Uma lembrança boa

1 Capítulo 1 - Único


Notas iniciais
Boa leitura!

Legal, já tenho 14 anos e nunca beijei uma garota. Quer dizer, não que eu não queira, é a coisa que mais quero. A verdade é que eu era um pouco tímido. Tudo bem, muito tímido. E não só por isso, eu era esquisito. Você sabe, aquela onda meio darkness do único filho de Hades.

Tudo bem que agora estava muito feliz. Conheci a garota mais perfeita do mundo. Thalia Grace. E estava apaixonado por ela.

Quando ela veio ao acampamento, eu estava triste. Annabeth e Percy me apresentaram uma filha de Apolo. Mas quando saímos pela primeira e última vez, eu meio que não consegui falar nada. E aquilo assustou a garota. E assustou Percy e Annabeth. E me assustou. Não conseguia acreditar que tinha feito aquela cena. Mas Percy não desistiu. Foi então que ele decidiu me apresentar a melhor amiga de Annabeth.

Thalia.

No começo, sinceramente não estava colocando muita fé nessa história. Não queria espantar outra garota pela minha falta de tato. Mas os dois estavam insistindo tanto, e pelo que ouvi falar de Thalia, valia a pena tentar. Ela não ela não era mais caçadora, mas ainda assim fazia missões com as caçadoras. E durante essa missão, nós nos comunicávamos por mensagens de íris. E caramba! Ela tinha uma habilidade de me fazer falar. Incrivelmente eu conseguia ser eu mesmo com ela. Ela era tão boa comigo! Me fazia sentir especial. E a cada dia que passava, ela me encantava mais e mais com sua personalidade única.

E ela estava voltando de uma missão. E eu queria conhece-la. Mas estava com vergonha. Muita vergonha. E se ela não gostasse de mim? E se tudo que eu fiz até agora não tenha valido a pena e ela me odeie?!

Foi quando Annabeth me disse que ela gostava de mim. Claro que era adepto da teoria que ela apenas simpatizava comigo, mas... Ela tinha uma personalidade um forte, decidida, sempre me surpreendia com suas reações. Foi então que numa dessas mensagens, ela foi direta. E eu tinha medo de quando isso acontecesse. O seu ultimato: ''venha me conhecer ou então esqueça que eu existo.'' E esquecer que ela existe, não seria algo eu faria, ou aguentaria. Juntei toda minha coragem.

E sim. Ela era melhor do que podia se imaginar. Tanto que tive certeza no momento que conheci ela, que a queria para sempre. Não julgava ser possível gostar tanto de uma pessoa, mas comigo aconteceu e não ousaria discutir com o tamanho da minha vontade dela.

Em todas nossas conversas, ela fazia questão de me lembrar que iria em uma grande missão com as caçadoras. E seria a missão de uma vida. E aquilo realmente me entristecia. Na nossa primeira conversa cara a cara, enquanto Percy e Annabeth se pegavam em algum canto do acampamento, ela me agradecia por uma adaga que tinha dado de presente a ela.

—Ela é linda, obrigada. -guardou-a.

—De nada.- disse simplesmente.

Ela era muito ciumenta. E então teve um estalo.

—Porque você chama Annabeth de ''Annie''?- disse com a sobrancelha erguida.

—Porque ela é minha amiga, senhora. -dei um sorriso ao perceber a ironia na sua voz.

Ela estreitou os olhos. Ela irritava-se muito quando eu a chamava de senhora. Balançou a cabeça e sorriu.

—É muito bom finalmente te conhecer. — e me abraçou.

Apesar de ser mais baixa que eu, consegui acolhimento em seus braços. Ainda senti seu perfume fraco. Ela não me soltou. Abracei-a fortemente.

E então ela fez o inesperado. Me beijou castamente, me deu um selinho. Não sei da onde consegui tirar coragem, mas a observei. Ela deu um beijo no meu pescoço e me abraçou novamente. Então comecei a me desesperar. Ela com certeza queria mais. E eu não tinha ideia de como fazer isso.

Ela então encostou sua testa a minha, e sorriu. Me deu mais um selinho. Eu estava com um sorriso bobo e envergonhado no rosto. Thalia puxou meu lábio inferior com os seus. Eu balancei a cabeça nervoso, e respondi da pior forma possível.

—Eu não consigo.

—Consegue sim. Confio em você. — Ela me disse com um sorriso gentil no rosto. Como ela conseguia ser tão compreensiva?

—Eu não consigo. — repeti.

Ela me abraçou novamente e eu me acalmei em seus braços. Ela tentou mais uma vez. Eu não conseguia tirar aquele sorriso de tristeza do rosto, completamente travado, uma porta com pernas. Ela resolveu falar.

—Pare de sorrir e abra a boca.- instruiu.

Fiz o que ela mandou. Foi quando senti a língua dela invadir minha boca. Algo totalmente desconhecido e estranho, mas sim, bom. Eu correspondi, instintivamente. Durou apenas alguns segundos, ela não quis se prolongar mais. Descansou o rosto em meu ombro.

—Viu? Não é tão difícil. — ela riu.

Apenas consegui rir. Eu não sabia o que aconteceria dali a alguns segundos, nem dali a um ano, mas a única certeza que tinha, era que não queria nunca mais sair de seu abraço.

Notas finais
Devo dizer pra vcs que essa fic é um xodózinho. Escrevi faz anos, e só agora resolvi compartilhar.Agradeço quem ler e muito mais a quem comentar! Beijossz
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!