Notas iniciais
Felipe: Sejam bem-vindos!
Gabriela: Antes de mais nada, àqueles que já leram uma vez nossas histórias, mudamos o estilo de escrita, só pra avisar...
Felipe/Gabriela: Aproveitem!

Começava uma dia comum, numa casa não tão comum, com uma família menos comum ainda. Uma ruiva andava pelos corredores, de fininho, com um sorriso travesso no seu rosto e segurando um balde d’água e com um megafone no seu pescoço, ela entra num quarto e joga a água numa cama, onde tinha um garoto dormindo na mesma, em seguida, ela saca seu megafone e...

– Acorda, Felipe! – disse a garota com o megafone do lado do garoto.

– Argh! Gabriela! – gritou o garoto, irritado com o ato da tal Gabriela – Qual é o seu problema? Já é a terceira vez esta semana!

– Se esqueceu que é minha responsabilidade te acordar? – disse Gabriela com um sorriso e uma pose de convencida estampado no rosto dela.

– Mas hoje é sábado! – retruca o garoto, que já havia tirado sua camisa para torcê-la e tirar a água.

– Então, considere isso como uma vingança, por me delatar, de novo. – disse Gabriela, que fica uma expressão séria no final.

– Se eu não te delatasse quem levaria a culpa seria eu, como sempre. – disse Felipe, com uma expressão quase tão séria quanto a da irmã.

– Tá, de qualquer maneira, acorda, terei de levar a Renata para o curso de tecnologia dela e você ficará responsável da limpeza da casa hoje. – disse Gabriela se virando e saindo do quarto do garoto.

– Como assim “você ficará responsável da limpeza da casa hoje”? – pergunta o garoto confuso – E sou eu quem leva a Renata!

– Problema teu! – respondeu Gabriela grossamente – A menos que queira tomar conta da Haruka por aí, eu vou levar a Renata!

– Você sabe que eu não ligo em carregar a Haruka por aí, e que é um perigo ela em suas perversas mãos! – diz Felipe pouco se importando com a vontade da irmã.

Gabriela fica sem responder, até que...

– Volte a dormir! – grita Gabriela, que dá um forte soco no rosto do garoto, que acaba desmaiando.

Algumas horas se passam e um velho, com um cabelo bem grisalho, formato de tigela com as pontas despenteadas e cobrindo seus olhos e um bigode cheio o suficiente para cobrir sua boca...

– Felipe! Acorda! Me ajuda com as tarefas da casa! – disse o velho, com um sorriso animado no rosto – Felipe?

O garoto apenas murmura alguns sons de dor misturados a preguiça de acordar.

– Manhã agitada de novo, não foi? – disse o velho, se contendo pra não rir.

– Gabriela... de novo... – respondeu Felipe com certa preguiça.

– Imaginei, de qualquer maneira, hoje é dia de limpeza e como sua irmã teve a generosidade de levar a Renata e a Haruka na rua. – diz o velho, ainda sorrindo.

– Generosidade, sei... – resmunga o garoto.

– Deixa o sarcasmo de lado e vem me ajudar. – disse o velho saindo do quarto.

– O grande Grunt ainda tem energias, pelo que parece, não é? – diz Felipe com um sorriso divertido no rosto.

– Claro que tem! – respondeu Grunt com um sorriso similar ao do garoto – Levanta aí, temos que fazer a limpeza!

– OK, OK, eu vou levantar...

O garoto levanta de sua cama e vai até um banheiro, jogar uma água bem gelada em seu rosto e passar as mãos, ainda úmidas, nos seus cabelos castanhos e cacheados para dar uma leve ajeitada, em seguida ele vai até seu quarto e troca aquela roupa molhada por uma normal e seca, nada de mais: uma camisa vermelha com shorts azuis.

Após se arrumar, Grunt chega na porta de seu quarto, sorrindo e segurando uma vassoura com uma das mãos...

– Muito bem, eu te darei uma de duas opções. – Diz Grunt em um tom desafiador – Quer limpar o quarto da Haruka ou o da Renata?

– Essa é fácil, o quarto da Haruka! – respondeu o Felipe de forma convencida.

– Divirta-se então. – disse o velho contendo o riso novamente.

– Vô, qual é a graça? – perguntou Felipe estranhando a reação do velho.

– Quero ver o fácil quando entrar no quarto da Haruka. – respondeu Grunt, que sai do quarto, pegando outra vassoura no caminho.

– Qual o problema? Ao contrário da Renata, Haruka não tem peças mecânicas espalhadas pelo quarto. – retrucou Felipe.

– Mas existe uma palavra que Haruka não usa bem: organização. – rebateu Grunt.

Após ter ouvido aquilo, Felipe gelou, pensando que o quarto de sua irmã, Haruka, seria pior que do quarto da sua irmã, Renata.

Claro que esse pensamento não durou muito, afinal, o quarto da Haruka é ao lado do seu quarto. Felipe começa a abrir a porta, pra ver a tamanha bagunça que sua irmã mais velha faz e se surpreende com o que vê: tudo limpo, nada jogado por aí, o que o deixou bastante confuso, mas isso não mudou o fato de limpar o quarto ou não, então ele começou com um básico: guardar o pijama da irmã dentro do armário e foi aí que a confusão do garoto foi tomada pela surpresa, pois quando ele abriu a porta do armário, não tinham roupas penduradas nos cabides, e sim comida velha, podre e coisas parecidas...

– Não acredito que ela acha que armário é uma lixeira. – pensa Felipe, ainda em estado de choque.

Nesse momento, uma curiosidade bateu na cabeça do garoto: se ela põe o lixo no armário, o que ela põe na lixeira que tinha no quarto dela? Ele checa a lixeira e vê que o que estava ali era o material escolar dela. Felipe resolve colocar o material na mochila da irmã, mas, ao abrir a mochila da garota, vê a mochila cheia das peças íntimas da mesma.

– Bem que vovô disse que ela não conhecia organização. – disse Felipe, se arrependendo da sua escolha.

Um tempo se passou, Felipe ainda arrumava o jeito louco da Haruka de organizar as coisas, como calçados dentro do travesseiro, todos os lençóis colocados na cama, o monitor de seu computador em cima da TV, de cabeça pra baixo e a CPU do seu computador em cima de uma mesinha, com toda sua maquiagem em cima, de repente, Grunt passava em frente a porta do quarto da Haruka, carregando um saco cheio de peças de metal e cantarolando...

– ~ Ando sozinho com este enorme saco, levando peças de metal para o porãozinho ~ — cantarola Grunt, sorrindo e carregando um enorme saco de metal para o porão – Vejo que está conseguindo lidar com esse quarto.

– Fez isso de propósito, não foi? – perguntou Felipe, quase prevendo a resposta...

– Talvez? – respondeu Grunt – Melhor se apressar, provavelmente suas irmãs devem chegar daqui a pouco.

– Nem me lembre disso! Ainda nem limpei o meu quarto! – disse Felipe, irritado.

– Ah, para de reclamar, tu já fez coisa pior. – disse Grunt largando o saco por um instante.

– Tipo? – pergunta o garoto, se apoiando na vassoura.

– Se esqueceu da vez que teve de limpar a enchente que a Haruka causou no banheiro usando um patinho de borracha? – relembra Grunt.

– Aquele que ela esqueceu a água aberta porque foi dormir, o pato ficou preso no ralo e eu tive de limpar a bagunça? – completa Felipe.

– Isso sem falar que a Gabriela ia tomar banho e se molha toda ao abrir a porta... bons tempos. – finaliza Grunt.

– Realmente, aquela vez foi péssima. – fala Felipe, que volta a varrer o chão.

O tempo passa e as irmãs do garoto chegam em casa, uma loira vai direto ao quarto que o garoto estava varrendo...

– Felipe, por que está varrendo meu quarto organizado? – perguntou a loira confusa.

– Haruka, por mais que você diga que seu quarto é organizado, não acho que lixo dentro do seu armário é organização... – respondeu o garoto limpando um pouco do suor.

– Mas onde estão minhas coisas? – perguntou a garota, num tom de perdida e com lágrimas nos olhos.

– Calma, você vai se achar nisso. – disse Felipe tentando confortá-la – Melhor eu sair daqui, graças a Gabriela, tenho de limpar a casa.

Felipe mal sai do quarto da irmã e ouve barulhos de coisas caindo e volta correndo para o quarto da irmã, ao chegar lá, vê tudo bagunçado...

– Haruka! – grita Felipe, quase tendo um ataque cardíaco com o que vê.

– Eu... Eu... Não sabia onde estavam as minhas roupas. – respondeu a garota, ainda com um ar de perdida.

– E tem de querer me causar um infarto?! – grita Felipe.

– M-Me desculpa, e-eu n-não queria t-te a-a-aborrecer. – dizia Haruka começando a soluçar, seus olhos já estavam cheios de lágrimas.

– Oh não, Haruka, calma, não chore, tá? – Felipe dizia numa tentativa inútil de acalmar a irmã mais velha de 18 anos.

– Buáááááá! – começou a Haruka a chorar.

– Essa não. – Felipe começa a desesperar-se.

O choro da loira ecoou pela casa toda e, pouquíssimo tempo depois, Gabriela estava lá, com pose de heroína, até usava uma capa com uma toalha...

– Não se preocupe, pobre e indefesa garotinha eu irei acabar com os seus problemas. – disse Gabriela cheia de pose e coragem, até notar que era seu irmão o motivo – Sério mesmo? Roubei a toalha do vovô pra ver isto?

– Não é o que parece, OK? – disse Felipe meio desesperado.

– Hum, acho que você foi meio arrogante com ela então ela começou a chorar. – disse a ruiva.

– Não fui arrogante, só me irritei com ela e... – Felipe ia continuar, mas Gabriela o interrompe.

– E acabou sendo arrogante no final das contas. – finalizou Gabriela.

– De qualquer maneira, vou saindo, ainda tenho de fazer a limpeza no meu quarto. – diz o garoto, que sai andando logo em seguida.

– Ainda não. – diz Gabriela, que o puxa pela camisa – Você vai limpar esta bagunça aqui!

– A Haruka que bagunça o que eu acabo de arrumar e eu tenho de arrumar de novo? – resmunga Felipe.

– Sim. – diz Gabriela, num tom sádico e com um sorriso estampado no rosto.

– Faz você! Eu tenho de limpar o meu quarto ainda! – diz Felipe, irritado com a irmã.

– Mas você não é o encarregado da limpeza hoje? – replica Gabriela, com uma expressão sarcástica e vitoriosa.

– Só sou o encarregado da limpeza porque certa ruiva me nocauteou! – responde Felipe, irritado, ainda.

– Que seja. – diz Gabriela, dando os ombros – Isso não muda o fato de você ser o encarregado da limpeza hoje.

Felipe ia dizer algo, mas Gabriela estava certa, por mais que não quisesse limpar a bagunça que a Haruka havia feito, ele teria de fazer isso, pois ficou encarregado, injustamente, de limpar os quartos das irmãs.

– Tá, eu arrumo isso, vamos, Haruka, vou te mostrar como organizar o seu quarto, tá? – disse Felipe, quase reclamando.

– Sim, senhor! – disse Haruka sorridente e balançando a cabeça.

– Até mais, bobão. – murmura Gabriela com um sorriso no rosto e saindo do quarto.

Gabriela sai do quarto da Haruka e vai até o seu, afinal, ela é obrigada a limpar o próprio quarto, ainda mais porque não gosta de ninguém nele.

Grunt estava deitado na sua cama, também conhecido como o sofá da sala, se deliciando com um suco que acabara de fazer após ter levado as peças de metal do quarto da sua neta, até uma garota, com cabelos lisos, cacheados nas pontas, um pouco longos e castanhos escuros chegar perto do sofá, seus olhos azuis estavam cheios de lágrimas.

– Vovô! Cadê as minhas peças de metal que estavam no meu quarto? – disse a garota, praticamente chorando.

– Fica calma, baixinha, eu guardei tudo lá no porão, quem sabe use algumas delas nas minhas marionetes. – disse Grunt, ficando meio pensativo logo em seguida.

– Já que estão no porão, melhor deixar lá mesmo, pelo menos não entulha tanto o meu quarto. – disse a garota, esboçando um sorriso aliviada.

– Falou e disse, Renata. – disse o velho – Agora, me dê licença, tenho de fazer o nosso almoço.

– OK, vovô! – disse Renata, indo diretamente para o seu quarto.

Enquanto Felipe rearrumava o quarto da Haruka e Renata pegava algumas peças de metal no porão, Gabriela estava no seu quarto, esparramada em sua cama...

– Ah, que preguiça de limpar o meu quarto. – disse a ruiva, se ajeitando em sua cama – Não vou dormir porque sei que o Felipe vai me acordar, não vou arrumar o quarto porque eu tô com preguiça, não vou me divertir porque... Ainda tem gente em casa e o Felipe reclama quando eu arranjo alguém para me divertir porque a Renata é muito nova pra essas coisas e Haruka é muito inocente... É, não tem muita coisa pra eu fazer.

Gabriela levanta da sua cama e vai até o seu armário, para procurar algo para distraí-la. Tira várias coisas de lá: roupas, maquiagem, absorventes, até seus brinquedinhos, até que, finalmente, consegue tirar algo que a podia distrair: um livro grosso de capa dura.

– Hmmmm, um livro, o que eu posso fazer com isso? – perguntou a ruiva a si mesma.

De repente, Gabriela teve uma ideia e esboça um sorriso satisfatório...

Felipe termina de sair do quarto da Haruka que conseguiu ficar arrumado e vai direto para o próprio quarto, mas algo interrompe seu trajeto...

– Pensa rápido! – disse alguém atrás do garoto.

Felipe se vira confuso e é surpreendido por um livro, que acerta sua cara em cheio...

– Gabriela! Não tem nada melhor pra fazer não? – pergunta o garoto, irritado.

– Eu tenho, mas é melhor te irritar que limpar o meu quarto. – responde a garota com um sorriso malandro no rosto.

O livro é arremessado na cara da Gabriela...

– Sua praga do inferno! Quer morrer depois dessa? – disse Gabriela, extremamente irritada.

– Você quem começou. – disse Felipe mostrando a língua pra irmã.

– Problema se eu comecei! Depois dessa, vou fazer você sumir do mapa! – diz a garota, que acerta um forte chute entre as pernas do garoto, fazendo que, além dele sentir muita dor, ser isolado para longe, quebrando até a parede de casa e caindo dentro da lata de lixo. – Eu hein, parece idiota, o que ele tinha na cabeça pra revidar minha livrada?

Gabriela simplesmente sai andando para o seu quarto, como se nada tivesse acontecido.

Um pouco mais tarde, Renata voltava mais uma vez para o porão, mas antes que o descesse, algo prendeu a sua atenção: seu avô tentando cozinhar algo, mas aquilo era inútil, pois o velho não sabia cozinhar nem um pouco direito.

– Vovô, quer ajuda? – pergunta Renata, de um jeito um tanto inocente.

– Ohohohoho, não, obrigado, Renata, eu sei me virar, e você é muito nova pra isso. – disse Grunt com seu sorriso no rosto.

– Eu que tenho que cozinhar quando o senhor fica doido com aqueles remédios seus. – responde Renata – Felipe e Gabriela só brigam e Haruka só sabe explodir a cozinha!

– É, isso é uma triste realidade... – disse Grunt, ainda sorrindo.

– E sem contar das vezes que você fica bêbado e começa a cantar todos os vizinhos. – completou Renata.

– Isso daí é mentira! – respondeu Grunt, ofendido.

Renata simplesmente pega seu celular e coloca num vídeo. No vídeo, seu avô estava dirigindo um cortador de grama, usando um vestido rosa, uma boina preta e salto alto vermelho...

– Boa noite, linda senhorita, por acaso você conhece algum bar ou algo assim pra gente namorar, se é que me entende? – disse o velho, com um jeito meio bêbado.

– Renata, pode tirar o seu avô daqui, por favor? – disse um vizinho, meio assustado com o estado do Grunt.

– OK, OK, de vez em quando eu bebo um pouco, mas faz bem beber um pouco de cerveja de vez em quando com os amigos, né? – disse Grunt, ainda sorrindo.

Renata coloca em mais um vídeo, desta vez Grunt estava brigando com os amigos, que também estavam bêbados e brigavam na porrada mesmo, com cadeiras, garrafas, facas, etc...

– Faz bem pra saúde beber cerveja de vez em quando e me deixa em forma. – disse Grunt, com seu sorriso bem menor.

Renata coloca um vídeo onde Grunt apenas vomitava na lixeira do vizinho, até vir o vizinho reclamar com ele e Grunt vomitar na cara do vizinho.

– Tá, eu admito, sou um bêbado que só faz besteira, feliz? – disse Grunt meio irritado com os vídeos da neta.

– Bem melhor. – diz Renata, sorrindo desta vez.

– Mas desta vez eu estou sóbrio e tenho perfeitas condições de cozinhar... – dizia Grunt, até ser interrompido por Renata.

– ...Comida enlatada, apenas. – interrompe Renata.

– Ugh, isso... também é verdade. – disse Grunt com seu orgulho ferido.

De repente, o telefone toca...

– Vovô, vai atender o telefone, por favor? – diz Renata com um sorriso inocente no rosto.

– É algo que eu sei fazer melhor do que cozinhar. – diz Grunt com seu orgulho ainda ferido.

Grunt vai até o telefone e o atende...

– Alô? Não, é o avô dela. – começou Grunt, sem se importar quem estava do outro lado da linha – Ah, p-polícia? O... O que aconteceu? E-Eu não fiz nada! Ah, não é comigo o problema? Ela o quê? Aonde? Quando? Quantas vítimas têm? Seiscentos e setenta e nove? É um recorde... Tá, eu já vou aí...

Grunt desliga o telefone...

– O que foi? É seu trabalho “secreto” de investigador disfarçado? – disse Renata num tom de deboche, rindo no final.

– Hehe, não, é apenas a Gabriela e a Haruka, como sempre, tão no mercadinho na esquina fazendo a caridade delas. – disse Grunt rindo.

– Quantas pessoas dessa vez? – pergunta Renata bastante curiosa.

– Deve ter quase setecentas agora. – diz com um ar divertido e pensativo.

– Hum, isso é um recorde pra elas. – disse Renata dando uma leve risadinha.

– Tenho de ir lá tirar elas, antes que a polícia chegue lá e as meninas arranjem mais encrenca. – disse Grunt, se preparando para sair. – Não deixe o seu irmão saber disso.

– Sim, senhor! – respondeu Renata.

Grunt saiu de casa e foi correndo para o mercadinho...

Enquanto isso, no mercadinho, várias pessoas estavam caídas no chão, em cima de enormes poças de sangue, no meio de tudo isso, estavam as duas irmãs, apenas nuas.

– Ah, é tão bom ver esses homens no chão, excitados! – disse Gabriela, num tom de satisfeita.

– Eu amo fazer caridade! – respondeu Haruka num tom bem inocente.

– Mãos ao alto! – disse uma pessoa atrás da Gabriela.

– Me desculpa, policial, eles quem retiraram as nossas roupas, e a gente não tinha nenhuma roupa reserva. Me desculpe por causar tanta confusão assim, como eu posso retribuir senhor... – dizia Gabriela, procurando o crachá da pessoa – Grunt... Peraí... Vô?!

– Olha, essa desculpa não cola comigo não, tá? Com a Haruka cola, mas não comigo. – disse Grunt, sorrindo.

– Vovô! – disse Haruka, animada, pulando no colo do avô, ainda nua – Foi tão legal! Gabriela queria abrir campanha de sunga, mas a gente só conseguiu água vermelha, mas foi tão bom ver a cara de feliz dos doadores!

– Você tentou convencê-la com doação de sangue? – disse Grunt bastante confuso.

– Sempre funciona. – disse Gabriela com um sorriso sarcástico no rosto.

– Vamos logo pra casa, espero que a Renata tenha feito a comida. – disse Grunt, levando Haruka no colo e com Gabriela do seu lado.

Em casa...

– Setecentas pessoas?! – disse Felipe, surpreso e gritando.

– Ei, calma, ainda estão vivos. – disse Gabriela.

– Gabriela, pare com esta maldita mania de andar nua pela rua! E se alguém te estuprar? – disse Felipe.

– Até parece que você liga pra isso... – disse Gabriela indo para o quarto.

– Esquece isso. – disse Grunt, colocando a mão no ombro do Felipe. – O que importa é que a comida está na mesa!

– Vô, você sabe que eu penso que a Gabriela é um caso perdido, mas meu medo é ela influenciar a Haruka e a Renata a fazerem isso... – disse Felipe.

– Mas se for assim, a Haruka também é um caso perdido, sabe muito bem que ela é facilmente influenciada por qualquer um, ela pensa que faz algo certo, coisa que... nunca é certo. – diz Grunt.

– Tem razão. – diz o garoto – Vamos logo comer então!

– Esse é meu neto! – disse Grunt, sorrindo.

Notas finais
Felipe: Primeiro capítulo, não tem muito o que dizer...
Gabriela: Exceto pelo final, que não tivemos ideia melhor...
Felipe: Não acho que ficou ruim...
Gabriela: Enfim, quando ela vai aparecer?
Felipe: Tá falando da vovó?
Gabriela: Sim.
Felipe: Mais tarde.
Felipe/Gabriela: Até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.