Notas iniciais
Olá, essa é a minha nova fanfic, espero que gostem!

P.O.V. BELLA

Cheguei ao aeroporto meio enjoada, normal, eu morria de medo de aviões, não era dessa vez que seria diferente, mas eu não voltaria atrás de maneira alguma, eu precisava fugir dali, esquecer de uma vez por todas tudo que estava acontecendo, eu precisava desse tempo sozinha, sem ninguém, sem fortes laços afetivos, apenas me isolar no meu mundinho, sem pessoas me dizendo o que fazer nem me cobrando nada.

Peguei meu avião e tratei de dormir o mais rápido que pude, fui acordada pela aeromoça me dizendo que já havia chego, levantei do acento empolgada, começaria uma nova vida em Londres, saí do avião, peguei minhas malas e fui para o hotel, tomei um banho bem demorado, não estava com a mínima vontade de encarar uma ducha naquele frio que fazia no inverno em Londres, mas eu tinha que tomar banho, logo após desci até a recepção e perguntei se podia telefonar para outro país, eles permitiram, liguei para a minha mãe e avisei que havia chego.

— Você está em algum hotel filha? — Ela me perguntou com a voz meio preocupada.

— Sim mãe, estou bem não se preocupe. — Disse na esperança tola de acalmá-la.

— Compre um celular e me passe o número. — Ordenou.

— Pode deixar. — Falei obedientemente.

— Filha, tem certeza que a melhor coisa a fazer é ir embora? – Senti um certo medo em sua voz, provavelmente ela já sabia qual seria minha resposta, mas perguntava mesmo assim por via das dúvidas.

-Eu não tenho certeza de nada nesse momento, mas eu e você sabemos que esse é o único jeito, melhor eu ficar longe, pelo menos por algum tempo.

— Tudo bem, só quero que você saiba que estou ao seu lado sempre. — Disse num tom maternal.

— Obrigada. — Eu disse comovida.

— Você tem que procurar uma casa pra viver. – Agora estava ordenando novamente.

— Vou procurar amanhã. — Garanti.

— Tudo bem então. — Disse mais tranquila

— Vou desligar, pois tenho muito a fazer hoje.

— Como por exemplo...

— Dormir. – Eu sorri e ouvi as gargalhadas de minha mãe

— Tudo bem, bom descanço. — Sua voz era acolhedora.

— Obrigada.

Encerrei a chamada e voltei para o hotel, fui diretamente ao restaurante de lá, comi macarrão à bolonhesa. — que estava maravilhoso. — Fui para meu quarto, escovei meus dentes, coloquei minha camisola mais quente e me deitei para dormir.

O tempo estava nublado com nuvens carregadas quando acordei pela manhã, levantei-me da cama preguiçosamente e fui rastejando ao banheiro, lavei o rosto, escovei os dentes, vesti uma roupa de frio e pronto! Estava preparada pra guerra.

Andei por todo distrito procurando algum lugar pra ficar, mas nenhum correspondia a mim. Quando estava atravessando a rua, um cara de bicicleta me atropelou, um cara alto, moreno e forte.

— Ai, seu maluco! Qual é o seu problema? Não me viu não? — Perguntei caída no chão e extremamente irritada, apesar de não ter nenhum arranhão.

Ele imediatamente desceu da bicicleta e me ajudou a levantar do chão enquanto pegava a minha bolsa que caiu.

— Me perdoe. — Disse ele que parecia meio preocupado. — Você se machucou?

— Não, mas poderia ter me machucado. — Eu disse mal humorada.

— Qual o seu nome? — Perguntou tentando ser cordial.

— Bella — Respondi secamente.

— Eu sou Jacob, mas todos me chamam de Jake, muito prazer. — Ele disse estendendo a mão.

Apertei sua mão em retribuição

— Não pude deixar de reparar em seu sotaque. – Ele disse – De onde você vem?

— Por que tantas perguntas? – Perguntei desconfiada.

— Por nada. Aceita tomar um cappuccino ou quem sabe uma xícara de chá?

— Chá? Isso é horrível! Coisa de velho.

— É você definitivamente não é britânica.

— Por quê? Vocês tomam muito chá por aqui?

— Sim, é normal. – Eca!

— Que estranho, mas eu aceito sim, eu nem tomei café da manhã hoje.

— Vamos, eu conheço uma lanchonete bem legal aqui perto, sobe aí. – Ele disse erguendo sua bicicleta.

Sentei em sua garupa e ele saiu pedalando, em menos de dois minutos já estávamos lá, desci da bicicleta e nós entramos e nos sentamos na primeira mesa vaga, a garçonete veio nos atender em pouco tempo, eu pedi um cappuccino e ele um chocolate quente.

— E aí Bella? – Ele disse. – De qual país você é?

— Sou dos Estados unidos.

— Hum, já fui lá. Você é de qual parte?

— Sou de Los Angeles.

— Eu fui lá, é bonito.

— É, mas eu prefiro Miami. – Absolutamente.

— Hum, o que a trás aqui?

— Vim estudar. – Não deixa de ser verdade.

— O que?

— Cinema.

— Mas os melhores cursos de cinema são em Los Angeles.

— Digamos que eu queria mudar de ares. – Como dizer o necessário sem me comprometer?

— Um cappuccino e um chocolate quente. — Disse a garçonete colocando as xícaras na mesa.

— Mas e você? — Perguntei a Jacob tentando desviar o foco de mim.

— Eu o que?

— O que faz da vida?

— Nada. — Ah qual é? Falei muita coisa sobre mim e agora ele está escondendo o jogo sobre ele, não era justo.

— Ah, fala. — Insisti.

— Estou falando. — Senti sinceridade no que disse, o que me deixou meio confusa.

— Como você vive então? — Estava realmente curiosa por essa resposta.

— Sou ator, faço uns trabalhos, ganho uma grana boa e fico uns dois anos sem trabalhar, só me sustentando com a grana que consegui no filme.

— Nossa que coincidência, vim fazer cinema e esbaro justo com um ator. — Por essa eu não esperava.

— Pois é, mas onde está morando?

— Em lugar nenhum por enquanto. — Sorri e ele também — Eu estava justo procurando uma moradia quando você me atropelou.

— Acho que hoje é o seu dia de sorte. — Ele disse sorrindo.

— Por quê?- Perguntei confusa

— Eu fui com a sua cara e pra mim tá numa boa você morar lá em casa, contanto que a gente rache a conta.

— Você é louco?!- Perguntei incrédula com o que ele acabara de dizer. Qual pessoa em sã consciência chama uma estranha para morar na própria casa?

— Não, por quê?- Perguntou meio confuso com a minha pergunta.

— Você tá convidando uma estranha pra morar na sua casa.

— Você me passa confiança. — Garantiu ele. — Além do mais eu já estava pensando em alugar o quarto mesmo.

— Tudo bem, — Eu disse já me acostumando com a ideia.- mas você mora sozinho?

— Sim. — Ele disse e depois sorriu.

— Tem um quarto sobrando na sua casa?- Essa pergunta era essencial, eu não dormiria no mesmo quarto que ele.

— Sim. — Ele disse após dar um gole em seu chocolate quente.

— Tudo bem, vamos ver, mas eu faço questão de pagar pelo quarto.

— Não. — Ele disse ignorando minha opinião.

— Sem discussão. — Insisti.

— Depois nós resolvemos isso. — Ele disse sugestivo

— OK. — Com certeza ia ser do meu jeito, sou irredutível.

— Vamos lá em casa então?

— Vamos. — Estava ansiosa para ver meu possível futuro lar.

Notas finais
E aí? Gostaram? Comentem!