Uma linda mulher

43 Preparativos


Notas iniciais
Olá pessoal, desculpe pela demora.Boa leitura.

Mais um dia corrido e trabalhoso se passava, Clara entrou em casa com a cabeça no chuveiro… Deu um beijo em Gabriel, que assistia televisão já tomado banho, se despediu de Nelita com um beijo, e a agradeceu mais uma vez pelo jantar, desejando Boa viagem, subiu para tomar um banho, separou uma calça fuso preta, e uma bata branca, após o banho, deixou os cabelos secarem naturalmente, fez uma maquiagem natural, desceu se sentando ao lado de Gabriel, comentando sobre os desenhos animados…O telefone tocou e Clara logo atendeu, será que Marina estaria presa no transito?

Ana: Ora, ora, se não é a maravilhosa esposa e mãe da família Meirelles? – Clara engoliu seco, olhando o filho, se levantou pegando o telefone caminhando até o escritório – Recebeu as minhas fotos querida?

Clara: O que você quer?

Ana: Sua esposa sabe o que quero, ainda não falou com ela, esqueci que a relação de vocês se baseia em.

Clara: Cala a boca ! Você quer dinheiro ? O que você quer, o que foi que a minha família fez para você?

Ana: Eu tenho dinheiro, eu quero prestígio, fama, posição, nome ! – sorriu – Marina sabe que você mentiu a ela sobre a sua família?

Clara: O que você sabe sobre a minha família ? – engoliu seco.

Ana: Tudo o que ela não sabe, quer saber Clara é melhor mesmo que você pense com muito carinho sobre as próximas coisas que vai fazer… Não desejo seu mal, mais não pensarei duas vezes em causa lo se você me atrapalhar ! – Clara respirou com dificuldade, antes de bater o telefone no gancho, levou as mãos trêmulas à testa, se sentando na cadeira, subiu a mirada até a porta vendo Marina parada na mesma, com o semblante séria, e a camisa aberta… A olhou nos olhos, tirando os cabelos do rosto.

Clara: Eu menti para você sobre minha família… – Marina molhou os lábios a olhando nos olhos.

Mari: Eu sei… – Clara franziu a testa a olhando.

Clara: Como ? – se levantou a olhando nos olhos mais profundamente.

Mari: Depois daquela semana, botei detetives atrás de você… Você havia desaparecido do mapa…Quando eles me entregaram os papéis com as investigações eu não os li, guardei no cofre, e há 1 ano atrás resolvi ler… Eles acabaram descobrindo sobre seus pais… – Clara baixou a cabeça, a balançando negativamente.

Clara: Porque não me contou…? Porque não me cobrou ?

Mari: Porque essa mentira não significava nada perto das que eu contava a você…- Clara piscou duas, três vezes impedindo que o choro viesse, engoliu a saliva saindo do escritório, antes que o pudesse fazer Marina a pegou pelo braço, a fazendo voltar… – Gabriel está na sala, e essa conversa não terminou aqui… – Clara a olhou mais uma vez nos olhos, respirou fundo se soltando das mãos dela, caminhou de volta para sala, sorriu ao filho, na mesa alta da cozinha começou a colocar a mesa de jantar, sentiu suas mãos trêmulas, Marina sabia que seu pai havia se matado por conta de uma traição de sua mãe, e que logo depois a mesma não havia suportado o peso na consciência e havia partido também…Não que sentisse vergonha, sua mãe e de seu pai eram as pessoas de que ela mais se orgulhava depois de Gabriel…Seus pais haviam escondido ao máximo o que se passavam dela, até que no sitio onde morava a vizinhança começar a dar o que falar logo depois que Chica havia morrido…E ela havia fugido de lá, deixando tudo para trás, exceto as lembranças de seus pais… Que preferiu sempre pensar, que haviam morrido de amor ! Porque depois de tanto tempo isso a abalava ? Pelo fato de pensar que seu segredo estava bem guardado, e descobrir que sua esposa já sabia? Na realidade o que Marina não sabia, ela tinha poder o suficiente para saber de tudo o que pudesse querer saber, o que a fez pensar que não saberia um dos maiores segredos de sua própria esposa?.

Clara nunca havia falado sobre sua família, sobre as festas de verão e primavera, como seu pai sorria a sua mãe, e como sua mãe chorava de tristeza depois que ele havia partido.

“Chica: Eu amei seu pai bonequinha, mais se um dia se casar, case se por amor e por nenhum outro motivo…” Clara abriu os olhos sentindo seu coração ser tomado por lembranças, lembranças que ainda não havia se permitido a sentir, olhou Gabriel no sofá, e sorriu, tentou voltar ao normal, mais mesmo assim alguma coisa a incomodava, Marina.. Não suportava a idéia de que talvez agora as coisas não estavam tão bem… A janta foi rápida e silenciosa, Gabriel estranhou e também permaneceu em silêncio como as mães, após mais algumas horas de televisão, conversa e alguns risos por parte de Marina e filho, Clara subiu até o quarto, se sentou de frente para a janela, se sentia calma ali… E agora nesse momento, gostaria de se sentir sozinha.

Gabriel: Mamãe está triste Mãe Mari ? – Marina lhe acariciou os cabelos.

Mari: Mamãe está cansada filho…- Marina sorriu.

Gabriel: Amanhã é o seu aniversário, me acorda cedinho para eu ser o primeiro a te dar parabéns? – Marina novamente sorriu e assentiu.

Mari: Te acordo!

Gabriel: Você promete?

Mari: Eu prometo!

Gabriel: Os outros parabéns só valem depois do meu mãe – Marina assentiu,desligou a televisão, Gabriel estava com os olhos vermelhos de sono já era tarde e o dia havia sido bem agitado, o pegou no colo, aproveitando para lhe acariciar as orelhas, o fazendo deitar a cabeça, entre seu pescoço e seu ombro, fechando os olhinhos, Marina apagou as luzes, subindo as escadas… Permaneceu uns 10 minutos deitada com Gabriel até que o mesmo quase dormisse.

Gabriel: Mamãe Clarinha não me deu Boa noite.

Clara: Estou aqui filho… – Clara entrou no quarto, sorriu dando boa noite ao filho com um beijo na testa – Durma com os anjos.

Gabriel: Sonha comigo… – Clara sorriu, assentiu e o cobriu, Marina lhe beijou nas bochechas e o menino fechou os olhos caindo no sono, Clara saiu na frente caminhando até o quarto, se sentou na cadeira novamente, sentindo a presença de Marina atrás de si… Ela se aproximou, ficando colada a cadeira, correu as mãos pelos ombros até chegar nas costelas que Clara, que fechou os olhos deixando a cabeça cair para trás, Marina subiu as mãos e ela abriu os olhos.

Mari: Vem, vamos conversar não brigar.

Clara: Eu não quero brigar.

Mari: Eu sei, eu também não, amanhã é meu aniversário e você, ainda me deve um filho… – Clara sorriu, se levantou da cadeira sentaram se ambas na cama.

Clara: Dissemos que não teria mais segredos.

Mari: Você nunca fala nada da sua família, mal fala dos seus pais, não sabia de nada do seu passado, de onde morou, se havia sido feliz, quem eram seus pais… Clara você tinha bastante dinheiro!

Clara: Eu sei, meu pai tinha bastante dinheiro, mais se afundou em dividas quando descobriu o que minha mãe fez… Ele se matou Marina, e em uma cidade pequena na que eu morava, as pessoas ficaram sabendo, e minha mãe morreu de desgosto pouco tempo depois, eu não imaginava como ele poderia ter feito isso conosco mais… – lhe faltou as palavras, sorriu tristemente com os olhos cheios de água – Acho que não quero falar sobre eles.

Mari: Você deve falar sobre eles…São seus pais, e grande parte de seus medos cabem a eles, por favor, sou sua esposa sua mulher mãe do seu filho, não há quem você possa confiar mais que eu meu amor.

Clara: Minha mãe, era linda.. – sorriu mirando a janela – Os olhos a boca, era a perfeição em pessoa, e por incrível que pareça você me lembra meu pai, não éramos ricos, mais tínhamos uma boa quantia em dinheiro e ele a idolatrava, era arrogante e mandão, mais quando minha mãe sorria, os olhos dele brilhavam… Toledo era o vizinho da melhor amiga da minha mãe, me lembro como se fosse a primeira vez quando se virão, meu pai a pegou pelo braço antes que todos começassem a comentar a mirada que haviam trocado, Mais minha mãe era uma boa pessoa Marina, eu a amava, e meu pai também… Em quanto crescia percebia que as coisas não eram as mesmas, eram dois estranhos debaixo de um teto partilhando uma filha e uma cama…Mais mesmo assim meu pai ainda a amava, e quando minha mãe saiu de casa e voltou apenas no outro dia a noite, tiveram um discussão, e papai só voltou 2 dias depois, ainda bêbado e… – respirou fundo mordendo os lábios trêmulos – Ele perguntou se eu estava bem, me pegou no colo e corremos pela casa feito doidos, em quanto, mamãe olhava da porta, esperando que ele não a visse, mais quando aconteceu ele a pegou no colo também, e corremos nós três pela casa, a vizinhança já sabia, Loredo não fazia questão de esconder, e mamãe parecia que também não…Então meu pai não chegou depois de dois dias como sempre fazia, e eu soube que algo havia acontecido…- Clara se calou em quanto girava no dedo a aliança de casada – Eu nunca mais o vi depois desse dia, nunca mais o vi com vida e nem minha mãe para falar a verdade, ela havia morrido de dor eu sei, nunca mais soube de Loredo nem de ninguém, comprei o sitio e o reformei, e gostaria que em algum dia nosso filho conhecesse o lugar onde cresci, Gabriel adoraria ver a minha casa, é cheia de quintais Marina, onde minha mãe estendia os lençóis brancos esfregados por ela e por mais ninguém todas as manhãs de sol… Marina sorriu levando as mãos no rosto de Clara.

Clara: Eu me orgulho deles, com toda certeza eu me orgulho, e prefiro pensar que morreram de amor… – Sorriu tristonha fechando os olhos sentindo a caricia de Marina em seu rosto.

Mari: E eu também vou morrer de amor por você… – Clara sorriu lhe dando um tapinha, no ombro, em quanto Marina sorria a olhando fascinada.

Clara: Não brinca com isso… – se aproximou a abraçando, sentando em seu colo.

Mari: Está vendo, não foi tão difícil ! – Clara assentiu se abraçando com força.

Clara: Estava também no relatório que fui pega beijando um tipo bem apanhado na sala de aula.

Mari: Sem graça… – Clara gargalhou o beijando o pescoço, Marina fez o mesmo alisando as costas dela com as mãos por cima da camisola agora preta de seda, Clara olhou o relógio e sorriu, eram meia noite…Fechou os olhos tendo uma idéia, Ohh, como não podia ter pensado nisso antes, era um passo importante, era um passo essencial, olhou para Marina que agora lhe alisava os cabelos.

Clara: Parabéns Mari.. – Ela sorriu mordendo os lábios…Clara levou as mãos ao rosto dela lhe acariciando – Seja sempre nossa e nada mais… – Marina ainda sorrindo olhou o relógio, assentiu a abraçando novamente.

Mari: Eu serei sempre sua.

Clara: Eu sei que será… – Clara lhe sorriu lhe beijando os lábios, de forma completa, penetrando sua língua na boca de Marina que após alguns segundos de provocação fez o mesmo em maior intensidade, puxando a nuca de Clara de encontro a si de forma que nada pudesse separar o beijo… Clara sorriu a sentindo excitada. Hey, pode ir jogar água fria nessa xana ai.– Marina franziu a testa a olhando… – Clara sorriu saindo de seu colo – Nenhum parabéns vale antes, do seu filho, se lembra.

Mri: Clara.

Clara: Foi uma promessa… – Marina fechou os olhos em quanto ela sorria tirando os cabelos do rosto… – Nós vamos dormir.

Mari: Você quer me matar, já faz dois dias… – Ela mordeu ainda mais os lábios bagunçando, os cabelos e Clara, caiu na gargalhada.

Clara: Dormir Mari e sem discussão, amanhã o dia será longo – Marina assentiu, sentindo o corpo latejar de dor e excitação, continuou mordendo os lábios em quanto em uma caricia provocante Clara lhe corria os dedos pela barriga, abdômen, e descia, e descia, e descia.

Mari: Se você não parar vai ficar difícil.

Clara: Ta, está bom, parei, parei ! — Clara controlou o riso sentido a respiração afoita de Marina, Ohh como você é má Clara Maria… Fechou os olhos, se aproximou de Marina que lhe abraçava colando seu corpo na lateral do corpo dela.

Mari: Boa noite.

Clara: Boa noite, Te amo!

Mari: Eu também… – Marina fechou os olhos, e Clara pensou que teria que executar seu plano com perfeita e prática rapidez… Quando o primeiro raio de sol se fez presente iluminando o quarto, Clara se levantou sem fazer barulho, caminhou até o closet fechando a porta do mesmo, prendeu os cabelos em um rabo de cavalo alto, pegou duas malas começando , colocando roupas leves apenas um agasalho, todos os acessórios que poderiam precisar, sandálias, batas, camisas não pesadas para Marina, em 35 minutos a mala do casal já estava preparada, inclusive a mala de objetos de higiene, e de uso pessoal de cada um…Foi até o quarto de Gabriel, que já estava acordado, Clara franziu a testa e o abraçou.

Gabriel: A Mamãe já acordou?

Clara: Ainda não filho, Bom dia, temos uma missão super especial… – Ajude a mamãe arrumar a sua mala – Gabriel, sorriu se levantando.

Gabriel: Vamos viajar ? – Clara sorriu pela animação do garoto.

Clar: Sim, mudança de plano, preciso levar vocês a um lugar muito especial para mim ! – Gabriel assentiu – E para a mamãe Mari também ! Separe as roupas que você mais gosta de calor, e 2 agasalhos, leva o preto e o azul certo, pega o tênis a sandálinha e o chinelo, escova de dente, de cabelo, perfuminho.

Gabriel: Ok mamãe, aonde você vai?

Clara: Vou lá em baixo ligar para a vovó Marieta e escovar meus dentes, e faça o mesmo sem barulho, é uma surpresa, a mamãe não pode acordar até estar tudo esteja pronto certo ? – Gabriel assentiu, e eles bateram as mãos sem fazer muito som… – Bom garoto ! – Gabriel sorriu separando as roupas do guarda roupa, Clara escovou os dentes, pegando alguns de seus acessórios que havia esquecido, a mala dela e de Marina estavam prontas desceu pegando telefonando para Marieta.

Clara: Marieta?

Marieta: Clara, aconteceu alguma coisa, ainda é cedo e.

Clara: Não, não aconteceu nada, escute com a atenção, mudei de idéia sobre o aniversário de Marina, arrume uma mala para três dias, com roupa de sair, roupas leves de calor e um agasalho, e seus objetos pessoais, vamos viajar ! – sua voz excitada fez Marieta soltar uma gargalhada.

Marieta: Mais para onde vamos menina?

Clara: Surpresaaa ! Passarei em 1 hora para te pegar certo, e vamos direto, não é muito longe tome café da manhã!

Marieta: Ta, ok… – sorriu do outro lado da linha – Até mais.

Clara: Até ! Clara voltou ao quarto do filho, que com mais rapidez que ela já havia separado tudo o que havia pedido, lhe encheu de cócegas e beijos, e fizeram força para não gargalharem alto e acordar Marina, Clara colocou tudo na mala de carrinho do filho, e com outra mais pequena colocou seus brinquedos preferidos, e em uma valise, os objetos de uso pessoal e higiênico… – Já para o chuveiro e escovar esses dentes! – Gabriel sorriu caminhando para o chuveiro Gabriel – E agora a mamãe já acordou?

Clara: Ainda não… – Clara separou uma camiseta branca regata com alguns desenhos, um short Jeans e a sandália, deixou em cima da cama, ajudando Gabriel com o banho, o vestiu rápido, lhe penteou os cabelos molhados, passou um creme nas canelas, e um perfume, lhe deu um selinho – Coisa mais linda da minha vidaaaa ! Vá lá em baixo que vamos preparar um café da manhã para a mamãe, vou tomar banho e já desço. Clara pegou as coisas que já havia separado, tomou banho no quarto de Gabriel sem dificuldade colocou um vestido desses de tecido leve, até as canelas com um decote bonito e não tão aberto em V, o vestido era preso no pescoço,de cor lilás, maravilhoso! Deixou a franja lisa, deixando o resto dos cabelos cacheados, fez uma maquiagem do qual abusava do prolongador de cílios e do lápis, as bochechas rosadas e, o brilho labial, gostou do que viu, vestiu a rasteirinha baixa decorada com pedras que brilhavam conforme o sol batia… Sorriu passando seu perfume preferido, desceu ajudando Gabriel a preparar a bandeja de café da manhã.

Gabriel: Está linda mamãe ! – Clara sorriu...... Clara obrigada, será que a mamãe Mari vai gostar ? – Gabriel fez uma careta e assentiu dando toda a certeza do mudo, após terminar a bandeja, Clara subiu com a mesma entregando nas mãos de Gabriel que com cuidado a segurou a colocando em cima da cômoda ao lado da cama.

Notas finais
Uma vez agradeço pelos comentários, adoro!Bjs.