Notas iniciais
29/04/2017 Opa, fanfic reescrita e tá bem gostosa de ler, hein? Me perdoem a demora para ela, mas na época eu acabei não ficando muito inspirada, mas agora voltou como um tiro! haha E eu já comecei a escrever bastante dela, já começou com o aumento dos capítulos, nesse mesmo só tinha 800 palavras, agora tem mais de 3000 aaaaaaaa ♥ Eu espero que gostem e sempre que virem o sinal "♪ " desçam e vão para a nota final que é a música. Espero que ainda tenha alguém aqui x.x XXXXXXX Bom, eu tive uma ideia de criar essa fic ouvindo uma música tipo mt foda POASPKOAPKOSPOKASPKO espero que gostem seu divos u.u Esse capítulo vai ser pequeno porque eu irei dormir agora, não preguei os olhos ontem e nem hoje o.o Ou seja, to morrendo de sono T.T X X X X X X X X X

Uma ladra sem freios

Prólogo

Por Teylla

E já se diziam as boas línguas, achado não é roubado.

♪

Joguei minha mochila dentro de um banheiro “interditado” e me troquei, coloquei uma saia azul escuro com um blazer da mesma cor e por dentro uma camisa social branca, troquei meu tênis por um salto alto preto, tudo na rapidez, puxei meu cabelo para cima, desprendendo da camisa e fui até o espelho com minha bolsa.

Lavei meu rosto e passei uma maquiagem leve, optei por um batom rosa claro e peguei meu crachá falsificado, colocando por cima do meu blazer, coloquei um pouco de perfume e parei para me encarar um pouco, lendo o nome que seria o meu por apenas hoje “Annalise Lockwood”, não sabia nem se essa pessoa existia de verdade.

Balancei a cabeça e fechei minha bolsa, colocando alça no meu ombro, decidi sair do banheiro e olhei para um lado e para o outro do corredor e como havia pensado, não tinha sequer nem uma pessoa.

Sorri e olhei a posição da câmera, segurei meu microfone escondido na orelha.

— Não tem ninguém aqui, está limpo, pode desativar — avisei para Hibiki que estava na escuta.

— Entendido, já desativei — respondeu e de longe só podia ouvir os barulhos das teclas. — Pode seguir.

— Ok — conclui.

Olhei para cima e percebi que a luz da câmera foi se apagando, mostrando que o que o Hibiki fez tinha tido solução.

O barulho do meu salto era a única coisa que podia ser ouvida pelo corredor, isso soava um pouco assustador, mas não era nada demais para mim, passei por duas portas, uma que eu julgava ser a de segurança e a outra de administração, retirei dois dispositivos da bolsa e os grudei debaixo da porta, camuflando-os.

Cheguei no salão e notei como estava cheio, acho que era o horário de pico, já que não tinha outra explicação, muitos visitantes estavam olhando pinturas, artefatos antigos, esculturas, obras famosas e minha parte favorita naquele momento, joias caríssimas usadas pela nobreza de antigamente.

Sorri e me misturei no meio do pessoal, me aproximando da sala fechada que estava o item que eu precisava roubar, analisei cuidadosamente cada perímetro da sala e o vidro que estava cobrindo-a, não seria muito difícil roubá-lo, muito pelo contrário.

Coloquei a mão no queixo, algo estava me intrigando e eu não sabia muito bem o que era, mas não era algo bom.

Notei que alguém estava me vigiando e olhei para trás rapidamente, não vi ninguém, respirei fundo, precisava ficar esperta, afinal eu não seria a única atrás dessa joia, segurei a minha bolsa e sai dali.

— Está tudo bem, Lucy? — escutei Hibiki perguntar.

— Sim, tranquilo até agora, como você acha que aquela sala e o corredor ficará depois? — indaguei enquanto andava disfarçadamente entre as pessoas, preocupada principalmente com a sensação de estar sendo espionada e seguida.

— Acredito que ficará cheia de raios lasers e armadilhas, cuidado com isso, não quero nenhum alarme fazendo zoada, mas sendo você, ficará tudo bem — respondeu e eu podia jurar que ele estava sorrindo.

— Certo, ficarei dando algumas voltas por aqui antes de me esconder, preciso perder tempo — retruquei.

— É uma ótima ideia — avisou.

Senti uma coisa pequena se bater no meu quadril e assustei-me.

— O-oh, me desculpe — uma menininha loira, devia ter seus 9 anos estava sentada no chão após o baque, me deixando surpresa. — Eu não vi a senhora.

— Tudo bem, a culpa também foi minha, estava distraída — segurei a mão dela e a levantei. — Cadê sua mãe? — perguntei.

— Eu me perdi por um momento, ela deve estar na sala de manutenção — respondeu olhando para os próprios pés.

— Então isso significa que você não se perdeu, não é? — Ri, ao mesmo tempo que estava interessada em saber sobre a sala de manutenção. — Quer um doce? Eu compro para você, mas prometa que não vai sair por ai.

Os olhos da menina brilharam e a mesma assentiu.

Segurei a mão dela e a levei para um balcão cheio de doces, a atendente era uma pessoa que eu já havia visto em algum lugar, só não lembrava aonde e nem quando.

— Pode escolher o que quiser, querida — avisei olhando para ela, enquanto afagava seu cabelo loiro.

— Incrível! Qualquer coisa mesmo? — perguntou novamente, encantada.

— Claro — Dei um dos meus melhores sorrisos.

— Uau! Quando eu crescer, quero ser que nem a senhora — disse enquanto procurava o doce que mais lhe interessava.

— Uau, Lucy, conquistando até as crianças, né? — Hibiki comentou rindo.

— Cala a boca, babaca — sussurrei para apenas ele ouvir.

Seria até cômico se não fosse trágico, uma mera criança achando que meu futuro é promissor e que quer ser igual a mim quando crescer… Pobre menina, mal sabe ela a verdade, não me orgulhava do que fazia, mas era o meio que eu tinha de me tirar as algemas que me prendiam no passado.

— Quero esse, senhora — Apontou para um pirulito enorme e rosa.

— Tudo bem — concordei e olhei para a atendente. — Me dê um desse, por favor.

— Claro! — A atendente concordou e entregou o pirulito para a menina.

— Quanto custa? — perguntei abrindo minha carteira.

— Nada, seu namorado pagou para a senhora — respondeu sorrindo.

— Namorado? — indaguei, franzindo o cenho.

— Sim, aquele homem que estava atrás de vocês, ele veio aqui e pagou, aliás, o troco, ele me deu dinheiro a mais — comentou e me entregou o troco.

Arqueei a sobrancelha, não queria causar uma cena, então me contive o máximo e respirei fundo, ok, tinha algo muito estranho aqui.

— Oh… sim, obrigada — agradeci. — Para onde irá agora? — perguntei me agachando para ficar quase do tamanho da menina.

— Irei para a sala de manutenção, fica no segundo andar, é bem perto da escadaria, então não irei me perder, muito obrigada — disse e me abraçou. — A senhora é incrível.

— Oh — fiquei surpresa ao receber o abraço e ela logo me soltou. — Vê se não se perde novamente e não confie em estranhos. — Toquei na ponta do nariz dela.

— Mas a senhora é uma estranha — retrucou com um bico.

— Sou um caso a parte — disse e levantei. — Mas faça o que eu disse, até mais.

♪

Andei mais rápido e entrei numa sala que levava a coisas relacionadas a primeira guerra mundial, só tinha três pessoas no ambiente, um que me chamou atenção estava parado em frente a uma miniatura de navio usado pelos alemães.

Tinha um cabelo rosa e trajava um sobretudo azul com uma calça preta, sua blusa era uma camisa social branca e três botões estavam abertos, tinha ombros largos, músculos nos braços definidos como se lutasse bastante.

De alguma forma me senti atraída o suficiente para passar ao menos uma noite com ele, o mesmo me olhou rapidamente pelo rabo de olho e saiu.

— Hibiki… Quem é o homem que está me seguindo? — perguntei baixinho, algo estava realmente errado aqui.

— Ahn… Não sei — respondeu.

— Não sabe ou não quer dizer? — indaguei batendo o pé no chão. — Eu conheço você.

— Informação sigilosa, desculpa — avisou.

— Que merda, Hibiki! — resmunguei.

— Ué, tava toda sentimental há cinco minutos e agora está toda agressiva? Aliás, desde quando Lucy Heartfilia tinha sentimentos como teve com aquela garotinha? — questionou com um tom provocativo.

Apenas revirei os olhos e ignorei.

— Lu...cy — cantarolou.

— Cala a boca — ordenei dando alguns xingamentos.

Faltava menos de uma hora para que o museu fechasse, já estava agoniada de estar aqui, dando voltas e voltas, parei no meio do salão, me freando com o salto e rodopiei, precisava de um pouco de café e era o que eu teria.

Voltei para o balcão que vendia doces, esperei a atendente parar de atender um casal de jovens e me aproximei com um sorriso.

— É… você tem cappuccino? — perguntei enquanto analisava o lugar para ver se tinha algo estranho, precisava de pistas.

— Oh, temos sim! — respondeu aparentemente alegre. — Quer? — consenti com a cabeça e ela começou a preparar. — Aqui — me entregou uma xícara fofa e um bilhete, arqueei minha sobrancelha novamente e com o rabo do olho procurei algo ao meu lado.

— O que seria esse bilhete? — perguntei analisando o pequeno papel azul, enquanto entregava o dinheiro.

— Obrigada pela sua compra, cliente, volte sempre! — disse, ignorando o que perguntei.

— O que seria esse bilhete? — tornei a repetir com um tom mais ameaçador.

— Ora, se a Srta. não sabe, imagine eu! Apenas um moço pediu para eu entregar-lhe, teu namorado — respondeu. — Fora isso não sei mais nada. — Olhou para um casal atrás de mim. — Oh, sejam bem-vindos, o que gostariam?

Revirei os olhos, vendo que não obteria nada ali e sentei-me em um banco para tomar meu cappuccino, levantei o bilhete e procurei analisar o que teria ali, a letra estava brilhante.

“Foi um prazer te conhecer”

— Foi um prazer… te conhecer? — sussurrei para mim, mas eu não havia conhecido ninguém hoje, quem poderia ter me mandado algo assim?

Virei o bilhete e procurei mais algo, porém só tinha um “D.” no verso, guardei-o na bolsa e tornei a beber, queria que o tempo passasse logo.

— Lucy, comece a se preparar, o museu já vai fechar — Hibiki avisou.

— Mesmo que não me avisasse, eu já sabia — retruquei e entreguei a xícara para atendente.

Comecei a andar para o banheiro em que eu guardei minhas coisas, para o pessoal eu era alguém que trabalhava ali, então estava segura de ser barrada ou coisa do tipo, enquanto algumas pessoas saiam, eu me infiltrei na minha cabine e comecei a me despir, com calma.

Coloquei uma calça legging preta que aparentava ser de couro, uma blusa da mesma cor colada e tinha um decote, por cima pus minha jaqueta de couro preta, prendi alguns acessórios na minha cintura e em alguns locais escondidos.

— Hibiki, irei jogar minha bolsa com minhas roupas do lado de fora, já sabe o que fazer, não é? — perguntei enquanto socava as roupas dentro de minha bolsa.

— Claro, pode deixar que eu pego — concordou.

— Oh, você é um amor às vezes — comentei com um pouco de ironia.

— Como não ser com uma mulher como você? — questionou. — O corredor já está livre, saia dai em cinco minutos — avisou.

— Ok — concordei.

Tirei o bilhete e o coloquei dentro de um saco de pano juntamente do meu aparelho para quedas, caso eu precisasse saltar de um prédio alto, como sempre.

Suspirei e deixei tudo pronto, sai do banheiro e abri a pequena janela, jogando minha bolsa lá, voltei para a cabine e peguei o saco, segurando-o.

Me aproximei da porta e ouvi conversas no corredor, xinguei para mim mesma, horário errado! Eu teria pouco tempo após para conseguir fazer tudo com êxito, então não poderia demorar aqui dentro.

Parei e me encarei no espelho, notei pela janela que o céu já estava bem escuro, só via as estrelas e a lua iluminando o possível gramado lá fora, provavelmente haveria guardas lá fora, patrulhando.

Mas que diabos!

— Hibiki, temos um problema aqui — chamei. — Quem são essas pessoas que estão no corredor?

— Relaxe, são apenas dois guardas e estão indo para a sala de vigilância — respondeu.

— Espero que estejam indo para lá realmente! — avisei.

Notei que as vozes começavam a se dissipar, provavelmente era a hora que eu tinha pra agir, abri delicadamente a porta e sai, olhei de um lado para o outro, vendo que não tinha ninguém, respirei aliviada.

♪

Estava tudo escuro por dentro, nem uma mera luz estava acessa e o ambiente tinha um silêncio interminável, como se houvesse apenas eu, mas seria tola de acreditar nisso, logo quando a sala de vigilância teriam pessoas dentro.

Enquanto isso lá fora as luzes piscavam por conta dos prédios, casas e lojas, o barulho era imenso e eu sabia bem disso, mas parecia não interferir em nada aqui, tinha pouco tempo para fazer essa missão e não podia falhar, já que se algo acontecesse eu seria morta, então comecei a caminhar silenciosamente.

Agachei-me por baixo do vidro fumê, me dirigindo a saída do corredor, agora viria a parte mais difícil, o salão aberto.

— Fique tranquila, já modifiquei as câmeras — Hibiki avisou.

Andei até o balcão de doces confiante, até ali eu sabia que não tinha nada, o problema era perto da sala de joias, ao me aproximar da mesma peguei um pequeno espelho e o botei no chão, na mesma hora vários raios lasers apareceram.

Coloquei a mão na cintura e respirei fundo, não era novidade nenhuma para mim que o local estivesse todo armado.

Agarrei com mais força o saco que eu estava segurando e dei uma cambalhota para tomar cuidado com o primeiro raio laser que estava a minha frente, puxando assim o espelho para deixá-lo em minha mão.

Passei a mão na testa ao analisar a situação que estava à minha frente.

— Droga, isso está cada vez mais difícil, mas vamos lá — murmurei ao me deparar com vários raios lasers, um por cima do outro em horizontal, impossibilitando minha passagem com o saco.

Respirei fundo e joguei a bagagem cuidadosamente para o outro lado, meu coração bateu mais forte com medo de qualquer fiapo encostar perto do raio e acabar o que eu mal havia começado, logo suspirei de alívio ao ver que nada tinha ocorrido, agora era minha vez.

Observei bastante as posições e afins, tendo uma visão maior do campo.

Dei um duplo carpado de costas para desviar de alguns lasers e sem querer quase encostava em um, respirei fundo e comecei a correr para a sala.

Joguei uma moeda para ver se havia algo ali, mas pelo visto haviam sido burros o suficiente para isso, me aproximei com um sorriso nos lábios ao analisar o belo colar de esmeralda com ouro envolta de uma caixa de vidro.

— Olá, minha querida amiga — disse ao pegar um batom laser. — Vai ser rápido, não se preocupe.

Comecei a fazer um círculo no vidro, logo peguei o pedaço, enfiando-o dentro do saco, peguei uma minicaixa preta, colocando a joia cuidadosamente dentro, logo a guardei, pensando por onde eu fugiria.

— Por cima, obviamente — sussurrei para mim mesma.

Lembrei da sala de manutenção que a menininha havia dito, perto da mesma tinha uma escada secreta que dava para o terraço, e bom, era para lá que eu iria.

Peguei um atalho que havia estudado mais cedo e comecei a subir as escadas, procurando sempre ouvir se havia alguém ou não, não queria vítimas essa noite, percebi a entrada livre e corri silenciosamente para meu destino.

Parei em cima do prédio, onde estava ventando bastante, andei até a ponta para analisar a bela visão que tinha, era o que eu mais gostava, o final, onde podia ver tudo, a cidade brilhava, dava para ver os vários cassinos, bordéis, bares que estavam abertos, todos farreando, mas nem sonhavam que o museu estaria sendo assaltado.

Também havia até muitas casas com luzes acessas, provavelmente as famílias estariam reunidas, empresas com pisca-piscas na frente, na minha opinião era uma das melhores visões que uma pessoa poderia ter.

Logo o museu se daria conta do que eu roubei, talvez não demorasse tanto para isso, mas tudo bem, a minha vida sempre foi assim, já que minha mãe morreu cedo e o meu pai tinha fugido ou pelo menos era o que eu achava, minha mãe nunca falou sobre ele para mim, acho que ela nunca quis, na realidade.

Depois de tudo isso tive que me virar, não que fosse uma das melhores escolhas ou coisa do tipo, nunca me vangloriaria disso, sabia que roubar não era uma escolha sábia, mas foi tudo o que eu pude fazer.

Eu esperava que não demorasse tanto o amanhecer, eu adorava a visão do nascer do sol, era algo incrível principalmente de onde eu estava, me dava uma nostalgia sobre minha mãe, era o que ela mais gostava também, então sempre via com ela, dava uma sensação de conforto no meu coração, o Hibiki também sabia disso, por isso não enchia meu saco para descer logo.

♪

Sentei-me na ponta do terraço e fiquei olhando a lua por algumas horas, distraída e perdida nos meus pensamentos até ouvir uma movimentação atrás de mim.

Virei-me na mesma hora, um rapaz de cabelos rosas, olhos castanhos, de blazer azul estava me encarando, será que era o…? Não, não é possível.

Ele estava sério e era realmente muito belo, o que me deixou enfeitiçada pelo homem que aparentava ter minha idade, ele arqueou a sobrancelha, talvez ele estivesse pensando que eu fugiria ou algo do tipo, mas o certo deveria ser ele fugir, eu poderia matá-lo rapidamente sem ele perceber.

Mas… ele me parecia familiar de alguma forma. Arregalei meus olhos na mesma hora que lembrei dele no museu, ele era o homem que aparecia em todo lugar que ele estava.

— Merda! — sussurrei para mim mesma, ele poderia estragar todo meu esquema, quem é esse homem?

— Então é por aqui que anda uma das maiores assassinas do Japão, huh... — disse com uma voz grossa e sexy, o rosado foi se aproximando de mim, o que me fez arrepiar.

— Quem é você? E o que está fazendo aqui? — Levantei-me e fui me aproximando dele também.

— Ninguém que você precise saber de imediato — Proferiu com um sorriso torto nos lábios.

— Ninguém que eu precise saber de imediato, huh? Então se morrer, ninguém precisará saber, certo querido? — questionei com uma voz sexy, puxando uma adaga e lambendo a ponta afiada. — Não me leve a mal, não quero matá-lo… mas sabe como é, né?

— Eu não faria isso se fosse você, Lucy — respondeu, colocando as mãos no bolso, totalmente debochado.

— Como sabe quem eu sou? Digo, você sabe que sou uma assassina e sabe meu nome… Quem mandou você aqui? — perguntei assustada e meio surpresa já que poucas eram as pessoas que sabiam quem eu era, a maioria era do meu local de trabalho, mas fora isso, quase ninguém.

— A honorável Lucy Heartfilia, uma assassina de sangue frio, sem sentimentos, que mata por prazer, sempre discreta e faz com que você nunca saiba o que lhe atingiu. — O rosado andou lentamente e pensativo até chegar em mim, eu estava pasma, só quem sabia do meu sobrenome era a líder, vice líder e algumas pessoas íntimas do meu trabalho.

— Como sabe meu sobrenome? — perguntei recuando um pouco, temerosa.

— Todos sabem, loirinha. — respondeu esbanjando um sorriso perfeito.

— Claro que não — retruquei incrédula.

— Oh? Sério? — perguntou, parecendo surpreso.

— Claro — respondi como se fosse o óbvio, cruzei os braços. — Mas quem é você? — indaguei, parando de recuar e ousei me aproximar dele.

— Um homem que pode ser capaz de acabar com sua vida em instantes, Heartfilia. — respondeu, dando ar a uma expressão tenebrosa que me fez arrepiar, porém em vez de recuar apenas avancei.

— Será? — desafiei-o sorrindo. — Não fale isso despreocupadamente, sou bem habilidosa.

— Não queira experimentar e também não me desafie, Lucy Heartifilia, tenha cuidado com suas palavras. — avisou, tirando as mãos do bolso.

— Não tenho necessidade de medir minhas palavras, como você já sabe, eu sou bastante perigosa. — retruquei sem medo.

— Claro que sei, porém eu posso ser muito mais — comentou, se aproximando, mas dessa vez eu recuei, ele continuou avançando e eu recuando.

Até que senti chegar na ponta do terraço, já estava caindo, senti meu corpo ficar pesado e gelado, será que era agora minha morte? Fechei meus olhos firmemente e senti braços másculos e fortes me agarrando pela cintura, puxando-me para frente, o rosado estava parecendo preocupado, só parecendo mesmo.

— Cuidado, é assim que você é nomeada uma das maiores assassinas? — ele questionou debochando. — Isso é impossível.

— Como?! — fiz uma pergunta retórica, fingindo não ter ouvido direito.

— Sei que você ouviu, por hora é só isso — Andou até a ponta do terraço. —, apenas queria saber quem era você, adeus Lucy Heartfilia, até mais — O rosado saltou do local e eu fiquei assustada, prestes a gritar por não ver equipamento ou coisa do tipo.

— Cuidado, idiota! — gritei, mas logo me aliviei ao ver que ele tinha retirado um equipamento que o fez saltar com segurança, ele acenou para mim e eu me irritei, era como se ele estivesse debochando de mim, eu ri com ele, sem entender.

Aliás, por que eu me sentiria aliviada? Se ele morresse ou não, não seria da minha conta, certo?

Notas finais
Gostaram? quando eu acordar de madrugada eu posto o capítulo maior *u* Beijos seus divos ♥ xxxxxxxxxxxx Opa, o que acharam da nova versão? haha Gostaram? quando eu acordar de madrugada eu posto o capítulo maior *u* Beijos seus divos ♥