Uma linda mulher
9 I’m falling in love
Notas iniciais
Mari: Estou ótima, trabalhando bastante nesse processo do Machado…
– E gaguejou olhando novamente para a porta do quarto…
Flavinha: Imagino, eu mesma me deu essas férias de presente enlouqueceria se continuasse em Londres por mais tempo…Mais você parece meia preo…
– Antes que Flavia pudesse completar Clara caminhava na sala com o lençol no corpo e os cabelos maravilhosamente revoltosos…
Abriu os olhos dando de cara com Flavia.. que sorria divertida olhando o constrangimento da irmã…
Flavia: Agora entendi,você só gagueja, quando está nervosa, ou vai aprontar algo, quando éramos menor era dessa maneira…
Bom dia Clara… – Clara se pôs quase como um pimentão, observou Marina que agora sorriu junto com Flavia…
Clara: Bom Dia Flavia… – Disse mordeu os lábios baixando a cabeça..
– É eu vou.. é.. tomar um banho… – e na mesma rapidez de virou entrando no banheiro, Marina se sentou no sofá…
Flavia: Sua sem vergonha, e eu achando que você estava com problemas no serviço..
Mari: Da aonde você a conhece – Falou se lembrando do grau de intimidade de ambas
– Flavinha: Segredo se estado Mari, digamos que eu e Clara temos uma relação professora e aluna.. – Marina sorriu não entendendo muito bem…
Mudaram se assunto voltando a conversarem… sobre a festa de sua tia Marieta…- O que a Vanessa disse não é mentira, sabe como é a nossa família Marina, e agora depois da festa de ontem que já fiquei sabendo, os rumores do seu noivado estão mais vivos do que nunca, ainda mais com uma mulher que não é Vanessa como todos esperavam…
Mari: Santo Deus, acho que estou encrencada…
Flavinha: Encrencada é pouco, além do mais Vanessa está como louca procurando por você e desmentindo essa história por todos os cantos, é mana você se ferrou legal…
– Marina encostou a cabeça no respaldo do sofá…
Flavinha: Agora você precisa realmente de uma noiva, se não já sabe o estardalhaço que vai gerar se você aparecer sozinha na maior festa de família do ano…
– Marina sorriu – E quem disseram que eu não tenho uma noiva..- Flavia gargalhou.
Eu sei, Vanessa me ligou só para perguntar se o anel de diamantes era verdade..
– Marina e Flavia caíram na gargalhada…Clara entrou na sala, com um vestido branco maravilhoso um tanto acima dos joelhos, os cabelos presos em um rabo de cavalo e com pouca maquiagem… sorriu a Favia a cumprimentando…
Flavia: Então você é a noiva da minha irmã ?
Clara: Sua irmã… — Disse se sentou no sofá – Como assim Flavinha?
Mari: Essa é minha irmã Clara, Flavia…
Flavia: E precisamos com urgência falar com você.. – sorriu observando a cara surpresa de Clara…Mais logo foram supreendidos…
Flavinha: Qual vai ser Mari. a noiva apaixonada completmente doida por você, ousada e maravilhosa, ou a devotada que morre de vergonha de falar com seus familiares…
E cora cada vez que você se aproxima ?Marina mordeu os lábios santo Deus repetiu que mulher era aquela! ….
Flavinha sorriu da eletrizante onda de desejo em que ambas se olhavam.. pareciam estar conversando por olhares…
– Não fala nada, eu sei da qual você gostaaa ! — Marina sorriu a puxou pelo braço para então a beijar na frente de Flavia sem nenhum receio ou vergonha… ao contrário ela jah ardia de desejo novamente !
Flavia sorriu por demais surpresa com a cena, observa a irmã, conhecia aquele olhar, era o mesmo jeito que ela abraçava e beijava a Vanessa, parou de sorrir, ela estaria se apaixonando, achou difícil, Marina era arrogante demais para se deixar por sentimentos assim ainda mais num tão curto intervalo de tempo…
Ficou ainda mais séria, quando elas pararam de se beijara e enxergou nos olhos de Clara… Sim ela já estava completamente apaixonada…
Flavinha se levantou se despedindo de ambas alegando um compromisso importantíssimo, olhou Clara mais uma vez, pobre mulher, mal sabia que no final da semana sem pensar duas vezes Marina se despediria dela com um maravilhoso colar de diamante, como ela fazia com todas as milionárias fúteis e mesquinhas que habitavam por alguns dias sua cama…
Elas nem se moveram continuaram da mesma maneira, Clara sentada no colo dela e Marina a segurando pela cintura….
Clara: Isso é loucura Marina, como dirá a sua família no final da semana que já não estamos mais juntas..
– Marina sorriu colando lábios, no pescoço dela, Clara fechou os e mordeu os lábios…
Mari: Eu pensarei em algo até lá… Clara se eu te dissesse que estou tão quente, que não aguentaria até á noite você se entregaria mais uma vez a mim?
– Reconhecia, Clara deveria estar cansada e com os músculos tensos, haviam se amado a noite inteira…
– Clara: Sim…Eu me entregaria Marina…
– Ela sorriu a olhando nos olhos.. e Clara deixou de sorrir então ao perceber de como ela era ainda mais atraente quando sorria…
– Eu gosto quando sorri… – Marina sem querer parou de sorrir e sentiu seus próprios olhos brilharem ao olharem os olhos dela
Mari: Eu também gosto quando você sorri, mais gosto mais quando você grita meu nome, esperando a rendição final…
– Mais uma vez então se entregaram, e desconfiavam que já não era mais somente de corpo…
A noite chegou estrelada, e o centro da cidade estava muito movimentado…
Marina passou o dia inteiro trabalhando após deixa Clara adormecida em sua cama, sorriu ao se lembrar que ela a esperaria está noite, como a outra e a outra…
Ana: Marina? Planeta terra chamando… – Dissse se encontravam na lumisune de Marina volta para a casa…
Mari: Estou aqui Ana..
Ana: Está ? – Falou se enfureceu olhando Marina gesticulando em quanto aumentava seu tom de voz.
– Qual é o seu problema moça ? Está distante em um dos maiores casos para a sua empresa, anda saindo mais cedo e às vezes chega um pouco mais tarde, sua cabeça anda na lua nas reuniões, não estava mais tão…
– Derrepente parou de falar, olhou Marina nos olhos com um tanto de incredulidade – É aquela prostituta não é ?
É aquela vadi…. – Marina o fuzilou de tal maneira com o olhar que Ana parou na hora de fala..
Mari: Toma cuidado com as suas palavras Ana, e lave bem a sua boca para falar de algo meu ou de alguma mulher minha, seja ela quem e qual for…
– Marina mirou fora da janela, haviam chegado ao hotel, sem se despedir do velha amiga saiu do carro, precisava ver Clara, parecia que não a via há séculos…
Subiu o elevador … chegando ao seu andar abriu a porta estava tudo bastante silencioso.. entrou no apartamento olhando para todos os cantos, foi até o quarto e viu que Clara dormia, estava vestida e pronta, na certa adormeceu em quanto esperava por ela, desarrumando os cabelos…
Não queria ir a lugar algum, nenhum restaurante elegante, nenhuma festa com seus familiares, queria algo diferente extremamente diferente, se aproximou subindo por cima dela com cuidado para que não a acordasse e nem seu corpo pesasse sobre o dela…
Mais sentindo aquele calor e o perfume feminino que o corpo daquela mulher e Clara acordou após cinco minutos observada e venerada por Marina…
Ela sorriu se virando completamente ela se deixou cair por cima dela…
Mari: Boa noite…
Clara: Boa noite, adormeci em quanto te esperava, aonde vamos essa noite ?
Mari: Aonde você quer ir ? – Clara franziu a testa surpresa.
–Clara Fala sério ?
Mari: Muito serio, nada de vestidos longos, ou sapatos de salto alto, aonde você quiser ir, já é hora de eu saber um tanto sobre você…
Clara: Você sabe tudo sobre mim Marina…- virou seu rosto, não queria voltar a se lembrar que era paga para estar ali.
Mari: Não Clara, conheço tudo sobre seu corpo tudo sobre seus gostos, mais nada realmente sobre você…
– Clara a olhou e Marina se levantou entrando no banheiro em 15 minutos vestia uma calça jeans clara e uma blusinha gola alta preta , Clara colocou uma calça jeans, um tanto justa, uma simples blusinha branca e os cabelos os prendeu em um alto rabo de cavalo…e sandálias delicadas e não tão altas na cor branca…
Mari: Então ? aonde vamos…
Clara: Pizza, iremos comer pizza no melhor lugar que existe no mundo, muita gordura, ketchup, mussarela azeite e tomate, Baybe você vai adorar..
– Marina sorriu do “baybe” Pegou sua bolsa e se puseram a andar para fora da suíte…
Quando Marina estava prestes a recorrer ao seu carro Clara sorriu e balançou a cabeça dizendo que não…
Clara: Nós vamos de táxi ! — pegava pelas mãos em quanto com uma mão livre fazia sinal para o táxi parado ….
Mari: Está brincando, eu nunca ando de táxi e além… – Clara se aproximou e sem dizer nada colou seus lábios os mordeu e com um movimento rápido depositou sua língua quente na boca de Marina que rapidamente a buscou pela cintura par se aproximarem, mais Clara gargalhou e se soltou dela, entrando no táxi, deixando a na calçada com as mãos estendidas e com os lábios molhados e vermelhos…
– Então escutou a voz de Clara do carro.
– Clara: Segura a onda doçura… – ela sorriu balançando a cabeça entrando no táxi, e Clara sorriu dando um gritinho de animação, Marina viu o táxi se afastando cada vez mais do lugar onde estávamos até entrar e um pequeno bairro, nada parecido com o luxo que conhecia, Clara se constrangeu ao ver a expressão surpresa no rosto dela..
Clara: Bem vindo ao mundo real Marina… – ela a olhou, então logo decifrou era aonde Clara morava, viu um pequeno lugar aberto com luzes em verde e vermelho e o táxi logo parou na frente do local, era uma pizzaria confortável e aconchegante, e lhe parecia um tanto… quente…
Clara pegou suas mãos a guiando até uma mesa lá no fundo somente para dois, havia bastante gente animada, umas gargalhavam, outras namoravam ou até mesmo brigava, uma animada música tocava no fundo em quanto pizzas bem gordurosas e deliciosas eram servidas…
Clara: É aqui aonde gosto de jantar, sou viciada em pizza de mussarela com bastante tomate e azeite…
– Sorriu como uma menina travessa dando a primeira mordida… então Marina notou que nesses três dias em que, ficaram juntas, ela deveria ter se desdobrado, para comer aqueles pratos refinados, com toda a classe e gentileza que se espera de uma maravilhosa mulher, pegou a fatia em seu prato fascinada pela vontade que ela comia a pizza e sorriu para um velho senhor no caixa…
Sentiu o gosto delicioso da mussarela quentinha e sorriu pegando outro pedaço, Clara gargalhou e a olhou de volta noite a fora, seguiram conversando falando principalmente de um pouco de suas vidas…
Mari: Flavia é como posso dizer…é adorável… – sorriu – Não posso explicar ela é um anjo, um tanto mais velha do que eu mais muita mais impulsiva e pode acreditar…
Clara: Ela me ajudou a escolher muitas roupas, a me vestir, a saber falar de igual para igual com as pessoas que estão ao seu redor…
Mari: Não quero que você mude…
Clara: Por essa semana é preciso… – Disse notou o silêncio de Marina e decidiu que era hora de falar um tanto sobre ela mesma…
Clara: Começou então a dizer – Nasci um tanto longe daqui, no interior do México, onde só tinha mato, vaca e paisagem..
– Sorriu tomando um gole do seu suco – Meu pai já estava bastante doente quando eu completei 6 anos e logo depois faleceu.. eu e minha mãe nos desdobramos para continuar a trabalhando com os gados como fazíamos, mais quando completei 22 ela pegou uma febre maldita e me deixou também, sem nada sozinha naquele final de mundo…
Eu não sabia o que fazer, peguei minhas coisas o dinheiro da passagem e um pouco que eu guardava e vim para cá para a cidade, vi um anúncio do apartamento em que eu moro atualmente, se eu arranjasse um trabalho eu poderia paga lo…
Então contatei minha amiga de quarto e ela topou não viu problemas se eu pagasse direitinho..
Comecei a ter a vida que ela levava, era do interior mais nunca fui boba, e muito menos ingênua… – sorriu – Uma noite ela me perguntou se eu não gostaria de ir com ela, trabalhar com ela, que o dinheiro era mais fácil e eu não arranjava emprego algum e prec…. e enfim..
– Clara desviou o olhar para a janela dali dava para ver o apartamento pequeno em que morava…
Não conseguiu terminar de falar – Eu sei que meus pais não se orgulham de mim…
– Então como uma boa profissional, voltou a por seu escudo de proteção – Mas eu não me importo, o que me interessa é o dinheiro e nada mais…
Além do mais, para uma estranha e cliente me abri mais do que deveria…
– Marina franziu a testa, sempre pode ver algo nos olhos dela, mais não sabia o que… – era remorso por temer que seus pais não se orgulhassem ?
Clara: Com o tempo me acostumei, e me tornei uma ótima profissional, com vários clientes, assim como, minhas contas que explodem, quase todos os meses, e eu realmente não estou, nem aí para o que possam ou não dizer de mim, as pessoas a qual eu devia satisfação e deveria fazer se orgulhar de mim estão mortas…
Por tanto doçura, essa sou eu… e essa a mulher para qual você pega para dormir e ser sua noiva maravilhosa e atenciosa… Marina, nada além disso há entre nós,dinheiro e muito….
Mari: Cala se antes que se arrependa do que vai falar, e nem ouse estragar a nossa noite.
Porque o que acontece entre a minha mulher e eu – Disse se referia abertamente a ela – Permanecerá entre a minha mulher e eu…
Você entende Clara, entre você e eu… e quando você parar de me lembrar que é paga para estar comigo, talvez eu pare de me lembrar que você é uma prostituta…
– Dizendo essas palavras Marina se levantou procurando o banheiro mais próximo deixando Clara lá sentada com seus pensamentos e sentimentos a flor da pele…
Olhou para as mulheres que observavam Marina partir rumo ao banheiro, sentiu uma pontada de ciúmes que fez se arrepiar só de imaginar que poderia… Estar então apaixonada…. só notou a presença de volta de Marina, quando ela chamou sua atenção, Marina parecia um tanto furiosa mais levemente domada…
Mari: Faremos um trato…Não falaremos em dinheiro profissão ao algo parecido até domingo a meia noite ..
– Clara hesitou, precisava, precisava se lembrar de que não era feita para se apaixonar por um moça como ela…
– Você está me ouvindo ou quer que eu repita Clara ?
– Ela então respondeu que sim, e com uma nuvem passageira sorriram uma a outra iniciando outras conversas, como gostos cores frutas familiares e coisa e tal, já era madrugada quando o táxi os deixou novamente na porta do hotel, ainda seguiam gargalhando e rindo…
Abraçadas chegaram até o elevador que por um descuido do hotel estava sem ninguém, Marina então apertou o botão de seu andar e o elevador começou a subir, e assim do nada, derrepente com um simples olhar para o corpo Clara debruçado a parede do elevador , aquele desejo percorreu suas veias, ela sentia o mesmo pois a olhava nos olhos de modo que chamava por ela, Marina apertou o botão vermelho e o elevador parou, e sem dizer uma única palavra com uma domadora das mais bravas feras ela se aproximou colando seu corpo no de Clara, percorrendo as mãos pelas pernas dela para então puxar levemente seus cabelos para então tomar seus lábios úmidos e tão prontos para recebe la, aquilo foi à certeza Clara pode raciocinar em quanto a beijo seguia tão selvagem e molhados…
Clara: Você é insaciável… – pode respirar em quanto ela lhe levantava uma perna e beijava seu pescoço…
Mari: Culpa sua, Clara, só sua…eu não posso controlar, não tem hora nem lugar…
– Ela lhe mordeu os lábios sensualmente e Marina lhe apertou mais as pernas… – não faça isso.. não aqui aonde não poderei retribuir em dobro… — e assim como se uniram Marina se separou Apertando o botão do elevador que se pôs em movimento, Clara seguia ali encostada na parede respirando fundo com a blusa levantada e as mãos no alto da cabeça, Marina sorriu olhando para ela a puxou pelo braço quando o elevador parou no andar e antes de entrarem na suíte não pode controlar se agarrou a ela como uma faminta precisava de comida…
Clara acordou com o barulho do celular de Marina que tocava sem parar…
Ela abriu os olhos e com delicadeza se levantou buscando o aparelho pelas roupas jogadas pelo quarto, o encontrou e atendeu…
Era Vanessa e estava desesperada, chorava e suplicava para Marina que fosse vê la, que precisava dela com urgência…
Ela se levantou em um pulo, calocando suas roupas e calçando os sapatos em quanto Clara na cama a mirava…
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