Uma ligação covalente
1 Capítulo 1
Era uma manhã nublada na cidade de Mol de Lewis, no pais mais socialista do mundo. O jovem átomo Bromo caminhava em direcão à sua escola, Ionic High, perdido em seus pensamentos de átomo. Ao chegar perto do prédio, ele notou uma comoção num banco perto da entrada. Reagindo e ficando vermelho, Bromo tratou de se esconder atrás de um pilar, não se contendo ao dar mais uma olhadela em direção ao banco.
Sentado ali e rodeado de átomos, estava Hidrogênio, o átomo mais popular da escola. Bromo nunca admitiria, mas ele tinha uma queda enorme pelo átomo, talvez pelo fato de eles serem completos opostos e incompativeis entre si, tirando que Hidrogenio era de tirar o fôlego ( KKKKKKJ ). Ignorando seu devaneio momentaneo, o menor suspirou pesadamente e passou pelas grandes portas da escola e entrando no prédio, dirigindo-se para sua primeira aula, Origem do pudim de passas módulo I.
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Bromo suspirou. Aquela aula era tediosa e ele detestava seu professor, Kriptônio, com a sua voz lenta e seus movimentos mais ainda. Deixando a cabeça cair na mesa, ele sentiu olhares sobre si e ouviu a risada feminina e aguda de sua amiga, Samário.
"Que foi, Bro, cansado? Ainda é a primeira aula, lembra?" Nisso, seu outro amigo, Potássio, ouviu e deixou escapar um suspiro alto e dramático.
"Nem me lembre. Só de pensar que eu vou ter que ficar preso aqui até as 3 me dá vontade de desaparecer."
"Nao sei o que voces tanto reclamam, estudar e divertido." Nisso, Ósmio, seu amigo nerd se intrometeu. Os três continuaram conversando, Bromo deixou seus pensamentos involuntariamente se voltarem para Hidrogênio. Ele não sabia o que sentia pelo átomo, se era uma queda passageira, admiracao, paixão, até mesmo amor? Bromo achava ele lindo, além de carismático, atlético, engraçado, fofo, e-
"Bro? Bro, desce da nuvem porra, já acabou a aula." Potassio riu da cara do amigo, agora vermelho por ter sido pego tao vulnerável. Antes que ele pudesse responder, veio da porta da sala um conjunto extremamente desagradavel de risadinhas, e Bromo suspirou ao ouvir o som de salto no linóleo, e nem precisou olhar para saber que se tratava de Platina e sua gangue de piranhas, Prata e Selênio. Talvez elas não fossem tão ruins assim, Bromo pensou, se Platina não fosse a lider da sua panelinha.
"Isso aí, pára de sair de órbita assim, Brominho, principalmente se for pra ficar pensando no meu homem. Ele é meu, querido, eu tiraria os olhos se fosse você." Platina jogou os cabelos pretos para trás e olhou para o grupo de Bromo com desprezo "Se bem que, com uma cena dessas, acho que é dificil se concentrar e ficar olhando por muito tempo mesmo." Com isso, ela foi embora, acompanhada de suas amigas, ambas dando risadinhas de escárnio.
"Esquecam elas. Vamos." Potássio murmurou, e Bromo suspirou enquanto pegava sua mochila e saía da sala com os amigos para ir para a próxima aula do dia.
“Eu não entendo o que faz dos populares tão diferentes! Certo, eles são bons em esportes e tudo mais, mas nós também somos bons em muitas coisas! Por que não somos reconhecidos que nem eles?”
Ósmio riu no seu típico bom humor que fazia os amigos estranharem quem fica tão feliz às 8 da manhã. “Ora, é só mais um clichê de ensino médio. Nosso reconhecimento vai vir na hora certa, só somos bons em coisas que estudantes acham chato.”
“Eu não acho o que eu faço chato...” Samário falou, chateada. Bromo pensou com carinho na amiga, que se entusiasmava com produção de filmes, mais especificamente a parte de iluminação, e ele não tinha coragem para falar para a amiga que aquilo não era o assunto mais interessante do mundo, mas se ela gostava, isso que importava.
Naquele momento, uma figura alta passou por eles no corredor, cumprimentando Samário alegremente, que fez a menina ( átomo? ) corar. O outro não era uma coisa ruim de se olhar, era alto e magro, e o cabelo bagunçado e a barbinha davam um charme. Potássio olhou para a amiga envergonhada com malícia.
“Quem era esse, Samário, podemos saber?” Ela tentou se esconder atrás do cabelo cinza curto ao ouvir todos os amigos questionando-a, mas não deu muito certo, e ela acabou se rendendo.
“O nome dele é Cobalto. Eu tenho uma quedinha por ele desde sempre, seilá, não importa o quanto eu tente esquecer ele, parece que a gente se atrai como se fosse imã! É muito estranho.”
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