Uma mudança total
11 No hospital
Notas iniciais

– H-hãm... Ta, eu não vou deixar ela jogada aqui... — Ele a pegou. — E agora?
– Megan vai falar com os pais dela, eu a Susie e o Miguel vamos leva-la ao hospital mais próximo!
– Ok! – Megan saiu correndo.
– Vamos! – Falei, Miguel nos levou em seu carro, chegando ao hospital levaram Karen numa maca para uma sala, não nos deixaram entrar, nós ficamos na sala de espera, a tristeza me corroia por dentro de pensar no que estava acontecendo com a Karen.
– Obrigada... Miguel... – Falei.
– ...Eu fiz isso por ela... — Ele disse, mas se aproximou de mim e cochichou. — Mesmo assim, você me deve um favor.
Enquanto pensava numa boa resposta uma enfermeira veio até nós.
– A Karen está bem, só está com uma pequena infecção no estômago, mas nós já demos remédio para ela, ela está com anorexia, essa doença é muito séria, se quiserem algum de vocês pode entrar... – Ela falou.
– Eu! – Me levantei.
– Venha comigo... — Ela me levou até uma sala azul clara que Karen estava.
Dava até dó de olhar para ela, estava tão pálida, parecia um cadáver.
– Karen! – Corri até ela chorando.
– Não encoste nela. — A enfermeira me impediu.
– O-ok... — Falei com a voz falha. — Me desculpa! Eu sabia que não podia ter deixado você sozinha!
– A-ally, a c-culpa não f-foi s-sua... – Ela falou.
– Não s-se esforce muito para falar... – Falei.
– MINHA FILHA! — Uma voz feminina gritou. — PRECISO VÊ-LA!
– É a sua m-mãe, vou ir pra casa, a-amanhã passo aqui... – Limpei minhas lágrimas e saí, mas Karen me segurou pelo vestido.
– D-desculpa Ally... – Ela falou.
– Não p-precisa se desculpar, a culpa não foi sua! – Falei e a mãe dela entrou na sala.
– FILHA! – A mãe dela foi até ela e beijou a sua mão.
– Tchau Karen! – Saí do quarto e fui para a sala de espera.
– Como a Karen está? – Suh perguntou levantando rapidamente.
– Está bem, vamos pra casa... – Falei.
– Vamos... – Megan, que já estava lá, falou.
– Querem uma carona? – Miguel perguntou.
– Eu queria viver mais alguns anos e...
– Queremos! — Suh me interrompeu.
Fomos entrar no carro do Miguel, e adivinhem quem teve que ir na frente? Sim, eu! Com a Karen desmaiada eu não reparei bem nos detalhes do carro, mas simplesmente, o carro dele era uma lamborghini preta, muito linda, igual o dono... MASOQUÊ EU TO FALANDO?! Finge que não leu isso... Ficamos em silêncio um tempão.
– Aqui é meu ponto! – Megan falou, Miguel parou e ela desceu. – Tchau meninas!
– Tchau! – Eu e Susie falamos em coro.
– Onde você mora Suh? — Miguel perguntou.
– Me deixa na casa do Kaique, não quero ir para casa! — Ela disse.
– Você que manda. — Ele falou e sorriu.
Não demorou nem 2 minutos e já estávamos na casa de Kaique.
– Manda um beijo pro meu namorado! – Falei.
– Tá... – Ela revirou os olhos e saiu do carro.
– Você mora longe daqui? — Ele sorriu de lado.
– Mais ou menos...
– NOSSA! QUE FOME! Vou ter que parar na padaria para comprar alguma coisa.
– Você tá de bully comigo né?! – Falei.
– Estou com fome... O que posso fazer?
– Que tal comer essas balas que tem ai?! – Apontei para umas balinhas que tinham num canto.
– Elas não matam a fome!
– Problema seu desgraça, quero ir pra minha casa! – Falei tentado abrir a porta. – Abre merda!
– Eu controlo as trancas da porta! — Ele disse. — Ah, fala sério, você vai ser de um carro em alta velocidade?
– ...VOCÊ É PIOR QUE O KAIQUE! — Demorei alguns segundos para responder.
– Como assim?
– Nos níveis de loucura, agora me deixa no ponto de ônibus! – Cruzei os braços.
– Não. Vou levar você para sua casa... — Ele parou de falar. — ...Onde você mora?
– Na Rua 129!
– Vish, passei de lá... – Ele falou.
– Caraca, eu não acredito! Seu veado!
– Brincadeira... – Ele começou a rir loucamente.
– Seu idiota! – Dei um tapa no braço dele.
Ele "virou" o carro de propósito.
– Viu, olha o que acontece quando você me bate.
– Se eu te beijar acontece outra coisa... — Era para ser um pensamento, mas acabei falando em voz alta.
– Quer ver o que acontece? — Ele sorriu.
– Não, tá louco? Me leva pra casa se não eu vou começar a gritar! – Falei. — Socorro, aaah, um estrupador me sequestrooou!
– Tá, vou te levar...
– Bom mesmo!
Finalmente aquele doido me levou pra casa, tentei sair do carro, mas a porta ainda estava trancada.
– Da pra destravar logo isso aqui?
– Malz, quer que eu te leve na porta da sua casa? — Ele disse e "abriu a porta".
– ISSO TA TRANCADO! NÃO QUER ABRIR! – Gritei.
– COMO É? — Ele tentou me ajudar a abrir a porta (digamos que ele estava em cima de mim).
Do nada o Jow saiu da casa e olhou para o carro, ele viu o Miguel em cima de mim e veio correndo.
– Ei guri, sai de cima da minha prima! – Ele falou e tentou abrir a porta.
– Vei, se a gente um dia sair daqui o meu primo vai te matar por você ter feito isso... – Falei.
– Mas eu só tentei abrir a porta... – Ele se explicou.
– ...Foda-se! Meu primo vai te matar.
– Ok, então tente abrir a porta sozinha! — Ele desistiu e voltou para o seu lugar.
– IDIOTA! ME AJUDA!
– Você vai ficar me devendo 2 favores!
– Afe, deixa pra lá idiota! Inclinei-me para o lado dele (ou seja, fiquei em cima dele), olhei para meu primo e gritei. – PRIMO, CHAMA UM CHAVEIRO!
Olhei para o Miguel, ele olhava fixamente para os meus peitos.
– AH! SAI! — Cobri a cara dele e voltei para o meu lugar.
– ...Uow... — Ele disse. — Quer que eu tente destravar a porta de novo?
– VAI! Destrava essa merda!
Ele apertou o botão que tem na porta do motorista e ela destravou.
– Obrigado senhor! – Abri a porta.
– EI, você tem que dizer obrigado a mim! – Ele falou.
– Obrigado. – Saí do carro.
– Ally! – Jow me abraçou. – Eu pensei que você ficaria pra sempre presa naquele carro!
– Não exagera... — Me soltei dele. — Você ta só de short nesse frio?
"POM POM" Miguel apertou a buzina e dirigiu o carro para a casa dele.
– Ér, ainda to meio confuso, por que você beijou um cara lá na festa e agora tá com esse cara que é namorado da sua amiga?
– AMIGA?! Deus que me livre ser amiga daquela cobra! – Entrei em casa com Jow.
– Então ela é sua rival?! – Ele perguntou.
– É, mais ou menos isso... — Falei subindo as escadas e Jow me seguindo.
– Mas por quê?
– Sei lá... – Entrei no meu quarto. – Talvez por que ela é metida, chata, imbecil... E muito mais...
– Mas, porque ele estava em cima de você? — Ele perguntou entrando no quarto.
– Estava me ajudando a destravar a porta... — Peguei um pijama no guarda-roupa.
– Tipo olhando para os seus melões?!
– Ãhn? – Fiz cara de inocente.
– É, você não viu a cara de safado dele?
– Jow, meu querido. Tenho que me trocar, sai do meu quarto, por favor?
– Tá, mas depois vou entrar de novo!
– Ta bom, preciso relaxar...
– Hum, tá, vou tomar um banho... – Ele saiu.
Esperei a banheira encher e depois entrei, pensei muito, após acabar de tomar um banho, escovei meus dentes e fui vestir o pijama, depois de vesti-lo, Jow entrou no meu quarto com tudo e se jogou na minha cama.
– TÁ LOUCO É MENINO?! – Falei com olhos arregalados.
– Sim, por você, agora deita aqui! – Ele me puxou.
– Tá, o que você quer saber?
– O que esse cara é seu? – Ele perguntou.
– Meu ex amigo. — Lembrei do passado. — Ele era meu amigo, ele era perfeito, mas eu estraguei tudo.
– Como você estragou?
– Deixei ele de lado para me tornar "popular" e agora ele virou um gato, perfeito, lindo e...
– Chega. Já entendi. – Ele falou. – Uma pergunta, por que você saiu da festa?
– É que... A minha amiga... Ela... – Comecei a chorar.
– Calma Ally, se quiser nós não conversamos mais sobre isso. – Ele limpou minhas lágrimas e acariciou meu rosto.
– E-eu preciso dormir, me da licença?
– Claro! Boa noite linda! – Ele beijou meu pescoço e saiu, fiquei meio arrepiada.
Dormi um soninho bom e sonhei muitas coisas estranhas, mas isso não vem ao caso... Acordei e fui fazer minha higiene matinal, me vesti, após isso fui para a cozinha e sentei-me á mesa, o meu café da manhã já estava pronto e Maty não tava lá, aliás, ninguém tinha acordado, achei estranho, mas como estava atrasada não me importei em saber o que estava acontecendo, só comi e fui para o colégio.
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