Notas iniciais
Essa One Shot é dedicada a luara94, ela me mandou uma mensagem dizendo que sentia falta das minhas histórias sobre Elementary, como estou envolvida com outra fanfic, não pude escrever algo grande,mas se gostarem podem ler Senhor e senhora Holmes, uma fanfic minha com 20 capítulos. Aproveitem a leitura, espero que gostem principalmente você Luara.

Joan estava nervosa aquela tarde, Sherlock já estava estudando seus movimentos há um bom tempo, ele passou a mão pelo queixo e ergue o rosto um pouco para frente. Sherlock sabia que de alguma forma aquilo tudo estava relacionado ao homem que Joan estava saindo, e na opinião dele, aquele cara não era bom o suficiente para Joan, ela merecia algo melhor, merecia ele, Sherlock Holmes.

Joan enfim parou e virando-se olhou para ele.

— Tenho um convite para fazer. Minha mãe irá dar um jantar para a família, quer me acompanhar?

— Se eu recusar vai convidar Angus?

— Prefiro que você vá, mas não quero ir sozinha.

— Eu irei, sua família é bastante... agradável.

Sherlock se retirou, enquanto Watson ia atrás dele.

— Eu sei que quis dizer outra coisa.

***

Todos estavam sentados á mesa, Oren o irmão de Joan estava sentada ao lado da noiva Gabrielle, Mary a matriarca da família estava na cabeceira, Joan e Sherlock sentaram próximos e o padrasto de Joan não estava presente.

— Joan_ Disse Oren_ Mamãe me disse que você e o Holmes estão namorando.

Joan olhou para mãe, que lhe devolveu o olhar.

— Vocês formam um belo casal_ Falou Gabrielle_ Senti isso desde o outro jantar.

— “ Vai ser rápido, vai passar rápido, em pouco tempo estaremos no sobrado”_ Pensou Joan.

— Eu e Joan na verdade...

Sherlock sentiu ela tocar sua mão, ele olhou para ela, sutilmente Joan estava pedindo para que ele não desmentisse, por algum motivo ela queria que a sua família pensasse que eles estavam em um relacionamento.

Antes de terminarem o jantar uma forte chuva caiu, raios e trovões eram ouvidos, as luzes apagaram, os empregados espalharam velas pela casa.

— Joan, vocês vão dormir aqui hoje, não podem sair por ai nessa tempestade.

Joan quis discordar da mãe, contudo Mary estava certa. A governanta os guiou para o antigo quarto de Joan, ela entrou e deixou um castiçal em cima da penteadeira.

— Espere! Sherlock precisa de um quarto.

— Porque senhorita Watson? Vocês são namorados não é?

— Sim, claro.

A governanta foi embora antes que Joan pudesse argumentar.

— Não se preocupe Watson, colocarei travesseiros e o edredom e dormirei no chão.

— Eu preciso trocar de roupa.

—Sinta-se a vontade.

Joan olhou para ele séria. Sherlock saiu do quarto e esperou ela o chamar. Os dois estavam deitados, tão próximos, Joan se mantinha acordada e Sherlock também, enquanto a chuva aumentava. Ela olhava para o teto e ele olhava para ela. Uma música tocava ao fundo, algumas vezes Joan ouvia música para conseguir dormir.

— O som do piano, violino e violoncelo, formam uma melodia incrível não acha Watson?

—Hum...

— A que se deve nossa atuação na mesa hoje?

— Parece que minha mãe quer te exibir, as amigas dela acham você... Exótico.

— E o que você acha?

— Melhor que eu não diga.

— O que você pensa sobre mim eu já sei_ Sherlock gesticulou com a mão_ Quero saber o que pensa sobre essa farsa.

— A minha mãe não deveria ter feito isso.

— Poderia dar certo, poderíamos formar um belo casal.

Joan sentou na cama rapidamente e encarou Sherlock.

— O que!?_ Ela riu_ Você é impossível! Você é absurdo, eu tenho que brigar todas as noites porque você está acordado escutando música clássicas ás três horas, seus experimentos me deixam..._ Joan respirou_ Claro que não daríamos certo.

— Tem razão, sobre todas essas coisas, mas eu te conheço como ninguém, eu sei o que significa cada olhar, cada arqueada de sobrancelha, cada sorriso, cada gesto com a mão. Sei quando devo apenas ouvir, quando devo opinar, sabe porque eu te estudo até mesmo dormindo Joan?

— Porque você estuda o comportamento humano, porque você é você?

— Não, porque eu te amo Joan Watson.

As palavras saíram da boca do consultor como se estivessem guardas há muito tempo e de fato estavam, aquelas palavras estavam guardadas, desde o dia em que Joan apareceu no sobrado, antes mesmo que ele soubesse quem ela era.

— Por isso parei de me corresponder com a Moriarty, por isso não trago mais mulheres ao sobrado...

— Sherlock...

Joan se esforçava para não chorar, ela não sabia o que estava sentindo, uma confusão de sentimentos se misturavam naquele momento, ouvindo Sherlock falar. Ele ajoelhou-se próximo a ela e segurou as mãos de Joan, os olhares se encontraram. Eles ficaram alguns segundos em silêncio e Joan retirou as mãos do Sherlock das suas, depois levou-as ao rosto dele formando uma moldura.

— Porque demorou tanto a me dizer isso?

— Como assim? Você já sabia Watson!?

— O que posso dizer?_ Joan sorriu_ Eu aprendi com você a observar as pessoas.

Os dois se beijaram, primeiro um beijo calmo, depois algo mais quente e digamos até agressivo.

— E o seu namorado?

— Que namorado? Sherlock, Angus é Gay, foi ideia dele causar uma crise de ciúmes em você, eu sinceramente pensei que não iria funcionar.

Sherlock riu_ Enganado tão facilmente, que vergonha não é?

Os dois caíram na gargalhada, o que para Joan era algo novo, ela nunca viu Sherlock assim tão feliz. As roupas foram retiradas sem demora, Sherlock estava quase abrindo o sutiã de Joan quando alguém bateu na porta.

— Joan? Joan abra a porta!

— Minha mãe...

— Ela pode esperar, eu não.

Joan sorriu, deu mais um beijo nele e escapou debaixo de Sherlock, pegou um robe em cima de uma cadeira e cobriu o corpo, Sherlock levantou da cama e a abraçou por trás, claramente ele não queria deixa-la ir, Sherlock não queria desgrudar de Joan um minuto, não agora que finalmente os dois se acertaram, mas Joan disse algumas coisas no seu ouvido que fez Sherlock solta-la.

Ela abriu a porta ainda fechando o robe e sorriu para a mãe.

— Joan sobre o jantar...

— Mãe, não precisa.

— Eu não devia ter colocado você e o Sherlock nessa situação, mas eu não me arrependo de ter feito.

Claro que não_ Pensou Joan.

— Prometo que serão só mais alguns eventos em família e depois você pode dizer que terminou com ele.

Joan respirou fundo, tentando se controlar.

— Eu não posso decidir isso por ele, pergunte ao Sherlock depois.

— Farei isso_ Mary deu uma boa olhada em Joan_ Porque seu batom está manchado? Você está estranha Joan, está começando a se parecer com ele.

— Boa noite mãe.

Joan fechou a porta. Pela manhã Mary irá descobrir que Sherlock e Joan dormiram no mesmo quarto e quando ela lembrar do batom manchado e que a filha saiu do quarto fechando o robe, ela saberá o que aconteceu entre os dois, mas isso só amanhã.

Logo que Joan entrou Sherlock puxou ela para um beijo e os dois voltaram para cama, Sherlock terminou de despir Joan, sua língua passeava pelo pescoço dela, depois se concentrou nos seios, a cada toque dele Joan emitia um gemido, ela ajudou Sherlock a retirar a última peça de roupa que ele vestia e assim Sherlock a penetrou, começou com movimentos lentos, depois intensificou-os, enquanto Joan cravava suas unhas nas costas deles.

Dessa vez Joan foi acordada de forma adequada, Sherlock estava com o braço envolto na cintura dela e beijava seu rosto, a luz do sol entrava no quarto pela janela e Joan só pensava em uma coisa, o quão estava feliz, virou-se e beijou Sherlock.

Notas finais
Comentem,comentem e comentem!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!