Uma crítica como ultimo suspiro.
1 Egoismo, egocentrismo.
Notas iniciais
Egoismo e egocentrismo. Em nossa sociedade muitas coisas são impostas por puro prazer. Seja naquela maldita frase “ajude o próximo”, quanto em outra muito usada: “eu não me importo”. Oferecer e receber, falar e especular, o incrível do comportamento humano são as falhas absurdas que abrem brechas para personalidades fracassadas, psicóticas ou apenas precárias.
Desculpa, te amarrei nesta cadeira porque incontáveis vezes após acordar você tentou fugir. Não quero que me veja como um psicopata, minha intenção de longe é mata-la, muito pelo contrário! Quero apenas ditar meu ponto de vista, por isso anote em sua mente minhas palavras. Não irei mudar sua opinião, apenas explicar a minha. Não me resta muito tempo então… Ok, eu irei retirar este pano de sua boca se prometer não gritar! E lembre-se que o fazer ou não, de forma alguma mudaria a situação. Estamos no meio do nada, e não quero ter de desacorda-la novamente.
Então, entraremos no assunto, por favor. Fique em silencio!
Já deve ter notado a necessidade de se sentir bem, isso com certeza é o básico de qualquer existência, e com isso ser “feliz” está implícito. Vejamos, acredito que conseguiram descobrir as diferentes maneiras de o fazer. Começarei então por aqueles cujo sentido da vida é plantar o bem. Sim, no caso você, querida. A incontrolável menção de fazer algo que ajude alguém, o qual o desejo não se sabe se é ou não ser ajudado. No final, você apenas martiriza-o com palavras de comoção e auto satisfação alegando que seria o melhor a se fazer, dita regras e esquematiza toda a trama que o envolvera a seguir, apenas pelo que? Prazer. Se satisfaz sempre que pensa estar amparando um ser menos desprivilegiado que você. A Bíblia o instiga a fazer isso, correto? Então este é o certo, tenho certeza que você vê assim.
Porém, vamos nos por agora no corpo daquele depreciado, que acredita piamente que a vida é uma droga, a qual não faz bem a ninguém. Note o quão solitário e destroçado se encontra, não… Não iremos lhe estender a mão, pense que talvez o motivo de sua existência é ser a vitima. Imagine que a razão pelo qual é daquela forma seja o mesmo pelo qual você insiste em ajuda-lo: Prazer.
Existem diferentes tipos de prazer. Sim, exatamente, eu sei que não está entendendo nada, mas muitas coisas, minha cara, você nunca conseguirá entender. O que quero dizer, tentando simplificar, é que muitos gostam de pensar que o mundo é injusto — de fato é — e que por algum acaso, é o alvo de toda fúria do universo. Ele, jovem, é nada mais e nada menos do que um masoquista. Se senti triste, mas sem o poder que essa angustia lhe dá psicologicamente, provavelmente se sentiria um ninguém. Algo que nunca compreenderemos é que de fato, em tese, já se sente um ninguém... Entretanto, nada o dá mais prazer do que ser notado por sofrer, isso o diferencia de muitas pessoas. Acredito eu, que principalmente de pessoas como você.
Quem sou para falar assim? Não, não se acanhe, noto quando desvia o olhar, quero que preste atenção em mim enquanto falo! Pode me chamar de Imutável, é uma questão de espirito, e o meu já foi formado. Contudo, acho melhor voltarmos ao assunto, estamos fugindo do contexto e essa não é a ideia central no momento.
Estávamos falando sobre o sofredor, certo? Sim, sim… Não devia o chamar assim, mas é a realidade… E ela machuca. No caso, quero falar de outros, os que não sentem prazer em sentir-se mal amados e sim que sentem necessidade de amor. Ah! A esses, lhe oferecer um ombro amigo muitas vezes pode ajudar, deveria chegar os abordando, isso se souberes diferenciar.
Buscam desesperadamente por atenção, se sentem prejudicados e muitas vezes são. Choram e se rebelam, mas nada que um abraço e algumas drogas não mudem. Não quero perder tempo com essa laia, quero explicar como funcionam os que não se importam. Esses são realmente mais fáceis de descrever, porque estou incluído.
Não querer se envolver diretamente com alguém, ou apenas não ter prazer algum com qualquer coisa que se possa fazer a outrem é um direito do individuo. E acredite, é difícil, muito difícil conseguir encontrar algo que desperte qualquer interesse. Estou indo muito rápido? Se for complicado posso regressar um pouco. Bem, também não queria o fazer.
Esses seres não devem ser tratados como loucos, é um comum equivoco os colocarem na mesma classificação que psicopatas, pois assim como não se importam, também não veem qualquer razão para matar ou ver sangue.
No meu caso, isso não é de toda verdade, eu já estou ferrado então não me “importaria” de a matar se não cooperar. Pare de gritar! Já a avisei que ninguém irá escutar!
O que estou tentando falar é que o estado de espirito desses seres é movido pelo prazer de só levar em consideração o próprio pensamento, as ações que os sucedem são sempre pelo seu próprio bem, seja envolvendo uma terceira pessoa ou não. Logo palavras caridosas não serão bem vindas, mesmo que sinta algo por alguém não o fara escrever um livro de auto-ajuda, ele ditará fatos e muitas vezes isso os torna insuportáveis.
Não, acredito que esse parente no qual fala deva ser apenas um idiota, há quem se diga o dono da razão, mas aqui não estamos lhe dizendo uma verdade absoluta. Expressamos nossa opinião sempre que nos é pedido, veja a clara diferença. Mas que bom que é participativa.
Sim, não queremos fazer o mal, apenas empregar aquilo que nos faz bem, e no caso, é sermos sinceros prezando apenas nós mesmos. Fácil dissertar sobre algo que claramente é nossa área.
Bem, estou tomando muito tempo nesta explicação. Deixe-me então falar sobre quem quer fazer o mau. Psicopatas, exatamente. Eles também não se importam com nada, porém sentem prazer em causar o mau a alheios. Ver suas entranhas, eu dispenso isso, me dá revertérios. Claramente para eles, é como fazer sexo. Muitos até acabam por ter orgasmos quando consumam o ato. Nojento? Não. Não iremos aqui julga-los, afinal, sem estes não haveriam casos para os investigadores, acabariam desempregados ou apenas ajudando mulheres galhadas.
O caso é que também existem aqueles que machucam outros por não se importarem, mas é a ralé da sociedade, o prazer é subir na vida sem criticar os meios. No caso, traficantes e ladrões, eu não tenho muito a falar destes, porque no momento estou sendo acusado de ser um, e veja que não sou.
Está conversando comigo e nenhuma vez falei sobre riquezas. Porém eles estão em toda parte, são os invejosos. Eu usaria esta classificação. Porque matar não seria uma opção de inicio, mas o fizeram tanto que já não ligam.
Agora, contarei o porquê desse momento a dois, já notei que está bastante curiosa, lhe traria algo para beber, mas não há nada desse tipo por aqui.
Eu matei um homem, a por favor! Não chore! Precisarei falar as mesmas coisas de antes? Obrigado, eu a permito soluçar. Voltando ao assunto. Eu matei um homem. Não foi por prazer, apenas casualidade. Um homem de negócios me ofereceu um emprego, quem diria que seria para levar drogas para os Estados Unidos? Bem, o caso é que fui intimado e por alguma razão mais pessoas apareceram naquele bar… Uma briga se iniciou e num momento de insanidade eu consegui por a mão em uma arma. No fim, disparei contra meu agressor, no caso, este seria dono de uma companhia e como o idiota que sou acabei fugindo. Não existem provas que o coloquem naquele meio, sua morte foi dada como planejada e eu estou aqui, diante de você. Sim, estou esperando a policia, provavelmente logo chegarão e você será solta e eu preso. Ironia, trocaremos de lugar.
Agradeço desde já sua companhia e por ter me ouvido até o final, não que tivesse muitas opções. Estava debatendo internamente enquanto dialogávamos se deveria ou não me matar antes de acabar na cadeia. Acredito que não me fará nenhum bem uma sela, então peço uma ultima coisa, que assista meu suicídio. É egoísta? Essa conversa toda foi para mostrar que toda a humanidade é egoísta! Eu nunca disse que seria diferente, pelo contrario, também sou humano.
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