Uma máfia, uma família
7 Haneuma Dino
Notas iniciais
08. Estar na máfia é o mesmo que sentir dor...
Risquei o último item da lista e sorri para os meninos enquanto eles corriam.
Chamei-os com um sopro do apito.
— Muito bem! Alcançamos todos os itens que visamos para esses dias.— Elogiei.
Eles comemoraram e se parabenizaram.
— Vocês tem se empenhado muito, por isso vou dar-lhes três dias de folga. Depois disso, eu vou mostrar-lhes uma nova lista de metas. Só lhes peço que não comam de mais e percam seus músculos por gordura.— Sorri.
Todos concordaram e os dispensei, catando minhas coisas.
— Ne, Tsubame.— Ryohei chamou.
— Sim, capitan?— Perguntei.
— Quer passar uns dias comigo e Kyoko? Você mora sozinha, não é? — Ele perguntou.
— É... moro sim. Desculpe, senpai. Muito obrigada pelo convite, mas terei que recusar. Eu tirei esses dias de folga porque eu vou fazer um programa de treinamento para mim e ... mestre Pao vai me ajudar. — *gota anime*
— Ooh. Entendo.— Ele pareceu pensativo.
— Mais, se der, eu apareço pra jantar. Que tal?— Sorri.
— Seria extremo!!!— Exclamou, fazendo-me rir de seu ânimo.
[...]
Depois de levar tudo para casa e tomar um banho demorado, fui até o parque que Reborn pediu para que eu fosse a noite.
" Que escuro. Não tem luz nos postes. E está tudo vazio também. " Olhei para os lados.
— Você sabe porque eu não uso a shinu ki dan em você?— A voz de Reborn perguntou.
Andei mais perto de uma árvore,de onde a voz vinha.
— Porque eu sou menos covarde que Sawada? — Perguntei em tom de brincadeira.
— Também.— Podia sentir seu sorriso. — Mais você, Tsubame Ume, descendente da linhagem de Alundra Bianco, tem características muito distintas das de Sawada Tsunayoshi, descendente de Giotto.—Ouvi um clique. — Espero que esteja se arrependendo.— E um tiro.
De repente uma dor em minha testa, não consegui gritar, senti o sangue escorrer e fui levada para trás com a força do impacto.
Ele realmente usou a shinuki dan em mim. Aquele maldito.
Se eu fosse me arrepender de algo nesse momento...
" ... é de não passar mais tempo com meus amigos... " Sorri. " Mais... também não me arrependo do tempo que passei... acho que... foi o suficiente. "
Senti meu corpo cair e de repente senti muito frio.
Fechei os olhos em conformação, sorrindo para a sombra do tio Reborn perto de mim.
Então, fez-se um calor em minha testa e eu fiquei mais quente.
Não queria acordar, desse jeito era muito bom.
— Sabia.— A voz de Reborn me fez abrir os olhos.
" Não morri... "
— É a mesma bala que uso em Tsuna, mas ela teve um efeito diferente. Ao invés de te tornar impetuosa, ele parece ter aumentado seu potencial de luta. Parece que só despertou o que estava na borda.— Disse, levemente divagando.
Olhei para ele, tentando entender do que estava falando.
— Vamos ver do que seu estado é capaz.— Ele me atacou.
[...]
Ainda naquela noite, bati na porta dos Sasagawa.
Jantamos e rimos.
Cheguei a dar algumas dicas a Kyoko sobre alimentação.
Mais foi difícil me esquivar das perguntas sobres as contusões em meus braços.
[...]
— Dor...— Resmunguei ao lado de Sawada.
Depois do treinamento de ontem, Reborn me fez ficar na casa de Sawada para que possamos treinar juntos. Assim ficaria mais fácil para ele.
A casa da minha tia está muito bem trancada e eu ia vê-la nos dias em que a faxineira visitava.
— Reborn realmente pegou pesado com você ontem, não foi?—Sawada olhou-me preocupado.
— Hn?... um pouco.— Acenei.
Reborn também aconselhou-me para não dizer nada do treinamento ao Sawada, apesar de eu não saber o porque de tanto segredo.
Ele começou a se espreguiçar.
— Fico feliz que a aula finalmente acabou.— Bocejou. — O que vamos fazer quando chegarmos? — Pediu.
— Dormir. Ou comer. — Bocejei em seguida.
— Bem pensado.— Ele bocejou também.
" Que ciclo vicioso de bocejos. "
Mal chegamos na rua e vimos um monte de pessoas aglomeradas.
Todos homens mal encarados ,vestindo ternos pretos.
— Licença... eu posso passar?— Sawada pediu.
— Não. Só podemos deixar membros da família Sawada passar agora.— O homem disse.
— Eh... eu sou... Sawada Tsunayoshi...— Sawada disse ligeiramente em choque.
— Que!?— Gritaram e, com o susto, postei-me a frente de Sawada como escudo. — Esse é ele!?— Continuaram, verdadeiramente chocados.
— Mais você não pode entrar. — O homem, segurou meu braço quando fui atrás de Sawada.
— H-hey! Ela está morando comigo!— Sawada voltou, abraçou-me_ Ou agarrou-se a mim por medo. _ e olhou assustado para os homens.
— Seu nome por favor.— O homem suspirou.
— Tsubame Ume.— Respondi, quase friamente.
Os homens engasgaram e saíram do caminho da casa.
Dei um olhar intrigado, mas não consegui fazer perguntas, já que Sawada me arrastou para dentro.
— Reborn!— Começamos a subir depressa. — Isso tudo é coisa sua, não é!?— Perguntou.
Abriu a porta de seu quarto com uma pancada.
— Estivemos esperando por vocês.— Reborn disse.
— O que tá acontecendo!?— Sawada perguntou, agitado.
— Yo , chefe Vongola. — Uma voz macia disse.
No centro do quarto tinha uma grande cadeira de couro preto giratória.
— Eu viajei de longe para te fazer uma visita.— Sawada engasgou em surpresa. — Eu sou... o 10° chefe da família Cavallone, Dino.— Virou seu assento lentamente.
O homem devia ter 19 anos, se não mais. Tinha cabelos loiros , desgrenhados que era meio picotado, a última camada alcançava os ombros, incluía uma franja bagunçada um pouco grande demais. Tinha olhos castanhos doces e pele levemente morena.
" Um italiano. " Pensei comigo mesma.
Usava um casaco verde-musgo com pompom no capuz, camisa preta com algo escrito _ Que não quis ler. _ e calça mostarda. _ Acho que era essa a cor. _ Em sua mão esquerda, no dorso, vi o que parecia ser o final de uma tatuagem.
Sawada estacou, perplexo.
Dino analisou-o por instantes e de repente riu.
— Ele não é nada!— Exclamou. — Você não tem a aura. — Disse em seguida.
Cruzou os braços com uma careta suave, enquanto Sawada ficou nervoso.
— O jeito que se apresenta é horrível. Não parece ser ambicioso. Nenhum senso de antecipação. Você parece ser azarado também.— Ditou.
— As suas pernas são curtas.— Reborn disse de repente, parecendo adorar poder insulta-lo.
— Sua disposição para ser um chefe é zero. — Dino disse, em seguida, sorrindo.
" Que maldade. " Pensei.
Os homens na sala começaram a rir e Sawada pareceu muito envergonhado.
Sawada inclinou-se e perguntou: - Ei, Reborn. Quem são esses caras assustadores?—
— Dino é seu aprendiz antecessor.— Reborn esclareceu.
Mesmo assim, Sawada demorou um pouco para captar a mensagem e isso me fez suspirar.
Sawada pode ser um amor de pessoa, mas , as vezes, até eu perco a paciência com ele.
Ele poderia demorar muito até captar a ideia principal.
Dino explicou que Reborn parou seu treinamento para vir ensinar a Sawada.
— Você é exatamente como eu costumava a ser!— Exclamou, quando Sawada disse que não queria ser chefe da máfia.
Um pouco entediada, fui até a beira da cama para sentar e tirei o lacinho do uniforme, esfregando onde penicava.
Vagarosamente, tirei as faixas do meu braço, meio que ouvindo a conversa.
" Tenho que fazer uma lista para o treino depois de amanhã. " Lembrei-me.
Então, vi Dino tirar uma tartaruga do bolso do casaco e Sawada caiu com o susto.
Sorri suavemente.
As vezes suas atitudes covardes eram tão adoráveis.
— Essa tartaruga se chama Enzio. Eu pedi por Leon, mas Reborn me deu ele.— Dino disse.
— Porque Leon é meu. — Reborn repeliu.
" Algo me diz que Sawada só não se importa. "
*gota anime*
— A propósito. Dino, essa é minha afilhada, sobrinha e a próxima chefe da família Bianco. - O bebê de terno apontou para mim.
— Tsubame Ume. Muito prazer.— Acenei monotonamente com um sorriso gentil.
— Ahh! Que gracinha!— Dino levantou e apertou minha bochecha. — Que lindinha! Dá vontade de levar pra casa!— Sorriu.
" Qual é a desse cara?! " Pensei em alarme, sentindo meu rosto aquecer.
Vi Sawada levemente chocado.
— Bem, você tem uma aura diferente do meu irmãozinho. Tem pose de líder. Olhos inteligente e é gentil por natureza. Também parece ser muito protetora.— De repente me abraçou. — É tão fofa! Reborn, posso levar ela pra mim?— Pediu.
— Talvez depois que eu terminar de treina-la.— Reborn sorriu.
— O que? Eu não quero!— Afirmei com vergonha, tentando faze-lo me soltar.
Ele ignorou-me , apenas espremendo minhas bochechas, uma em cada mão, com um sorriso um pouco idiota no rosto.
De repente, Lambo e I-pin entraram correndo.
Lambo estava correndo com granadas na mão.
Franzi a testa, tirando as mãos de Dino fora e me levantando para brigar com a vaquinha, mas ele tropeçou na calda da fantasia, dando de cara no chão.
As granadas voaram longe, pela janela do quarto, sem os pinos.
Então, Dino pulou pela janela,atrás delas.
Gritando para seus subordinados se abaixarem, ele pegou um chicote, juntou as duas granadas e arremessou-as para o alto.
Explodiram no exato momento em que ele aterrissou em seus pés com segurança.
— Wow. Ele ganhou meu respeito.— Afirmei, voltando para a cama e tirando as meias.
Voltando a ignorar os meninos e suas brincadeiras, olhei para as crianças.
— Já tomaram banho hoje?— Repeti a pergunta em chinês para I-pin.
Os dois negaram com a cabeça.
Levei-os para tomar banho comigo e, depois de vesti-los, desteci meu longo cabelo.
Consegui ouvir algumas conversas do banheiro, enquanto me vestia.
Escolhi uma calça de moletom preta, com meia branca, pus o sutiã também preto e uma blusa de manga comprida de gola azul marinho fosco, no intuito de esconder os braços enfaixados de Nana. _ Para que ela não se preocupasse.
Fui para o quarto de Sawada _ Que agora ele dividia comigo, apesar de ter outro quarto, Reborn insistiu que dividíssemos. _ pegar meu perfume.
Terminando de aplica-lo, desci as escadas em saltos, pegando uma cadeira para mim na mesa.
Eu estava no extremo oposto, a frente de Lambo. Com Sawada a esquerda e Dino a direita, Reborn ao lado de Sawada e I-pin ao lado de Dino.
A comida já esta posta a mesa.
— Itadakimasu.— Murmurei, comendo devagar.
— Então, me pergunte qualquer coisa, meu fofo irmão de juramento.— Dino sorriu.
Sawada parou , parecendo envergonhado.
— Ah, é mesmo, você já tem uma família, Tsuna?— Dino perguntou.
— Agora temos o Gokudera e o Yamamoto. E também alguns candidatos, como Hibari, Sasagawa Ryohei e...— Reborn dizia.
— Eles são meus amigos e senpais!— Sawada ralhou.
— E você, Ume-chan?— Pediu.
" Quem te deu essa intimidade? " Estreitei-lhe os olhos ligeiramente.
— Bem... Uma amiga minha disse que queria ser...— Encolhi os ombros.
— Ume é um pouco solitária.— Reborn disse, ignorando o olhar que lhe lancei.
— Entendo. Mais não se preocupe. A família Bianco é tão sociável que parece que estão dentro da Vongola e não separados. Ou seja, a família de Tsuna também pode ser a sua.— Dino garantiu com um sorriso.
Sorri de volta por educação.
Afinal, não sabia se aquilo era bom ou ruim.
Concentrei-me na minha comida, até ouvir Nana dizer que Dino derramou a comida.
Reborn disse que Dino só funciona com seus subordinados, mas Dino afirmou que era porque ele não sabia usar os Hashis direito.
Pisquei, levemente confusa.
" Mais Lambo usa tão bem... " Observei o menino vaca e olhei para o homem, com um olhar desconfiado.
Nana disse que ia preparar um banho para Dino, mas segundos depois ouvimos seu grito.
Dino levantou apressado e de repente caiu em cima de mim, derrubando-me da cadeira.
— Eu pisei no meu pé...— Murmurou.
" Que pateta. " Não pude evitar de pensar e levantei-me com pressa para verificar Nana.
— Na banheira!— Gritou.
— Mãe! O que tem na banheira?— Sawada perguntou atrás de mim.
Abri a porta do banheiro com curiosidade.
Enzio estava na banheira, mas agora era três vezes maior que o normal.
Pisquei algumas vezes e dei ré, passando pelos outros.
Alguma distância deles, ouvi lamentos de Sawada, mas resolvi deixa-los com seu problema.
Minha barriga estava fazendo sons altos, eu havia esquecido meu bento , então estava morta de fome e eu não ia deixar uma tartaruga super crescida atrapalhar meu jantar.
Depois de alguns segundos, ouve um silêncio e alguns murmúrios.
" Então, eles já se resolveram. " Senti-me aliviada e engoli uma grande porção.
— Hey! Suas comidas vão esfriar.— Apareci na esquina do corredor e continuei subindo, comendo uma maçã muito doce.
[...]
Olhei para a hora, impaciente.
Estava esperando Sawada do lado de fora faz alguns minutos.
Quando saiu, ele desculpou-se profusamente.
Os subordinados de Dino estavam montando guarda hoje.
De repente, Gokudera apareceu, muito alegre e com uma desculpa idiota.
Segundos depois, Yamamoto chamou, puxando os dois com ele, enquanto os segui em silêncio.
Bocejei, enquanto ouvia Gokudera explicar sobre o que Dino havia feito.
De repente, um carro vermelho parou ao nosso lado.
Uma corda saiu dele e agarrou Sawada, levando-o embora.
Reborn apareceu do nada dizendo que foi uma yakuza local. Pediu para deixar-mos a polícia resgata-lo, já que era muito perigoso para crianças.
Os meninos saíram correndo atrás do carro, e eu só pude olha-los em choque.
— Mais o que...! O que diabos estão fazendo!?— Gritei.
— Chame a polícia Ume. Vamos atrás de Tsuna.— Yamamoto acenou.
Respirei fundo e, de repente, senti o cheiro do Sawada.
— Hey... isso é coisa sua?— Estreitei os olhos para Reborn. - O cheiro do Sawada está voltando...— Comecei.
Então, Dino apareceu, arrastando um Sawada amarrado.
— Gostei disso. Perderam a compostura, mas são dignos de confiança.— Ele olhou para mim, surpreso.
— Sabia que era problema. - Murmurei sob respiração, tentando acertar um chute em seu estômago, mas ele esquivou com um sorriso.
— Você é mais composta, mas é igualmente confiável.— Comentou.
Bufei em resposta, indo desamarrar o menino inativo.
— O que foi isso, Dino-san!?— Sawada perguntou.
— Desculpa, desculpa. Eu estava testando sua família.— Explicou.
Espanei Sawada suavemente e , em seguida, deixei-o sozinho.
Sorrindo, aliviada, desliguei-me por uns instantes, mas lembrei-me dos meninos e então Reborn disse que a Yakuza realmente existia.
— ... — Fiquei muda, enquanto os meninos piravam.
Dino, então, pegou a mim e a Sawada, dizendo para irmos atrás deles.
[...]
Assim que chegamos, vimos muitos membros espancados e inconscientes.
Gokudera e Yamamoto estavam tentando interroga-los até nos virem.
Então, mais membros apareceram. Assim como Gokudera ia espanca-los, Dino interviu.
Com voz compassiva, ele tentou negociar com eles.
Mais eles recusaram _ De um jeito bem grosseiro. _ e Dino foi para ataca-los, acabando por acertar Yamamoto, Gokudera e ele mesmo.
— Ora.— Murmurei, franzindo a testa.
Peguei seu chicote, sorrindo para o pânico de Sawada.
Os mafiosos musculosos avançaram e , com um movimento de pulso, fiz-os cair.
— Olhe. Eu posso ganhar um tempo, não sei usar isso.— Fiz um gesto para o chicote.
De repente,Sawada entrou no modo shinuki dan e seus punhos ficaram enormes.
— Quer saber? Deixa pra lá.— Afastei-me para dar-lhe passagem.
Ele começou, espancando todo mundo e joguei o chicote de volta a Dino.
Gokudera e Yamamoto voltaram, para ajuda-lo.
Ajudei a bater em alguns que tentavam passar e sair.
Dino recuperou-se quando seus subordinados chegaram.
[...]
Sentei-me entediada ao lado de Reborn.
Tecnicamente havíamos matado aula e destruído uma Yakuza. Nada extraordinário.
Dino agradeceu e se despediu, segundos depois ouvimos ele cair da escada.
Cruzei os braços e balancei a cabeça.
— É mesmo um inútil.— Eu e Reborn falamos em sintonia.
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