Uma mudança total
32 Hotel?!
Notas iniciais
– A-ally! – Susie apareceu. – Olha, se te verem aqui vão matar o bebum!
– Mas...
– Vem. – Ela agarrou minha mão e me escondeu em um quarto.
– Fica ai. Já volto.
– Mas...
– Pera aê! – Ela saiu e fechou a porta.
– Afs... – Falei e me sentei no chão, peguei meu celular e comecei a mexer nele.
De repente Miguel me ligou, ainda bem que tinha botado no silencioso, se não já era.
~~Ligação: On~~
– Oi Ally, já to indo ai lhe buscar!
– Vish, eu to escondida num quarto aqui, a Suh me escondeu e to aqui até hoje!
– “Até hoje?” – Ouvi ele rir.
– É, tanto faz, só não vem agora. Acho que estou em perigo...
– Você é louca. – Ele ainda ri. – Olha, quando eu puder ir me avise.
– Tá.
– E o Kaique?
– Voltou ao normal... Acho.
– A nossa noite já era.
– Quando tudo isso acabar, que tal irmos ao Nando’s?
– Você não está cansada?
– Não. Estou com muita energia e fome!
– Tá bom esfomeada, me ligue!
– Tá “Migs”.
– Você ainda não esqueceu isso? – Ele riu.
– Não, principalmente se foi a namorada do meu primo que fez isso.
– O que?
– Isso mesmo, aquela prostituta namora o meu primo!
– Uau... Coitada de você. Nunca vi mais azarada!
– Xiu. Tchau, leão.
– Tchau, loira.
~~Ligação: Off~~
Fiquei sentada ali por algum tempo, até que a Susie apareceu.
– Aleluia menina! – Falei me levantando.
– Os pais do Kaique acabaram de ir dormir e ele tá assistindo TV!
– Nossa... – Olhei para meu celular. – 23:23, tem alguém pesando em mim! Mas isso não vem ao caso... AAH, to ferrada, preciso ir! – Liguei para Miguel e avisei a ele pra vir.
Alguns minutos depois Miguel chegou.
– Demorou hein? – Miguel falou saindo do carro.
– Pois é, precisamos ir logo!
– Pra onde?
– O Nando’s, vai fechar!
– Já fechou, mas eu trouxe um pacote de comida pra você!
– Eu não acredito! Tudo foi por água a baixo!
– Calma, casal, ainda tem amanhã! – Suh disse. — Eu vou dormir aqui, tchau! – Ela fechou a porta.
– E-e agora? – Eu o encarei.
– Seus pais não ligam de você chegar tão tarde?
– Não, acho que não. Dia de folga, né?!
– Vem, vamos para algum lugar. – Ele disse e entramos no carro.
– Miguel, você planejou isso?
– Não. Seria tipo, muita loucura.
– VOCÊ É UM SEQUESTRADOR!
– Sim, e você é minha vitima. – Ele dizia sem tirar o olho da estrada.
– Mas que sequestrador gato.
– Ei, desde quando vítimas falam com os sequestradores?!
– Desde quando as vítimas são namoradas dos sequestradores!
– Tá bom, música?
– Música!
Miguel ligou o rádio e estava passando "American Idiot- Green Day".
– A Suh ia pirar nisso aqui! – Falei.
– É, mas... Para onde vamos?
– Não sei Mrs. Cachos.
– Posso escolher?
– Pode.
Ele dirigiu até um...
– HOTEL?!
– Sim. – Ele falou sem mais nem menos e saiu do carro, abrindo a porta para mim.
– M-miguel, o que v-você tá p-pensando c-com isso? — Perguntei nervosa.
– Calma vítima! Não vou fazer nada que você não queira! — Ele me abraçou de lado.
Entramos no hotel, me sentei em um sofá perto do caixa e Miguel foi pagar para ficarmos uma noite ali, quando ele terminou de pagar entramos no elevador.
– Qual quarto você pegou?
– Surpresa.
– Conta! — Insisti fazendo carinha de cachorro molhado.
Miguel riu e apertou no número 14.
– Mas... Mas o prédio tem 14 andares, M-miguel você pegou a suíte vip? — Fiquei de olhos arregalados.
– Espertinha, estragou minha surpresa! — Ele fingiu estar triste.
O elevador abriu e nós saímos, Miguel abriu a porta e entramos em nosso quarto.
– Nossa! Isso é mais chique que o quarto dos meus pais! – Falei.
– Não exagere. – Ele pegou o pacote do Nando’s e tirou de dentro dele um DVD. – A comida é sua.
– Hum... – Falei e tirei o que tinha para comer de dentro do pacote. – E esse DVD?
– Ah, é uma das lembranças que vou mostrar a você.
– Lembranças?
– Sim. Lembra-se do trabalho de vídeo que tínhamos que fazer juntos na 8° série?
– Mais ou menos.
– Eu o tenho guardado... – Ele tirou o CD da capa e colocou no DVD do quarto.
Deitamos juntos na cama abraçados e o vídeo começou a passar. Lembrei-me de dois anos atrás, Miguel e eu apresentando o trabalho que no começo do ano planejamos fazer, eu estava meio afastada dele por que já estávamos brigados, nós dois estávamos nervosos, e eu e ele não conseguíamos parar de nos olhar, graças a Megan eu consegui apresentar o trabalho, se não teria ficado a aula toda olhando para ele.
– Foi muito, muito ruim aquele dia... — Falei.
– Eu não achei, foi a única oportunidade que tive de ficar perto de você, mesmo que por um momento, após aquela briga.
– Miguel...
– Ahn, vamos deixar isso pra lá? — Ele desligou a TV.
– Sim, mas...
– O que?
– O que fazemos?!
– Você já comeu seu lanche?
– Não, ainda não... – Me levantei da cama e peguei o Hambúrguer. – Quer um pedaço?
– Não. – Ele disse rindo. — Você não prefere o serviço de quarto?
– AH! IDIOTA! PORQUE NÃO SUGERIU ISSO ANTES? – “Falei” e ele começou a rir. – Para de rir!
– Não consigo. Me ajuda?
– Claro, será um prazer... – Cheguei perto dele, peguei um travesseiro e o acertei.
– Ei! – Ele também pegou um travesseiro e assim começou a guerra.
– Hahahaha! – Eu ia acertá-lo mais uma vez, mas ele segurou o travesseiro jogando-o para o lado e puxou meu braço.
– Eu que mando agora! – Ele me puxou e me beijou.
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