Uma nova Jornada.
6 Tentando descobrir quem é ela.
Notas iniciais
– Ela está viva? – Juvia perguntou aparecendo atrás de mim, só agora tinha notado a presença dela.
– Hai, mas esta muito machucada.- Tinha que tira-la desse chão frio, ela podia piorar e isso poderia leva-la a morte. — Mestre onde posso leva-la para limpar os machucados?
– Leve-a para a enfermaria...- O mestre disse com a cara séria encarando o rosto da estranha.
–Mestre antes de ela desmaiar ela disse o seu nome, o senhor a conhece? – Erza perguntou encarando-o.
– Ela não me é estranha, mas não me lembro de conhece-la. — Ele falou chegando mais próximo da menina. — Laxus leve-a para a enfermaria.
Laxus se aproximou e a pegou com cuidado em seu colo, a aconchegando ali, como se ela fosse de porcelana, e se encaminhou para a enfermaria, Mira, Levy e eu fomos até lá para ajudar a cuidar dela,dei a mochila dela para Mira-chan guardar enquanto via Laxus colocar a garota com cuidado na cama e encara-la com certa preocupação.
Achei estranho mas Laxus ficou com a gente lá, observando enquanto limpávamos as feridas da garota, acho que o mestre o mandou ficar para informar quando ela acordasse. Eu não conseguia parar de pensar o que poderia ter acontecido com ela, será que ela era maga? Sua feridas pareciam ser profundas, o sangue estava duro sobre sua pele frágil, tinha medo de limpar e machuca-la, como será que ela arranjou esses machucados? Como ela conseguiu se manter em pé? Esses ferimentos estavam muito sério, mais um pouco e eles poderiam infeccionar.
– Pronto, ela já esta limpa. – Levy-Chan falou me despertando do transe, olhei-a e a ví tacando o pano cheio de sangue na vasilha ao seu lado, a água antes cristalina que estava em seu pote, agora estava em um tom escarlate.
– Minna, a Wendy chegou. – Natsu avisou da porta. – Vou mandar ela subir.
– Por favor Natsu, rápido. – Mira-chan falou com a voz preocupada, indo até o banheiro e pegando um pouco mais de água para limpar os panos de sangue.
Natsu saiu da porta e logo depois de um tempo Wendy chega acompanhada por Charl, assim que ela vê a garota, corre até ela e começa a cura-la.
– O que aconteceu com ela? – Ela perguntou enquanto a curava, olhava as feridas horrorizada, por mais que a gente precise da Wendy, não queria que ela visse isso mas não tínhamos outra opção.
– Não sabemos, ela chegou toda machucada e muito fraca, e desmaiou, a trouxemos para cá e limpamos os machucados, ela vai ficar bem Wendy-Chan? – Perguntei, estava muito preocupada, e não conseguia esconder isso.
– Ela está fora de perigo agora, mas ela não vai acordar hoje, parece ter andado muito, e perdeu muito sangue, não sobrou nenhuma energia, mas podem ficar tranquilas, provavelmente amanhã ela acorde, daí é só faze-la comer, que ela já vai estar recuperada. – Wendy dizia tudo com tanta certeza, incrível como ela havia crescido desde os jogos mágicos, estava um pouco mais alta e bem mais esperta, uma excelente maga.
– Podemos fazer mais alguma coisa?- Levy perguntou encarando a Mulher que agora dormia tranquilamente.
– Acho que tudo o que podíamos fazer nós já fizemos, agora só temos que esperar. — Mira-chan disse voltando a se sentar ao lado da cama.
– Ok, então, vamos deixa-la descansar. – Levy falou já me empurrando para fora do quarto, deixando só Mira, Laxus e Wendy lá dentro.
Fomos andando lado a lado, até chegar a uma mesa, nos sentamos e ficamos em silêncio, minha cabeça estava tentando processar o que havia acabado de acontecer, uma garota que eu nunca tinha visto em minha vida, que parecia ter a minha idade, tinha chego aqui na guilda toda machucada, mal se aguentando em pé, deu alguns passos e logo desmaiou a única coisa que ela disse foi Makarov, a única coisa que eu queria saber era: Quem era essa garota?
– Ei Levy. — Levy voltou sua atenção para mim. – Quem será aquela garota?
– Não sei Lucy, será que tem algum registro dela em algum lugar? – Ela perguntou, pensando um pouco.
– Não sei, quer ir pesquisar?
– Vamos nessa.
Nos levantamos e fomos em direção a biblioteca da guilda, entramos e olhamos em volta.
–Então, por onde devemos começar? – Perguntei me virando para Levy.
– Agora que você falou, não faço a mínima ideia.
Ficamos paradas, sem saber o que fazer, andei até a mesa que tinha ali e me sentei, apoiei minha cabeça em minhas mãos e fechei os olhos, o que eu faço? Eu não tenho nenhuma ideia de quem ela é e de onde ela possa ter vindo, de repente lembro-me de alguém que pode me ajudar.
– Hibiki. – Gritei assustando Levy, que estava sentada a minha frente.
– Ta doida, perdeu o juízo? Quem é esse? – Levy perguntou se levantando e se limpando, como se estivesse sentada ali a dias e tivesse juntado poeira.
– Hibiki da Blue Pegasus, ele é especialista em analises, ele pode pesquisar lugares que fora atacados recentemente ou pessoas desaparecidas. Será que ele pode ajudar?
– Ah, lembrei, o loirinho que se acha.
– Esse mesmo.
– Mas como vamos falar com ele?
– Podemos mandar uma mensagem, Jet pode levar e trazer resposta, não conheço ninguém mais rápido que ele.
– Tem razão se quiser eu posso falar com ele.
– Faria isso por mim?
– Claro.
– Ótimo, vou escrever a carta.
Peguei um papel e uma caneta e me sentei novamente na mesa.
Carta on
Hibiki, sou eu a Lucy,
Gostaria de te pedir um favor, hoje apareceu uma menina toda machucada aqui na guilda, ela estava fraca e incapacitada, logo após chegar ela desmaiou, não sabemos nome e nem de onde ela veio, poderia pesquisar lugares que foram atacados recentemente e se houve algum sobrevivente?
Espero resposta o mais rápido possível, é muito importante.
Grata, Lucy Heartfilia.
– Pronto Levy terminei. – Falei dobrando a carta e a colocando em um envelope, enquanto ia de encontro a Levy que lia um livro distraidamente para passar o tempo.
– Já falei com o Jet e ele disse que leva. – Assim que ela termina de falar Jet entra na biblioteca.
– Yo Lucy, pode deixar que essa carta vai chegar rapidinho lá na Blue Pegasus. – Ele falou fazendo um jóinha com a mão.
– Arigato Jet.
Entreguei a carta e ele saiu.
– Agora só podemos esperar. – Levy falou, fechando o livro e o devolvendo a prateleira, feito isso foi em direção a saída sa biblioteca, simplesmente a segui.
Sai da biblioteca e voltei para o balcão, Mirajane estava limpando os copos calmamente.
– Como ela esta? — Perguntei me sentando, olhava fixamente as costas dela esperando uma resposta.
– Wendy já curou os ferimentos e já a limpamos, agora ela esta dormindo mas creio que logo ela levantará, não se preocupe Lu-Chan, ela ficara bem.
– Fico aliviada em ouvir isso, tem alguma chance de ela acordar hoje?
– Pouca, mas tem sim, Wendy disse que ela esta se recuperando bem rápido, mais do que o normal.
– Estranho. — Pensei um pouco alto, o que será que essa garota é?
Passou-se 5 minutos e nem eu e nem Mira-chan falamos mais nada, Laxus desceu as escadas e nos encarou.
–Ela acordou.- Ele falou indiferente e logo se retirou.
Mais do que depressa, levantei da cadeira e subi correndo as escadas tropeçando no último degrau.
– Ai. – Olhei e vi o sangue escorrendo em meu joelho. – Isso com certeza vai ficar roxo.
Me levantei e voltei a correr em direção a enfermaria, cheguei na porta e a abri com tudo, Natsu e Happy viraram para me encarar, a menina agora estava sentada, olhando pela janela, só conseguia ver seus cabelos roxos presos em um coque frouxo alto.
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