Uma pequena história de halloween
1 Único.
Notas iniciais
A manhã estava fria e nebulosa o que colaborava intensamente no aumento de sua impaciência e mal humor. Ela era assim, odiava os dias festivos e ainda mais aquele pois colocava um riso bobo no rosto da sua pequena serva. Celas Victoria andava rindo e mostrando as presas a distribuir biscoitos com glacê em diversos formatos festivos. Em sua mão enluvada fora posto um em forma de presas, com sangue e tudo.
- Eu não vou comer isto. – declarou.
- Ahhh, Integra-sama, entre no espírito do Halloween, vamos brincar que mortos vivos andam por ai! – gesticulava abertamente.
- Victória, não é brincadeira, você está tecnicamente morta. – cortou-a com a voz fria enquanto colocava o biscoito no bolso de seu paletó.
A policial fez um bico e perdeu parte de sua alegria, sentada no sofá comia um biscoito atrás do outro enquanto via o tempo passar. Gostava do tempo em que podia se fantasiar e sair por ai gritando “doces ou travessura” tudo com o intuito de ganhar alguns doces. Naquela época ela tinha medo de histórias de monstros que as crianças contavam uma as outras para assustar. Atualmente ela era a vilã da história que acabaria com uma estaca no peito. Bufou.
Integra parecia-lhe totalmente alheia aquela festividade, talvez se pudesse pregar uma peça na líder dos Hellsing. Não, decididamente não queria arriscar levar um belo tiro no traseiro só para tentar arrancar um grito da senhora daquela mansão.
- Seria tão legal dar um baile aqui. – deixou escapar.
- Vá assustar criancinhas Victória e me deixe sozinha pra variar.
Fez bico e se levantou, deixando os biscoitos sobre o sofá.
- Se o mestre estivesse aqui... – ela não pode terminar sua sentença.
- Ele estaria com a cabeça cheia de buracos por me infernizar, mas ele não está, não se importa agora se você não quiser ter balas na cabeça ao invés de biscoitos na mão suma da minha vista.
E a vampira assim o fez, sumindo em um emaranhado de fumaça negra e espessa. Ela ainda tinha que dominar melhor aquilo.
Integra pegou o biscoito e olhou para as presas, lembrando-se do sorriso debochado de Alucard. “Você se importa?” mordeu-o sentindo o gosto azedo do limão no glacê. “Acho que não.”
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