Uma mentirinha de Natal
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Subimos as escadas em silêncio e paramos de frente a um longo corredor que eu conhecia muito bem. Aquela casa me trazia recordações boas, de uma infância cheia de aventuras. Edward e eu sempre fomos muito ligados, desde pequenos e mesmo eu sendo 4 anos mais velho. Nós tivemos varias aventuras quando éramos crianças, corríamos pra cima e pra baixo pela aquelas escadas e pelos corredores, e quando Alice nasceu o tumulto foi maior, baixinha era um furacão.
E era estranho pensar que tudo aquilo não voltaria mais e que já tinha passado. E agora eu estava aqui, de volta e com a minha melhor amiga fingindo ser minha namorada de mentirinha para toda a minha família.
Respirei fundo.
Rosalie estava do meu lado e fomos juntos até a última porta do final do corredor.
— Você ficou em silencio de repente – a escuto.
— Desculpa, é que eu lembrei de algumas coisas...
— Então podemos entrar? Quero descansar um pouco antes de descer.
— Claro – girei a maçaneta da porta e a abrindo dando passagem para ela passar, entro longo em segunda fechando a porta.
O lugar continuava o mesmo. Meu antigo quarto era grande e tinha uma janela de vidro que pegava do chão ao teto, que dava uma visão privilegiado da floresta. O quarto ainda tinha as marcas da minha adolescência, estava com os meus pôsteres de basquete e de bandas de rock colados pelas paredes e a estante cheias de livros e cds.
— Seu quarto e bem do jeito que eu imaginei – paro e olho em direção de Rosalie que olhava tudo em sua volta com muita atenção. Ela andou em direção a estante e pegou um cd e se virou me observado – Whole Lotta Love?
— Sim! mas digamos que esse cd possa está perdido por aí e que seja da minha mãe- me sento na cama e me espreguiçado.
— Esme escuta esse estilo de música? – pergunta surpresa. Solto uma risada.
— Eu e a minha mãe compartilhamos de alguns gostos parecidos.
— Nossa eu estou surpresa agora – disse e apontou para o aparelho de som, que literalmente era do tempo da minha vó – Posso?
— Ser funcionar ele é todo seu.
Rosalie colocou o cd dentro do aparelho de som. Demorou alguns segundos para começar a tocar a música, mas tocou!
— Funcionou – Ela abriu um sorriso e veio em minha direção se atirado na cama.
Ficamos alguns minutos daquele jeito olhando para o teto sem falar nada. A cada minuto que passava eu só conseguia pensar naquele beijo e em como eu queria mais e em como eu estava ferrado, a preocupação daquele beijo acabar com a nossa amizade estava me assombrado. Eu conseguiria viver sem aquilo, sem aquele contato, mesmo que isso me doesse dia a pós dia, mais uma coisa eu tinha absoluta certeza, eu não conseguiria viver um só dia sem a sua amizade. Rosalie era uma das pessoas que eu mais amava na vida e a pessoa que eu faria tudo para ver feliz.
— Temos que nos arrumar para descer- Viro lentamente minha cabeça em sua direção e a vejo me olhando, ficamos alguns instantes deitados olhando um para o outro.
— Temos! mas agora vamos descansar- Me aproximo e a puxo para mais perto de mim – Vamos tirar um rouco e depois nos enfrentamos aqueles doidos – ela ri.
— OK!
Beijo sua testa.
— Espera que eu vou tirar o seu sapato, ok? – crio coragem e me levanto, tiro a jaqueta a colocando em cima da poltrona e tiro o meu sapato, vou ate os pés da cama e tiro com delicadeza o coturno preto dos seus pés.
— Agora sim- me deito novamente e puxo um coberto sobre nós dois.
— Cala a boca e me deixa dormir seu idiota- solto uma gargalhada.
— Claro minha rainha – a puxo para mim novamente – posso te abraçar assim ou não, vossa majestade?
— Me abrace como quiser, só me deixe dormir algumas horas em paz – acaricio suas bochechas e beijo sua testa.
— Como eu quiser? Não me dê ideias anjo.
— Cala essa boca grande Emmett
— Ok, dorme bem amor.
Logo em seguida caio no sono escutando a sua respiração tranquila e o barulho do rio de Forks.
[...]
POV- ROSALIE
Horas depois acordo sozinha na cama e sem nenhum sinal de Emmett. Me levanto e ando até as malas que estão em um canto do quarto.
Emmett com certeza as trouxe quando eu estava dormindo, abro a mala e retiro um vestido preto com gola alta que ficava extremamente bem em mim, pego uma meia calça e da mesma cor e uma bota acima do joelho com salto fino preta e por fim uma lingerie.
E vou em direção ao banheiro.
Depois de alguns minutos saio do banheiro já arrumada, com a maquiagem pronta e o cabelo escovado. Coloco algumas joias e saio em direção a sala e pelo barulho que vinha do anda de baixo todos ainda estavam ali.
Desço as escadas e observo Emmett perto das janelas em um canto mais afastado com um copo de whisky na mão e um cigarro entre os dedos.
Um vício que eu estou tentado tirar dele. Mas que não anulava o fator dele fica extremamente sexy fumando.
Observo que Emmett já não estava com as mesmas roupas de mais cedo e sim com outras, com um suéter branco de lã e pro cima de um blazer preto, uma calça da mesma lavagem de mais cedo e um coturno. Comprimento todos com um aceno de cabeça e vou em sua direção.
Paro em seu lado, poucos centímetros nos separavam.
— Você como médico deveria saber que não faz bem para a saúde fumar – olho para a paisagem do lado de fora, Forks era um lugar pequeno mais de uma beleza infinita.
— E você como médica deveria saber que não faz bem ficar rodeados de doidos- sorrio.
Aquilo estava sendo tão difícil para mim quanto para ele. Emmett tinha o costume de fumar todas as vezes que esta nervoso e com raiva.
— Relaxa, daqui uns dias vamos está longe daqui – pela primeira vez desde que cheguei ele olhou para mim, seus olhos desceram pelo meu corpo de um jeito que todo ele se arrepiou.
Aquele beijo ainda estava mexendo comigo, ainda estava mexendo com todo o meu corpo.
— Você se arrependeu? – O escuto baixinho.
— Claro que não, Emmett! eu não me arrependi de ter vindo até aqui! – sussurro.
— Não disso. Eu estou pouco me fodendo para isso, para essa mentira! Eu estou falando sobre nós? Sobre o beijo? — Ele se vira para mim esperando a minha resposta.
Algo dentro de mim tinha despertado. Um sentimento errado, mas porra ele era o meu melhor amigo.
— Emmett, é complicado...
— Rosie – ele virou de frente para mim e eu estremeci ao sentir sua mão acariciado no rosto, seu braço envolveu o meu corpo em um abraço frouxo. Sua respiração saia pesada e cada vez mais ofegante e a minha não estava diferente – Você não sai da minha cabeça. Nunca saiu, e principalmente agora depois daquele beijo. Eu não sei Rosalie o que fazer, você está mexendo comigo de um jeito que eu não sei explicar.
— Você está confuso e bêbado Emmett! Nos chegamos hoje e você está confuso com tudo isso e está babado.
— Vai me dizer que não sentiu nada diferente quando nos beijamos?
— Você com certeza já bebeu demais – ficamos em silencio por um longo tempo, presos nos nossos próprios pensamentos.
O silencio era o nosso maior aliado, conseguíamos nos comunicar somente pelo olhar. Isso era natural, somente eu e ele. Eu não quero estraga isso, não quero que fique tudo estranho depois. Mas talvez, só talvez tudo já esteja estranho a um bom tempo e talvez tudo ficou diferente desde aquela noite na varanda do meu apartamento. Eu sabia dos riscos de uma amizade com Emmett, sabia dos riscos envolvendo todas as aquelas provocações. Mas eu sabia também, que não estava pronta. Não ainda! talvez demorasse alguns anos, meses ou dias, eu não sabia. Só que ele esperaria? Esperaria eu ficar pronta? Eu ficaria pronta para arriscar aquela amizade? Eu precisava aquelas respostas.
Deixei de lado todas as aquelas perguntas sem respostas e encarei aqueles olhos lindos. Levei as minhas mão até o seu rosto e acariciei a sua barba bem-feita e ele fechou os olhos, aceitado o carinho.
— Você me conhece Rosalie, eu não bebi nada. Então só me responde isso, por favor! Aquele beijo mexeu com você?
— Aquele beijo não mexeu somente com você – essa era a verdade e eu não mentiria sobre isso para ele.
Ele abriu os olhos e me olhou fixamente.
— Não vou negar que não esperava por isso – maneei a cabeça, e um sorriso largo apareceu em seus lábios.
— Vamos espera tudo isso terminar primeiro — falei me referindo aquilo, toda aquela mentira.
— Como você quiser anjo.
[...]
— Então vocês moram no mesmo lugar? – Amélia vó de Emmett perguntou.
— Só no mesmo apartamento- Emmett respondeu do meu lado. Nós estávamos sentados um ao lado do outo. O jantar já tinha sido servido e agora estávamos na sala, alguns dos parentes de Emmett já tinha ido para seus quartos. E na sala só tinha ficado nós, os avós de Emmett, seus pais e Alice que estava colada em Emmett e Edward tinha ido para a casa da namorada Bella Swan, filha do xerife de Forks.
— Morando no mesmo lugar e trabalhando juntos no mesmo hospital, já pode casar então – engasguei e escutei Alice gargalhando.
— Tadinhos vovó. Emmett arrumou uma namorada agora e a senhora já está pensado em casamento.
— Eles fazem um belo casal e estão tão apaixonados – olho para Emmett que estava me encarando com um sorriso malicioso – Olha a cara de bobo de Emmett toda vez que olha para a Rosalie – essa foi a minha vez de rir com a cara que Emm olhou para a sua vó.
— Vovó por favor né – gargalho
— Isso é verdade meu filho, todo mundo já percebeu isso.
— Mulheres! – ele revira os olhos e abaixa a cabeça.
Emmett McCarthy Cullen constrangido, isso era maravilhoso.
— Meu bobinho – sua cara foi hilária me olhando.
— E você menina também não fica muita atrás. Dois bobos apaixonados – disse Richard vô de Emmett.
Parei de rir na mesma hora.
— Acho melhor ir para o quarto – Emmett levanta do sofá e vira para os pais – tivemos uma viagem longa.
— Claro meu filho, vai deitar junto com a sua mulher – Aí puta merda.
Emmett meu olha com um sorriso malicioso, suas covinhas estavam bem evidentes.
— Sim, só espero que a minha mulher me deixe descansar pelo mesmo um pouco – Não podia acreditar que ele tinha falado aquilo em voz alto e ainda pior perto de toda a família dele. Sinto o meu rosto queimado.
Aquilo teria volta. AH COMO TERIA!
— Olha como você deixou a moça meu filho.
— Ela sabe que e verdade – Filho de uma bela mãe.
— Vamos? – aquele imbecil disse vindo em minha direção e estendendo a mão.
Eu o mataria.
— Claro querido! Melhor você ir deitar mesmo, estou achando que já está alucinado – a sala foi tomada por gargalhadas.
— Engraçadinha.
— Achou a mulher certa filho – Carlisle falou estendendo um copo já vazio de whisky.
— Carlisle já está bêbado eu acho melhor todos irmos para a cama, amanha temos muitas coisas para fazer – Esme levantou do sofá.
— Verdade, minha querida.
— Boa noite a todos – Digo me levantado e pegando a mão estendida de Emm.
— Boa noite — Esme veio até mim me abraçando – E obrigada querida! – cochichou no meu ouvido.
— Pelo o que? – perguntei não entendo o porque daquele agradecimento.
—Aquele sorriso no rosto do nosso garoto – disse ela.
Fiquei alguns segundo processado tudo o que tinha acontecido.
— Vamos amor? – Emmett sorriu, o que me fez sentir o meu coração acelerar.
— Vamos!
Fale com o autor