Uma guerra entre o amor e o ódio.
1 Expresso Hogwarts
Notas iniciais
É uma história SwanQueen.
Boa leitura e espero que gostem!
A vida é muito mais do que nascer, crescer e morrer, obviamente que esse é o curso natural da vida, porém há muito mais entre essas três fases da vida, há uma infinidade de acontecimentos, sentimentos e emoções, que definem o comportamento de alguém.
Quando o destino de uma pessoa é planejado por alguém que não seja ela mesma, as coisas podem ser totalmente diferentes do que se espera. Quais as consequências de fazer o que os outros esperam que seja feito, quais as consequências de seguir tradições antigas de família? Qual o papel de alguém em uma guerra entre o bem e mal? Como definir alguém como só bom ou só mal, se assim como “yng yang”, na luz há escuridão e na escuridão também há luz?
Desde que nasceu sempre foi determinado que Regina Mills seria má, mesmo sendo uma criança era treinada para estar preparada para levar o legado de sua mãe adiante, ela deveria ser temida, deveria abraçar a escuridão como uma velha amiga e ser leal a isso. Não havia opção de escolher outra coisa a não ser poder e ela sabia disso, não havia espaço para fraquezas. Sua mãe lhe contava histórias sobre os bruxos de que ela deveria se espelhar, bruxos esses que mestre nas artes das trevas, ela ouvia atentamente, sabia que esse também seria seu destino, afinal mesmo que ela não quisesse ou entendesse o porquê, esse era o legado de sua família.
Quando sua carta de Hogwarts chegou ela por um momento teve esperança de que tudo seria diferente, que poderia ser livre das ameaças e opressões de sua mãe, pelo menos durante o ano letivo, porém Cora jamais deixaria a filha ir. Ela chorou durante dias até que por um milagre do destino sua mãe resolveu aceitar que ela fosse.
E lá estava ela, esperando o trem que a levaria para longe do tormento que vivia, porém Regina logo percebeu que não seria tão fácil quanto achou, todos que passavam por ela e sua mãe olhavam com cara de espanto por estarem ali, alguns olhavam com medo e repulsa, outros soltavam comentários maldosos. Regina percebeu então que o peso de ser uma Mills era muito maior do que ela pensava.
Quando o sinal para entrar no trem tocou, a ficha de Regina caiu, estava na hora, ela ficaria longe de Cora, porém isso não significava que as coisas seriam realmente diferentes.
— Mãe está na hora, tenho que ir.
— Regina, você é uma Mills, não me decepcione, vá e faça valer o que eu lhe ensinei.
A menina deu sinal de que iria chorar.
— Ora, você não vai chorar, certo? Vá antes que eu me arrependa, não seja fraca!
E assim Regina fez, entrou no trem sem ao menos ganhar um abraço de sua mãe.
Em todas cabines que tentou entrar, as crianças a olhavam com cara feia, mostrando que não a queriam ali, então a menina foi para o final do vagão, encontrando uma cabine vazia para ficar durante a viagem.
Na família de Emma Swan a comemoração foi grande quando sua carta chegou para que fosse para a melhor escola de magia do mundo bruxo, seus pais Mary e David ficaram tão felizes e orgulhosos.
Emma já estava pronta para realizar o seu maior sonho, ela finalmente iria para Hogwarts. A menina passou anos ouvindo as histórias que seus pais lhe contavam sobre suas aventuras na escola de magia e bruxaria, ela sonhava e esperava ansiosamente para que pudesse viver suas próprias aventuras. Era uma menina corajosa e até mesmo um pouco rebelde.
Quando chegou a Plataforma do Expresso de Hogwarts, de repente um medo enorme tomou conta do seu ser, ela queria, assim como seus pais ser escolhida para a Casa de Grifinória, mas e se não fosse? E se fosse para Sonserina? Ela não queria ser do mau.
Seus pais logo perceberam que a alegria da menina parecia ter sumido.
— Emma, minha filha, o que houve? Parece triste de repente. – Foi Mary quem perguntou.
— Eu estou bem mãe, não estou triste só estou com medo.
— Me de que exatamente? – David perguntou, entrando na conversa.
— Medo de não dar orgulho para vocês pai! – Disse Emma, com as lágrimas já com lágrimas escorrendo em seu rosto.
— Isso não possível Emma, nós já temos orgulho de você. – David falou, com sinceridade na voz.
— Vai filha, está na hora! – Mary avisou.
Os três se abraçaram em um momento de carinho familiar, ficaram alguns minutos assim.
Emma demorou tanto tempo naquele momento com seus pais, que quando foi procurar um lugar em alguma cabine não encontrou, teve que ir até o final para achar uma que não estivesse cheia.
Na cabine só tinha uma menina dentro.
— Oi, posso ficar nessa cabine? As outras estão todas cheias. – Emma disse, logo após dar uma batida na porta.
— Tanto faz! – Disse Regina.
“Nossa, que menina grossa.” Emma pensou, mas mesmo assim entrou e sentou no banco de frente a outra menina.
Emma viu que a menina estava chorando e logo se arrependeu de ter pensado daquela forma.
— Eu sou a Emma. Qual seu nome?
— Se você está com pena porque estou chorando e por isso quer puxar conversa, não preciso de sua pena, estou bem.
— Calma, não estou com pena, só queria saber seu nome, mas se não quer conversar, tudo bem!
Regina se arrepende de ter tratado a menina
— Não é isso, é que acho que estar aqui foi um erro. A propósito meu nome é Regina.
— Um erro porque? Hogwarts é o sonho de qualquer um.
— Eu sei, também era meu sonho, mas as pessoas não me querem aqui. – Regina disse, já chorando novamente.
— Como não querem você aqui? Eles nem conhecem você ainda e não chora, logo chegamos à escola e vai melhorar.
— Não me conhecem, mas conhecem minha família, Emma.
— E o que tem sua família?
— Todos a temem, eu sou uma Mills.
— Você é uma Mills? – Emma pergunta como se não tivesse escutado o que Regina falou.
— Sim, eu sou.
— Ah. – Foi só o que Emma conseguiu dizer.
Depois dessa conversa não restou nada além do silêncio.
Notas finais
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