na cabeça de cada um.
— Tá vendo? É isso que acontece com quem entra no meu caminho. – Ele me disse. – E é isso que vai acontecer com você daqui a pouco. Mas me diz o que você é daquela puta? É o namoradinho dela?
— Não fala assim dela. – Eu disse com raiva.
— Acho que você não está em posição de exigir nada. Ela é boa né? Paga um boquete gostoso. Eu já tinha até esquecido de como ela era boa, mesmo quando é forçada ela faz o serviço direito. Se eles dois – Ele apontou para os ajudantes mortos. – estivessem vivos te diriam o que acharam.
— O que vocês fizeram com ela? – Perguntei tentando conter minha raiva.
— Isso mesmo que você está pensando. Nós fodemos gostoso com a sua namoradinha hoje mais cedo, os três ao mesmo tempo, coitadinha, ela implorava pra nós pararmos e chorava, ela gritava: “Não! Por favor! Não façam isso” – Ele disse imitando a voz de Bella.
A raiva tomou conta de mim e eu dei um soco em seu rosto, ele caiu no chão, mas apontou a arma para mim, fazendo com que eu parasse imediatamente. Ele levantou e ficou me encarando enquanto seu nariz sangrava.
— Saiam da casa agora, ou nós vamos arrombar. – Disse o policial ao alto falante. – Aqui quem fala é o comandante.
— Vem. – Ele disse ficando atrás de mim e com a arma na minha cabeça. – Vamos sair, se você tentar fugir morre na mesma hora.
Quando passamos pelos dois ele deu mais dois tiros na cabeça de cada um deles, quando saímos vi duas patrulhas de polícia. Jake e Bella estavam encostados no carro, já tinham imobilizado o braço dela com um pedaço de papelão e uma camisa rasgada.
— Edward! – Gritou Bella e começou a correr em minha direção, mas o policial a segurou antes dela sequer chegar perto. – Não, senhor! Eu preciso ir lá. – Ela disse ao policial.
— Mas a senhorita não pode, não insista.
— Deixe o Edward trocar de lugar comigo, é a mim que ele quer, não a ele.
— Não, estamos tentando salvar a vida de todos, inclusive a sua.
— Não o mate. – Ela gritou para Mike. – Por favor! Se algum dia você já sentiu algo por mim, então por favor, não o mate.
Bella chorava feito louca, o desespero era evidente em seu olhar, Jake também estava chorando, mas encostado no carro. Será que estavam todos acreditando que eu morreria mesmo? Claro que eu tinha minhas dúvidas se sobreviveria ou não, mas de uma coisa eu sabia, se eu morresse os policiais pegariam Mike, bom, se não morresse também e independente de eu permanecer vivo ou não, sabia que Bella não corria mais perigo, que cuidaria de Anastácia e que elas poderiam viver em paz a partir de agora, isso me bastava para morrer feliz.
— Acalme-se Mike. – Disse o comandante. – O que você quer? Estamos dispostos a lhe ouvir.
— Eu quero essa mulher embaixo da terra. – Disse apontando a arma na direção de Bella. – Quero ela morta. Nada mais justo depois de tudo que fez comigo. Eu dei o meu coração a ela. – Disse enquanto começava a chorar. – Eu realmente a amava, só não estava pronto para um filho, e isso bastou para ela me trair, me entregar pra polícia. Eu confiei cegamente nessa filha da puta, eu até matei aquele maldito que abusou dela e olha o que ela me fez.
— Não podemos entregá-la para você. – Disse o comandante. – Não é assim que se resolvem as coisas. Liberte o refém e ninguém se machuca. Inclusive você.
— EU ESTOU POUCO ME FODENDO PRA SE ALGUÉM VAI SE MACHUCAR. EU QUERO MATAR ESSA MULHER! – Gritou.
— Se acalme Mike.
— ME ACALMAR PORRA NENHUMA!
— Nós podemos negociar isso?
— SEM NEGÓCIOS. EU QUERO MATAR ISABELLA SWA...
Ouvi apenas um barulho do tiro de Mike caindo atrás de mim, quando olhei vi sangue saindo de suas costas, o policial que atirou estava atrás dele, esse mesmo policial se abaixou e checou o pulso de Mike.
— Está morto. – Ele disse ao comandante.
Bella correu em minha direção imediatamente e me abraçou com o seu braço bom, cravou seu rosto em meu peito e começou a chorar, chorar muito.
— Acabou meu anjo, acabou. – Sussurrei ao seu ouvido.
— Eu te amo tanto. – Ela disse olhando em meus olhos. – Eu o mataria com minhas próprias mãos se ele fizesse algo a você.
— Mas ele não fez e estou aqui, todinho pra você.
— Já posso atrapalhar o lindo casal? – Perguntou Jake sorrindo.
— Pode sim seu bobão. – Eu disse o abraçando. – Obrigado por tudo, você é o melhor amigo que eu poderia ter.
— Eu sei disso. – Disse convencido e nós sorrimos.
— Foi você quem chamou a polícia? – Perguntei. – Porque não me lembro de ter telefonado.
— Fui eu sim, eu te disse que a minha ideia era a mais certa desde o princípio.
— Eu também disse, mas cadê que ele me escuta? – Bella perguntou e os dois sorriram.
Agora sim, mesmo eu estando fortemente abalado pelos fortes acontecimentos que tinham acabado de acontecer, nada se comparava com o alívio de finalmente poder viver em paz com a minha Isabella.
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