Uma mudança total
13 Um susto.
Notas iniciais

Percebi que ele também começou a apressar os passos dele, comecei a ficar preocupada, já estava um pouco longe da casa de Kaique e não tinha mais como eu voltar, no lugar pelo qual eu estava passando só tinham casas, não tinha nenhum lugar público e a rua estava meio que deserta, vi somente uma mulher passando com um bebê no colo, se eu falasse para ela, ela iria correr e não me ajudar, o que faço agora? Apenas comecei a correr, só sei que o cara começou a correr também e chegou à minha frente.
– Oi mocinha, por que uma menina tão linda como você está andando sozinha pela rua? – Ele falou e eu pensei em tudo que já tinha vivido, só sabia que aquele cara não era uma boa pessoa, fiquei paralisada. – Não vai responder?
– E-eu... Ér... Eu só q-quero ir p-p-pra casa, l-licença! – Falei tentando andar, mas ele me segurou pelo meu braço.
– Aonde pensa que vai? Não quer que eu te ajude a chegar a sua casa?
– N-n-não... – Falei tentando me soltar.
– MAS QUE MENINA MAL-EDUCADA, SEUS PAIS NÃO LHE DERAM EDUCAÇÃO NÃO?
– ... – Não respondi nada, fiquei muito preocupada com o que aquele cara podia fazer comigo.
– Vem, vou te levar para casa! – Ele começou a me puxar.
– NÃO! ME SOLTA! – Gritei começando a chorar.
– Não se preocupe linda, vou te ajudar a chegar a sua casa. – Ele continuou me puxando.
Eu simplesmente não era páreo para ele, ele era forte e eu era só uma menina... Acho que minha história acaba por aqui... Ele me puxou até um beco bem visível para quem passava andando e também de carro, mas como quase nunca passava ninguém por lá, ele começou a rasgar minha blusa.
– NÃAAAAO! – Comecei a chorar incontrolavelmente.
– CALA A BOCA GAROTA, NINGUÉM VAI TE OUVIR! – Ele falou jogando os panos de minha blusa no chão e começou a desabotoar minha calça.
– P-por favor, n-não faz isso! – Falei tentando para-lo.
– Garota, tá louca? Agora que eu comecei não vou mais parar! – Ele falou tentando tira-la.
Nesse exato momento vi o carro de Miguel passando, era a hora perfeita pra eu tentar chama-lo.
– SOCORROOOOOOOOOOOOO, SOCORROOOOOOOOOOOOO! – Quando gritei, vi que o carro parou, ele saiu do carro e ficou de olhos arregalados quando me viu lá.
– Olha o que você fez sua imbecil! – O homem falou e me deu um tapa na cara.
Miguel correu até nós e deu um chute no cara, eles começaram a brigar, eu fiquei lá quietinha, estava com muito medo, era incontrolável, não conseguia parar de chorar, Miguel deu um soco forte no cara e ele desmaiou, não pensei duas vezes e me joguei nos braços dele, chorando feito uma louca.
– Calma Ally, calma! – Ele me abraçou.
– O-obrigada! — Falei, estava com frio, o cara tinha rasgado a minha blusa e eu estava só de sutiã, que situação constrangedora.
– Toma. — Ele me soltou e deu a sua blusa. — Vamos sair daqui, ta?
Fiz que sim com a cabeça e o segui (já falei que estava de mãos dadas com ele?).
– Prometo que a porta vai abrir dessa vez! — Ele sorriu.
– Parece que estou te devendo vários favores... — Falei ainda assustada.
– Pois é... – Entramos no carro, e ele começou a dirigir para minha casa.
Eu fiquei quieta todo o trajeto, ainda estava com muito medo do que aconteceu, foi uma situação que nunca pensei que iria passar.
– Está em casa! — Ele parou na frente da minha casa.
– Obrigada... Como posso agradecer?
– Hum, me dando um beijo aqui! – Ele apontou para sua bochecha.
Dei um beijo em sua bochecha e saí do carro, ele buzinou e foi para casa. Quando entrei, Jow estava sentado no sofá, ele se assustou quando me viu com a maquiagem borrada e com uma camisa maior que eu mesma.
– ALLY, O QUE ACONTECEU COM VOCÊ? – Ele perguntou desesperado.
Eu já estava esquecendo um pouco, mas ele me fez lembrar o que eu tinha passado, comecei a chorar.
– Ally não chora! Me conta, estou preocupado! – Ele pegou minha mão e me sentou no sofá.
Eu estava chorando tanto que estava até soluçando.
– E-eu insisti para levar minha amiga para casa do primo dela, ai quando fui embora de lá sozinha, um cara começou a me seguir, eu apressei meus passos, mas não adiantou, e-ele tentou me estrupar... – Falei chorando, comecei a chorar mais ainda e não consegui nem sequer falar o resto.
– Mas... Como você veio pra cá? Ele te fez alguma coisa?
– E-ele não coseguiu me fazer nada, por que o Miguel me salvou... – Falei limpando as lágrimas. – E me trouxe pra cá...
– Que bom! – Ele me abraçou. – Tenta esquecer isso... É melhor...
– Sim... – Falei e olhei pra ele. – Obrigada pela força Jow...
– Que nada... Eu sempre cuidarei de você priminha... Me desculpe por não estar lá quando você precisava... – Ele me soltou e ficou olhando pra mim.
– Preciso tomar um banho... – Falei subindo as escadas.
– Tá. – Ele falou e se sentou no sofá.
Quando cheguei ao meu quarto, tirei a blusa do Miguel, ela tinha um cheiro tão bom. Me sentia suja, tomei um banho demorado e coloquei meu pijama, me deitei, a blusa do Miguel estava jogada em cima da cama, á peguei e abracei, fechei os olhos e lembrando daquele momento, adormeci. Acordei com o despertador "berrando" ao lado do meu ouvido.
– AAAAAAH! CARA EU TAVA TENDO UM SONHO TÃO BOM! — Gritei, mas não tão alto para que todos ouvissem, tomei uma ducha, me vesti. Fui para cozinha, minha mãe e meu pai estavam tomando café.
– Bom dia! — Dei um beijo na bochecha de cada um.
– Filha, está tudo bem? — Minha mãe perguntou.
– Sim. – Respondi.
– O Jhonny disse o que aconteceu com você... — Meu pai disse enquanto bebia um gole de suco.
– Passou, estou viva! Graças ao meu... Amigo... — Fiquei triste por ele ser apenas meu amigo.
– Não vamos mais deixar você andar sozinha... — Minha mãe se levantou. — Vai ter um segurança com você!
– Tá, mas ele vai entrar no colégio também é? – Perguntei.
– Não, ele ficará do lado de fora te esperando... – Mamãe falou.
– Ah... – Sentei-me á mesa e comi meu café da manhã. – O segurança vai me levar hoje para escola?
– Sim, ele está lá fora te esperando na limusine...
– Ok... Então já vou indo. – Me levantei e peguei minha mochila.
– Não está se esquecendo de nada? – Papai perguntou e revirei os olhos.
Fui até ele e lhe dei um beijo na bochecha.
– E eu? – Jhonny perguntou e revirei os olhos novamente.
Dei um beijo na bochecha dele e saí, fui para o lugar que estava a limusine, o meu segurança estava de costas.
– O-oi! – Falei.
– Oi! – Ele se virou. AAAAAAAAAAAH MEU DEUS DO CÉU, QUE GATO!
– Prazer meu nome é Alice, mas pode me chamar de Ally, e o seu? – Perguntei.
– O meu é Josh, mas pode me chamar de segurança. – Rimos.
– Olha, eu saio as 11:35, não precisa ficar me esperando tá? – Sorri. — Só peço que antes das 11:25 você esteja aqui.
– Ok senhorita! — Ele disse abrindo a porta. — Sua carona esta aqui!
– Obrigada! – Entrei na limusine.
Demorou uns 5 minutos para chegarmos á minha escola, quando chegamos, ele parou, abriu a porta e eu saí, ele se encostou na limusine e esperou eu entrar.
– Vai ficar ai?
– E onde mais vou ficar?! – Ele disse ironicamente.
– Hum, ta bom... Tchau, até mais! – Entrei na escola e estava tudo vazio, cheguei atrasada só por que fui conversar com o Josh. Quando entrei na sala todos olharam para mim, eu nem liguei já que estava acostumada com isso. Me sentei no lugar de sempre, Susie e Megan olharam para mim e sorriram.
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