Uma mentirinha de Natal
1 Capítulo 1
Notas iniciais
— Emmett Mccarty Cullen, você está me ouvindo??? – sai dos meus pensamentos ao escutar a voz da minha mãe ao celular.
— Mãe, eu estou no hospital. A senhora por favor pode deixar esse papo chato de ceia de natal para outro momento? – minha cabeça parecia que ia explodir em qualquer momento, uma bomba, essa era a sensação, e ela ia explodir! Eu sabia que ia perder a paciência a qualquer momento. Aquela velha era um inferno!
— Olha aqui mocinho, esses são jeitos de falar com a sua mãe? Eu quero você aqui Emmett, ou do contrario eu mesmo vou ate o seu apartamento e te trago a força para essa ceia, você está me ouvindo? Eu estou organizando essa ceia a meses, e quero todos os meus filhos aqui – Descanso minha cabeça sobre a mesa e fecho os olhos, quase 24 horas sem dormir. Um plantão que nunca chegava ao fim, duas cirurgias de emergência e para completar cercado de internos barulhentos que só queriam a chance de entrar numa sala de cirurgia – E eu quero saber quem você vai trazer – Ah não, tudo que poderia ficar pior fica – Uma namorada, mas que seja decente, pelo amor de Deus, já passou da hora arrumar algum para passar a vida meu filho – escuto um suspiro pela liga – Você tem alguém ne filho?
— Mãe pelo amor de deus dar para a gente tem uma conversa sem envolver a minha vida amorosa no meio?
— Não mesmo. Eu quero a sua felicidade – essa mulher ia me matar.
— Dona Esme eu gostaria de saber de onde a senhora tirou que eu não sou feliz
— Eu sei meu filho que você não é, sou a sua mãe – Aquilo era um castigo, eu sempre fiz o que me deu na telha, e agora os meus pais inventaram que eu preciso de uma namorada para amadurecer e me tornar responsável? Tenho 32 anos, sou cardiologista de um dos melhores hospitais do mundo, então nas poucas horas que me restam eu quero aproveitar a vida ao máximo, e não me prender em um relacionamento. E sim eu sou feliz assim. E claro que as vezes eu sinto um vazio ao chegar em casa e não tem ninguém me esperado ou o fator de simplesmente sentar em um sofá e assistir um programar de tv aleatório e contar sobre o dia no trabalho.
Balanço a cabeça em um sinal de descrença, estou ficando doido.
— Eu sou feliz mãe, muito – eu falei – E para a senhora saber eu não estou mais solteiro- eu era um grande de um idiota, a ligação ficou muda pelos próximos dez segundos. Ate que um grito fez eu afastar o celular do ouvido – Merda mãe! Que me matar.
— Quem ela é? Eu conheço? Desde quanto? E por que diabos você não me disse nada. E verdade isso Emmett? — Porque eu simplesmente não desliguei, a é porque eu sou um idiota! Levanto a cabeça e abro os meus olhos me arrependo terrivelmente logo em seguida, pouca claridade que entrava pela janela foi o suficiente para a cabeça voltar a latejar.
— Mãe, por favor! Vamos deixar para conversar sobre isso depois
— Eu quero saber de tudo agora garoto – escuto um barulho de passos do lado de fora, o plantão tinha acabado – Emmett
Quando eu ia revelar que era só uma mentira a porta foi aberta bruscamente, revelando uma loira com um olhar raivoso.
— Me responde Emmett
— O nome dela é Rosalie Hale- falei o primeiro nome que me veio à mente e ouvi um pigarro.
Porque motivos ela esta ali.
Merda. Merda. merda
Olhei para ela, Rosalie arqueou uma sobrancelha enquanto cruzava os braços e me encarava.
Pigarrearei desviado o meu olhar do seu rosto.
— Enfim mãe, eu tenho que ir. O plantão já terminou e eu estou cansado.
— Está bom meu filho, traga a sua namorada e avise com antecedência sobre o seu voo, e eu o seu pai fazemos questão de ir buscar vocês dois no aeroporto.
— Tá legal, mãe.
— Beijos, querido.
Olho para o celular e finamente reviro os olhos. Eu estou ferrando, não era nenhuma novidade para ninguém que a minha mãe vivia arrumando e me emburrado mulheres a tira colo, esse Natal eu poderia apostar eu ela já tinha chamado a filha dos Stanley para a ceia. Eu simplesmente poderia ter desligando o celular ou falando a verdade para ela, mais uma parte de mim queria amenizar a situação, e então por mais que eu odiasse a data, ela era importante para os meus pais, e mais ainda para a minha mãe que se negava terminantemente a me ter longe deles e do resto da família no dia do nascimento do menino jesus.
Ergo meu rosto encarando-a em silencio por um longo tempo. Rosalie Hale, minha colega de trabalho, a melhor obstetra que eu já vi e a mulher mais bela também, ela era alta, longos cabelos loiros e lisos que chegavam ate o ombro e olhos âmbar, ah aqueles olhos que possuía uma cor solida de tons de dourado e amarelo, eu era apaixonados eles, e naquela pinta em cima do lábio. Seria fácil desistir dessa ideia maluca, era o caminho mais fácil e menos humilhante. Mas eu poderia apostar que nesse momento minha mãe já tinha ligando para todos da família contando a novidade. Eu poderia desistir dessa ideia, mas não me sentia preparado para enfrentar uma família todo e me deparar com as mulheres da família que sempre tinha comentários desnecessário como ´´ ah, meu querido cadê a sua namorada´´ ou ´´ até o seu irmão mais novo tem uma namorada´´ e tem aquele pior que eu já tinha ouvido em uma roda de conversa ao sussurros ´´´ele teve ser gay, coitadinho ´´. Eu não ligava com a comentário.
Mas porra.
— Você pode explicar? — estava tão imerso em meus pensamentos que não notei a aproximação de Rosalie – Emmett?
— Eu preciso que você finja ser a minha namorada, durante alguns dias para a minha família – disse tudo em um só folego.
— O que...? – Rosalie pisco algumas vezes e logo ri, não uma risada qualquer, mas uma gargalhada verdadeiramente alta, como se acabasse de escutar a melhor piada do mundo – deixa eu ver se intendi isso direito, você quer que eu finja ser sua namorada para a sua mãe?
— Sim – seus lábios ser abriram novamente como se quisesse rir outra vez, porem ela manteve-se firme.
— Você e doido, um maluco de pedra – riu brevemente.
— Rosalie eu preciso da sua ajuda, minha mãe vai infernizar o meu natal ser eu chegar sozinho nessa merda de ceia que ela está organizado, o pior com varias moças a tira colo – digo encarando ela, que me olhava como se eu fosse um louco – pensa: eu médico, você médica e trabalhamos no mesmo hospital, convivemos um com outro diariamente.
— De onde você tirou essa ideia? – ela se moveu pela sala e se sentou na cadeira na minha frente – por que você não disse o nome da tanya? Que por cima foi em encher o saco por causa de você, da próxima vez eu a mando a merda.
Estava ali aquele olhar raivoso novamente.
— Foi a única coisa que eu consegui falar para a minha mãe me deixar em paz – digo encarando o teto – E na mesma hora que eu falei eu já me arrependi, mas então você abriu a porta e eu disse o seu nome. E me desculpa pela Tanya – paro de olhar o teto e a encaro firmemente – Na verdade me desculpa por colocar você nisso – ela cruza os braços e olha pra mim. Ela finamente para de me olhar como ser eu fosse um louco e dá um sorriso, engulo a seco.
— Eu acerto Emmett, eu serei a sua namorada
— Como assim? – pergunto unindo as sobrancelhas.
— Eu serei sua namorada de mentirinha seu idiota – ela tinha concordado, não podia acreditar. Ela desviou o olhar por alguns segundos e quando voltaram a me encara, consigo perceber sua mente pensando em algo.
— Como vamos fazer pra que eles acreditem que estamos juntos? – Rosalie dá de ombros – tá que eu sou linda e perfeita – dou um sorriso- mas eu não acho que isso vai convencer a sua família, eles farão perguntas. Como todas as famílias.
Foi tão rápido que nem me deu tempo para pensar nisso, uma mentira. Todos com certeza faria perguntas sobre o namoro, muitas perguntas... inclusive a minha mãe.
— Você não pensou nisso, né? – abaixo a cabeça- Tá ok – ela suspira, olho para ela.
Ainda não acreditado que ela topou essa ideia idiota, ela endireitou o corpo sobre a cadeira, tomando uma postura mais ereta.
— Seus pais moram aonde mesmo? – encaro o seu rosto antes de responder.
— Forks, Rosalie.
— Eu penso sobre os detalhes e você se concentra em inventar a melhor mentira da sua vida – eu tinha certeza de que tudo daria errado. Sabe aquele ditado popular que diz que ‘’ a mentira tem perna curta’’, isso porque, mais cedo ou mais tarde, será descoberta a verdade. Mas até lá, ela tem possibilidades de causar grandes problemas ou melhor ser forma uma bola de neve que vai sempre crescendo e quanto mais rola, mais engrossa e maior se torna, então uma avalanche está por vir. Eu me encontrava assim, mais precisamente dentro de uma bola de neve – Já quer desistir?
— Não – ela sorri com os cantos dos lábios.
— Então a gente acerta os detalhes da nossa grande história de amor no caminho para a casa dos seus pais – sorri – agora só está faltado um detalhe bem pequeno – arqueio a sobrancelha, aquele sorrisinho irônico está ali, e aquilo não era um bom sinal.
— O que?
— O pedido.
— Que merda de pedido?
— Você precisa me pedir em namoro – me ajeito na cadeira e dou um sorriso preguiçoso.
— Você sabe que isso e mentira não é amor? – eu sabia que ela detesta aquele apelido.
— Com toda a certeza vida, mas eu quero o pedido para oficializar esse acordo, já que você me emburrou nessa.
Me levanto da cadeira e vou em sua direção me sentado na cadeira de seu lado. Ela sorri tranquilamente, pego a sua mão delicadamente e a levo nos lábios dando um beijo logo em seguida. Meu olhar se volta para o seu rosto, que continha um sorriso irônico, arrumo a minha camisa social e limpo a garganta antes de dizer qualquer coisa.
— Você que ser a minha namorada de mentira? – peço dando o meu melhor sorriso. Rosalie ergueu o indicador de um lado para outro fazendo um ´´não ´´ para mim.
— Ser você quer que eu entre nessa maluquice com você então eu sugiro que peça direito, eu sei que existe um cavalheiro romântico aí dentro, então faça o seu melhor – pediu.
Bufo e seguro suas mãos, respiro fundo e tento ser o mais romântico possível.
— Rosalie Hale, você me daria a honrar de ser o seu namorado de mentira?
— Sim – respondeu esboçando um sorriso malicioso – Agora que eu já vi parte desse seu lado romântico – disse soltando a minha mão e levantado – Eu preciso ir – olhou para o relógio no pulso – Tenho que me arrumar, tenho uma cesariana marcada para daqui 20 minutos.
— Ok, a gente conversa sobre tudo depois – me levanto – Muito obrigada Rosalie – abro um grande sorriso de agradecimento a ela, que abre um sorriso e acena com a cabeça.
— Não esqueça que eu vou pedir algo em troca desse favor – maneio a minha cabeça. Com certeza aquilo não sairia de graça, ela tiraria o melhor aproveito de toda a situação. Ao dizer isso ela se despender, fazendo um gesto rápido com a mão. Me sento na cadeira e apoio meu rosto em minha mão, meus olhos vão para meu celular sobre a mesa que não parava de piscar, nem precisei pegar para sabe sobre o que se tratava.
Grupo da família ao que parece se tornou mais movimentado do que o normal, poderia apostar minha vida que nesse momento todos já estava ciente que nesse natal eu não estava sozinho.
Suspiro e olho para a tela do celular e me deparo com uma de várias mensagens que citava o meu nome.
Agora não tinha jeito eu tinha que ia ate o fim.
Fale com o autor