Notas iniciais
Oiiii gentiiii tudo bom com vocês? Espero que sim, então cá estou eu de novo com essa ideia maluca que surgiu na minha cabecinha louca e venho mais uma vez compartilhar com vocês. Fiquei muito feliz pelos comentários no capitulo anterior e agradeço muito por isso. Eu não entendo NADAAA de medicina então, se tiver algo muito absurdo aí relevem tá?! Isso é ficção e não vida real. Espero que vocês me perdoem pelos erros gramaticais e ortográficos pq tem sido um ohhhh tanto para escrever e pior ainda para corrigir. Enfim, chega e tagarelar e boa leitura para vocês. *Imagem encontrada no google. Meramente ilustrativas. Credito total ao artista.

Afrodite mantinha-se na tarefa de amenizar os efeitos do veneno no corpo de Kyoko por quase seis horas consecutivas. O inimigo era perito naquela arte, o que tornava as coisas muito mais difíceis. Aquilo não era um veneno qualquer e sim magia. Uma magia que mantinha Kyoko em uma espécie de lacre, impedindo seus super anticorpos de trabalharem e a matando pouco a pouco. Se ela não fosse youkai não teria resistido nem dez minutos. Os efeitos não passariam com uma dose de antídoto e nem pelo cosmo de Afrodite. Shaka chegou a conclusão que aquilo era como um selo, um selo da morte.

Mas a pergunta era: Onde estaria a figura bizarra que havia feito aquilo? E porque ele havia feito aquilo? Quem era Kyoko afinal?

Aldebaran, Kanon e Milo juntamente com vários soldados já tinham revirado o santuário de ponta a cabeça atrás do infeliz e até agora nada.

Saga e os outros também já haviam se reunido com Shion para pensarem no que fazer, mas ainda não tinham chegado a uma conclusão. Shaka também tentou neutralizar o veneno, mas sem sucesso e Shion aproveitou a deixa para tentar vasculhar a mente de Kyoko e descobrir o paradeiro do inimigo, mas até nisso ele havia sido precavido. Até a mente dela estava parada, selada e escura. Não havia nada a não ser as últimas lembranças da luta com Saga e a “briga” com Aiolia.

Saga mesmo mantendo toda sua imponência, por dentro sentia seu coração aos pulos e uma aflição lhe aperta o peito. Cada minuto era precioso, pois ele sabia que o cosmo de Afrodite não duraria para sempre. O cavaleiro de peixes era o melhor com venenos, mas ele ainda era um humano e seu cosmo não era infinito. Se Afrodite caísse, Kyoko não duraria nem uma hora. As últimas palavras dela martelavam em sua cabeça de tal forma que lhe causavam enxaqueca e aumentavam sua aflição.

— Antes de desmaiar ela me disse que alguém estava atrás dela. Isso é sinal de que ela não está aqui somente para brincar, ela está aqui fugindo de alguma coisa. – Saga comentou sentando-se em uma das poltrona de sua casa.

— Bom foi só eu ou mais alguém percebeu que aquele ataque não era para ela e sim para você?! – Saga arqueou uma das sobrancelhas refletindo nas palavras de Milo.

— Eu sei. – fez uma pausa respirando fundo. – Era para mim aquele golpe, era para eu estar ali e não ela.

— Acalme-se Saga, nós encontraremos um jeito. – Aldebaran tocou o ombro de gêmeos em sinal de apoio.

Os olhos verdes do geminiano percorreram todo o extenso corredor até encontrar Afrodite. O cavaleiro estava ajoelhado ao lado da cama, emanando cosmo com a mão em cima da mordida. Ele suava de cansaço e esforço pela quantidade de cosmo gasto. Saga e os outros ficavam cada vez mais aflitos, sentindo a cada instante o cosmo de peixes se enfraquecer.

Ele fazia tudo que podia com muito cuidado. Não podia vacilar, pois cada vez que se deixava abater o veneno se espalhava pelo corpo de Kyoko mais e mais. Não queria desistir, gostava dela e não queria vê-la morrer por sua fraqueza. Sabia que seus amigos dariam um jeito de achar a cura e ele suportaria até o último fio de vida por eles e por ela também.

— O cosmo dele está enfraquecendo. – Kanon comentou.

Todos ficaram em silêncio pensando no que fazer. Saga passou as mãos nos cabelos deixando a testa visível. Shaka estava em seu templo totalmente concentrado em encontrar o inimigo, mas até agora não havia tido resultado.

E de repente o silêncio foi quebrado pelo gemido de dor de Afrodite vindo do quarto. Saga levantou rápido e correu com os outros em direção ao quarto, amparando peixes que quase havia desmaiado.

— Afrodite!! — O mais novo ofegou. Estava exausto.

— Eu estou bem, foi só uma tontura. – Tentou se afastar de gêmeos e voltar a posição inicial, mas a fraqueza não permitiu fazendo ele cambalear quase indo ao chão novamente. Saga o segurou e o sentou na beira da cama.

— Afrodite você já está fazendo isso por seis horas, se você continuar nesse ritmo irá morrer. Vamos revezar!

Ele nada disse por conta do cansaço. Queria ajudá-la, mas tinha que admitir que Saga estava com toda razão. Se ele continuasse naquele ritmo iria morrer e Kyoko também.

O cosmo frio de Camus anunciou sua presença. O anfitrião deu o aval para que o cavaleiro entrasse e assim ele o fez. O semblante naturalmente sério e os olhos indecifráveis fitaram todos os companheiros de batalha que estavam no amplo quarto de Saga.

— Diz que você descobriu como reverter o quadro da bonitinha? – Implorou Milo.

— Precisamos do sangue dele.

— O sangue? – Kanon aproximou-se.

— Sim! Quando Kyoko mordeu o Milo ela o pôs em um tipo de hibernação, nesse caso podemos concluir que é uma de suas habilidades. Ela poderia fazer alguém dormir por anos e anos até que morresse por inanição ou alguma doença, e também para que ela mesma pudesse fazer o serviço sem dificuldade, pegando o inimigo distraído ou desavisado – Camus olhou sério para Milo. — E o matando enquanto ele dorme. Kyoko o despertou usando um pouco de seu próprio sangue como um antídoto para o que mantinha o Milo selado. – Explicou Camus.

— Bom o soro antiofídico é produzido através do sangue dos cavalos.– Disse Aldebaran. – Eles aplicam pequenas doses de veneno no animal até que o organismo dele produza anticorpos contra o veneno e assim possam produzir o soro.

— Exato! – Concluiu o aquariano. – Ele envenenou a Kyoko com uma serpente mágica, já a Kyoko pôs o Milo para dormir com uma mordida.

— Tá, tá, tá isso nós já entendemos, mas o que uma coisa tem a ver com a outra? – Perguntou Kanon sentindo-se confuso.

— Tem a ver que se quem fez isso com a Kyoko for um youkai também, o que nos leva e muito a crer que sim, nós podemos usar o sangue dele para salvá-la.

— Ahhh que ótimo! Muito bom Camus de Aquário me deixa ver se entendi: Para salvá-la nós precisamos do sangue do desgraçado?! – Kanon fez uma pausa. – Mas olha só que ironia nós não sabemos onde o filho da puta está.

Nesse momento Kyoko soltou um gemido alto, virando o rosto de um lado para o outro em uma demonstração clara de sofrimento. Saga sentiu o peito apertar ainda mais ao vê-la agonizar daquela maneira. A sensação de impotência e culpa o surrando sem dó, nem piedade. Como pode se tão tolo, burro em não perceber um ataque como aquele? Ela era sua responsabilidade e agora ela estava ali, morrendo em cima de sua cama sem que pudesse fazer nada para evitar.

Milo aproximou-se tocando a testa molhada de suor e levando um susto. Ela estava ardendo em febre.

— A febre está alta demais, se continuar assim terá uma convulsão ou morrerá.

Afrodite levantou voltando a posição de joelhos e começando a emanar seu cosmo novamente pela ferida, mas dessa vez parecia não estar funcionando muito. Ele então elevou mais o seu cosmo e intensificando o processo de cura, mas para a surpresa de todos e azar de Afrodite a ferida fez algo que nenhum deles poderia imaginar.

— Ahhh!! Droga o que é isso? – Afrodite caiu sentado, sentindo algo quente escorrer de seus dedos, olhou para o mesmo ficando abismado. – Está me atacando? O ferimento está...me...atacando.

Camus aproximou-se junto com Saga e observando as veias do corpo dela escurecerem como serpentes negras a deslizar por baixo da pele pálida. As veias do pescoço se saltaram fazendo ela soltar um gemido alto e a sudorese aumentar três vezes mais. A youkai começou a se bater e gemer enquanto seu rosto virava de um lado para o outro em total agonia.

— Non acredito, está evoluindo. Está se protegendo e atacando o Afrodite. – Saga aproximou a mão da ferida e deixou um pouco de seu cosmo emanar sobre ela e como resultado recebeu a mesma descarga de energia que havia ferido as mãos do outro. Observou a mão levemente queimada, a fechando com força por conta de raiva.

— Temos que dar um jeito de encontrá-lo. – Rosnou.

Camus levou uma das mãos ao peito da youkai e deixando emanar seu cosmo frio para abaixar a temperatura do corpo. Afrodite se reergueu voltando a posição inicial. Trincou os dentes quando mais alguns filetes de energia cortam suas mãos fazendo o sangue pingar sobre o lençol branco, mas não se abalou. Não deixaria aquilo atrapalhar, já tinha passado por coisas muito piores e também não era nenhum bebê chorão.

— O que faremos? – Perguntou Aldebaran.

— Eu tenho um plano. – Shaka finalmente se manifestou através de seu cosmo.

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Todos os dourados presentes nas doze casas desceram até a arena, com exceção de Dohko. Milo convocou todos os soldados e aspirantes a cavaleiros para aquela missão, e até mesmo Afrodite, Camus e Shaka estavam lá. Saga com toda sua imponência tomou a frente. Sua armadura reluzindo o cosmo dourado em conjunto com a de seus companheiros. Todos os soldados olhavam atentos o cavaleiro de gêmeos.

— Iremos nos dividir em grupos. Cada cavaleiro de ouro irá liderar um grupo de soldados e alguns aspirantes. Procurem o inimigo em TODOS os lugares! Em baixo de pedras, nos montes e até em Starhill se for necessário, mas façam o possível para encontrá-lo. Ele tentou matar um de nós, mas poderia ter sido o Grande Mestre ou até mesmo Atena e é por isso que precisamos encontrá-lo o mais rápido possível. Obedeçam sem pestanejar a ordem de cada cavaleiro de ouro que estiver no comando. Eles sabem o que fazer. Eu confio em vocês e sei que farão todo o possível para encontrar quem fez isso com a Kyoko. Agora...eu não quero obrigar ninguém a ir e por isso eu quero saber: Quem de vocês está comigo?

Saga foi ovacionado por todos na arena. Shaka que mesmo estando de olhos fechados sentiu-se satisfeito em ver da sua maneira como os soldados eram dedicados e confiavam neles.

O grupo foi divido e cada um foi para um lugar indicado por Saga e Aiolia para iniciar a busca por todo o santuário. Até mesmo dentro das casas ele foi procurado. As crianças se sentiam contentes cada vez que um cavaleiro de ouro entrava em sua residência, o que era raro. Milo com toda sua simpatia arrancava suspiros das jovens e de algumas senhoras também e Afrodite, que mesmo cansado pelo esforço em cuidar de Kyoko, entregava uma rosa vermelha em cada casa que passava. Aldebaran e Aiolia ficaram responsáveis pelas montanhas ao redor de Rodório. Saga, Shaka e Camus vasculharam os templos abandonados e mausoléus não tão distantes das doze casas. Caso algo desse errado pelo menos os três estariam por perto. Hyoga e Seiya haviam ficado com Shion e Dohko para fazer a guarda de Atena.

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O quarto do cavaleiro de gêmeos era de muito bom gosto. Amplo, com um guarda roupa de tamanho médio em mogno e um espelho em cada porta, nas paredes o tom branco do gesso contrastava com o mármore negro do chão e a poltrona de couro, que mais parecia um trono, também da mesma cor. Uma cabeceira grande de madeira ostentava desenhos gregos de sua constelação guardiã talhados a mão em conjunto como as mesinhas de cabeceira e na grande cama de casal, o lençol vermelho de cetim deixava a pele leitosa de Kyoko ainda mais luminosa com a luz do luar entrando pela janela, cobrindo seu corpo como um lindo véu de seda. Pequenos fragmentos de poeira dançavam sobre o corpo imóvel da youkai raposa que agora estava mais frágil do que nunca, sozinha naquela casa enorme. O silêncio reinava pelas doze casas e não estava sendo diferente na casa de gêmeos tendo somente os grilos e rãs como testemunhas se algo acontecesse.

A porta estava aberta deixando o extenso corredor escuro e sinistro como único telespectador daquele corpo escultural. A respiração leve da youkai saiu devagar por seus lábios e como um sopro o vento fresco sacudiu a fina cortina, invadindo o quarto e arrancando como uma carícia leve o lençol fino que a cobria. A porta sentindo os efeitos do invasor dobrou-se a sua vontade, rangendo de dor e agonia até se fechar completamente.

E da escuridão ele finalmente surgiu, deixando seus olhos de serpente cair sobre as pernas alvas. Seus braços eram finos, mas bem definidos, envolvidos em tiras de tecido negro como proteção, a pele... pálida, tão pálida quanto de um defunto, os cabelos prateados compridos e com aspecto molhado desciam por sua face em fios finos e grudentos. O nariz fino e comprido emoldurando o rosto magérrimo era seguido da boca fina e negra, o peitoral desnudo e definido, as costelas aparentes exibiam uma tatuagem de serpente, as unhas longas, negras e pontudas acariciaram uma das coxas grossas dela sem deixar marcas. A língua bifurcada surgiu em meio ao sorriso de escárnio quando ele se aproximou de Kyoko.

— Ahhh...eu sempre achei que a luz do luar a deixava ainda mais bela. – Os dedos esqueléticos subiram pelas coxas, sentindo a maciez da pele dos quadris até o abdômen. – Por que tinha que ser tão desobediente, Kyoko? – Os dedos continuaram a subir devagar, tocando um dos seios, passando pelo decote até chegar ao rosto dela. – Por que você tinha que vir para cá? O mestre disse a você que eles são somente gado e que não prestavam, agora olha só para você. — A língua molhada, comprida e bifurcada tocou de leve a bochecha rosada. – Ferida e morrendo quando na verdade era para ele estar em seu lugar e olha o que ele lhe deu em troca.

Os dedos magros dessa vez tocaram levemente o queixo dela, virando o rosto para o seu. Os olhos do youkai serpente se fixaram nos lábios rubros, que sem demora foram cobertos pelos negros. A língua bifurcada dançou dentro da boca da raposa como um comando trazendo-a de volta a realidade. O youkai sorriu observando os lábios aberto de Kyoko que não emitia nenhum som, os olhos bicolores fixaram-se nos seus com as pupilas contraídas. Ele sentiu-se satisfeito ao ver a dor e a agonia estampado na face bela. A kitsune tentou gritar, mas de sua boca somente o som do ar que se esforçava em buscar pode ser ouvido, seu corpo parecia amarrado e que a qualquer momento se despedaçaria por completo junto com seu pulmão que não respondia a necessidade de respirar.

— Ohhh isso dói eu sei que dói. Aquilo não era para você, eu juro, eu só queria...esquentar as coisas. – Kyoko desviou o rosto para cima, arqueando as costas pela dor lacerante em todo seu corpo. Uma lágrima de desespero começou a escorrer pela lateral de seu rosto sendo prontamente colhida pela língua de seu algoz.

— Sa...Sa...ga.

— Ele não está aqui Kyoko, ele não quer você aqui, por isso a abandonou, ele a deixou aqui para morrer...sozinha. – Os dedos esqueléticos acariciaram o rosto desesperado.

Kyoko sentiu o peito doer com aquelas palavras, mas sem entender porquê. Saga era um homem humano e essa atitude vinda da parte dele já era de se esperar. Eles eram assim! Os homens humanos eram assim. Era da natureza deles trair e machucar uns aos outros, não que no meio dos youkais isso também não existisse, mas também não havia motivos para desconfiar deles já que não foram os de sua raça que a machucaram e a torturaram e sim os considerados o topo da cadeia alimentar. Saga não era a exceção mesmo sendo um cavaleiro e protetor de pessoas inocentes, mas ela não era humana, o que consequentemente não a enquadrava na lista de prioridades dele.

— Não se preocupe minha raposa, eu vou livrá-la dessa dor. O mestre precisa disso e eu tenho que levar de volta o que você roubou.

Kyoko sentiu o coração falhar uma batida. Não conseguia respirar e se movimentar, sua voz não saía e não teria a menor chance. Odiou-se momentaneamente por ter salvado Saga para agora ele a abandonar a própria sorte, sozinha e indefesa naquela cama sem a menor chance de se proteger, tampouco fugir. Era esse seu pagamento? A morte? Hã... que belo cavaleiro ele era! Muito justo e nobre de sua parte abandonar alguém assim. Devia estar era mais do que satisfeito isso sim. Aquela era uma excelente oportunidade para se livrar de si sem a menor dor na consciência. O shirohebi arrancaria sua cabeça e ele, Saga, não teria mais com que se preocupar. Estaria livre! Ninguém mais para atrapalhar e muito menos ter que vigiar, afinal nem humana era porque ele haveria de se preocupar?

O shirohebi sorriu maligno olhando dentro dos olhos lacrimosos dela, uma de suas mãos se enfiaram na nuca de Kyoko suspendo seu tronco somente um pouco. – Vai ser rápido, eu prometo.

O braço livre se ergue com a mão em palma, a sombra do corpo esguio cobriu parcialmente o da kitsune e sem mais desceu rápido em um ataque feroz e mortal direto no coração de Kyoko.

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— Tome! Aqui está o que me pediu Senhor Milo.

— Ahhh não! Pode me chamar só de Milo. Essa coisa de...Senhor não é para mim e sim para Saga, Camus ou...Shaka...entendeu né?! Os frescos.

— Bom eu só não queria ser desrespeitosa. — Disse a jovem sentindo-se encabulada por estar tão perto assim de Milo.

— Uma coisinha linda como você?! Desrespeitosa?! Ahhh...duvido muito. — As bochechas da moça queimaram de tão encabulada que ficou, mas também pudera, só de estar perto de Milo já era um privilégio, imagina ser elogiada por ele que para piorar mantinha aquele lindo sorriso sexy. — Ah não precisa ficar vermelha, eu só...

— Milo! — A voz melodiosa de Afrodite fez o escorpião torcer os lábios de irritação por ser interrompido. – Nós não temos tempo, vamos logo.

— Ta bom eu sei. – Deu uma piscadinha para a mocinha que olhava para si com as bochechas como um tomate. Suas amigas deram pequenos risinhos e incentivo ao verem sua amiga flertar com um dos cavaleiros de ouro.

— Você não tem jeito não é escorpião. – Ralhou Afrodite enquanto caminhava.

— Ohhh falou o “santinho das doze casas”! Eu pensei que esse posto fosse do Shaka e não seu Dite. Qual é?! Até parece que você também não gosta de flertar.

— Ah Milo eu gosto e muito de flertar e isso nunca foi segredo para ninguém, mas a minha dúvida é se nessa sua “pequena” investida você conseguiu o que Camus lhe pediu? – Cruzou os braços sobre o peitoral de sua armadura de peixes.

— Ahhh pelos deuses Dite, assim você me ofende. – Milo mostrou ao amigo o objeto que Camus havia pedido antes de se separarem. O outro sorrir de satisfação. – Ainda acha que eu estava perdendo tempo é?!

Afrodite deu uma gargalhada gostosa com a cara de vitorioso que o outro fez. Milo era um bom amigo e muito divertido por sinal, mesmo que às vezes aparentasse ser irresponsável, isso ele estava longe de ser. Aquele escorpião dourado não dava “ponto sem nó” e sempre com seu jeito sexy e aquele sorriso maroto conseguia o que queria.

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O youkai serpente mantinha uma de suas mãos embaixo do queixo de Kyoko, a usando covardemente como um escudo protetor. De seu braço direito, o sangue escuro tingia o chão do quarto, formando uma poça negra embaixo de seus pés. Sentia uma dor lacerante no que havia restado de seu braço, mas nem isso o fazia desviar seus olhos amarelos dos verdes faiscantes de Saga. Os olhos do cavaleiro brilhavam em meio à escuridão por conta de sua cosmo energia que fluía em conjunto com toda casa de gêmeos os tornando um só. Saga podia sentir cada pedaço daquele lugar como se fosse sua própria carne. O shirohebi não se intimidou, mas sabia que com ele não poderia vacilar ou seu plano iria por água abaixo, estava por um fio de conseguir o que havia ido buscar e não deixaria que um reles humano trajando uma armadura dourada o fizesse recuar.

— Hehehe... — Saga nem sequer piscou. – Ora, ora...não é que ele voltou. – A língua bifurcada deslizou pelos lábios, limpando um pouco de seu próprio sangue.

Nada disse. Seus olhos não se desprendiam um segundo do inimigo. O coração pulando dentro do peito com a visão de Kyoko sem conseguir respirar e ainda sendo usada como escudo. Ele era mais sujo do que imaginou, covarde o suficiente para se esconder e atacar alguém indefeso. A raposa forçava seus pulmões em busca de ar, mas os efeitos do veneno em seu corpo eram perversos.

— Olha Kyoko não é que eu me enganei. — Ironizou.

— Solte-a. – Saga ordenou, mas ainda se mantendo no mesmo lugar.

— Me dê um bom motivo...cavaleiro. — Sorriu maligno.

— Eu não vou falar duas vezes. — Franziu ainda mais o cenho, sentindo uma irritação fora do comum crescer dentro de si. Seu cosmo brilhou ainda mais fazendo seus cabelos dançarem devagar, seus olhos verdes brilharam florescentes e na palma de sua mão uma esfera que mais parecia uma pequena galáxia se movia devagar.

— Vai me atacar?! É isso que estou vendo mesmo?! Tem coragem de me atacar e correr o risco de acertá-la?! — O youkai lambeu o rosto da raposa, deixando um rastro viscoso de saliva. – Está vendo Kyoko, ele não se importa com você. Irá atacar mesmo sabendo que você pode se ferir, mas olha só o que estou dizendo, você já está morrendo mesmo porque ele teria compaixão de você? Você nem é humana e ele precisa fazer a obrigação dele como cavaleiro e manter a ordem e a paz mesmo que tenha que te matar. E pensar que você está assim tão...indefesa porque salvou a vida desse ingrato.

Saga trincou os dentes de ódio ao ouvir as palavras daquela serpente maligna. Apertou ainda mais o punho e sua cosmo energia se desestabilizou, aumentando mais. O algoz sentindo a energia se expandir pelo lugar divertiu-se. Saga estava perdendo a paciência e tudo estava saindo perfeitamente como queria. Ele tinha a obrigação de manter sua deusa e as pessoas daquele lugar seguras e jamais poderia deixa um inimigo tão perigoso sair vivo dali mesmo que significasse ter que matar a kitsune para isso.

— Vai! Faz o que você quer! Se quiser me matar e cumprir com seu dever você não tem opção. Me ataca!

A respiração foi profunda e em seus olhos a pequena galáxia refletiu, intensificando seu cosmo ainda mais. Ele não tinha opção. O inimigo estava certo, era sua obrigação manter Atena e as pessoas de Rodório seguras e deixar alguém como ele viver iria contra seus princípios de cavaleiro.

— Já que você não me dá opção, atenderei ao seu desejo.

O ataque foi certeiro, sem dar a menor chance para o youkai reagir. O som do corpo de Kyoko desabando no chão foi oco e alto, mas o grito de dor do inimigo foi ainda maior, pois a esfera que estava na mão de Saga desapareceu e na velocidade da luz reapareceu no braço do inimigo, decepando-o na altura do cotovelo. O adversário gritava de dor enquanto via seu sangue esvair-se em jatos potentes pelo quarto.

— Seu....desgraçado! Você....você...arrancou meu braço.- O youkai se afastou, caminhando com dificuldade para a parte mais escura do quarto.

— Você não deveria subestimar alguém sem conhecer e muito menos falar coisas das quais não sabe. Eu sou um cavaleiro de Atena e luto pela paz e justiça e nunca, jamais mataria alguém indefeso e inocente mesmo que esse alguém não seja humano. — Saga ergueu as duas mãos cruzando-as no topo de sua cabeça, seu cosmo começou a se elevar fazendo seus longos cabelos e sua capa majestosa sacudirem em uma dança rítmica.

O youkai arregalou os olhos pela surpresa. Agora quem estava indefeso ali era ele. – E...esp...espere...você não sabe de nada. Ela...ela é uma...de nós e...

— Eu não quero ouvir mais suas asneiras. – Duas linhas horizontais apareceram na frente de Saga e em um milésimo de segundo seguiu na direção do inimigo fazendo com que todo o ambiente parecesse flutuar no espaço. Estrelas se colidiam e as galáxias brilhavam naquela imensidão. – Morra! – Os cabelos de Saga e sua capa sacudiram quando seu cosmo se elevou para fazer brilhar um de seus maiores golpes.

— Outra Dimensão!!!

O youkai sentiu seu corpo ser tragado por aquele buraco dimensional com uma força estrondosa, não dando a mínima chance de escapatória. Saga era incrivelmente forte e arrependeu-se amargamente por tê-lo subestimado. – Me perdoe mestre! – Gritou antes de ser tragado pelo buraco dimensional.

O lugar voltou ao normal e Camus e Shaka que presenciavam tudo do salão de gêmeos finalmente deram as caras. Não queriam interromper, aquela era a casa que Saga protegia e não havia necessidade de se manifestarem. Milo chegou logo em seguida juntamente com Afrodite e Aiolia.

— Ahh que nojo. –Milo resmungou ao se aproximar de Camus e observar com uma careta a sujeira no quarto.

— Você trouxe o que pedi?

Milo entregou nas mãos de Camus duas seringas ao qual uma ele usou para colher um pouco do sangue do inimigo e a outra guardaria para aplicar o soro em Kyoko. Afrodite ajoelhou-se junto a Saga, que agora a segurava em seus braços, iniciando novamente o processo de manter a youkai estável o mais tempo possível. Antes de saírem ele e Shaka usaram uma boa quantidade de cosmo fazendo com que ela durasse o tempo necessário para o inimigo aparecer. Shaka tinha certeza de que ele mais cedo ou mais tarde tentaria covardemente feri-la e tudo saiu conforme planejou, só não planejou que Saga faria uma sujeira daquelas. O quarto ficaria inabitável por alguns dias, pois o sangue negro do inimigo não cheirava nada bem.

Camus seguiu para Rodório onde no pequeno hospital da cidade ele com a ajuda de um jovem químico, conseguiu produzir uma espécie de antídoto que mais tarde foi aplicado em Kyoko. Afrodite agradeceu a Atena milhares de vezes quando a mordida da serpente e a respiração dela começaram a se normalizar sem a ajuda de seu cosmo. Saga sentiu um alívio abrasador em seu peito, mas nada disse e agradeceu aos amigos pela ajuda.

Um médico da vila ainda examinou a raposa dizendo que ela ficaria boa em no máximo uma semana. Pediu que a deixasse descansar o máximo possível, pois os efeitos do veneno haviam levado seu corpo a níveis extremos de temperatura e cansaço.

Aiolia ordenou que o santuário inteiro ficasse em alerta para que ao menor sinal do inimigos eles pudessem agir sem serem pegos de surpresa novamente. E assim foi feito.

Continua...

Notas finais
Ufaaaaaaaaa essa foi por pouco, Saga deu um jeito naquele patife e salvou a Kyoko. Que fofummmmm. Rsrsrsrrsrs Bjs gente o brigada por tudo! ;D