Uma poesia qualquer

2 Minha tia, cadê você?


Notas iniciais
Parte dois, espero que gostem ^_^ Comentem por favor, isso vai ajudar muito @u@

No primeiro dia de aula, não teve muita coisa interessante. Tivemos só que arrumar os cadernos, entre outros, mas não passava disso. É claro que não escrevemos nada, nem amizades fiz, por enquanto. O garoto no qual eu conversara hoje cedo, me olhava simpaticamente. Seus lábios continuavam vermelhos.

Na saída da escola, fui sozinha para o apartamento da minha tia, Lysandre me seguia, e eu me perguntava o porquê. Será que ele estava perseguindo-me? Estranhando aquilo, meus passos ficaram mais rápidos, só para ver o que acontecia e se ele estava me seguindo realmente. Cheguei ao portão, e ele estava atrás. Até fiquei com medo, mas não tanto, ele poderia morar ali perto.

Toquei a campainha do apartamento 232, no caso, qual eu morava agora. Ninguém atendia! E o pior é que eu estava sem a chave. Droga. A tiazinha esqueceu que tem uma sobrinha que mora com ela? Bom, isso era o de menos, mas eu só conseguia pensar em uma coisa: esperar.

Esperei por alguns minutos, até que uma sombra surgiu atrás de mim. Na esperança de ser tia Agatha, virei-me rapidamente, e para minha surpresa, era Lysandre. Eu pensava "Estás me seguindo?", queria perguntar-lhe, mas a timidez atrapalhou, o que só me deixou a opção de somente ver o que acontecia. Lysandre deu um sorriso tímido para mim, e mexia em um dos bolsos de sua mochila. Estava procurando algo. Tive a oportunidade de ver, e era uma chave dourada.

– Vai aguardar aí fora? – uma voz suave e masculina agradava meus ouvidos. Lysandre quem falara, o mesmo estava abrindo o portão.

– Como assim? – desencostei do muro em que estava– Eu moro aqui.

– Eu sei que moras aqui, eu também. Mas porque estás aí, encostada nesse muro? Não vai entrar? Está frio aí fora.

– Como assim, entrar? Você mora aqui também? – algumas folhas voavam da leve ventania, e eu apertava-me por causa do frio.

– É. – concordou com a cabeça – Aluguei um dos apartamentos faz pouco tempo. Não vais entrar, não?

Fiz que não com a cabeça. Ele ficou pensando por alguns segundos e entrou dentro do apartamento. Ele mora sozinho, estuda, e deve cozinhar também. Agora estava me sentindo uma criança por não saber fritar nem um ovo e morar com minha tia.

Já estava começando a fazer mais frio e além disso já estava escurecendo. Continuei a esperar a minha tia por mais algumas horas. Minha barriga roncava de fome, não tinha comido nada de café da manhã, e agora não iria comer no almoço. Estava começando a achar que minha tia havia esquecido-me, até que alguém abre o portão.

– É... Rose? Cadê sua tia? – era Lysandre, novamente – Está tarde, creio que não almoçou nada.

Lysandre conhecia minha tia também?

– Minha tia esqueceu que tem sobrinha. É. Não almocei nada.

– Já experimentou ligar para ela? – ele arqueou uma das sobrancelhas – Não é certo você ficar aí até tarde.

Não ousei responder, era verdade. Meu celular acabara a bateria, e a minha fome só aumentava a cada segundo e a minha paciência que havia se esgotado faz tempo, tentava se recuperar para esperar mais algum tempo. Senão, eu mesma tentaria procurar-la de apé, a noite mesmo.

– Sei que não é certo você ficar com estranhos, mas... – ele estava procurando na mente o que responder – eu não sou um estranho. Porque não ficas aguardando em meu apartamento até sua tia chegar?

– Estás ficando louco?! – exclamei. – te conheci apenas em algumas horas, e não é certo ficar com um rapaz a sós em um apartamento.

– Assim você me ofende – ele deu um sorriso – mas também não é certo uma garota ficar à essas horas na rua. Você está com fome, eu sei. Por que não experimenta ligar no meu celular que está lá em casa, para sua tia?

Era verdade. Não era certo eu ficar na rua e eu estava morrendo de fome.

– Tudo bem, eu vou. Mas só se for para ligar, e nada mais! – levantei-me do chão, e limpei a poeira e as folhas que haviam "colado" em minha calça. Segui Lysandre por algumas escadas, e finalmente chegamos ao apartamento dele. Era tão organizado, bonito.

– Sente-se. Já volto trazendo o celular – ele me deixou sozinha na sala e depois de alguns minutos, voltou com o celular e um pacotinho de salgadinhos em suas mãos.

– Você sempre faz isso? – perguntei quando Lysandre entregou-me o salgadinho e o celular.

– Isso o quê? – ele sorriu.

– Ser assim, todo sorridente, e ajudar as pessoas – peguei um dos salgadinhos e mastiguei. Não sei como não pensei que podia estar envenenado ou algo assim.

– Ah, sim, as vezes. Você acha que eu iria deixar você, lá fora mofando só pelo o motivo de eu conhecer-te a pouco tempo?

– Pessoas como você é uma raridade – eu não pensei quando falei isso.

Lysandre novamente sorriu com seus lábios vermelhos. Aquele sorriso era realmente bonito.

– E você, é sempre desse jeito, poética?

– P-póetica?

– É.

– Como sabes disso, que eu faço poema? — franzi a testa, sem perceber.

– Você me falou na aula, lembra? Uma dica, feche as cortinas enquanto estiver escrevendo – ele riu, apontando para uma janela.

– E-então você me observa? – Corei. Se ele observasse tudo o que faço ali...

– Não pense besteiras! – ele também corou – é que me chama a atenção uma coisa dessas. Poemas é uma coisa tão...

– tão bonita, tão intensa. É tão bom passar o seu sentimento para o papel – eu o interrompi.

– Você me entende... – ele sorriu, novamente.

Sem percebermos, ficamos conversando por um tempo. Quando me liguei do que estávamos fazendo, e o principal motivo havíamos deixado de lado, pedi licença para Lysandre e liguei para a minha tia. Ninguém atendia...

Notas finais
Comentários, por favor :3 Espero que gostem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.