Uma nova filosofia existencialista
1 No começo...
Notas iniciais
Ou seja, no lugar onde se originou o “caldo vivo”, deve ter sobrado uma “anti-matéria” cheia de atividade, que acordou com o barulho e cobrou vida como num passe de mágica. Uma energia que continuou pulsando depois do incêndio, fazendo TUM, TUM, TUM, como o coração de um FETO. Isso! Deus deve ter nascido como um feto. Primeiro a cabeça, coluna, pernas, braços, pênis, testículos etc. até ficar com a forma de um nenê recém-nascido.
Introdução
As questões que mais intrigam a humanidade, desde os tempos mais remotos de nossa história, é descobrir como se formou o Universo, e como é que foram os primórdios da humanidade. Saber de onde viemos e para onde vamos inquietam tanto a Ciência quanto a Religião.
Os especialistas em Cosmologia explicam que o Universo teria uma idade de 13 bilhões de anos com inúmeros aglomerados de Galáxias, as quais são estudadas e definidas por grupos. Cada grupo teria um número, ou um nome, como por ex: Aglomerado Fornax, dentro de 100 milhões de anos-luz; Grupo Ursa Maior, que se estica através de 20 milhões de anos-luz; Aglomerado de Virgem, o maior deles com 100 milhões de anos-luz onde se encontram 150 grandes Galáxias que estão ao redor de 1000 Galáxias anãs. E assim por diante.
Sobre o nosso planeta os cientistas falam que num princípio a Terra era uma massa candente, que pouco a pouco foi esfriando, até formar uma grossa crosta de cristais. A seguir se diz que as primeiras formas de vida teriam aparecido num formato simples há uns 3,6 bilhões de anos. E a evolução é explicada a seguir, passo a passo.
Mas, por mais que estudemos sobre a origem do Universo, e sobre o desenvolvimento dos seres vivos da Terra, sempre haverá perguntas que ainda não foram respondidas.
Por ex: O que havia antes da grande explosão que deu origem às Galáxias?
Os elementos que compõem a matéria, sempre estiveram lá? Dispersos? E como é que se juntaram? Que força desconhecida os fez se mexer?
Os “homens de fé” acham que tudo isso foi obra divina, e não esquentam a cabeça buscando explicações sofisticadas para nada disso. Deus criou o Universo durante 6 dias e no sétimo dia ele descansou. Pronto! Mas, como é que nasceu Deus? De onde é que ele surgiu? E, como é que ele manipulou tudo? Isso também, ninguém sabe explicar.
Ate hoje, todas as divagações místicas sobre Deuses são hipóteses, lendas, que vão se confrontando com a Ciência, sem nunca encontrar um ponto de ligação entre ambas. Na verdade Religião e Ciência são bandos opostos e inimigos mortais. Os homens ou são religiosos, ou, cientistas agnósticos.
E encontrar uma filosofia que satisfaça ateus, sábios e místicos é o sonho de todo metafísico que se preze como tal.
Nas páginas deste livro o leitor encontrará uma nova filosofia existencialista. Filosofia onde o misticismo, a magia, e a física, se vinculam numa coisa só. Pois se existe algo que a ciência contemporânea aceita, é que a matéria nasceu do NADA. Ou, da partícula de Deus.
No Começo...
No princípio tudo era negro, escuro, denso e muito gelado. Era tão frio que os elementos estavam estáticos, hibernando desde milênios, ou, desde sempre. E, num momento, mais ou menos há uns 13 bilhões de anos “coisas” se alinharam como uma onda, e começaram a dançar.
Vejamos uma explicação científica:
“Carl Wieman (1995) da Universidade do Colorado está aprendendo a controlar o quinto elemento da matéria, no qual átomos submetidos a temperaturas incrivelmente baixas passam a marchar em uníssono, como se fossem umas únicas ondas. Se a matéria age como a luz, se pode pensar até em transmitir objetos pelo telefone, exagera o pesquisador”. Super-interessante. P. 55. Fev. 1998.
E a “Teoria das cordas”, ou das ondas neste caso, (tema principal do físico Sheldon Cooper, do programa de TV Big Bang Theory do canal Warner Brothers) é na verdade uma hipótese aceita pela astrofísica moderna.
Então, concordando com a astrofísica, a corda, ou a ONDA, começou a girar, indo pra lá, voltando pra cá, sussurrando como se ela fosse uma tênue brisa de AR (nitrogênio mais oxigênio). No começo seus movimentos eram lentos, vagarosos, mas pouco a pouco a velocidade foi tomando conta até dar passagem aos VENTOS. Era vento Sul, vento Oeste, vento Leste, ou, para cima e para baixo, que começaram a se chocar entre si, dando início a um vendaval cósmico. E, dessa forma então, nasceu o SOM. Eu imagino um “UUUUIIIIIFFFF” muito longo, e mais outro bem mais longo, que de súbito, deu origem a um RAIO de luz. E segundos depois, um TROVÃO irrompeu com fúria. Em seguida acenderam mais luzes, e brotaram novos trovões, como alaridos cósmicos de um parto dolorido, que gritavam em meio da imensidão que o Universo estava para nascer.
E em meio dessa tremenda desordem devem ter aparecido a eletricidade e a energia magnética.
O magnetismo ocasionou as primeiras fusões atômicas, formando partículas de GELO (oxigênio mais hidrogênio). Um gelo bem miudinho que deu origem às nuvens. Nuvens que se mexeram e se agitaram ao ritmo das trovoadas. Era uma festa de arrepiar! O gelo então começou a derreter com a luz dos raios se transformando em gotas de ÁGUA. E foi assim, que chegou a vez do surgimento do sódio.
Enquanto a água nascia, na forma doce e salgada, outras fusões nasceram como por encanto.
Abrolharam as partículas de gordura, também alguns empilhados de PÓ, criando uma massa delicada e translúcida onde o hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, sódio, gás carbônico, enxofre, e hélio partilhavam espaço, junto aos primeiros cristais (carvão) que brilhavam como diamantes minúsculos (e aqui minha elucidação sobre noções de química terminam). Formou-se então um “caldo vivo”, ou uma substância mole de elementos, como se fosse o coração de uma massa cósmica. Massa que começou a bater TUM, TUM, TUM, expandindo-se, contraindo-se, e iluminado pelos raios de luz em intervalos regulares.
Mas, subitamente, os raios luminosos também adentraram no “caldo vivo”, para se fixar nele eternamente. Como se fosse um raio laser, de contornos confusos. Depois tudo isso pegou FOGO! O hélio, o oxigênio, magnésio, junto com a gordura resultou em combustão, e o incêndio foi tão súbito, que deu origem a uma explosão. CATAPLUM! O BIG BANG aconteceu! Estilhas de luminescências em chamas dispersaram rumo ao Norte, ao Sul, Leste, Oeste, e para cima e para baixo.
Vejamos o que a ciência da Cosmologia fala sobre o BIG BANG:
“Basta ver que esse brilho tinha no princípio uma temperatura de 3.000 Graus Celsius acima de zero e agora está reduzido a enregelantes 270 graus negativos”. Super-interessante. Pg. 66. Jul. 2000.
E DEUS?
Será que foi ELE que mexeu os pauzinhos e produziu aquele tremendo incêndio universal?
Acho melhor sugerir que ELE nasceu depois do CATAPLUM!
Ou seja, no lugar onde se originou o “caldo vivo”, deve ter sobrado uma “anti-matéria” cheia de atividade, que acordou com o barulho e cobrou vida como num passe de mágica. Uma energia que continuou pulsando depois do incêndio, fazendo TUM, TUM, TUM, como o coração de um FETO. Isso! Deus deve ter nascido como um feto. Primeiro a cabeça, coluna, pernas, braços, pênis, testículos etc. até ficar com a forma de um nenê recém-nascido.
De que é que ele se alimentou para crescer? Eu acho que de água, oxigênio, calor dos raios de luz, gordura, sei lá. Mas ele cresceu, foi tomando a forma de um guri, e começou a viajar, pois o Universo estava cheio de cometas para dar um longo passeio entre as Nébulas que começavam a pipocar.
Já adulto, ele deve ter pensado que sozinho a vida não tinha graça nenhuma. Cortou um bocado do braço, ou puxou-o de uma costela como diz a Bíblia, para que outro espírito tomasse forma. Uma menininha. Uma guria que cresceu formosa e se tornou uma companheira exuberante.
Com o passar do tempo, as duas energias transformaram-se em adultos. E ali, a coisa novamente “pegou fogo”, mas desta vez foi porque o AMOR nascera. Eles se amaram em meio às estrelas, e tempo depois nasceu um lindo anjinho cor de rosa. E como eles nunca pararam de namorar, tiveram muitos e muitos filhinhos. E a criançada tomou conta do Universo, brincando, arremessando meteoros candentes, irmão contra irmão, ou, devem ter mergulhado em magmas candentes como quem mergulha numa piscina gostosa. E esses anjos devem ter demorado milhões de anos para tomar consciência do trabalho que haveriam de fazer nos destinos universais.
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