Notas iniciais
Então gente essa é a a minha primeira fanfic então me desculpem se tiver muito repetitiva ou com alguns errinhos,caso pareça que você já viu isso em outro site é que eu tenho outra conta com o mesmo nome no social spirit.

Aquela seria a festa do ano, não apensas por ter o melhor DJ da cidade, mas também por ser na casa da menina mais rica e popular da cidade: Calipso, essa tinha cabelos loiros mais longos do que o de qualquer garota naquela cidade, seus olhos eram uma mistura de diversos tons de verde e eram hipnotizantes como um caleidoscópio.

Ela não era apenas rica e popular, como também era a filha do diretor e prefeito da cidade: Atlas, ou seja, era inalcançável para qualquer um que quisesse continuar na escola, ou na cidade.Mas, nada disso, importava a Leo, ele conhecia Calipso suficientemente bem para saber o quão insuportável ela era e que o máximo com que se importava era se suas unhas estavam quebradas ou não.

Quanto á Leo, ele era um tanto peculiar, tinha a pele escura e cabelos encaracolados que sempre estavam bagunçados não importasse a situação, seus olhos eram cor de mel e seu sorriso faria qualquer um pensar duas vezes antes de falar com ele, afinal não era à toa que os professores sempre o culpassem pelas cadeiras quebradas ou pelas bolinhas de gude perto da porta.

Naquele dia, como a festa era a fantasia Leo fora vestido de mecânico, afinal ele sempre ficava “lindo” mesmo que estivesse apenas de cueca, e no final das contas ser mecânico era o sonho dele, já que ele sempre amara as máquinas e as oficinas, coisa que herdara de sua mãe.

Leo estava indo “pegar” algumas bebidas apenas um desculpa para falar com a garçonete), quando esbarrou em algo, ou melhor em alguém.

-Ai! olha por onde andar moleque!

-A Dulzura não é culpa minha se minha beleza te cega

-ah, mas é claro que tinha que ser você Valdez, sempre se gabando dessa cara de elfo, e ainda faz o favor de sujar meu vestido. Agora a não ser que queira ser expulso da festa, me ajude a ir até o meu quarto já que você também fez o favor de torcer meu tornozelo!

Leo não queria ajudar Calipso, mas ele vira como a garçonete o olhara, e aquele não era um olhar que ele gostasse de perder e além do mais, prometera ao seu amigo percy que o ajudaria a entender se as garotas estavam lhe dando cantadas ou apenas conversando.

(...)

Ao chegarem lá, Léo não pôde esconder sua surpresa, o quarto era enorme, rodeado de livros e quadros, além de ter uma janela que ocupava metade do quarto, mas, não fora aquilo que surpreendera leo, mas sim a parede que ficava ao lado da cama de Calipso, ela era lotada de fotos, mapas e textos sobre cidades antigas e atuais do mundo inteiro, tinha fotos desde o Saara até o himalaia, Léo nunca imaginara que calipso tivesse viajado tanto assim. Ele poderia ter ficado ali a noite inteira se Calipso não o tivesse chamado:

-Valdez? Será que dá de parar de admirar meus ursinhos de pelúcia e sair do meu quarto? eu preciso trocar de roupa

-Claro, mi amore, não quero deixá-la envergonhada com a minha beleza

-argh, mexa essa bunda daí e sai logo do meu quarto!

Leo bem que queria sair logo dali, porém ao virar a maçaneta a porta não se abriu, estava emperrada e ele estava preso com Calipso.

-O que foi? Será que não basta torcer meu tornozelo mas também me impedir de aproveitar a minha festa?

-Não é isso, é que...bem a porta parece ter a mesma personalidade que você: briguenta e rabugenta.

-O que quer dizer com isso Valdez?

-A porta está emperrada, não há como sair daqui a não ser que tenha uma chave de fenda por aqui

-não acredito nisso, vou perder o resto da festa graças ao maldito Valdez! Será que você só existe pra me atormentar?

-escuta aqui, a culpa não é minha se a porta emperrou e se você com um quarto imenso desses não tem outra porta de saída!

-porque você sabe tudo sobre mim não é Valdez! Como se meu pai fosse deixar eu ter outra porta e assim poder sair com quem eu quisesse sem ter que avisá-lo!

-como assim? Pensei que seu pai deixasse você a vontade, afinal ele sabe que mesmo que você compre um zoológico ele ainda terá mais dinheiro do que todos nessa cidade

-A questão Valdez, é que meu pai só pensa em dinheiro e em status, ele nunca pensa em mim, em como eu me sinto, ele nunca me deixa sair por medo que eu diga os crimes que ele comete, eu sou uma prisioneira na minha própria casa Leo.

Calipso nunca chamara Leo pelo seu primeiro nome, aquela era a primeira vez, e ele finalmente notou o quanto Calipso parecia triste com o pai dela.

-então quer dizer que aquela parede do lado da sua cama são os lugares que você nunca foi? Que seu pai nunca te levou?

-Sim, e ele provavelmente nunca vai me deixar ir, ele tem medo que eu fuja e manche a reputação dele, mesmo que eu diga que nunca faria isso com ele

-olha, me desculpe por ser um idiota esse tempo todo, eu sempre achei que você fosse uma patricinha que só se importasse consigo mesmo, nunca imaginei que você só era assim por causa de seu pai

-existem muitas coisas que você não sabe sobre mim Leo, mas me desculpe por ter sido tão horrível com você também, para mim você era apenas um garoto sem noção que adorava pregar peças nos outros

-Bom, sobre mim você estava certa, mas eu sou bem mais do que isso-Disse Leo, se sentando ao lado de Calipso

-já que estamos aqui, que tal conversarmos? Assim nós não vamos continuar julgando um ao outro sem o conhecer, prometo que se fizer isso arrumo um jeito de sairmos daqui

-Bom, já que você insiste, tudo bem, Valdez, mas saiba que eu vi você olhando para aquela garçonete e sei o quanto ainda quer aproveitar a festa

-ha, esqueça a garçonete você parece muito mais interessante Dulzura, e se quiser uma prova aqui está

Leo, beijou Calipso, não de um jeito superficial como sempre fazia com outras garotas, mas de uma forma suave e gentil, a forma de um amor que acabara de florescer.

Calipso ficou surpresa, mas retribuiu o beijo, ela sentiu que se havia alguma forma de ela ser feliz e de tornar seu pai uma pessoa melhor era com aquele elfo, aquele com quem ela conheceria todos aqueles lugares das fotos que ela tanto sonhava conhecer.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!