Notas iniciais
Oi, pessoal como prometido a segunda parte chegou.

Um ano atrás:

Ter um pai dentista torna a Páscoa um feriado bem entediante, Aaron sempre foi mantido longe dos chocolates, não que ele se importava muito, sendo assim passava todo o feriado no laboratório central de Kelieve, e aquela páscoa não era uma exceção. Estava mexendo em algumas pesas, para construir uma bomba, quando ouviu um grupo entrar, o garoto não se indignou a virar apenas se manteve atento no experimento, afinal se colocasse um pouco mais dos materiais poderia acabar explodindo toda a nave.

–Quer ajuda?- perguntou uma voz ao lado de Aaron, o garoto de cabelos ruivos quase deixou o pequeno dispositivo que estava em sua mão cair.

–Não, você quase atrapalhou o que eu estou fazendo e colocou a vida de todos nessa nave em risco- grunhiu o para o rapaz ao seu lado, esse tinha barba e cabelos pretos levemente bagunçados e um sorriso amigável, seus olhos escuros transmitiam tanta confiança que Aaron se sentiu pequeno.

–Me desculpe, só achei que você quisesse ajuda- disse o rapaz se afastando um pouco, mas então se virou e disse:-Alias você está fazendo isso errado a quantidade todo seus produtos químicos estão errados.

–Como?- perguntou o ruivo levantando as sobrancelhas levemente, o outro foi até ele, pegou a lista de produtos químicos e começou a fazer algumas contas.

–Entendeu?- questionou o moreno após passar alguns conceitos para o outro rapaz.

–Sim, obrigado- disse o ruivo levemente envergonhado por ter cometido um erro não bobo-, e desculpe por ter brigado com você.

–Não foi nada- disse Peter saindo andando em direção ao refeitório, adora a páscoa principalmente por causa dos doces. Esperou na fila até ser atendido, pegou a comida e seu ovo e andou até uma mesa onde sua irmã estava.-Oi, Pestinha- disse desarrumando todo o cabelo da garota com uma mão e colocando a bandeja na mesa com a outra mão.

–Para, Peter- gritou a garota rindo levemente, seu irmão então parou e se sentou ao seu lado enquanto ela passava as mãos pelo cabelos os bagunçando.- Você é um gordo- disse a garota olhando para o prato do irmão, não era realmente grande, mas a garota aproveitava qualquer chance de irrita-lo.

–Pelo menos eu não como igual a um passarinho.

–Sabia que “comer igual a uma passarinho está errado”?- perguntou a Patrícia para seu irmão, mas sem esperar uma resposta explicou o porque:-Tecnicamente os pássaros comem muito, só que muitas vezes durante o dia em quantidades pequenas.

–Legal, agora tenho que achar outra coisa para te comparar.- O garoto fingiu pensar um pouco e então disse:- Uma cobra, elas comem um ratinho por vez mês, já que demoram todo esse tempo para digeri-lo.

–Que nojo- disse Pattie fazendo cara de nojo.

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Dois anos atrás:

Rosie não conseguia se lembrar de nenhuma páscoa que tivesse se divertido ou mesmo que seu pai não tivesse pegado uma garrafa de vinho de seu estoque, e se trancado em seu quarto para beber. Sua mãe tinha nascido na páscoa, e esse dia era um marco de tristeza para a família Rowley já que todos se culpavam da morte dela, mesmo que no fundo a culpa não tivesse nem sido de Rose ou do pai da garota, mas da fragilidade de Hanako que não conseguira sobreviver no parto de sua filha.

A garota de olhos puxados e cabelo preto estava sentada na sala olhando para a TV desligada, quando ouviu algumas batidas na porta, gritou para que a pessoa abri-se a porta já que a única pessoa que vinha atrás da família Rowley naquele dia do ano era sua tia, Sayuri. A mulher entrou e sorriu para a sobrinha, era a irmã mais nova de Hanako, e sentia uma divida imensa por toda ajuda e esforço que a mulher fizera por ela, assim pagava essa divida cuidando de Rosie como se fosse sua filha.

–Tenho um presente para você- disse a mulher se sentando ao lado da sobrinha que se aninhou a ela colocando sua cabeça no ombro da mulher.

–O que é?-questionou a garota, os presentes de sua tia sempre eram interessantes, a garota tinha um privilégio de vir de duas famílias muito poderosas, que tinham tesouros guardados dos tempo quer os humanos ainda viviam na Terra e de vez enquanto um desses tesouros cai em suas mãos.

Em resposta sua tia lhe entregou um livro, a garota passou a mão pela capa simples, era de uma madeira rústica e pouco decorada, sem nenhum titulo a vista não se podia saber do que se tratava, então a garota o abriu. Era um livro sobre plantas, cheios de desenhos coloridos e informações sobre cada espécie. Naquela páscoa Rosie devorou aquele livro como nunca tinha feito antes com qualquer outro livro, como se de alguma forma soubesse que aquilo seria importante em algum momento, só não pensou que o momento estivesse tão perto.

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Quatro anos atrás:

Maddie corria pelos corredores da nave carregando alguns ovos ao lado de Cody, seu irmão mais velho, os dois tinham roubados alguns ovos da cozinha, onde a mãe dos dois trabalhavam, e tentavam achar um esconderijo para deixar seus ovos, decidiram então ir horta hidropônica, caminharam entre as colunas de plantas até acharem um lugar embaixo das árvores de limão onde se sentaram colocando os ovos no chão ao lado deles.

–Eu vou trazer a Justice, você fica aqui cuidando dos ovos- avisou seu irmão se levantando e indo atrás da irmã mais nova, Maddie ficou lá olhando para as plantas, até perceber que estava sendo observada, a sua direita um garoto de verdes, e cabelos claros estava encarando-a.

–Oi- cumprimentou a garota observando o rapaz, que deveria ser no máximo um ano mais velho que ela, o rapaz sorriu e apontou para os ovos.

–Roubar é feio.

–Olha quem fala- disse a garota reparando que da mochila do rapaz dois ovos quase saltavam.

–Quer trocar?- perguntou o rapaz dando de ombros.- Esses são com avelã, e eu não gosto.

–Claro, eu adoro com avelã- a garota então pegou dois ovos dos seus e entregou ao rapaz que entregou os seus dois.

–Ovos, ovos- gritou uma voz de criança, o rapaz arregalou os olhos enquanto Meddie apenas revirou os olhos.

–É a minha irmã, ela é assim mesmo- naquele exato momento uma garotinha apareceu era um versão menor da irmã, cabelos loiros e olhos azuis quase cinza, era uma garota especial, tinha uma doença mental que a fazia agir como uma criança de dois anos em um corpo de sete, mesmo assim os irmãs a amavam assim como todos que a conheciam.

–Tenho que ir- disse o rapaz correndo, seu nome era Christian Lemon, mas todos como Chris.

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Cinco anos atrás:

Morar com uma mulher que sempre diz que seu nascimento foi “o pior erro da minha vida”não era fácil por isso na páscoa Alissa simplesmente sumia de casa e passava o tempo inteiro com seu pai, e naquela páscoa não foi diferente.

–O que está fazendo aqui?- perguntou seu pai ao abrir a porta, a garota o abraçou.

–O que eu sempre faço na páscoa? Passo o meu tempo com você- disse a garota parando de abraçar seu pai e entrando na casa dele.-Você precisa arrumar esse lugar- aconselhou a garota colocando as almofadas no lugar e tirando uma pilha de livro do sofá e as colocando na mesinha de centro.

–Eu pouco tempo e muito trabalho, mas sempre acho um tempo para você, não é mesmo?- respondeu o homem, e indo até uma cafeteira:-Quer café?

–Sim- respondendo ambas perguntas.Seu pai então preparou o café, entregou uma xícara já adoçada para ela, enquanto a sua estava sem açúcar, se sentou ao lado da filha e ligou a Tv. E assim passaram aquele manha de páscoa.

Notas finais
Bem, ontem a noite, um hora + ou - depois de eu postar o capitulo passado, ligaram do veterinário falando que a minha cachorrinha morreu, então esse capitulo saiu bem ruizinho por que eu não estava animada e com muito sono (por motivos óbvios) então pessoa peço a compreensão de vocês se nessa semana os capítulos saírem desanimados ou mesmo sumirem, mas eu prometo que não vou abandonar essa fic, só que eu não estou com condições de escrever (esse capitulo só saiu por que eu tinha mais da metade dele pronto), então espero a compreensão de todos. Cup