Uma noite que duraria toda uma vida.
1 Sentimentos guardados
Notas iniciais
Joan estava nervosa aquela tarde, Sherlock já estava estudando seus movimentos há um bom tempo, ele passou a mão pelo queixo e ergue o rosto um pouco para frente. Sherlock sabia que de alguma forma aquilo tudo estava relacionado ao homem que Joan estava saindo, e na opinião dele, aquele cara não era bom o suficiente para Joan, ela merecia algo melhor, merecia ele, Sherlock Holmes.
Joan enfim parou e virando-se olhou para ele.
— Tenho um convite para fazer. Minha mãe irá dar um jantar para a família, quer me acompanhar?
— Se eu recusar vai convidar Angus?
— Prefiro que você vá, mas não quero ir sozinha.
— Eu irei, sua família é bastante... agradável.
Sherlock se retirou, enquanto Watson ia atrás dele.
— Eu sei que quis dizer outra coisa.
***
Todos estavam sentados á mesa, Oren o irmão de Joan estava sentada ao lado da noiva Gabrielle, Mary a matriarca da família estava na cabeceira, Joan e Sherlock sentaram próximos e o padrasto de Joan não estava presente.
— Joan_ Disse Oren_ Mamãe me disse que você e o Holmes estão namorando.
Joan olhou para mãe, que lhe devolveu o olhar.
— Vocês formam um belo casal_ Falou Gabrielle_ Senti isso desde o outro jantar.
— “ Vai ser rápido, vai passar rápido, em pouco tempo estaremos no sobrado”_ Pensou Joan.
— Eu e Joan na verdade...
Sherlock sentiu ela tocar sua mão, ele olhou para ela, sutilmente Joan estava pedindo para que ele não desmentisse, por algum motivo ela queria que a sua família pensasse que eles estavam em um relacionamento.
Antes de terminarem o jantar uma forte chuva caiu, raios e trovões eram ouvidos, as luzes apagaram, os empregados espalharam velas pela casa.
— Joan, vocês vão dormir aqui hoje, não podem sair por ai nessa tempestade.
Joan quis discordar da mãe, contudo Mary estava certa. A governanta os guiou para o antigo quarto de Joan, ela entrou e deixou um castiçal em cima da penteadeira.
— Espere! Sherlock precisa de um quarto.
— Porque senhorita Watson? Vocês são namorados não é?
— Sim, claro.
A governanta foi embora antes que Joan pudesse argumentar.
— Não se preocupe Watson, colocarei travesseiros e o edredom e dormirei no chão.
— Eu preciso trocar de roupa.
—Sinta-se a vontade.
Joan olhou para ele séria. Sherlock saiu do quarto e esperou ela o chamar. Os dois estavam deitados, tão próximos, Joan se mantinha acordada e Sherlock também, enquanto a chuva aumentava. Ela olhava para o teto e ele olhava para ela. Uma música tocava ao fundo, algumas vezes Joan ouvia música para conseguir dormir.
— O som do piano, violino e violoncelo, formam uma melodia incrível não acha Watson?
—Hum...
— A que se deve nossa atuação na mesa hoje?
— Parece que minha mãe quer te exibir, as amigas dela acham você... Exótico.
— E o que você acha?
— Melhor que eu não diga.
— O que você pensa sobre mim eu já sei_ Sherlock gesticulou com a mão_ Quero saber o que pensa sobre essa farsa.
— A minha mãe não deveria ter feito isso.
— Poderia dar certo, poderíamos formar um belo casal.
Joan sentou na cama rapidamente e encarou Sherlock.
— O que!?_ Ela riu_ Você é impossível! Você é absurdo, eu tenho que brigar todas as noites porque você está acordado escutando música clássicas ás três horas, seus experimentos me deixam..._ Joan respirou_ Claro que não daríamos certo.
— Tem razão, sobre todas essas coisas, mas eu te conheço como ninguém, eu sei o que significa cada olhar, cada arqueada de sobrancelha, cada sorriso, cada gesto com a mão. Sei quando devo apenas ouvir, quando devo opinar, sabe porque eu te estudo até mesmo dormindo Joan?
— Porque você estuda o comportamento humano, porque você é você?
— Não, porque eu te amo Joan Watson.
As palavras saíram da boca do consultor como se estivessem guardas há muito tempo e de fato estavam, aquelas palavras estavam guardadas, desde o dia em que Joan apareceu no sobrado, antes mesmo que ele soubesse quem ela era.
— Por isso parei de me corresponder com a Moriarty, por isso não trago mais mulheres ao sobrado...
— Sherlock...
Joan se esforçava para não chorar, ela não sabia o que estava sentindo, uma confusão de sentimentos se misturavam naquele momento, ouvindo Sherlock falar. Ele ajoelhou-se próximo a ela e segurou as mãos de Joan, os olhares se encontraram. Eles ficaram alguns segundos em silêncio e Joan retirou as mãos do Sherlock das suas, depois levou-as ao rosto dele formando uma moldura.
— Porque demorou tanto a me dizer isso?
— Como assim? Você já sabia Watson!?
— O que posso dizer?_ Joan sorriu_ Eu aprendi com você a observar as pessoas.
Os dois se beijaram, primeiro um beijo calmo, depois algo mais quente e digamos até agressivo.
— E o seu namorado?
— Que namorado? Sherlock, Angus é Gay, foi ideia dele causar uma crise de ciúmes em você, eu sinceramente pensei que não iria funcionar.
Sherlock riu_ Enganado tão facilmente, que vergonha não é?
Os dois caíram na gargalhada, o que para Joan era algo novo, ela nunca viu Sherlock assim tão feliz. As roupas foram retiradas sem demora, Sherlock estava quase abrindo o sutiã de Joan quando alguém bateu na porta.
— Joan? Joan abra a porta!
— Minha mãe...
— Ela pode esperar, eu não.
Joan sorriu, deu mais um beijo nele e escapou debaixo de Sherlock, pegou um robe em cima de uma cadeira e cobriu o corpo, Sherlock levantou da cama e a abraçou por trás, claramente ele não queria deixa-la ir, Sherlock não queria desgrudar de Joan um minuto, não agora que finalmente os dois se acertaram, mas Joan disse algumas coisas no seu ouvido que fez Sherlock solta-la.
Ela abriu a porta ainda fechando o robe e sorriu para a mãe.
— Joan sobre o jantar...
— Mãe, não precisa.
— Eu não devia ter colocado você e o Sherlock nessa situação, mas eu não me arrependo de ter feito.
Claro que não_ Pensou Joan.
— Prometo que serão só mais alguns eventos em família e depois você pode dizer que terminou com ele.
Joan respirou fundo, tentando se controlar.
— Eu não posso decidir isso por ele, pergunte ao Sherlock depois.
— Farei isso_ Mary deu uma boa olhada em Joan_ Porque seu batom está manchado? Você está estranha Joan, está começando a se parecer com ele.
— Boa noite mãe.
Joan fechou a porta. Pela manhã Mary irá descobrir que Sherlock e Joan dormiram no mesmo quarto e quando ela lembrar do batom manchado e que a filha saiu do quarto fechando o robe, ela saberá o que aconteceu entre os dois, mas isso só amanhã.
Logo que Joan entrou Sherlock puxou ela para um beijo e os dois voltaram para cama, Sherlock terminou de despir Joan, sua língua passeava pelo pescoço dela, depois se concentrou nos seios, a cada toque dele Joan emitia um gemido, ela ajudou Sherlock a retirar a última peça de roupa que ele vestia e assim Sherlock a penetrou, começou com movimentos lentos, depois intensificou-os, enquanto Joan cravava suas unhas nas costas deles.
Dessa vez Joan foi acordada de forma adequada, Sherlock estava com o braço envolto na cintura dela e beijava seu rosto, a luz do sol entrava no quarto pela janela e Joan só pensava em uma coisa, o quão estava feliz, virou-se e beijou Sherlock.
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