Uma galáxia-INTERATIVA
4 Nosso passado tem que permanecer no passado
Notas iniciais
Aaron Johnson não tinha medo de espaços pequenos, mas depois de ficar preso pela redoma de vidro não queria ficar em lugares pequenos tão cedo, talvez tivesse adquirido aquele medo para sua coleção.O garoto de cabelos ruivos e de shame que Rosie confundira com azul por causa da luz se levantou e respirou fundo, a muito tempo as garotas tinha o deixado sozinho, Rosie fora a ultima que dirigira a ele um olhar preocupado antes de sumir.Por alguns momentos o garoto se permitiu lembrar de Kelieve e de sua vida antes da explosão, mas as lembrar do ocorrido vinha a tona.
Estava na janela da enfermaria esperando sua mãe acabar ser turno, olhava para todo aquele “céu” preto com milhares de pontos brancos que eram as estrelas, pensou na Terra e como esta deveria ser diferente daquilo, céu azul, e cheio de nuvens, estações do ano e árvores verdes por toda a parte, era triste pensar que nunca veria isso, e que isso provavelmente não existia mais, sabia que as cinco guerras mundiais tinham acabado com o mundo, por mais que as primeiras duas tenham tido pouca importância para a destruição do planeta. Ouviu sua mãe chamar seu nome, se virou para sua mãe e de repente ouviu um grito e uma explosão. Seus olhos ficaram cheios de pontos escuros e então desmaiou. Quando acordou sentiu todo seu corpo dolorido, e seus olhos pesados, com muito esforço abriu os olhos e deu de cara com uma medica de cabelos pretos, está lhe contou da explosão e que ele tinha sido aceito para a missão, quando perguntou sobre sua mãe a mulher disse não saber de nada, e então Aaron dormiu novamente.
Era frustrante pensar que tinha dormido por 26 anos, sem saber se sua mãe tinha morrido na explosão daquela tarde, se teria morrido depois quando os sistemas de sobrevivência falharam ou se as naves teriam se recuperado dos danos e sua mãe estaria viva. Tentando afastar todos aqueles pensamento abriu as gavetas embaixo de seu pedestal e encontrou uma mala com roupas, vários materiais para fazer explosivos, seu relógio e uma lança que tinha colocado para ele, o garoto pensou em deixa-la no lugar onde encontrou, mas decidiu não arriscar sua vida apenas por preguiça de leva-la consigo. Quando pegou a lança que se encolheu se tornando uma faca com um cabo arredondado, o garoto colocou no cinto de suas roupas comuns e saiu daquela sala onde as garotas conversavam.
Peter August Stevens acordou logo em seguida, esperou que a redoma levantasse totalmente e se sentou, o rapaz tinha cabelos pretos lisos que eram levemente revoltados por natureza, queixo quadrado e olhos pretos que brilhavam, estava tão próximo de seu objetivo, descobrir com era aquele mundo, e poder ser útil para uma grande causa. Estava nú da cintura para cima, pegou uma blusa azul marinho e colocou rapidamente quando ouviu passos, começou a mexer em sua mala ciente que alguém o observava.
–Oi, meu nome é Peter- disse olhando para cima, encontrou uma garota com rosto de garotinha, cabelos da mesma cor da areia e olhos azuis quase cinza que lembravam um mar revolto,pele branca e traços delicados. Enquanto o rosto parecia inocente o corpo da garota mostrava exatamente o contrario tinha um corpo com curvas, e usava roupas normais que lhe davam um ar de adulta. Botas sem salto pretas, calça jeans escura e uma regata verde colocada sem ser vulgar.
– Madelinne Marie Martin, mas pode me chamar de Maddie.
–Triplo M- percebeu Peter sorrindo com sua constatação.
–Como assim?- perguntou a garota arqueando as sobrancelhas e cruzando os braços na frente do tórax.
–Seu nome é composto por três M- explicou o rapaz, a garota se limitou a revirar os olhos e dar as costas para ele.-Por que você está saindo assim, gata?
–Por que acho que tem pessoas mais interessantes para falar- disse a garota se virando para ele, pela primeira vez o rapaz percebeu que a garota tinha um nariz levemente arrebitado e um jeitinho de mimada.
–Desculpa se eu não agrado a filhinha de papai- disse abrindo uma de suas gavetas e pegando duas pistolas, lembravam muito ACE23, M240B da nossa atualidade, mas ambas eram prateadas e bem mais evoluídas. Pegou uma caixinha com varias plantas secas que serviriam para fabricar remédios e colocou-a na mochila enquanto as pistolas ficaram uma de cada lado de seu cinto, quando se levantou percebeu que a garota ainda o olhava, então disse:-Sou tão bonito assim para você ficar me olhando assim, se quiser nós podemos sair um pouquinho dessa nave, não seria uma sacrifício tão grande te beijar.
–Como você se atreve, seu....- disse tentando procurara uma palavra para descrevê-lo, por fim disse:- grosso.
Peter viu a garota marchando para a outra sala, e apenas deixou uma risadinha sair de seus lábios, então passou os olhos pela sala até encontrar em um canto algumas armas extras pegou um machado grande e com lâmina vermelha e apoiou no ombro andando até a outra sala.
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