Enquanto Ken tentava não sobreviver ao seu primeiro fim de semana com os filhos, Yamato também enfrenta suas dificuldades com Methew, o menino só tinha dez meses, mas não estava deixando o papai ensaiar, o pequeno não tirava sonecas e virava o rosto quando o papai lhe oferecia comida.

Era a primeira vez desde o nascimento que o músico ficava às sós com o filho, ainda se enrolava para trocar as fraldas, o músico tentou o que tinha, a gaita, até mesmo o notebook com músicas de ninar foi usada, mas nada fazia o bebê se calar, o que fazia Yamato se perguntar o que a esposa fazia enquanto ele estava nos palcos, as chamadas de vídeo Methew já parecia outro, era risonho e tentava pegar o aparelho.

A campainha toca insistentemente e Yamato coloca o bebê na cadeirinha e chega a porta se surpreendendo, um homem loiro alto, segurando uma menina loirinha de vestido de camadas e rosa bebê com oculos escuro de coração, com uma Budmon, parecia um botão de flor, com uma calda em formato de folha, e trazendo pela mão um menino loiro, também de óculos escuros, usando um clássico macacão jeans e camiseta azul, trazendo Patamon na cabeça e um Tokomon no colo.

— Takeru? Perguntou Yamato.

— Onisan, nossa como faz tempo. O irmão caçula de Yamato, agora era formado em letras, lançou o livro sobre as aventuras no digimundo e alguns contos a parte com as histórias dos parceiros e seus digimons.

— Férias longas essas suas. O mais velho ia bronquear, mas olhou a criança em seu colo olhando ao redor. — Agora entendi porque sumiu. Gabumon, Palmon adivinha quem apareceu.

Os digimons descem e observam, logo começaram a matar a saudades do amigo e conhecendo os novos digimons.

— Faz bastante tempo que eu não vejo mais os meus amigos. Patamon os abraçou.

— Isso é culpa do seu parceiro… Takeru, o que foi essa? Você se formou e simplesmente pegou o presente e… Deu cria.

— Ah, não oniisan, as crianças vinheram depois, planejados, eu e a Cather, a minha esposa…

— Que lindo o garoto some, se casa, tem filho e não liga nem pra dar oi. Ralha o mais velho magoado.

— Que isso Yamato? Tudo foi acontecendo depressa, eu fiquei por lá por causa do vovô e a seis anos nasceu o Tenshi, filho pode tirar os óculos, não ta sol. Takeru tenta tirar os óculos da menina também, mas essa chilica.

— E a três anos veio a Charlotte Marrie, pode chamá-la somente de Marrie. Apresenta Takeru. — Nossa, pelo jeito eu também sou tio. O mais novo apontou para a fralda no ombro do irmão.

— Isso? É eu a Mimi-Chan tivemos nosso primeiro filho, o Methew.

Os irmãos sentaram para conversar, e matar as saudades, era como ter o irmão no colo novamente, só que agora de vestido, Marrie puxou muito do perè, mas os cachos e o sotaque com certeza era da mãe, Tenshi estava curioso com o bebê e queria segurar.

Takeru explicou que Catherine estava para abrir uma filial da sua loja de sua grife no Japão, isso demandava tempo e por isso Takeru acabou ficando com os filhos, a mãe de Catherine foi contra essa ida da loira, assim como era contra o casamento, mas Catherine só fazia o que tinha vontade, as crianças até amoleceram a mulher, mas ainda rolava umas implicâncias, Catherine ia arrumar a documentação e isso queria dizer que o escritor estava de volta às raízes, o desafio agora era apresentar a família aos pais, depois de anos completamente desaparecido. Yamato oferece uma cerveja para o irmão.

— Oniisan eu não bebo quando estou com as crianças. Takeru rejeita a bebida.

— Por que, tá amamentando? Pentelhou o mais velho.

Enquanto isso, na residência da família Ichijouji…

Mai saiu do quarto olhando cuidadosamente para o lado onde ficava o quarto dos pais e sai com Poromon no colo, de fininho levando uma pequena bolsa nas costas, mas acabou dando de cara com algo em sua frente e quando olha para cima, seu pai a olhava.

— Eu não tava fugindo papai! Se defende a pequena.

— Eu sei que você não perdeu todo o juízo, eu ia te levar o almoço, mas aproveitamos e conversamos. Ken aponta para o quarto da filha a levando de volta, segurando a bandeja.

— Viu eu avisei pra… Mai fecha o bico da ave em seu colo.

— Mai agora todos estamos mais calmos, o que aconteceu ontem? Questionou Ken.

— Papai é sobre aquela cobra lá no parque não é? Perguntou Mai.

— Mai-Chan… Minha filha com que frequência você faz esse tipo de travessura, se bem que eu não defini bem como chamar a presepada de ontem, Mai… Não foi você quem disse que elas são amigas da sua mãe, acha que ela ia gostar de saber que encheu o cabelo e a roupa dela de barro? Perguntou Ken.

— Se tivesse sentando mais perto teria ouvido, a mamãe se senta do lado delas, não lá longe. Explica Mai pegando o hashi.

— Minha filha a sua mãe é mulher, eu não ia sentar em meio a um monte de mulheres casadas e com crianças, o que quer dizer que eu ouviria? Perguntou Ken.

— Toma! Mai entregou um pequeno gravador, Ken colocou para tocar sem perceber Toushin logo atrás.

— Isso é mentira… Não é? Perguntou o violáceo um pouco confuso.

— Crianças, eu vou repetir de novo, a mamãe só foi relaxar um pouco, ela foi se divertir, ela precisava e vem cá, ela não tinha assunto. Explica Ken.

— E precisava ser uma mentira? Eu não consegui me segurar, ela falou demais quando disse que minha mãe largou a gente com o senhor e agora você era pai solteiro enquanto minha mãe caia no mundo. Mai infla as bochechas ao se lembrar.

— Isso aqui fica comigo, come e eu vou ver se eu relaxo o castigo, se bem que… Ken pega a pequena mochila onde só havia um tablet e celular e um urso, do lado de fora o D3. — Sabe Mai, na rua não costuma a ter sinal livre e nem muito bom. Pentelha Ken.

— Você ia fugir? Questionou Toushin.

— Eu só ia andar um pouco. Bufa a mais velha.

— Mai-Chan você devia ter me contado, olha você apenas estava defendendo a sua mãe…

— E você também, você não vai me obrigar a me desculpar, vai? Pergunta Mai.

— Se fosse em outra situação sim eu ia, mas nesse caso em especial, deixa ela comigo.

Os filhos o encaram e Ken beija a cabeça da filha, Ken admitia ali que a casa precisava de algumas mudanças, resolveu começar pelas teias, era bem complicado pedir isso aos monstrinhos, mas compreensivo Miyako recebia visitas e Ken sabia perfeitamente que quando queriam as pessoas podiam ser ruins, julgavam sem saber e nem queriam, fora que o motivo principal era a preocupação com as crianças, Ken sabia que as teias eram incapazes de sustentar o peso muito tempo, era útil para prender em alguns casos, mas somente para isso, no caso da mulher que se dizia amiga da sua esposa, ela viu um homem com seus filhos sem a esposa e já tratou de despejar a inveja que continha, isso magoava e podia levantar duvidas e medos nas crianças, no momento Ken decidiu não ligar para Miyako isso estragaria a diversão da violacea.

O detetive pediu para seu digimon parar de grudar suas teias pela casa, podia e devia brincar, mas sem levar Toushin, Mai ou Takuji pelo teto presos as teias, escalando, eles tinham jogos, brinquedos e o parque tinham brinquedos apropriados para eles escalar, Wormmon entendeu e prometeu que falaria com Minomon, naquele momento, Daisuke ligou para o amigo, queria saber se ele já havia baixado a pena da filha.

— Muito engraçado Motomiya, mas o que pensou? As crianças não vão querer ficar só dentro de casa.

— Calma ai Ichijouji ao invés de fazer zona na nossa casa, como eu acho que vai ser… Hikaru eu já falei para não ficar dando mortal em cima do sofá, Tailmon dá pra ajudar. Reclama o ruivo.

— Ué o pai dele não é você não? Tailmon se espreguiça na almofada.

— Ai, essa foi pesada, essa gata não mudou nada. Pentelha Ken.

— Ichijouji creio ter a solução dos nossos problemas, podemos reunir as crianças para uma tarde toda fora de casa, sabe lugar onde eles não podem tocar fogo.

— Tocar fogo? Olha os meus são arteiros, não param quietos, mas tocar fogo?

— Longa história, mas ninguém se machucou, só cortei o cabelo do Hikaru, a Hikari-Chan nem vai notar. Ken até desautoriza Miyako com certa frequência na casa, mas até ele sabia que essa mentirinha tava longe de dar certo.

— O que pensou, praça?

— Não, eles logo iam enjoar, começar a pedir pra ir pra casa, eu pensei em um playground interno Kid-O-Kid em Yokohama.

— Playground interno, Motomiya-San… Você ta falando de juntar os nossos filhos com os dos outros, você tem noção mesmo onde está se metendo? Perguntou Ken.

— É claro olha que legal, eles vão se conhecer, vão encontrar crianças novas e podem correr livres sem quebrar nada. Daisuke se empolgou.

— Motomiya, eu…

— Anda cara, é um preço pequeno a se pagar, as crianças ainda vão dizer as mamães que se divertiram muito.

— Motomiya você está me levando a mal eu não to falando pelo dinheiro, e sim porque meus filhos, ah eu nunca levei eles nesses lugares sozinho.

— Anda paizão, você pode compartilhar com a gente toda sua experiência, até porque você e o esfregão de óculos não descobriram para que a camisinha serve. Provocou Daisuke.

— Ok, pelo menos podemos sair um pouco com eles. Concorda Ken.

— É isso ai, que tal bater uma bola um dia desses? Faz tempo! Daisuke olha a foto do time.

— Faz mesmo, vamos ver, por hora creio que a Mai-Chan já esfriou a cabeça, acredita que ela ia fugir. Ken contou.

— De onde essa projeto de Miyako tirou isso? Pentelhou Daisuke.

— Então estamos certos, será os seus, os meus, os nossos. Afirma Ken.

— Por curiosidade, porque diabos a sua filha atacou as fofoqueira do parque.

— Você respondeu, ela ouviu elas fofocando e estourou, eu te conto la no Playground. Ken se despede.

As mulheres não faziam a menor ideia do que os maridões estavam para aprontar, para Hikari, Daisuke estava cuidando bem dos filhos, já que os filhos não brigavam, para Mimi, Yamato estava sendo babão com Methew sem problema algum, Miyako já imaginava o quarto do casal devia estar parecendo um acampamento as crianças deviam estar fazendo a festa lá, Sora acarinhava a barriga, mesmo ouvindo todo tipo de histórias malucas sobre os filhos das amigas, ela não escondia a ansiedade, queria saber se era menina ou menino, se tinha puxado para ela ou para Taichi, mesmo com algumas preocupações as meninas aproveitavam a massagem, lembravam dos maridos, dos filhos, mal tinham ideia que os maridos também estariam todos reunidos.

A máscara de carvão no rosto parecia estar levando os estrasses das últimas semanas e dos anos, Mimi soltava umas piadas com o massagista, o deixando sem graça, a castanha realmente não tomava jeito, amava envergonhar, e fazer piadinhas de duplo sentido.

O massagista começava a ficar sem graça, pois viu a aliança no dedo da mulher, que deu uma provocadinha básica, lambendo os lábios e mordendo, o homem tentou fechar os olhos enquanto a massageava, Mimi consegui arrancar gargalhadas da amigas, empinou o bumbum deixando o massagista vermelho como se tivesse ele saindo da sauna, o rapaz pediu licença.

— Mimi-Chan você não presta, meu kami, tadinho. Hikari ria.

— Anda teacher… Hikari cora.

— Qual é? Não foi deitada com essa cara de sono que conquistou o marido. Pentelha Mimi piscando.

— Hikari morde os lábios e olha para Mimi. Com tal pensamento sorri.

— O que acontece aqui, morre aqui. Pisca Miyako.

Hikari aproveitou o alcance do seu celular, no começo acabou selecionando a playlist dos filhos, musiquinhas ensinando o alfabeto, cachorrinhos, preservar a natureza. — Eu preciso distrair eles se não dão paz, achei. Hikari seleciona a música e acaba balançando o bumbum no ritmo deixando o seu massagista totalmente sem graça olhando aquele bumbum branquinho, com alguma estrias, mas nada que fosse horrível de olhar, a mulher tinha passado por duas gravidez, o rapaz cobriu a castanha com a toalha para não ser obrigado a olhar e Hikari tenta, mas não aguenta e solta a gargalhada.

Miyako acaba aproveitando a proximidade com a maca e dá aquele empurrão para vergonha ser pior, a violacea tocou o pé no massagista o desconcertando;

— Meu kami, nos segura baixou o espírito de quinta série na gente, vamos ser expulsas. Miyako ria com as meninas.



Ken subiu para o quarto da filha.

— Vim ver se ainda estava ai! Ken olha enquanto balança Takuji.

— Eu tava guardando o que eu botei na mochila.

— Mai-Chan, você pode sair do castigo, até porque já ficou provado que o motivo foi nobre, mas da próxima deixa que os adultos resolvem. Ken aconselha e Mai concorda correndo para abraçar o pai.

— Não vai ser nada fácil princesa, mas talvez tenhamos que mudar umas coisas, para sua mãe não precisar de uma folga dessas por mês. Afirma o patriarca.

— O que quer dizer, olha eu só brinquei uma vez nas teias…

— Com o Wormmon eu já conversei, e limpei a baderna, o Toushin precisa andar com as pernas não grudado nas paredes e no teto, e fora que eu nem tinha percebido, a casa tava igual casa mal assombrada. Adverte o detetive, acarinhando o caçula. — Eu to falando é que começando por hoje, Mai você, o Toushin e até o Takuji, cada um nessa casa tem o seu próprio espaço, você dormia com a gente quando morávamos no apartamento perto da Miya, no começo, quando éramos somente nós, mas era necessário não tinha espaço, todos pegamos manias, menos a sua mãe, ela chega cansada e eu também, Ken olhava a filha que estava com uma expressão incrédula, ele não ia contar sobre a rígida e fria educação que teve, se limitou a lembrar do pequeno apartamento onde a família começou.

— Mas papai você sempre…

— Eu sempre deixei, Mai… Tenta entender que não fizemos esse quarto só para brincarem ai, posso contar com você? Ken abaixa na altura da filha.

— Eu vou sentir falta de dormir no seu colo.

— Mai eu não to pedindo para se afastar, longe disso, meu colo vai ser sempre seu, só te peço para dormir na sua cama, o Toushin na dele e o Takuji-Kun também no próprio berço, ninguém vai pisar ou bate o pé na cara de ninguém, e eu não deito mais em cima do seu braço, isso deve ter doido, você e todos vão dormir bem. Ken senta e Mai o abraçou.

— Doeu, o senhor e grandão e forte, mas porque isso agora? Perguntou a menina.

— Mai, creio que fazia tempo que sua mãe queria isso, mas eu não tinha coragem de tirar vocês dali, e ela não queria tratar vocês mal, enfim, aguentamos, mas se passar essa semana e os três estiverem dormindo nos quartos, sem levantar para ir para o nosso, na sexta vamos sair todos, para o playground interno, vamos passear com nossos amigos, e os filhos deles, o Daiki, o Hikaru, os filhos do Takeru e do Yamato, a do Koushiro e até a do Iori, o que me diz? Ken tenta um acordo e a pequena dos cabelos índigos infla as bochechas, não fazia ideia que provocava tantos desconfortos assim, e contrariada concordou. Ken conversou também com Toushin que emburrou a princípio por não poder brincar do jeito que queria, mas se animou ao saber do passeio.