Uma galáxia-INTERATIVA
15 Você nunca estará solitário 2part
Notas iniciais
Rosie olhava atenta por cima do ombro de Niko o computador, devido a sua baixa estatura era difícil, mesmo o garoto estando sentado.
–Caramba onde ela deixou esse arquivo?-questionou Niko irritado, a garota de olhos puxados apenas deu de ombros e continuou vendo o que se passava na tela.-Espera ai, o que é isso?- o garoto arregalou os olhos ao ver algo na lixeira, era um documento recentemente aberto e não era muito grande, por isso tinha passado despercebido pelos programas de varredura que o garoto mandara rodar na maquina.-Vou restaurar o documento.
O documento logo foi restaurado, sumindo da lixeira, Niko tentou procura-lo pela maquina, mas parecia que era quase impossível, então rodou o programa de varredura mais uma vez. Dessa vez o documento foi achado, mas quando o garoto tentou abrir o computador pediu uma senha.
–Uma senha com cinco caracteres, o que pode ser?-o garoto olhou para Rosie a procura de resposta, mas está não tinha nenhuma ideia do que podia ser, então o garoto tentou algumas senhas comuns como uma sequencia aleatória de números ou uma alguma palavras, mas nenhuma delas funcionava.
–Acho melhor perguntar para o Jon- disse Rosie pegando o comunicador para falar com o rapaz, explicou toda a situação, e perguntou se o rapaz tinha alguma ideia de qual seria a senha.
–Eu sei qual é a senha- disse o rapaz parecendo um pouco chateado.- Digita Elisa tudo em letra maiúscula.
Niko ouvia tudo sem muita confiança, mesmo assim digitou o nome, e apertou o entender. Abismado o rapaz percebeu que tinha entrado naquele arquivo.
..................................................................................................................
Jon ouviu Niko gritar entusiasmado do outro lado, e desligou o comunicador devolvendo-o para seu lugar de origem, o em um de seus ombros. Andava ao lado de Fernanda, seguindo os passos de Alissa que tinha um rastreador. Estavam todos sem mascara, já que durante a primeira missão Alissa e o resto do grupo tinham conseguido fazer algumas varreduras rápidas no ar, enquanto procurar Peter, e descobriram que o ar era muito semelhante do existente na Terra por mais que o nível de oxigênio fosse um pouco maior ajudando todos a respirar melhor.
–Será que tem muita gente morando lá?-perguntou Nanda entusiasmada com a perspectiva de poder conhecer pessoas novas, parecia errado e puro pessimismo achar que seus colegas eram os últimos humanos fora da Terra, mas até descobrirem aquela nave ela achava aquilo, afinal não existia nenhuma evidencia da sobrevivência de qualquer pessoa das três naves.
–No máximo cem pessoas, é uma nave muito pequena para comportar mais do que isso- disse Aaron que andava atrás da garota, Nanda assentiu com a cabeça e começou a andar em silêncio.
“Essa descoberta não melhorou muito o humor de todos” percebeu Nanda analisando o modo rígido que Alissa andava, os passos tímidos de Aaron e a tensão no rosto de Jon, se bem que Jon parecia nervoso por causa das informações que recebera pelo comunicador.
O grupo caminhou um pouco mais até que Alissa parou bem a frente de todos encarando o caminho a sua frente onde o espaço entre as árvores parecia se abrir, todos a alcançaram e ficaram pasmos.Estavam em um pequeno morro que dava para um campo gramado até onde poderiam ver, e lá um grupo de humanos plantavam, crianças corriam brincando, casas de madeira estavam organizadas em fileiras no meio do campo longe das árvores como para evitar ataques, e uma nave de porte médio estava pousada. Eles tinham achados os seus semelhantes, não estavam sós, na verdade estavam bem longe disso, naquele pequeno povoado deveriam ter mais de trezentos humanos.
..........................................................................................................................
Lá no povoado todos estavam trabalhando ou brincando, menos Judy que se encontrava sentada em cima da nave, já que tinham um enorme prazer em estar em ficar mais alta do que tudo e todos. Olhava o lugar que os recém chegados estavam sem realmente ver já que era cega, seus olhos tinham sido um dos menores pagamentos que ela tinha pago por seus “poderes”.
–Ian- saldou a garota quando o amigo se aproximou dela, o rapaz ainda ficava assustado com a intuição da garota, por mais que fosse surpreendente, e as vezes até pavorosa, ele nunca realmente acreditou que a garota tivesse poderes.
–Oi, pequena- disse o rapaz de cabelos pretos, pele morena, e olhos amarelos que lembravam muito os dos gatos que apareciam durante a noite. O rapaz se sentou ao lado da garota sentindo o metal que ficara exposto ao sol durante metade da manha embaixo de si, eram um pouco quente, mas não chagava a incomodar.
–Eles estão aqui- disse a garota apontando para o lugar onde o grupo de recém chegados estava, Ian olhou para o lugar e viu um relance como se alguém estivesse se escondendo.
–Realmente tem algo ali, vou ver o que se passa, fique aqui- mandou o garoto já na ponta pronto para pular, mas percebeu que a garota também se levantava.-Eu acho melhor ficar aqui, sua mãe não vai gostar que....
–Ela não é minha mãe, a minha mãe morreu a 600 anos na Terra onde é meu lugar, só por que essa mulher me criou desde que me descongelei não quer dizer que sou filha dela- disse a garota ficando levemente irritada, odiava quando diziam que a capitã era sua mãe, Judy sabia que apenas era mais um brinquedinho nas mãos daquela mulher, um brinquedo que poderia ser descartado a qualquer momento.
–Venha se quiser, mas é por sua conta e risco- disse o garoto revirando os olhos, a garota apenas sorriu e pulou antes do dele que ficou parada por um segundo antes de segui-la, os dois correram apresados até a base do morro onde um grupo de militares se exercitavam, no comando estava Sirius Gregorian Tarteline, o capitão da esquadrão militar, quando os dois passaram o rapaz segurou o pulso de Ian, o parando.
–Por que tanta pressa? O que aconteceu?
–Achamos que existem pessoas no topo do morro- disse o rapaz apontando para o topo do morro com o queixo. Sirius tinha uma resposta na ponta da língua, mas Judy respondeu:
–Eles não são nenhum dos nosso- o rapaz de cabelos castanhos bem escuros, e olhos turquesa ficou impressionado com a garota, era realmente fascinaste o seu jeito de prever os movimentos ou falas dos outros como se pudesse ver o futuro, mas é claro que não podia, poderes não existiam.- Você tem uma tatuagem fascinante, não é mesmo?- o homem se assustou ao perceber que tinha agarrado o braço de Ian com a mão de sua queimadura, uma queimadura que conseguira devido aos seus anos de roubo e rebeldia, o símbolo dos ladrões com o qual tinha sido queimado. Mas o mais estranho era que seu braço estava enfaixado escondendo aquilo e que aquele símbolo era desconhecido para quase todos. “Como ela sabe?” ele pensou, mas decidiu deixar isso de lado e ir com os dois descobrir quem eram aqueles humanos desconhecidos.
...........................................................................................................................
Dey encaixou o ultimo cano na torre, quer dizer na base da torre, aquela torre de transmissão deveria ter doze metros, mas tinha apenas três até aquele momento, o grupo teria que fazer mais algumas viagens para trazer outras malas, mas mesmo que fizessem mais duas viagens não acabariam naquele dia, por isso a garota decidiu que eles poderiam caminhar bem divagar até a nave, almoçar lá junto com os outros e depois voltar com mais um grupo de malas, contou sua decisão para todos que se animaram com a expectativa de almoçar uma comida quente junto com os outros, quando a garota tentou se comunicar com a nave não ouve nenhuma resposta, mas supôs que estivesse muito longe para o sinal funcionar, era exatamente por isso que estava construindo aquela torre.
Então o grupo partiu em direção a nave.
.........................................................................................................................
Sebastian foi uma das poucas pessoas que viu um grupo de três pessoas sumir em direção ao morro, o garoto ficou realmente curioso para saber o que se passava lá em cima, corria pelo campo para chegar até morro quando esbarrou em uma menina, os dois caíram um para cada lado já que nenhum deles eram muito forte para segurar seu próprio peso e o do outro. A garota era Melissa, tinha uma altura mediana, cabelos castanhos e olhos da mesma cor assim como uma pele dourada que atraia muitos olhares. Mel se levantou e ajudou o garoto baixinho, de pele escura, mas que não chegavam a se igualar com o breu das noites, e com cabelos pretos e olhos verdes fascinantes, a se levantar.
O garoto olhou para a garota por um segundo antes de voltar a seguir seu caminho, Mel muito curioso seguiu o garoto.
E foi assim que tudo começou....
Fale com o autor