Uma linda mulher

4 Tudo menos beijar na boca.


Notas iniciais
“Mesmo no escuro, eu saberia quem é você no meio de mil mulheres. Pelo cheiro e tato.”

– Arqueou as costas mordendo os lábios…Estava quente muito quente…

Mari – O que você faz? – Perguntou em quanto suas mãos percorria a lateral toda do corpo dela…

Clara — Tudo – respondeu em fim mirando os olhos dela e sorriu sensualmente –Tudo menos beijar na boca.

– Marina então mirou aqueles lábios entreabertos pela excitação e tão prontos para receber o seu…

Mari – Eu pago.Pago pelos seus beijos…

Clara – Eles não estão à venda – movimento os quadris abrindo as pernas para que Marina então escorregasse sobre elas ainda de calcinha ela mordeu os lábios quase arrancando sangue ao senti lá tão úmida e preparada para recebe la…

Mari — Ahh mais eu os faço estar senhorita… Pode ter certeza que os faço…

Clara – Não hoje querida, e nem comigo… – suas mãos então o pegaram pelos cabelos e Clara começou novamente a lhe beijar o pescoço com velocidade em quanto as mãos dela deslizavam rumo a sua intimidade, mordeu os lábios franzindo a testa ao sentir a língua dela quente e molhada lhe lamber todo o vale entre seus seios, em quanto seu sutiã era tirado junto com o sutiã de Marina que se remexia já inquieta por contado…

– Eu também, concluiu ela mesma, eu também necessito de um contato… se surpreendeu com o próprio desejo por um cliente, sempre havia feito apenas seu trabalho, mais dessa vez sentiu que ela estava trabalhando, trabalhando para enlouquece lá, concluiu ao sentir as mãos dela em uma caricia ousada e profunda em sua intimidade, conteve um gemido alto, e se remexeu inquieta em quanto uma mão dela agora trabalhava em seu seio… o acariciando delicadamente…

Marina imaginou por quanto tempo mais poderia tortura la, por quanto tempo mais se manteria no controle, tirou sua calcinha e, sentou se no sofá a puxando para seu colo de modo que Clara ficasse de pernas abertas sobre seu quadril apertando com toda precisão possível fazendo com que seus corpos ficassem em um só, e seus lábios acompanhassem aquele ritmo gostoso..

Mari – É você que deve estar no controle, pelo menos dessa vez, você é a profissional…

– Ela entendeu então o porque da mudança da posição…sorriu desnorteada pela excitação voltando a o beijar no pescoço…

Se levantou abrindo as pernas suavemente para depois baixar unindo seu corpo ao dela, de forma lenta, bem lenta o que fez Marina a agarrar pela cintura terminando de descer o corpo dela com força e rapidez, ambas gemeram baixinho ao perceberem a avançada e profunda conecção que seus corpos faziam…

E Clara logo no primeiro movimento não pode conter as palavras…

Clara – Céus… – segurou com força as mãos dela entrelaçado seus dedos com a cabeça apoiada firmemente nos ombros de Marina…

Mari – Não… – engoliu seco deixando que ela se movimentasse uma e outra vez mais – Eu vou te levar até o inferno, onde tudo é quente e arde feito fogo…

– Clara fechou os olhos estremecendo um pouco mais com aquelas palavras e percebeu agora que ela ajudava a ajudava a se movimentar com as mãos em seu quadril, a subindo lentamente e a descendo com rapidez e sem nenhuma delicadeza…

O final estava próximo e ela podia ver… Podia ver o inferno sorriu de olhos fechados se remexendo ainda com mais velocidade..

Marina a segurou pelos cabelos sem muita força quando sentiu o primeiro espasmo, para depois vir outro e mais outro, até seu corpo explodir de maneira chocante e descontrolada, levando claro Clara junto a ela…

Tudo o que ouviam era a respiração forte pesada… Clara caiu esgotada no colo dela, e Marina lhe abraçou pela cintura desejando que essa perda de controle jamais voltasse a acontecer…

Saindo do banheiro ainda molhada e com uma toalha enrolada no seu corpo e bagunçando os cabelos, Marina caminhou até a sala pegando sua caneca de café colocando seu roupão foi até o quarto, onde começando pelos pés subiu a mirada até Clara que apenas o lençol estrategicamente cobria suas intimidades e os seios deixando o resto tudo de fora, mordeu os lábios se sentindo arder novamente, não tinha bastando à noite inteira Por Deus!

Olhou para os cabelos dela, louro escuro … Sorriu maliciosa se aproximando, sentou se na cama e com as pontas dos dedos percorreu toda a perna dela, coxa, quadril…

Levantou-se, deixando a novamente adormecida e seguramente exausta… Havia sido alucinante e sabia disso, ao se virar e mira la mais uma vez, decidiu rapidamente perder o encanto, afinal ela era paga para isso…Ela foi paga para isso…

Dar-lhe prazer, mesmo que tenha sido o que ela jamais havia sentido com nenhuma das várias mulheres que passava por sua cama, mesmo assim ela foi paga para isso. Levantou-se deixando o quarto…

Não sem antes dar uma nova olhada para trás. E mirar aqueles cabelos tão louro escuro quentes como o fogo que haviam compartilhado várias vezes pela madrugada a fora…

O telefone tocou o tirando de seus devaneios se dirigiu novamente a sala de estar deixando a porta do quarto entre aberta..

Clara abriu os olhos sem nenhuma consciência de onde estava, seu corpo ainda dolorido pediu com urgência por um longo banho… Esticou as pernas e os braços para se levantar e então perceber onde estava…

Fechou os olhos se sentando na ponta da cama…Havia perdido o controle o total da situação e sabia disso, e na certa Marina também sabia disso…

Levantou-se, precisava sair dali com urgência, não havia sido uma profissional, não havia feito o que foi pago para ser feito…Pegou um roupão branco que estava ao seu lado na cama, o vestiu, indo até o banheiro escovou os dentes jogando uma água no rosto..

Passou as mãos pelos cabelos saindo do quarto, então aí veio a segunda bomba, ela estava somente de roupão como ela, com cabelos molhados, digitando algumas coisas em seu computador portátil em quanto que com a outra mão falava no telefone… ela mordeu os lábios se lembrando na madrugada inteira, balançou a cabeça.

Que diabos estava acontecendo com ela ! Assim que ela terminou de falar no telefone se virou a olhando, Clara sorriu caminhando até a mesa…

Clara– louro escuro … – Disse Apontou para os cabelos – Marina sorriu…

Mari – Bem melhor… – se olharam caladas por alguns instantes.

Clara– Eu já vou pegar minhas coisas e cair fora, não se preocupe… – como quase que ignorando o que ela havia dito.

Mari – Tomei a liberdade de pedir seu café… Como eu não sabia do que você gostava pedi todo o cardápio…- Clara se aproximou abrindo a bandeja pegou, um pedaço de pão.

Clara – Você trabalha hoje?

Mari –Sim trabalho, aliás, eu já estou super atrasada… – silêncio – Bom se precisar de mais alguma coisa contate alguém lá em baixo… Eu vou me vestir…

Clara – Se importa se eu dar um mergulho na banheira da suíte – sorriu.

Mari – Não é claro que não… – deixou a sala – Clara sorriu terminando de comer seu pedaço de pão, poucas palavras, isso somente poucas palavras deveriam ser trocadas com ela…

Marina já estava quase vestida quando seu celular novamente tocou…

Ana – Pensei que não conseguiria falar com você, por onde andou a noite inteira? – Marina pensou em sorrir e falar no “inferno”, mais fechou os olhos balançando a cabeça.

Mari – O que você quer Ana…Eu já estou indo para a empresa – Calçou os sapatos voltando para a sala…

Ana – De mau humor senhorita Meirelles, só liguei para dizer que o velhote do Pedro marcou um jantar com o presidente da nossa empresa, ou seja, você…

– Disse Gargalhou – Acho que ele já vai entregar os pontos Marina…

Mari – Fala sério… Maravilha, não sai daí eu já estou chegando… – Falou pegou sua carteira colocando na bolsa …

Ana – Não é tão simples chefia, é um jantar de gala e você sabe precisa levar uma acompanhante…E como a Vanessa, você sabe…

Mari – Cala a Boca, não quero ouvir fala da Vanessa – Abriu a porta do banheiro da suíte no qual Clara estava na banheira coberta dos pés quase a cabeça de espuma ouvindo rádio…

Sentou-se na borda da banheira sorrindo – Além do mais eu já tenho uma acompanhante… – sorriu a miranda

Ana – impossível, você não pode ter sido tão rápida assim…

– Marina sorriu mordendo os lábios e se sentiu tentada a arrancar a roupa e a entrar na banheira junto com ela… – Quem é… Alguém do nosso meio ? Eu conheço?

Mari – Não Ana você nunca ouviu falar… – desligou o telefone sem nem ao menos se despedir e sorriu mais ainda ao perceber que na certa ela cantava a música que ouvia, fazia gestos com as mãos…Sorria, franzia a testa…

Clara abriu os olhos sorrindo sem graça… Ela estava ali na sua frente e sabe lá Deus quanto tempo, sorriu ainda mais sem graça…

Clara – Eu amo essa musica…

Mari — Percebi querida… – ela estremeceu porque era querida que ela sussurrasse ao pé do seu ouvido quando estava próximo a explodir de prazer… – Mudança de planos.. tenho uma proposta… – Disse se levantou se se encostando à parede…

Clara– Uma proposta? Que tipo de proposta? – se sentiu intrigada pelo sorriso dela…

Notas finais
Espero que gostem! Meu twitter @MandyBlancoAgui bjs