Notas iniciais
Eu não estudo, tirei inspiração de minha vida para fazer essa história. É óbvio, ela não é real, eu tenho 14 anos, não 16. Mas, quem sabe um dia, né? XDESSA É A INTRODUÇÃO.

Eu ainda não sabia como proceder mediante as circunstâncias impostas a mim...

O sentimento de me sentir perdido e totalmente solitário em um mundo vasto como esse, preencheu o meu coração por tanto tempo que eu já não sabia diferenciar a normalidade do incomum. Eu não tinha mais a noção requisitada para distinguir o que era apenas um mundo ilusório e o mundo real, e as consequências disso foram muito graves. Expulso de casa por ser considerado uma vergonha para minha família, os meus pais me destinaram a viver sozinho para aprender a conviver em uma sociedade. Transportaram-me para uma cidade em um estado vizinho, onde papai tinha uma residência antiquada e pequena, que desocupamos há pouco mais de cinco meses, mais do que o suficiente para uma pessoa morar sozinha. E lá estava eu, em uma manhã melancólica deitado em meu colchão no canto do quarto pequeno.

Eu lembro de que quando eu era uma criança, pisei naquele chão amadeirado muito contente com a casa nova, em uma cidade que provavelmente me traria muitos benefícios, e histórias com muitos amigos, família e vizinhos. Nessa época, eu era um garotinho aventureiro e sonhador que sempre traçou o caminho bom sem desviar um sequer milímetro para a estrada pecaminosa. A inocência predominava o meu caráter, e a minha essência resumia-se na medíocre palavra pureza. Recordo-me de como eu entrei pela porta de madeira rústica com uma expressão excêntrica de felicidade esboçada em meu semblante, e corri pelo único corredor existente: Um vão largo que se mantinha numa estradinha em linha reta com cerca de vinte metros á frente, e depois alterava a rota para a direita, onde se encerrava o primeiro andar da casa. Á direita era um lugarzinho pequeno que dava acesso á uma escada rústica e brilhante que havia recebido uma faxina recente. Existiam quatro portas naquele corredor reto, cada uma proporcionava acesso á uma parte diferente da casinha. Naquela época, eu odiava a primeira salinha pelos simples fato da mesma possuir uma atmosfera tenebrosa que se unificava ao fato de ser o ponto mais úmido e escuro da casa, um lugar que atualmente eu chamaria de seguro e reconfortante. As salas posteriores eram idênticas, tanto nas dimensões, como nas cores esbranquiçadas, mantendo o chão de madeira lisinho bem elegante. Eu não me lembro muito bem de como era essa casa naqueles tempos, porque eu simplesmente não parava ali. Ficava o dia inteiro na rua, brincando com meus amigos em um parquinho que existia ao lado. Bom, eu era tão feliz que até me apaixonei por uma garota. Mas, está tudo bem. Mesmo se eu pudesse, não voltaria atrás. Estou feliz com minha vida atualmente.

O meu pestanejar constante revelou que minha visão, ainda frágil por ter acordado recentemente, assumiu um estado falho perante a invasão dos raios solares que saltavam para dentro de meu quarto através das mínimas aberturas da veneziana. A minha mão escorregou pela minha coberta inteira, onde eu busquei insanamente pelo meu celular. Dedilhei um pequeno botãozinho que alavancou o ligamento da tela, e deu origem á visão de uma personagem de anime bem famosa como o plano de fundo, Shinobu de Monogatari Series. No canto esquerdo da pequena telinha de meu aparelho eletrônico, pude enxergar, ainda com a visão distorcida, o horário.

7h10. Início de um ano escolar novo.

Eu não sou uma pessoa preguiçosa. Eu parei de estudar por motivos totalmente diferentes. Quando eu tinha apenas oito anos de idade e estudava num colégio bem próximo de minha residência, um grupo de garotos mais velhos de outra escola sempre me perseguia. E eu era espancado quase todos os dias. Nunca contei para minha família sobre isso porque eu sentia vergonha de mim mesmo, por não ter a coragem de reagir naquela situação. Trauma, sim...

Eu sempre começava a me sentir esquisito a partir do momento em que eu redirecionava a minha linha de caminhada em diretriz á escola. O meu corpo inteiro travava, como se meus ligamentos fossem afetados por uma força superior, e minha respiração tornava-se pesada. Imagens ruins voltavam á minha cabeça de maneira repentina. Isso me deixava em um estado deplorável. Eu começava a chorar no meio da rua, agachado com ambas as mãos sobre o topo de minha cabeça, esperneando, querendo ser ajudado por alguém... E depois disso, a única coisa que consigo me lembrar com clareza, é que uma silhueta feminina sempre me ajudava. Mas, não era uma pessoa mais velha, e sim uma menina de minha idade.

Enfim. Eu me levantei, um pouco tonto por ter acordado essa hora e ter dormido as quatro horas na madrugada anterior. Fui andando com bastante calma até alcançar aquele corredor, que estava totalmente empoeirado, assim como as paredes. O chão já não brilhava como antigamente, e a pintura estava se despedaçando aos poucos. No entanto, eu não me importava com nada disso. Nem com a poeira, e muito menos com o fato da casa estar caindo aos pedaços. Pelo menos o banheiro funcionava, e isso era um ótimo ponto.

Tomei o meu banho, escovei os meus dentes e organizei os meus utensílios escolares na mochila preta com alguns adereços de cores variadas, ainda nervoso pelo fato de ser o primeiro dia de aula depois de todo esse tempo. Ah, sim.

Eu fiz um supletivo que me adiantou para o ano que eu deveria estar. Da época em que saí da escola até os dias atuais, estudei sem o auxílio de ninguém, tudo o que eu precisava para tirar nota alta nas matéria, e apliquei isso nas provas. Graças á isso, estou bem preparado para voltar á uma sala de aula, eu acho...

No momento em que abri a porta de madeira rústica de minha casa, e andei apenas um passo para fora, entrei em contato visual com uma garota que estava na calçada do outro lado. Eu pude assistir no tempo perfeito os seus cabelos loiros esvoaçarem em virtude do vento transpassou o seu corpo com intensidade. Ela usava um uniforme escolar bem bonito: A saía xadrez bem escurecida, e a parte superior, uma camisa branca com algo semelhante á uma "gravatinha" avermelhada. Eu não conseguia enxergar bem. Espera. Era o uniforme de minha escola. Na minha visão, ela estava saindo de sua casa, que era de frente para minha. Seu pai se despedia com acenos excêntricos, e ela caminhava com tranquilidade até acalmar a sua linha de visão pelos meus olhos. Ela pareceu surpresa, começou a caminhar em minha direção enquanto esboçava um sorriso esbelto.

Quando ela ficou satisfeita com uma aproximação considerável ao escorar-se num murinho pequeno ao lado do portãozinho de minha casa, disse-me...

– Você... É você, Kou?

Eu fiquei em dúvidas quanto á essa pergunta. Ela era tão bonita que meus sentidos se confundiram. E o pior, sabia o meu nome. Feiticeira?! Eu não me lembro dela. Fiquei encarando-a um pouco, hesitando responder, meio boquiaberto mediante sua pergunta repentina.

– Você é um anjo? — Finalmente, deixei escapulir algo, mesmo que palavras retardadas. Ela começou a rir.

– Você não mudou nada, Kou... Não se lembra de mim, certo? — Ela pestanejou por um momento, e segurou as pálpebras cerradas enquanto assumiu gesticulações dançantes. Seu pai já havia entrado uma hora dessas.

– N-Não... Não me lembro de você.

Eu não sabia o que responder naquele momento. Uma garota tão bonita assim, com olhos verdes que brilhavam constantemente, um sorriso esbelto, um corpo frágil, mas bem definido... Eu fiquei sem palavras, e até hoje não sei descrever uma beleza tão linda como aquela (tanto que a descrição ficou uma bosta)... Ela era um anjo.

– N-Não me lembro...

Ela apenas me olhou, e deixou escapulir uma risadinha enquanto disse...

– Então, não precisa se lembrar. Vamos pra escola juntos hoje?

Eu olhei pra ela um pouco cabisbaixo, ainda com um pouco de medo á respeito da escola. No entanto, ela sorriu para mim de uma maneira tão alegre e contente, enquanto me acalmou com sua voz timbrada de forma suave...

– Não se preocupe, Kou... Dará tudo certo.

Ela conversava como se soubesse tudo ao meu respeito, mas eu busquei não me incomodar com isso. Eu sei diferenciar uma pessoa ruim, de uma boa pessoa... E distingui isso com tranquilidade ao olhar aquele rosto que parecia gostar de minha presença.

– Certo, vamos á escola juntos. Mas, antes, pode me responder qual o seu nome?...

Depois de trancar a portinha de madeira rústica da minha casa, eu prossegui em direção á jovem com passinhos mínimos. Ela se escorou em meu ombro, o que me deixou surpreso, enquanto dizia o seu nome com bastante orgulho.

– O meu nome? Você pode me chamar de Misaki.

Misaki? Era um nome familiar... Parecia ter me lembrado de alguma coisa, mas passou rápido. Pensei, que talvez, fosse porque era um nome famoso. Então, prosseguimos juntos á escola, e......

Fim da introdução.

Notas finais
Isso foi uma introdução que eu escrevi apressado, porque, bom, 3h30 da madrugada. Estou morrendo em pé! :(
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.