Uma máfia, uma família
2 Sasagawa Ryohei
Notas iniciais
Sasagawa Ryohei , o boxeador
Fiz minha rotina normal, acordei no mesmo horário do dia anterior e fiz tudo devagar.
O primeiro dia foi muito tranquilo. Ninguém me incomodou.
Uma menina chamada Kyoko e sua amiga Hana conversaram comigo ontem e até me convidaram para almoçar com elas.
O Segundo e terceiro dia se seguiu na mesma quietude, mas na seguinte rotina:
" Eu chegando muito adiantada e sentando de baixo da árvore para desenhar a paisagem; Hibari aparecia entre intervalos, me observando de longe e, raramente, falando comigo; Eu andava com Dawn; almoçava com Kyoko , Hana e Dawn _ que resolveu juntar-se _ ; biblioteca; ir para o café mais próximo lanchar e casa. "
Tomei banho, passei a roupa, arrumei a cama, me vesti e fui fazer meu bento.
Resolvi por brincos hoje e não por colar, já que ficava escondido.
Pus meus brincos de formato de losangolo, tinha um tamanho médio e fazia um barulhinho.
Como não estava muito calor deixei o cabelo solto e rearrumei a mochila, saindo em seguida.
Eu ainda estava um pouco adiantada, então sem a necessidade de correr.
Parei por um momento em frente a casa de Dawn e ela estourou fora da porta de repente.
Seu rosto estava vermelho e ela parecia chateada.
— Ohayo. Qual o problema?— Pedi, sorrindo levemente.
— Un. Ohayo.— Ela suspirou. — Mamãe quer se mudar.- Continuou, caminhando ao meu lado.
— Porque?— Inclinei a cabeça.
— Ah, não sei. Ela é louca.— Colocou as mãos atrás da cabeça. — Eu disse que não queria ir, porque você se mudou a pouco tempo, mas ela disse que vamos hoje a tarde. — Fechou a cara.
Estudei-a por segundos.
— Não fique assim.— Sorri de forma tranquilizante. — Para onde vão ir?— Questionei.
— Perto de um outro colégio. Ela quer me transferir também. Pra uma elite só de meninas.— Ela pareceu ainda mais chateada.
— Compreendo.— Sacudi a cabeça.
Eu conhecia a mãe dela, pois já passei uns dias na sua casa.
A matriarca simpatizou comigo, mas eu vi a forma como ela é com as filhas ... É complicado explicar.
*gota anime*
— Bem, não fique zangada por isso. Ainda posso te visitar.— Sorri.
Ela olhou um pouco irritada, mas _ finalmente _ sorriu.
— Acho que está certa... — Murmurou.
— E podemos voltar a falar online também. — Comentei.
— Claro.— Ela acenou. — Mais... me sinto um pouco mal em deixar você aqui.— Murmurou.
— Que nada! Você é minha amiga e amigos não se separam, mesmo a distância!— Sorri brilhantemente.
Me deu um olhar curioso e sorriu de forma suave.
— Além disso, eu conheci umas garotas legais, lembra? Sei que Kyoko-chan vai ficar me arrastando por ai, então eu não vou ficar sozinha. Mesmo que queira. Haha! — Ri sem jeito.
Então, ela pôs seu sorriso pervertido no rosto, sua ' aura de humor ' se transformando.
— Oh, eu havia esquecido. Mal chegou e já tem 1 pretendente.— Ergueu as sobrancelhas. — Você estará muuuito bem acompanhada. Hehehe.— Sorriu como o gato Cheaster.
— Que ideia é essa?! Ele queria me bater! Um pretendente não faria isso!— Disse, indignada.
— Mais ele mudou de ideia, não foi mesmo? — Sorriu.
— Isso não teve nada haver com o que você está pensando.— Estufei a bochecha.
Ela riu e cutucou minha bochecha.
— E então? Vai se inscrever no clube de basquete?— Questionou.
— Hmmm. Não tenho certeza. Eu gosto de basquete, mas competir não é muito minha praia. — Bocejei. — E também, estou muito fora de forma.— Apertei um pouco da gordura da minha cintura e da minha coxa, para provar o meu ponto.
Alguns velhos tarados pararam e ficaram olhando, aparentemente maravilhados.
— Eu não acho. Essa sua gordura, não é gordura. É gostosura.— E apalpou e cutucou meu estômago, fazendo-me rir.
— Ora. Pare com isso.— Empurrei-a suavemente, conforme nos aproximamos da escola.
— Chegamos a tortura diária. — Ela anunciou.
Ri de sua piada ' espirituosa '.
Avisei a ela que só subiria depois.
— Porque?— Inclinou a cabeça.
— Gosto de irritar o Hibachiin.— Sorri inocentemente.
O que eu poderia fazer? Era bem engraçado na minha opinião.
— Hun hun. Safadinha.— Ela fez-me um pouco de cócegas. — Então. Até depois!— Ela acenou.
Devolvi-lhe um aceno , sorrindo.
Ouvi um pouco de confusão na entrada da escola.
— Junte-se ao clube de boxe!— Um garoto gritou.
O menino com que gritou deu um guincho e fugiu dele.
Eu ri de sua abordagem brusca.
— Com licença.— Pedi, indo a sua direção. — Se ficar gritando desse jeito, nunca vai convencer ninguém. — Balancei-me para frente e para trás , olhando em diversão.
— Como assim?— Perguntou.
— Vou te mostrar.— Fui até uma dupla de estudantes do sexo masculino. — Muito bom dia!— Desejei-lhes.
Eles me responderam, ligeiramente envergonhados.
— Se não for de incômodo, algum de vocês estaria interessado a se inscrever no clube de boxe? Ninguém vai imediatamente competir. Temos uma base de treinos pelos dias úteis da semana e então você fará um teste para ver se pode competir com o nosso time.— Improvisei. — Estão interessados? — Sorri-lhes docemente.
— Unn... eu estou.— O primeiro da esquerda.
— Acho... que vou também.— Seu amigo concordou.
— Isso é ótimo! Esse é nosso capitão.— Apontei para o garoto de antes.
O olhar chocado do rosto dele era impagável.
— U-un... vocês, podem ir ao clube depois da escola. — Disse ele, sem jeito.
— Hai, Senpai.— Eles concordaram e sorriram, seguindo seu caminho, como eu acenei-lhes.
— Sugoi... Como fez isso?— Ele perguntou.
— Isso se chama persuasão e simpatia.— Expliquei. - Seja educado, calmo e tenha 'fala mansa'. Faz a pessoa ser confortável. Seja amigável também e, se possível, tenha sempre uma aura de confiança.— Completei.
— Hn. Parece complicado.— Disse, confuso.
— Nem tanto.— Cantarolei. — Basta pegar o jeito.— Acenei.
— Já sei! Porque não se torna nossa gerente?! Você parece ter jeito pra isso! — Gritou, entusiasmado.
Pisquei para o rapaz de cabelos brancos.
— Eu ia me inscrever no clube de basquete.— Comecei e vi seu rosto cair um pouco. — Mais ser gerente não soa tão mal. — Ele sorriu com todos os dentes. — Mas eu não vou aparecer em práticas de final de semana. Vou praticar na quadra pública.— Expliquei-lhe.
— Tudo bem !— Ele gritou. — Oh?.... Como é mesmo seu nome?— Perguntou.
— Tsubame Ume. Classe 1-A. — Sorri.
— Sasagawa Ryohei. Classe 2-A! Ao extremo!— Gritou.
Ri baixinho de seu entusiamo.
— O.K, capitan!— Dei-lhe uma piscadela. — Nos vemos mais tarde. — Acenei.— E é melhor você entrar. Não quer ter um Hibachiin na sua cola. — Dei uma pequena risada.
Ele corou num tom adorável de rosa e concordou com um acenou.
[...]
Assim que saí da escola, fui aos saltos para o clube.
Passei o almoço desenhando um cartaz atrativo para espalhar pela escola. Faltava só ver se o clube gostava.
— Com licença.— Abri a porta suavemente.
— Ah, Tsubame! Bem-vinda!— Ryohei gritou. — Pessoal! Essa é a nossa nova gerente, Tsubame Ume! Sejam legais com ela! — Tecnicamente ordenou.
— Yoroshiku ne!— Sorri docemente.
Eles gaguejaram saudações.
Vi os dois garotos com quem eu tinha falado mais cedo.
— É muito bom que vocês vieram! Fico feliz.— Sorri-lhes e eles sorriram sem jeito.- Agora, Ryohei-senpai. Eu estava desenhando alguns cartazes.— Entreguei-lhe meu caderno de desenho, aberto na página.
— Woh! Tsubame! Você desenha muito bem. São esses três?—Perguntou e acenei em concordância. — Hm. Difícil escolher um.— Ele franziu o rosto em concentração. — Esse! — Apontou.
Ele escolheu um , onde predominava o preto, cinza e azul. As luvas de boxe estavam penduradas e ao lado esquerdo havia espaço onde as letras deviam ser preenchidas.
— Hm.— Fiz. — Vou dar um jeito nele. — Peguei o caderno e tirei a folha,mostrando para o resto. — O que acham? — Perguntei.
— Parece bom. Coloque as letras mais chamativas. Como vermelho.— Um disse.
— É. Para se destacar.— Outro concordou.
— O fundo onde as letras ficam pode ser preto e onde está as luvas pode ser um pouco encardido, no lugar do cinza.— Outro sugeriu.
Sorri e acenei, como todos murmuraram em concordância.
Anotei tudo na minha agenda e marquei um horário.
— Certo! Eu vou falar com o diretor e ir confeccionar mais posteres. Amanhã vou avaliar vocês e providenciar um programa de treino adequado. Tudo bem?— Pedi, com confiança.
— Hai!!— Responderam.
— Bem, até amanhã.— Curvei-me levemente para fazer minha licença.
— Até!— Disseram.
— Obrigada, Tsubame.— Ryohei acenou e eu acenei com um sorriso.
Ao abrir a porta, me deparei com um garoto parecendo desesperado.
Ele tinha cabelos castanhos , espetados como uma estrela.
— Uh?... O que ouve? Está tudo bem?— Perguntei em voz doce.
— Uh?— Ele olhou para cima. — Você... é do clube? - Olhou-me, um pouco espantado.
— Sou a gerente. Estou de saída no momento, mas o capitão Sasagawa está presente. Pode ir falar com ele. É só entrar.— Sorri amigavelmente.
— U-un. Arigato.— Disse, timidamente.
— Disponha. Tenha um bom dia.— Acenei, me encaminhando para a escola.
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