Uma escolha

2 Capitulo 2


Notas iniciais
Gente como eu disse, é uma fic pequena, espero realmente que tenham gostado, aproveitem o ultimo capitulo e não se esqueçam de comentar!

Léo

Todos dizem que é comum se apaixonar pela melhor amiga, posso afirmar que me avisaram diversas vezes que eu estava apaixonado por ela, mas eu demorei para aceitar isso, sabe o quanto é complicado está apaixonado por ela? Eu adiei até onde pude e ontem cometi o erro de beijá-la, erro porque eu estava bêbado, por que fui impulsivo e posso ter estragado tudo.
Falei com Thomas mais cedo e odeio admitir isso, mas acho que ele está certo, só preciso conversar com ela. Resolvo sair um pouco do quarto e desço para jogar um pouco, não presto muito atenção quando Thomas sai de casa, minha cabeça está uma bagunça e tudo o que eu quero agora é tomar coragem e me preparar para ter a conversa com ela, sim eu vou falar tudo.

Depois de passar a tarde sem fazer nada, decido que o melhor é ir à casa dela, saio de casa sem muito ânimo.
Chego em frente à sua casa e bato na porta. Sua mãe atende.
— Oi querido. – Ela diz com um sorriso bondoso.
— Oi tia. – Não, ela não é minha tia de verdade, mas estou acostumado chamá-la assim desde pequeno. – A El está?
— Está sim querido, pode subir, ela está trancada naquele quarto a horas.
Subo as escadas e bato na porta, como ela não responde eu acabo entrando, ela levanta a cabeça e parece que ela estava dormindo, seus olhos estão levemente inchados, me aproximo da cama e sento ao seu lado, ficamos nos encarando por alguns minutos, até que eu tomo coragem.
— Queria conversar com você. – Digo, ela balança a cabeça negando e eu sei que ela não está bem.
— Podemos só ficar quietos, assistindo algo? – confirmo com a cabeça surpreso. Ela libera espaço a cama, indo mais para o canto e eu apenas me deito do seu lado, ela encosta o corpo em mim, como sempre fazemos, está passando um filme antigo na TV e eu não consigo prestar atenção, só consigo olhar para El e vejo como ela está triste.

Pego a sua mão e aperto com carinho, uma forma de demonstrar que estou aqui para ela.

— Senti sua falta hoje. – Ela diz baixinho e sei que está falando do fato de não ter enviado nem um bom dia para ela hoje.

– Culpa da ressaca. – Digo brincando e ela sorrir e fecha os olhos e eu apenas a observo.

Não percebo quando acabo dormindo, acordo no susto e vejo a El dormindo do meu lado, pego meu celular e vejo que já são 23:00h, tenho que ir para casa.

Levanto-me devagar para não a acordar, quando desço as escadas, as luzes ainda estão acesas, mas não vejo ninguém, então apenas vou embora.

Respiro fundo quando finalmente chego em casa, vou para o meu quarto e me jogo na cama, não foi dessa vez, penso nela e em como estava triste e não sei o que fazer.
“Foi embora e nem avisou.” Chega uma mensagem dela.
“Não queria te acordar.” Me apresso em responder.
“Tudo bem, desculpe por hoje, não estava muito bem.” Suspiro quando recebo sua mensagem, isso eu já sabia.
“Você sabe que pode me contar qualquer coisa né?” Mando em seguida.
“Eu sei que sim, só que ainda estou processando o que estou sentindo.” Será que ela está falando sobre o beijo? Isso não a teria deixado tão chateada, certo?
“Você quer conversar? Posso voltar aí...” respondo.
“Pode ser amanhã?” Não sei se sinto alívio ou fico mais nervoso.
“Passo aí de manhã, vamos dar uma volta...”
“ Okay.” Ela confirma.

Suspiro cansado, então é isso, o que tiver que ser, amanhã saberei, coloco meu celular para despertar antes de dormi. Se vamos caminhar tem que ser cedo.

Acabo não dormindo direito, o nervosismo não ajudou muito, acabei nem precisando do despertador, acordando toda hora.

Levanto-me, tomo um banho e me visto, coloco uma bermuda de caminhada, uma camisa qualquer e um tênis.

Quando saio do quarto, vejo que Thomas está acordado na cozinha, não sei por que, mas ele parece desanimado e meio triste.
— Tudo bem? – pergunto quando passo por ele.
— Sim cara, saindo essa hora? – ele me pergunta.
— Vou fazer uma caminhada. – Ele balança a cabeça não muito interessado e pega uma xícara de café. – A El não está bem e quero animar ela um pouquinho. – Digo e ele me olha e parece preocupado, me viro indo em direção a saída – Ah... Eu vou fazer o que você me disse. – Falo na esperança de ouvir mais algum concelho.

– O que eu te disse? – Ele me pergunta meio abalado.

– Sim. – Digo sem jeito. – Me deseje sorte! – E saio antes que ele diga alguma coisa.

Quando chego em frente à sua casa, vejo tudo apagado. Ligo para ela e posso escutar seu telefone tocando bem baixinho.
— Alô. – Ela atende meio sonolenta.
— Estou te esperando aqui embaixo, coloca um tênis porque vamos caminhar. – Digo meio mandão.
— Você é doido. – Ela desliga o telefone na minha cara. Ligo novamente e ela demora de propósito a atender.
— Alô. – Ela atende.
— Espero que já tenha levantado, não quer eu suba aí né? – ameaço.
— Você não faria isso. – Ela diz e finalmente aparece na janela com raiva, ela está com a cara toda amassada e seu cabelo está preso desajeitadamente e ainda está bonita.

Apenas sorrio para ela e faço sinal para ela descer. Ela bufa irritada e desliga o telefone, sento-me na varanda e espero, demora pelo menos uns vinte minutos para ela finalmente descer.
— Por que estou fazendo isso mesmo? – ela resmunga quando abre a porta.
— Não reclama e vamos logo. – Digo me levantando.
Resolvo fazer uma trilha que tem em um parque perto da casa dela, eu só tinha feito essa trilha apenas uma vez, enquanto estamos subindo, não falamos muito, ajudo ela a subir algumas partes, estamos ambos suados quando finalmente chegamos ao topo, olho para El e ela está ofegante, mas quando ela chega na ponta e ver todo seu bairro, ela finalmente sorrir, sinto um alívio quando a vejo sorrindo.

Nos sentamos admirando a vista e pego uma garrafa de água da minha mochila e ofereço para ela que bebe quase tudo, pego da sua mão bebendo logo em seguida.
— Obrigada. – Ela diz e eu olho para ela confuso. – Eu estava precisando disso. – Ela dá de ombros e fecha os olhos.
Não consigo dizer nada, apenas fico admirando-a.
— Então, o que você queria conversar. – Ela pergunta depois de algum tempo abrindo os olhos e me encarando.
— Sobre o beijo... – ela confirma com a cabeça.
— Sei que você estava bêbado, não se preocupe com isso. – Ela diz e sinto uma pontada no peito.
— Não é só isso. – Digo e ela me olha levemente confusa. – El, eu não sei se consigo te dizer... – suspiro derrotado.
— Pode me dizer qualquer coisa. – Ela diz e me olha agora preocupada.
— Eu posso te mostrar? – pergunto nervoso e ela confirma com a cabeça curiosa, me aproximo dela e vejo que ela fica um pouco assustada, mas eu não paro, estou a centímetros de distância, posso sentir sua respiração.
— O que você está fazendo Léo? – ela pergunta em um sussurro.
— Apenas te mostrando. – Então eu a beijo, no começo ela fica estática e não corresponde, meu sangue gela, a puxo pela cintura aproximando os nossos corpos não desistindo e quando vejo ela está com as mãos em meus ombros e me beijando de volta, seu beijo é tímido e contigo. Quando nos separamos eu apensas sorrio e não resisto quando vejo seus lábios rosados e sua expressão confusa e a beijo novamente e dessa vez é diferente, ela está totalmente entregue, mas ela simplesmente para e se afasta de mim.
— Eu não posso, não posso... – Ela se levanta e eu fico parado sem saber o que dizer. – Sinto muito... – E então ela começa a chorar.

Ellie

— O que você está fazendo Léo? – pergunto baixinho, surpresa pela proximidade.
— Apenas te mostrando. – Ele diz antes de me beijar, isso mesmo, me beijar. Fico sem reação, ele me puxa pela cintura e ao sentir suas mãos em
Volta do meu corpo, tento não pensar em mais nada e o beijo de volta, quando nos separamos ele sorri e vejo o sorriso pelo qual todas as garotas são apaixonadas, ele se aproxima me beijando de novo e por uns segundos esqueço tudo a minha volta e estou totalmente envolvida, ele acaricia as minhas costa e eu lembro do Thomas, ele volta com tudo em meus pensamentos, rapidamente me afasto do Léo e vejo sua cara de surpresa.
— Eu não posso, não posso... – repito nervosa, o Thomas não sai da minha cabeça, olho para o Léo e ele parece estar sem reação. – Sinto muito... – digo e penso em como tudo ficou confuso agora, lembro do Thomas e olho para o Léo e não sei como vai ser as coisas entre a gente novamente e quando vejo estou chorando.

Chorando pela nossa amizade, chorando pelo Thomas e pela confusão que está a minha vida.
— El para... para por favor. – Léo vem na minha direção e me abraça. – Eu beijo tão mal assim? – ele pergunta brincando, mas eu sei o quanto ele também está abalado.
— Me desculpa. – Eu digo, por que é a única coisa que eu consigo pensar.
— Não tem por que se desculpar, sabe... eu sempre imaginei como seria quando eu finalmente falasse para você como eu me sinto, mas nunca pensei que você choraria. – Ele continua me abraçando o que é reconfortante. – Você pode me dizer o que está acontecendo? – ele pergunta.
Ele pega a minha mão e voltamos a nos sentar, eu não sei como irei contar para ele que estou apaixonada pelo seu irmão, ainda mais agora que ele me beijou.
— Eu... eu estou gostando de alguém. – Digo e por mais que ele tente não demonstrar, sei o quanto isso mágoa ele.
— Quem? – ele pergunta.
— Eu não posso falar... também não faria nenhuma diferença, ele não quer nada comigo. – Dizer isso em voz alta dói mais ainda.
— Ele seria um burro se não quisesse. – Ele diz baixinho.

— Ele não quer. – Digo triste.

– Quando isso aconteceu? Eu... – Ele parece não saber o que dizer. Ele respira fundo e olha para o céu. – Então... Eu cheguei tarde né? – ele diz.

— Léo, eu...
— El eu gosto de você! – ele diz olhando nos meus olhos. – A muito tempo eu gosto de você e eu preciso te dizer isso e agora que eu disse, eu me sinto tão aliviado por finalmente você saber, eu sei que você não sente o mesmo. – Ele segura as minhas mãos com carinho. – Mas eu quero que você saiba que eu estou disposto a te esperar. – Ele diz o que me emociona, ninguém nunca se declarou assim para mim, tão abertamente e tão verdadeiro.
— Você merece mais do que isso Léo. – Digo com sinceridade. – Não fique me esperando, você merece alguém que te ame. – Ele abre um pequeno sorriso.

– Ainda não acredito que demorei tanto para te dizer isso. – Ele suspira.

– Você me desculpa? – pergunto insegura. – Ainda somos amigos né?

– Claro que sim. – Ele me dá a mão e sinto um alívio.

– Eu sei que parece egoísmo, mas eu não posso ficar sem você! – Digo e sinto as lagrimas voltando.

— Você não é nenhum pouco egoísta! – Ele diz e me puxa para mais perto. – E eu também não posso ficar sem você, você é minha melhor amiga. – Ele diz e deito minha cabeça em seu ombro, ele acaricia os meus cabelos e fico olhando aquela vista incrível e por incrível que pareça, eu me sinto bem.
— Eu te amo Léo. – Digo baixinho e com um pouco de receio.

— Eu também amo você El. – sorrio aliviada. E mesmo tristes sinto que estamos bem.

Chego em casa e eu vou direto para o banho, o Léo foi para casa, ele disse que precisava de um tempo sozinho e eu não quis forçar a barra.

Coloco uma calça moletom preta e uma regata branca e desço para a cozinha, estou faminta.

Hoje é domingo meus pais estão na casa da minha vó, eles sempre vão vê-la no domingo. Estou com a geladeira aberta quando tocam à campainha.

Vou atender a porta sem qualquer ânimo para receber visitas. Quando abro a porta dou de cara com o Thomas de olho roxo.
— Oi. – Ele diz. Não respondo então ele continua. – Posso entrar? – continuo sem responder, não entendo por que ele veio aqui. – El?
— O que você quer? – pergunto irritada.

— Conversar com você. – Ele diz dando um passo na minha direção.
— Não temos nada para conversar. – Afirmo, qual é o problema dele?
— Ah... Você não... Eu pensei que você já teria entendido... – Ele diz sem graça, tropeçando nas palavras e me deixando confusa. Ele está corado? Isso é novidade para mim.
— Entendido o que? – a curiosidade fala mais alto e eu me vejo perguntando.

— Bom eu pensei que depois que o Léo teve aquela conversa contigo, você entenderia por que não podíamos ficar juntos. – Ele diz nervoso.
— Como assim? O que o Léo tem a ver com isso? – pergunto abalada e surpresa pelo rumo da conversa.
— El... – Ele diz meu nome e me surpreende ao se aproximar de mim colocando as mãos na minha cintura, ele se inclina lentamente em minha direção e eu quase deixo que ele me beije, quase...
— Você não pode fazer isso comigo de novo! – Me solto de suas mãos e me afasto, virando de costas para ele não ver como ele me deixa abalada.
— Não vou, eu prometo. – Ele diz triste.

— Eu não entendo o que mudou... Por que você está fazendo isso comigo? – pergunto ainda de costas, brigo internamente comigo para não chorar, não quero que ele me veja assim.

— Sabe por que não podíamos ficar juntos? – ele me pergunta der repente.
— Porque você não queria um relacionamento. – Respondo passando as mãos nos olhos em uma tentativa de afastar as lagrimas.

— Eu menti El. – ele diz me deixando confusa. – Eu não podia ficar com você, porque o meu irmão te ama.
Me viro para ele surpresa, como ele sabia disso?
— O Léo te contou? – pergunto sem voz.

— Todo mundo sabia El, era visível. – Ele diz com paciência.
— Eu não... como saberia? – pergunto nervosa.
— E sabe como foi para mim quando vi que estava apaixonado por você? Como contaria isso para ele? – ele diz colocando as mãos nos meus ombros.

— Você? Apaixonado por mim? – pergunto baixinho, não acreditando no que ele acabou de dizer.
— Sim, apaixonado por você. – Ele sorrir aliviado.

— Eu pensei que... não sei... que você não me queria. – Digo surpresa.
— Pode acreditar em mim, quero ficar com você mais do que tudo. – Ele fala me puxando na sua direção.
— E o Léo? – pergunto, não queria magoar meu melhor amigo, não podia, como não pensei nisso antes?
— Eu conversei com ele hoje, ele não está feliz..., mas ele vai superar. Pelo menos é o que eu espero. – Posso ver como ele está preocupado com a relação dele com irmão. – E ele ainda me deu isso de presente, ele não gostou nenhum pouco de saber que fui eu que te magoou, então... – ele aponta para o olho roxo e dá de ombros. – Eu meio que mereci.
— Eu não pensei que gostar de você me daria tanto problema. – Digo pensando em como ficaria minha amizade com Léo agora.
— Está em dúvida sobre nós? – ele pergunta e vejo que ele está inseguro.
— Existe um nós? – pergunto olhando em seus olhos.
— Espero que sim. – Ele diz e vejo seu sorriso antes de me beijar.

Estamos na varanda, o Thomas está deitado com a cabeça nas minhas pernas, seus olhos estão fechados, seu olho esquerdo está inchado e roxo, passo a mão devagar por cima e ele faz uma careta de dor.
— Ele realmente te bateu? – pergunto ainda surpresa.
— O que? Você não acredita? – ele pergunta sem abrir os olhos.
— Só nunca vi o Léo batendo em minguem... – digo indiferente e ele sorrir.
— Ele só é bonzinho com você. – Ele fala, mas eu sei que está brincando.
Ficamos assim por um tempo e eu fico admirando a sua beleza, seus cabelos pretos e macios caindo levemente pelo seu rosto, seu semblante tranquilo, seus lábios, poderia ficar aqui por horas.
— Você está fazendo de novo. – Ele sussurra.
— Fazendo o que? – pergunto com um sorriso.
— Me encarando. – Ele diz simplesmente e me olha e quando eu beijo ele sinto que nada pode estragar o nosso momento.

Notas finais
E ai? um pouco brega ? rs' comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.