Uma lição de amor - Dramione
6 Capítulo 05
Notas iniciais
Draco carregava uma sorridente Rose num braço e com a outra mão segurava Hermione enquanto passeavam pelo Beco Diagonal, a pequena família caminhava indiferente aos olhares curiosos dos bruxos e bruxas. Eles entraram na Gemialidades Weasley, sendo rapidamente recepcionados por um bem humorado George.
— Hermione,... Malfoy! – O ruivo sorriu para ambos estendendo os braços para pegar Rose que praticamente se jogou nele. — Olá, princesinha. – Beijou as bochechas rosadas da menina que riu. Draco disfarçou a careta enciumada, apesar de aquele ser o Weasley mais tolerável em sua opinião ainda não gostava de ser trocado tão facilmente por qualquer outro bruxo. Hermione notou sua expressão e beijou rapidamente sua bochecha.
— Titio. – Rose beijou o nariz do homem que aumentou o próprio sorriso, pois ela era adorável. — Cadê o Freddie? – Seus olhos azuis vasculharam a loja em busca do amiguinho... Eles tinham a mesma idade, sendo que estavam na mesma sala na escola.
— Ele foi visitar a vovó Molly, docinho. – Explicou dando um beijo na testa da sobrinha postiça. — Tia Angel vai leva-lo para brincar contigo outro dia, ok?
— Tá bom! – Ela bateu palmas, entusiasmada.
— Georgie. – Hermione chamou a atenção do amigo, era incrível como o ruivo tinha conquistado sua pequena bruxa... Que Harry nem Blaise a escutassem, mas achava que George fosse o “titio” preferido da filha. — Viemos pegar as amostras desse mês. – Disse fitando as gaiolas com diversos mini pufes coloridos, talvez comprasse um para Rose.
— Aqui está, Weasley, os resultados das análises das últimas poções. – Draco entregou uma pasta de couro de dragão que continham diversos pergaminhos com suas críticas e considerações referentes às poções e alguns outros produtos comercializados na loja.
Há alguns anos que o Mestre de Poções e o dono remanescente da Gemialidades fecharam um acordo de cooperação... Draco Malfoy validaria as formulações, corrigiria possíveis falhas e escreveria o relatório para enviar ao Ministério da Magia, somente depois disso, eram liberadas as licenças para venda ao público.
— Obrigado, doninha. – O Weasley colocou a bruxinha no chão que rapidamente correu para as inúmeras prateleiras de doces. Aquela loja era um verdadeiro parque de diversões para as crianças. — E vocês ainda estão apreensivos com Scabior? – Questionou num tom mais sério.
— Estamos mais vigilantes. – O loiro respondeu sem perder de vista a filha, era incrivelmente prazeroso assistir o divertimento da garotinha... Rose amava aquele lugar, principalmente, quando Fred II estava com o pai. — Mas, Scabior parece que virou fumaça... Potter não consegue captura-lo. – Reclamou ligeiramente azedo, se algo arruinava seu humor era saber que o pai biológico de Rose estava andando livre por aí.
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Após três meses, Harry Potter, tinha efetuado uma verdadeira operação de busca por Scabior, infelizmente, sem sucesso. Apesar de tudo, Rose Granger continuava a crescer em segurança e muito afortunada.
Hermione ministrava sua aula normalmente para uma turma do quarto ano da Corvinal. Entretanto, um pressentimento ruim atravessou o peito da professora assim que o namorado e diretor da sonserina invadiu sua sala.
— Hermione, por favor, precisamos ir. – Havia uma nota de pânico em seu tom.
A bruxa permaneceu estática olhando para Draco Malfoy, o sentimento ruim praticamente esmagando seu coração... Ela estava com medo. Muito medo.
— Ele capturou Rose? – Questionou baixo, desespero preenchendo suas veias, seus olhos brilharam com lágrimas. Alguns estudantes cochichavam curiosos, outros se mantinham quietos absorvendo a história.
— Nós vamos busca-la. – E havia uma forte convicção no olhar do homem loiro, fúria misturada com preocupação. — Entretanto, eu preciso da sua inteligência, coragem e força, meu amor... Nós precisamos ir. – Draco estendeu sua mão. Alguns estudantes suspiraram, principalmente as garotas. Hermione entrelaçou seus dedos aos dele, ignorando todos os adolescentes,... Eles correram.
Enquanto isso, uma criança chorava sozinha num quarto trancado, o homem dos seus pesadelos havia retornado e não havia nada que ela sentisse mais pavor... Até tinha tentado correr quando o viu chegando, porém o bruxo mau estava machucando muito sua tia Luna, então concordou em ir , pois assim ninguém mais morreria... Ela não aguentaria mais ninguém indo embora.
— Quero minha mamãe. – Choramingou, abraçando ainda mais forte o pequeno unicórnio de pelúcia que seu pai Draco tinha a presenteado, ela amava o brinquedo.
Scabior ouviu o choro intenso da filha. — Você quer sua mãe? Muito bem, eu vou busca-la. – E abriu um sorriso sombrio. — Ela é mesmo uma lindeza.
O snatcher escreveu um pequeno bilhete endereçado a nascida trouxa que ajudou a vencer o Lorde das Trevas. Se tudo desse certo, em pouco tempo estaria fora do país junto com sua nova família, Scabior não planejou especificamente ficar com a mãe adotiva da filha. Contudo, ao visualizar que a bruxa era justamente Hermione Granger seus olhos brilharam de cobiça. Ele ainda lembrava-se do cheiro de baunilha dela... O melhor aroma do mundo.
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Harry puxava os cabelos quase os arrancando, estava fortemente frustrado e preocupado... O sentimento de fracasso e culpa esmagando seu coração. Sua esposa tão amada estava numa cama do hospital ferida por aquele bruxo das trevas desgraçado e sua sobrinha estava no domínio dele. Assistiu o casal Zabini caminhar rapidamente em sua direção, soltou um suspirou aliviado, pois precisava de um rosto amigável...
— Como está Luna? – A ruiva indagou abraçando apressada o moreno, suas mãos acariciando pontos de tensão nas costas dele... Sabia que o amigo necessitava de um pouco de conforto. — Meus pais estão vindo com o seu sogro. – Avisou num sussurro.
— Ela ainda não acordou, mas o medibruxo informou que o quadro dela é estável. – Informou enquanto se soltava dos braços acolhedores, seu semblante endurecendo. — Scabior a submeteu a maldição Cruciatus. — Proferiu com os olhos dilatados de ira. — Eu vou mata-lo por isso.
— Você precisa ter foco agora, Potter. – Blaise se pronunciou tentando trazer um pouco de bom senso para o auror. — Aquele desgraçado já tem uma vaga reservada em Azkaban. – O negro se aproximou da esposa e passou seus braços sobre os ombros da mesma. — Ginny vai ficar aqui... Você tem um trabalho a cumprir. – Fitou os olhos verdes do homem que concordou com um aceno duro... Hermione e Draco precisavam deles.
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— Ei, Hermione, eu vou encontrar sua filha... – Harry exclamou segurando as mãos da melhor amiga que estavam geladas. Era horrível presenciar a desolação da mulher, todo o brilho de seus olhos estava perdido. — Eu preciso de objetos que Rose manipulava bastante para poder rastreá-la.
A bruxa respirou fundo, buscando equilíbrio para não desabar perante os homens... Ela precisava acreditar que Rose logo estaria novamente em seus braços.
— Qualquer coisa que possa ajuda-lo, Harry. – Tentou sorrir para o amigo, mas saiu com uma careta.
Nesse instante uma coruja com um embrulho médio começou a bicar insistentemente a janela, Blaise permitiu que o animal entrasse, sendo que a ave voou diretamente para Hermione que reconheceu imediatamente o pequeno unicórnio de pelúcia que Rose levou para a escola e um pergaminho.
Lindeza,
Nossa filha está chorando pedindo pela mamãe.
Eu não gosto de crianças choronas, então solicito a sua presença para o bem dela.
Venha sozinha, tenho certeza que conseguirá me encontrar.
Scabior.
Hermione emitiu um som esganiçado ao ler o horrendo apelido, seu cérebro rapidamente revirando todas as possibilidades onde o snatcher poderia estar... Claramente, ele queria ser encontrado por ela.
— Você está me escutando, Hermione? – Harry perguntou exasperado, balançou os ombros da amiga. — É uma armadilha!
— Eu sei. – A morena afirmou afastando-se das mãos do auror. — Scabior quer a filha, porém não pretende cuidar de Rose... Ele precisa de mim! — Completou com uma expressão de nojo... Aquele bruxo desprezível.
— Você não vai. — Draco exclamou com frieza, seu tom duro não disfarçava a angustia. — Não sabemos do que Scabior é capaz.
— Você não pode decidir isso por mim. – Hermione retrucou séria, mas sem raiva. Sabia que todos estavam verdadeiramente preocupados com sua segurança. — Eu encontrarei nossa filha, então vocês capturarão Scabior... Ajudarei no que puder.
Harry solicitou que sua equipe de aurores realizasse o rastreamento mágico de Rose através do unicórnio de pelúcia, então durante algumas horas o grupo discutiu o planejamento daquela ação de resgate... Ele queria garantir que a melhor amiga seguisse cada etapa do plano, não estava confortável com a ideia de coloca-la conscientemente em perigo.
— Venha cá, amor. – Draco a puxou para um canto mais reservado enquanto Harry, Blaise e mais dois aurores discutiam sobre um mapa.
— Eu quero que prometa que vai tomar cuidado. – O loiro afastou um cacho dos olhos da namorada. — Scabior é traiçoeiro. – Sua mão a puxou delicadamente pela nuca para mais próximo, os olhos da mulher se fecharam. — Eu te amo. – Beijou a boca dela vagarosamente querendo gravar aquele sabor único... Não sabia o que faria caso algo acontecesse com Hermione ou Rose.
— Eu prometo, Draco. – A bruxa afastou-se apenas o necessário para encarar os olhos acinzentados. — Eu também te amo, loiro aguado. – Ficou na ponta dos pés para mordiscar o lábio inferior dele.
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Aparatou.
Hermione abriu um sorriso irônico... Era óbvio que Scabior estava escondido na mesma floresta na qual foi capturada anos atrás... Tocou distraidamente a pulseira de platina que George trabalhou com grande agilidade e eficiência, a engenhosidade do dono da Gemialidades Weasley continuava a surpreendê-la. Caminhou por aproximadamente dez minutos até visualizar uma cabana discreta entre as árvores, andou mais rápido, ansiosa para reencontrar sua bruxinha.
— Mamãe veio salva-la. – Hermione murmurou com determinação com a varinha na mão, atenta a qualquer movimentação.
Caminhou por mais cinco minutos, o casebre estava enfeitiçado para parecer abandonado por fora, contudo assim que passou pela primeira proteção notou a fumaça saindo pela lareira. Não precisou bater na porta ou anunciar sua presença, entrou silenciosamente e se assustou com a cena que presenciava. Scabior estava confortavelmente sentado numa poltrona com a filha petrificada em seu colo, ele sorria cinicamente com a varinha apontada para o pescoço de Rose.
— É um prazer revê-la, Lindeza. – Sua voz rouca pronunciou cada palavra com satisfação perversa. — Por favor, jogue sua varinha aos meus pés e saiba que ao passar por essa porta várias proteções foram ativadas. Caso seus amiguinhos estejam lá fora não conseguirão desativa-las a tempo. – Informou muito calmamente, seguro de si. — Nossa filha estava chorando demasiadamente alto e para não machuca-la eu fui obrigado a petrifica-la até sua chegada... Agora largue a varinha! – Repetiu a última ordem com autoridade, forçando a varinha mais forte na pele sensível de Rose, não havia nenhum sentimento bom em seus olhos.
A professora de transfiguração obedeceu, intimamente revoltada com a atitude do homem... Por que ele fazia tanta questão de recuperar a filha? Visivelmente não era por amor paternal... Scabior parecia muito confiante que ela faria tudo que ele mandasse. Com atraso, olhou para a pequena mesa lateral onde viu uma poção que fez seu estômago embrulhar e seu desespero aumentar... Hermione Granger percebeu naquele momento que estava muito ferrada.
— Vejo que notou a amortentia, por favor, peço que você a tome sem resistência. – Havia uma tranquilidade na voz do bruxo que irritava profundamente Hermione. — Não posso garantir a segurança da nossa pequena bruxa se você não tomar a poção. – Ameaçou de maneira direta. — Após isso, seremos uma família feliz, minha lindeza. – A malícia escorria pelos lábios finos do homem, os olhos azuis escuros brilhantes.
— Eu tenho nojo de você. – A morena pronunciou com uma careta enquanto caminhava relutante até a mesinha. — É bom eles não demorarem. – Sussurrou para si mesma.
— Nojo é a última coisa que sentirá daqui alguns minutos. — Disse com um sorriso arrogante, estava tudo dando certo. – Eu prometo não ser muito rude na cama, Granger. – O bruxo piscou, sempre sorrindo daquele jeito que fazia a mulher querer vomitar. — Beba logo ou machucarei Rose sendo ela minha filha ou não. — Advertiu com impaciência.
Hermione, com as mãos trêmulas, bebeu o conteúdo orando para Draco ou Harry aparecerem logo. Porém, ao virar novamente para o maldoso snatcher não viu motivos para não ama-lo. Scabior era sua vida.
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