Uma noite no museu da Disney
3 Capítulo 3
POV Isabela
Nati e eu mal havíamos acabado de conhecer Walt Disney em pessoa quando ouvimos o estilhaçar de algo que aparentemente vinha de outra sala. Disposto á nos ajudar, Walt desceu da elevação onde sua estátua ficava e nos seguiu até o local de onde o som se originara, qual não foi a nossa surpresa ao vermos que o barulho vinha da Ala Disney,mais precisamente da sala totalmente dedicada ao primeiro longa-metragem de animação da história: Branca de Neve e os Sete Anões. Só então descobrimos que o barulho que havíamos escutado era o dos anões batendo com suas picaretas contra a redoma de vidro que os protegia, enquanto eu corria o olhar pela sala fiquei meio surpresa por não ver nada relacionado á Rainha Má e então me ocorreu a possibilidade dela ter escapado minutos atrás.
— Onde está a Rainha Má? — Perguntou Nathália, lendo meu pensamento.
— Os vilões tem uma sala própria. — Respondeu Walt.
— COMO É QUE É? — Perguntei, chocada com a possibilidade de todos os vilões se rebelarem ou armarem contra nós.
— Mas só fazem parte da sala dos vilões os que são da franquia, nem todos estão lá, só os clássicos e os mais conhecidos.
— Isso quer dizer que...
— Exatamente,pupila. — Disse uma voz masculina logo atrás de nós e então nos vimos diante de mais de 20 vilões indo da Rainha Má até Frollo e de Gaston até Cruella. O vilão que se pronunciara não era ninguém menos que Jafar.
— Novas recrutas Walt? — Perguntou Úrsula, com um sorriso malicioso no rosto.
— Isa.. — Chamou Nati, me cutucando. — Olha! — Ela disse demonstrando o medo em sua voz. Ao olhar para onde apontava, não pude esconder minha surpresa ao ver o Peter Pan de Once Upon a Time, justamente aquele que destruíra minha infãncia e para piorar a situação, ele estava acompanhado de Cora,Rumplestiltskin,Rei George,Nimue e um rapaz de quem eu surpreendetemente gostava: Príncipe James.
— Por favor, não assustem as meninas, elas são novas por aqui e acho que não seria justo que elas fossem recebidas desta maneira. — Disse Walt
— Está bem. — Disse Rumplestiltskin. — Pelo o que eu soube uma de vocês é apaixonda pelos vilões. — Dei um passo á frente.
— Sou eu,lorde das trevas. — Respondi, o reverenciando.
— Que moça educada temos aqui, gostaria de conhecer todos nós? — Por incrível que pareça, eu sorri apaixonada por aquela oferta irrecusável.
— Eu adoraria, milorde. — Um sorriso se formou em meu rosto.
— Venha meu bem. — Convidou-me estendendo-me sua mão.
POV Narrador
Elsa jamais vira um lugar tão estranho como aquele, não fazia ideia de onde estava ou muito menos lembrava-se do que fizera no dia anterior. Seus braços começaram a se mexer com certa dificuldade como se não os usasse havia séculos. Após finalmente sair do lugar Elsa olhou em volta e ficou feliz por ver que Anna estava bem do seu lado, mas tudo piorou quando deparou-se com duas coisas:1- Estava presa dentro de uma redoma de vidro e 2- Hans também estava dentro de outra, só que do outro lado da sala na qual estavam; Quando seus olhos se direcionaram para as portas daquela sala estranha, ela conseguiu ler os dizeres " Sala Frozen" logo acima de uma das entradas do cômodo.
Quando tentou mover os braços,as pernas e o resto do corpo, Elsa sentiu pequenas pontadas de dor como se não se mexesse havia séculos, o som dos ossos estalando e as mãos e os pés perdendo a dormência fez com que a jovem rainha se sentisse relaxada como nunca antes.
— Elsa? — Ela ouviu a irmã chama-la, de uma outra redoma á uns cinco metros de distância e dava para ver em seu rosto o quanto Anna era claustrofóbica. Em meio ao pânico de sair e ajudar a irmã, Elsa quebrou o vidro com o simples toque de sua mão, algo que ela não havia experimentado até então, foi até o domo onde Anna estava e deparou-se com uma pequena maçaneta que abria a porta de correr de vidro.
— Você está bem? — Elsa perguntou, abraçando a irmã assim que esta saíra do domo.
— Sim, eu estou bem mas... — As duas foram interrompidas pelo som de pés indo de encontro ao chão e qual não foi o sentimento de desagrado ao notarem quem havia causado o rápido estardalhaço: Hans.
— Olá meninas. — Disse ele, exibindo um sorriso cínico formado por dentes brancos e perfeitos.
— Fique longe da minha irmã. — Esbravejou Anna, se pondo entre Hans e Elsa.
— Posso bater nele? — Outro estardalhaço rápido e momentâneo se fez quando Kristoff pulou para fora de sua redoma.
— Antes de me baterem, uma pergunta: Onde é que estamos?
— Num museu. — Disse Isabela, entrando na sala de seu filme favorito enquanto os quatro personagens se posicionavam em ataque acreditando que Isabela poderia não ser quem aparentava. — Não precisam disso, não sou como Hans.
— Como sabe meu nome? — Perguntou o príncipe meio desconfiado.
— Eu conheço vocês há algum tempo, eu adoro a história sobre o que aconteceu em Arendelle e gosto muito de vocês.
— Até de mim? — Perguntou Olaf, se intrometendo na conversa ao aparecer por detrás de Elsa.
— Até de você, Olaf. — Um sorriso se abriu no rosto de Isabela.
— O quê é que tá acontecendo aqui? — Perguntou uma voz fina cuja qual Isabela adorava desde criança, ao se virar qual não foi a emoção ao se deparar com Tinker Bell e as outras fadas.
— Isso são fadas? — Anna perguntou, ainda sem acreditar.
— Seus sogros são trolls,seu melhor amigo é um boneco de neve sua irmã é a deusa do gelo e você ainda não acredita em fadas? — Isabela perguntou, rindo logo em seguida ao ver um sorriso malicioso surgir no canto da boca de Hans.
— Tá bom,isso foi estranho. — Disse Anna, constrangida.
— Fiquem á vontade para conversar com elas. Eu quero falar com o Hans,mas em outro lugar.
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A ala Marvel estava um caos, era vidro para todos os cantos desde que Thor usara a força bruta de seu martelo para libertar não só ele, mas todos os Vingadores.
— Que lugar é esse? — Perguntou assim que olhara em volta da sala onde estava.
— É uma espécie de museu. — Respondeu Tony Stark, olhando para o domo totalmente reservado á si onde viu sua armadura. — E parece que somos nós a exposição.
— Como isso é possível? — Perguntou Steven Rogers.
— Por causa da minha carta. — Respondeu Walt Disney,adentrando a sala junto de Nathália. — Por mais difícil que seja, vocês estāo num museu.
— Pois eu não acredito. — Disse Loki, fitando os dois estranhos. — Mas quem seria esta menina adorável? — Perguntou com um sorriso no rosto enquanto apontava para Nathália.
— Eu sou Nathália. — Disse a garota, trêmula por estar falando com um deus.
— Não precisa ter medo,garota. Eu sou feito de puro e mero charme. — Respondeu Loki debochadamente.
— Deixe a garota em paz e largue de ser um imbecil. — Disse Thor.
— Na verdade ele não está me importunando e tenho de admitir que gosto dele.
— Que péssimo gosto. — Zombou Tony.
— Cale essa boca, ninguém pediu a sua opinião e a sua voz é I-RRI-TAN-TE.
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