Uma ladra sem freios

3 Capítulo 2 — Ataque


Notas iniciais
Olá, meus bambinos ♥ Se ainda existe algum aqui que leia, não é? hahaha Mas como prometido, eu disse que não demoraria para lançar um capítulo novo, não é? Espero que gostem dele, porque eu tô amando escrever essa história!! Toda vez que virem o sinal "♪", cliquem no link para ouvir a música, tá? Espero que gostem de verdade, amo vocês ♥

Uma ladra sem freios

Capítulo 2 — Ataque

Por Teylla

Bang, Bang, você atirou em mim.

— Jellal, foi para isso que me chamou aqui? — Natsu perguntou com uma voz séria. — Para ver uma mulher escandalosa?

— Natsu… — Jellal disse tentando controlar um pouco a situação, devia conhecer o temperamento de seu agente.

— Ah, que conveniente… — comecei a dizer.

— Lucy, não comece — Erza me interrompeu já sabendo o que eu poderia falar. — Ela não é ao todo escandalosa, Natsu, a Lucy é a nossa melhor agente e em missão é excelente.

Ele me encarou e eu revirei os olhos, apenas queria ir para minha cama descansar o máximo que podia em vez de ficar aqui, escutando coisas desnecessárias.

— Acho que isso não posso me queixar, talvez ela só não tenha muito equilíbrio em lugares altos — comentou dando ênfase ao final, querendo me provocar, os olhos dele chegaram a brilhar, apenas franzi o cenho.

Fiquei quieta, não poderia ir contra a vontade da Erza. Natsu deu um sorriso de lado e andou para perto de mim.

— Bom, eu sou Natsu Dragneel e espero que possamos nos dar bem daqui pra frente, ao menos nessas missões — disse com satisfação, novamente se apresentando e deu sua mão para apertá-la.

— E eu... sou Lucy Heartfilia, como já ouviu antes. — Apertei a mão dele, mas queria mesmo era dar um rastejo.

— Como vocês já estão bem apresentados, quero que andem juntos sempre que possível, e se virem ou escutarem algo estranho nos contatem imediatamente, por enquanto é só, logo daremos a vocês o relatório da situação e o que vocês devem fazer, estejam aqui amanhã cedo. — Erza disse calmamente ao analisar o meu semblante, estava ao lado de Natsu escutando tudo atentamente.

—Então podemos ir? — perguntei cruzando os braços.

—Sim, por hoje é só — respondeu por fim, analisando algumas papeladas.

— Ótimo, irei ter minha noite de sono! — disse feliz, agradecendo a Deus.

— Geez... Você irá dormir enquanto eu estarei aqui trabalhando? Não mesmo. — Levantou-se vindo em minha direção.

— Ah não... O que você quer agora Erza? — indaguei triste.

— Quero que vá atrás desse cara aqui — respondeu e foi até sua mesa pegar uma foto — Ele é um traficante e tem causado baderna por aqui... Quero que o ache e mate-o com ajuda do Sr. Dragneel. — Entregou a imagem para mim.

— Quê? Mas por quê? Eu poderia fazer isso sozinha, é um trabalho tão fácil! — retruquei.

— Lembra do que eu disse? “Quero que andem juntos sempre que possível” e essa regra se aplica para agora, então acho melhor irem logo atrás desse cara, já não aguento mais ouvir reclamações sobre esse cara, está me deixando com dor de cabeça! — Massageou suas têmporas.

— Geezz... — resmunguei baixinho — Tudo bem, eu irei atrás desse cara agora e... levarei ele — Apontei para Natsu — comigo.

— Hm… — Erza voltou para sua mesa e apoiou sua mão na mesma. — Entendeu tudo, não é?

— Sim — concordei. — Tchau — disse e sai com o rosado atrás.

Ele fechou a porta e começou a andar, dando as costas para mim, me ignorando por completo, o que me deixou chocada e boquiaberta.

— Ei! — chamei e ele parou olhando para mim com as mãos no bolso da sua jaqueta, estava sério.

— Hm? — perguntou. — Seja rápida, não tenho o tempo todo.

— E você acha que eu tenho? — perguntei franzindo o cenho.

— Não sei e sinceramente? Isso não me interessa — respondeu e eu senti uma facada, ele era muito curto e grosso.

Decidi ignorar e cruzei os braços, respirando fundo.

— Você sabe, não é? — indaguei sendo direta e ele apenas me encarou, sem dizer nada. — Sobre a nova organização e o que eles tão querendo dizer para a gente.

— O que acha? — perguntou, fincando seu olhar no meu.

— Que sabe e sabe muito bem — respondi seca.

— Bom, acertou — retrucou e virou de costas para ela novamente.

— Ei, volte aqui! — gritou.

— Não tenho porquê — avisou e acenou dizendo tchau.

O segurei e o puxei, fazendo-o ficar cara a cara, empurrei-o para a parede, encurralando-o.

— Estou falando com você! — disse séria. — Não saia quando não terminei de falar.

Natsu me encarou surpreso, achando aquilo divertido, talvez nunca esperaria aquela atitude vindo de mim, arqueou a sobrancelha e deu um sorriso de lado, olhando para o corredor vazio e logo após para meus olhos.

— E…? — retrucou, comprimindo os lábios, umedecendo-os.

— E que eu também tenho o direito de saber, ainda mais que você é meu… parceiro — disse, estreitando meu olhar.

Ele riu, riu na cara dura, isso fez meu sangue ferver, mas em um momento de distração minha, ele me virou e me encurralou da mesma maneira, aproximou-se do meu ouvido.

— Não tenho culpa se sua chefezinha não confia em você o suficiente para saber, Heartfilia — disse com um sotaque arrastado e ironizando.

— Heartfilia… você já sabia sobre mim no museu, certo? — indaguei cerrando meus punhos. — Você estava um passo a mais de mim…

— Obviamente, querida, faço minhas pesquisas — respondeu dando uma risadinha.

— Você é um babaca — comentei, empurrando-o, o mesmo balançou seu corpo com minha força e balançou a cabeça.

— E o que dizer de você? — retrucou e fiz uma expressão indignada.

— Inacreditável — disse e comecei a andar, dirigindo-me a saída.

— Você não era minha parceira? — perguntou dando uma corrida atrás de mim. — Por que deixou seu parceiro para trás? Incrível… — me pirraçou e eu revirei os olhos, seguindo em frente.

Peguei duas sacolas que estavam na mão do mordomo e dirigi-me ao automóvel, por um momento achei que teria minha paz e dirigiria tranquilamente sem ninguém, até que percebo um ser rosa abrindo a outra porta de carona, passei a língua pelos meus lábios e segurei com força o volante.

— Estava achando que se livraria de mim, não é? — perguntou, tocando no meu cabelo e logo desviei meu cabelo da sua mão.

— Se fosse tão fácil… — respondi e liguei o carro, dando ré para sair daquele maldito lugar.

Ousei ligar o som para não ficar naquele silêncio do inferno e comecei a cantar algumas que tocavam, me divertindo e fingindo que ele não existia, mas ele também contribuía bastante para isso, olhei-o pelo rabo do olho e o vi de braços cruzados, olhando a pista com maior naturalidade possível.

— Você sabe onde fica? — perguntei, curiosa, não lembrava direito onde poderia encontrá-lo.

— Sim… Estamos perto, só continue dirigindo, não é muito longe — respondeu, dando uma leve tossida.

— Ok…

A medida que eu dirigia, as ruas iam se tornando mais… impróprias por assim dizer, tinham muitos bordéis, cassinos e bares, bastante frequentados e famosos pelas coisas que aconteciam lá, era como se fosse escondido dos olhos dos “bons cidadãos” da cidade.

— É… você vai entrar nessa rua — Apontou para uma rua bem escura, apenas com um poste de iluminação, aparentemente bem perigoso.

Virei o carro e entrei na maldita rua, estacionando, fui para o fundo do carro e peguei minha roupa, um vestido dourado cheio de brilho que assentava bastante meus seios com um volumoso decote e com um V na perna esquerda, bem sexy por assim dizer.

Comecei a me despir, sem ligar se ele estava ali ou não, quando ele se virou, arregalou os olhos surpreso.

— Você vai se trocar aqui? Comigo aqui? — perguntou.

— Sim, algum problema? — retruquei retirando minha blusa.

— Bom, nenhum… — me encarou com um olhar malicioso. — Você realmente tem um corpo e tanto, hein? — Parei na mesma hora e soltei um suspiro. — Me passa minha sacola, por favor.

Assim o fiz e logo o mesmo começou a se trocar também, quando o vi sem camisa, arregalei meus olhos e comprimi meus lábios, tinha o abdome bem dividido e seu tanquinho era definido, o que, com certeza, retirava suspiros de várias mulheres, seu peitoral era uma coisa maravilhosa, os músculos dos braços então…

Balancei minha cabeça na mesma hora e foquei em vestir o maldito vestido, troquei meu sapato por um salto dourado e coloquei meu brinco de ouro, juntamente com o colar com um pingente de flor, retoquei minha maquiagem e parti o cabelo para um lado.

Estava pronta e consequentemente, ele também.

Ele saiu do carro primeiro que eu, estava me esperando encostado na porta, peguei alguns acessórios necessários para concluir a missão e escondi minha arma na outra perna, para que ninguém notasse.

Abri a porta do carro e pousei meu salto poderoso no chão, levantei na mesma hora, trancando o automóvel, Natsu me olhou de cima para baixo e depois fingiu que não me viu, começando a andar sozinho, mas tenho certeza que pude ver seus olhos brilharem, mesmo ele não admitindo.

— Ei! Espera — gritei, enquanto tentava acompanhá-lo nos mesmos passos. — É um bordel ou um cassino que iremos?

Ele parou no mesmo instante, pude admirar como ele era bonito, seu cabelo estava bem ajeitado, seu paletó preto bem arrumado e o relógio prateado que usava parecia ser bem caro, o que elevava seu status para as pessoas acharem que ele era alguém importante.

Mas desconfiei quando o mesmo virou sua cabeça para mim e deu um sorriso maldoso.

— O que acha?

Fiquei muda com a pergunta, na pior das hipóteses seria em um bordel, então minha missão seria atrair o homem e o Natsu atiraria nele, para matá-lo.

— Ok… já entendi — respondi, respirando fundo e olhando para o lado.

Ele começou a andar e eu o segui, afinal, ele que sabia direito onde era o lugar e tudo mais.

Logo na entrada do lugar havia dois seguranças bem altos e mal encarados, passei a língua pelos meus lábios, encarando-os e dei um sorriso com um olhar matador.

Eles se entreolharam e logo após encararam o Natsu.

— Sr. Jiks, estou na lista — avisou e me puxou pela cintura, surpreendendo-me. — Ela é minha acompanhante, melhor dizendo, minha esposa.

O olhei com o cenho franzido na mesma hora, como assim “minha esposa”?!

Eles olharam uma papelada.

— Pode entrar, seja bem vindo, Sr. Jiks — avisou, abrindo caminho para nós passarmos.

O cheiro de tabaco, maconha e outros tipos de drogas era bem forte ali, parecia que muitos dos clientes estavam chapados, bastante drogados e possivelmente, bêbados como um inferno.

Algumas mulheres estavam no palco, dançando no pole dance e recebendo dinheiro, outras sentavam no colo de homens, seduzindo-os e pegando dinheiro dos mesmos escondidos, sem que eles percebessem.

Fique perto de mim — Natsu sussurrou no meu ouvido, apenas assenti.

O som da música era altíssimo, o local era enorme e mal iluminado em algumas áreas, outras eram bem clara, tinha várias luzes roxas, rosas, azuis, vermelhas, verdes e alguns holofotes em cima do palco, focando em uma das dançarinas.

Natsu parecia olhar tudo e logo nos levou a uma mesa, nos sentamos e eu comecei a observar o lugar em busca do traficante.

— Você consegue vê-lo? — perguntei, mesmo com o barulho da música sendo mais alto que minha voz.

— Não… — respondeu e uma mulher ruiva e bem bonita veio, sentando-se no colo dele, elevei minha língua no meu dente, deixando minha boca entreaberta e arquei minha sobrancelha, logo a fechei e balancei a cabeça, olhando para outro lugar.

— Vocês vão querer alguma coisa? — ela perguntou com uma voz bem sensual.

— Duas doses de Whisky, por favor, com bastante gelo — respondeu e logo virou-se para mim. — Se acostume, isso é o mais normal aqui.

— Acredite, já fui em lugar bem pior — retruquei e logo arregalei meus olhos ao ver uma coisa bem interessante. — Acho que achei nosso procurado.

— Aonde? — ele perguntou, virando-se um pouco para trás.

— Bem ali — mostrei com um olhar um homem sentado em uma área fechada, com várias mulheres seminuas em seus braços e no chão, fumava um charuto e tinha um riso solto, cochichando algo para elas.

— É, ele mesmo — disse.

— Sim, e é aqui onde eu entro — avisei, ajeitando meu cabelo.

A mulher ruiva trouxe as bebidas, deu uma piscada para Natsu e saiu rebolando para ele ver, revirei os olhos e tomei a dose de vez, sentindo minha garganta aquecer bastante, fechei os olhos e logo os abri.

— Vai realmente só? — ele perguntou, encostando-se de forma esparramada na cadeira.

— Bom, sim — respondi com um sorriso travesso. — Irei atraí-lo para uma área isolada, a partir daí, você já sabe o que fazer, não é?

— Sim, irei ficar de olho em você, me mande um sinal se algo estiver indo errado — ele avisou, olhando para o traficante.

— Ok — concordei e levantei. — Até daqui a pouco, queridinho — dei um beijo na sua bochecha, fazendo-o arquear a sobrancelha e o deixei ali, para trás, comecei a andar de forma que estivesse com um ótimo andar, dando uma melhoria na minha bunda.

Cheguei num lugar próximo a área que ele ficava e pedi um coquetel, assim que foi entregue, bebi encarando-o, logo ele retribuiu um olhar e deu um sorriso de lado.

Bingo!

Essa tática sempre funcionava, não demorou muito para que um dos seus seguranças viesse até mim, chamando-me e assim feito, fui até o mesmo, percebi os olhares das mulheres sobre mim, não pareciam gostar da atenção que eu estava chamando, dei de ombros e passei pela entrada do camarote.

Ele botou a mão no lugar vago ao lado dele e sentei, cruzando a perna.

— Como se chama, linda? — ele perguntou, passando a mão pelo meu pescoço, segurei minha vontade tirá-la dali e sorri.

— Helena, Sr. ...? — perguntei, fingindo não saber seu nome.

— Me chame de David, o que uma princesa como você veio fazer aqui?

— Ah, ouvi muito sobre o lugar, minhas amigas disseram que o dono era muito atraente… — passei meu dedo pelo meu lábio. — E vejo que é mesmo.

— Que maravilha saber disso, você também é muito atraente — comentou com um sorriso travesso. — Eu posso? — fez menção de me beijar e eu assenti.

Percebi que Natsu havia trocado de lugar e me encarava, a cena talvez não importasse para ele, mas pude notar sua surpresa quando David me puxou para um beijo intenso que foi retribuído, o mesmo beijava até bem, mas preferia que não precisasse fazer isso.

Ele deu uma leve puxada no cabelo e fingi um gemido.

— Acho que devemos ir para outro lugar, não? — sussurrei de forma bem sensual, arranhando de leve seu peitoral.

— Sim, realmente — ele concordou e chamou seus seguranças.

— Mas, Sr. David, cuidado… você sabe que tem alguém atrás de você para matá-lo, foi dito diretamente a nós — um deles avisou, aparentemente preocupado.

Segurei minha respiração na hora, eles sabiam que iríamos matá-lo? Comecei a torcer para que não soubessem que eu tinha algo a ver com isso.

— Ah, nada vai acontecer, sabe que a JH vai cuidar disso muito bem, aliás, envie a quantidade de drogas necessárias para eles, os mesmos pediram isso a nós e eu até agora não entreguei e depois mate alguns daqueles canalhas… — respondeu, levantando-se e segurando minha mão.

Olhei rapidamente para o Natsu e fiz um sinal para que me seguisse logo após, ele assentiu e “fingiu” que estava assistindo a mulher dançando pole dance em sua frente.

Descemos do camarote e ele pegou uma taça de vinho, bebericando-a, não largou minha mão por um segundo, até que me levou para um lugar atrás do bordel, um corredor estranho, parecia uma casa ou algo assim, arqueei a sobrancelha, ele morava aqui?

— É aqui que ficaremos, princesa — avisou e abriu a porta do lugar, revelando, por incrível que pareça, um ambiente claro, limpo e bem arrumado.

Ouvi passos vindo de uma direção e logo uma criança surgiu com um urso rosa.

— Titio, titio — A menina pequena disse ao correr para o colo dele, o mesmo a carregou e a girou.

— Olá, minha pequena, não está dormindo por quê? — perguntou pondo-a no chão e acariciando a cabeça dela.

— Não consegui, tive pesadelos — respondeu e olhou para mim. — E quem é essa moça bonita?

David olhou para mim e riu.

— Helena — respondeu e a levou para o quarto, lançando uma piscada para mim.

Natsu abriu a porta rapidamente e o mandei se esconder, meu coração começou a doer ao pensar que ela perderia seu tio daquela forma… Ela não merecia isso.

Mordi meu lábio inferior.

— Algo te preocupa? — ele perguntou baixinho.

— Temos mesmo que matá-lo? — retruquei.

— Claro! Você não soube o histórico de coisas que esse cara fez?

— Apenas badernou um pouco… — respondi e olhei em direção ao corredor que ele foi. — Ele tem uma sobrinha, Natsu, pequena!

— Lucy, nós temos uma missão e eu irei concluí-la você querendo ou não — ele disse com um tom sério e se escondeu em um lugar estratégico.

Respirei fundo e tentei me acalmar, aquela cena realmente havia balançado meu coração um pouco.

David voltou, agora com outra taça de vinho, me entregando.

— Desculpa… ela é minha sobrinha, está aqui por um tempo — disse e brindou comigo.

— Você a ama bastante, não é? — perguntei interessada.

— É, algo como isso — ele respondeu frio, como se não tivesse sentimentos. — Mas bom, vamos falar de nós.

Dei um sorriso falso de lado.

— O que temos para falar? — perguntei, bebendo um pouco do vinho.

Ele me puxou pela nuca e me beijou, passou a mão pelas minhas costas, cada vez mais aprofundando os movimentos.

Discretamente coloquei uma pílula em sua bebida, o qual começou a beber.

Ele me colocou no chão e veio para cima de mim, inverti as posições, prendendo-o no chão e Natsu saiu do esconderijo, vindo parar atrás de mim com a arma na mão.

— Isso não vai doer nada — ele disse com um sorriso de lado.

David arregalou os olhos e me encarou.

— Você tem algo a ver com isso? Sua vadia! — ele gritou e logo alguns seguranças seus vieram abrindo a porta com tudo.

Natsu me empurrou para o chão, vindo para minha frente.

— Se abaixa! — gritou e começou a atirar na cabeça de cada um.

Um dos homens tentou me pegar por trás e eu dei uma cotovelada num ponto vital, o fazendo se contorcer, me soltei e dei um chute alto, para desnorteá-lo, derrubando-o no chão, peguei minha arma escondida e atirei.

— Agora é sua vez, David, isso é por tudo que tem feito — Natsu avisou, ficando em sua frente com a mira perfeita.

— N-não é minha culpa, isso tudo é culpa do JH, ele que me obrigou a fazer tudo que fiz, por favor, poupe minha vida — implorou, suando frio.

— Se ele mandar você comer cocô, você irá? — ele perguntou.

David ficou sem resposta.

— Boa sorte da próxima vez — avisou e deu um tiro silencioso. — Vamos! — gritou e pegou minha mão, virei para o corredor mais uma vez, vendo a pequena aparecer, meu coração doeu, doeu muito.

O silêncio que tinha foi substituído por música alta e muita gritaria, Natsu saiu me puxando para dentro do carro, ele decidiu que ia dirigir e eu concordei, toda vez que lembrava da pequena, pensava em mim, perder um ente querido, não ter mais com quem contar… Esse era meu caso com meu pai.

— Você está bem? — ele perguntou, dirigindo.

— Sim… — respondi, retirando meu salto e jogando-o na sacola, peguei meu sapato confortável e o calcei. — Só… queria que as coisas fossem diferentes, aquela criança… ela dependia dele.

— Entendo — ele apenas assentiu e ficou quieto, como se quisesse respeitar minha dor, parecia que ele sabia sobre meu passado e não era pouco.

Chegamos no meu prédio e ele parou o carro.

No momento eu estava triste, arrasada e sem saber o que dizer ou com quem contar, meu coração doía em pensar na garota que teve um destino igual ao meu.

— Obrigada — agradeci e abri a porta, pegando minhas coisas, dirigi-me até o portão e parei na mesma hora, quando percebi que o carro estava se movimentando, corri atrás do mesmo e ele parou, surpreso.

Abaixou o vidro da janela.

Você pode… ficar comigo hoje à noite? — perguntei, foi ai que ele ficou mais surpreso ainda, talvez não esperasse aquele convite, muito menos eu esperei fazer aquele convite, talvez o álcool que ingeri estivesse na minha corrente sanguínea ainda, fazendo efeito.

Natsu olhou para frente e respirou fundo, me encarando agora.

— Sim — ele concordou e meu coração acelerou.

Eu podia esperar tudo, menos que ele aceitasse.

Natsu estacionou o carro no lugar certo e veio em minha direção, meu coração começou a bater mais rápido, balancei minha cabeça de um lado para o outro, procurando me acalmar e não ficar nervosa, mas de uma coisa eu tinha certeza.

Natsu Dragneel não era de todo ruim, seu olhar dizia muita coisa sobre ele...

Notas finais
Eu sei que não mereço, mas por faaa, comentem para eu saber que ainda tem alguém que lê ): E se ainda não tá no grupo, tá esperando o quê? ♥ https://www.facebook.com/groups/178366319041101/?fref=ts
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.