Uma história de ação de um garoto comendo macarrão
1 Cápitulo Único
Notas iniciais
Ainda lembro do dia em que ouve aquele massacre.
Era provavelmente uma sexta-feira, exatamente ao meio dia. Eu tinha acabado de nascer, ou assim me iludia, pois sabia que aquele corpo tinha tido uma existência anterior. Existencia essa que tavez tenha tido uma vida bela e tranquila, mas que morreu com muita dor e violência somplesmente para satisfazer o desejo daquele gigante monstro.
Mas minha existência anterior não o satisfez… eu sabia disso… e também sabia qual era o próximo passo.
O lugar onde eu estava era quente e muito umido, vários de meus irmãos estavam do meu lado. O chão era desertico, maseu sabia que não estava em um, afinal desertos são frios de noite e como você deve ter prestado atenção, era meio dia.
Lembro que eu ouvia diversos gritos vindos de fora daquele lugar, também ouvia algo muito alto vindo de um pouco mais longe. Não sei se eram somente sons, poderiam ser aqueles monstros falando, mas ainda assim aquilo me causava arrepios. Um deles se aproximou e logo em seguida uma luz muito forte ofuscou minha visão por alguns momentos, seguida por um grande terremoto.
Senti meu corpo sendo levado para algum lugar e logo que minha visão voltou ao normal mostrando melhor o ambiente ao redor. Então eu fiquei realmente confuso. O calor havia se dissipado um pouco apesar de ainda estar lá. O chão continuava desertico e meus irmãos ainda estavam na mesma posição. Mas como? Eu tinha certeza de que me movi em um grande espaço.
E então começou…
Uma grande lâmina caiu do céu me fazendo olhar para o lado instintivamente e nesse momento o mundo pareceu ficar em câmera lenta. Olhei pro rosto do meu irmão que logo percebeu o que ia acontecer e, deixando as lagrimas rolarem por seu rosto, ele deu um grande suspiro observando aquela coisa que descia com o intuito de ceifar a vida daquele pobre infeliz.
Senti vontade de gritar seu nome quando a lamina finalmete encontrou sua pele e começou a entrar em seu corpo. Ele olhou pra mim e sorriu… um sorriso que tentava me manter calmo, mas só me fez ficar mais desesperado com a situação… por que?…
Seu corpo foi completamente aberto e aquele liquido vermelho começou a sair dele. Senti vontade de chorar mas me segurei fechando os olhos em respeito à sua morte, e naquele momento eu sabia que sua pobre e amável existência estava sendo levada rumo aos céus.
Depois desse breve momento eu finalmente me permiti entrar em pânico sem saber se minha vida seria a próxima. O que felizmente não foi o caso…
Eu quase senti um alivio quando aquela maldita lâmina foi em direção ao meu outro irmão. Logo depois veio a culpa, como eu poderia ter sentido aquilo? Eu sou tão desprezivel assim?
Aquela maldita voltava de tempos em tempos, sempre manchada de vermelho pingando a prova de todas as almas que ceifou. As vezes tirava partes do solo causando eventuais terremotos.
Eu comecei a fugir dela, sempre me apoiando no solo para ser jogado toda vez que ela voltava, até que em um momento meu mundo desabou.
Eu havia chegado na borda…
Então era assim que a vida era, ou eu morria rasgado por aquela lâmina, ou eu caía no abismo infinito... o universo conspirava pela minha morte.
Aproveitei um ultimo terremoto e perdi o chão sobre meus pés.
Caí rumo ao infinito do abismo, e por um único momento me veio o pensamento de que eu ainda era um recém nascido que escolheu morrer para o infinito… haha
— Nossa filho que porquisse é essa? Derramando a almondega no chão… — Disse uma mulher olhando para uma criança.
— Desculpa mãe
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