Uma comédia quase romântica
2 Apelido carinhoso
Notas iniciais

– Ah! Finalmente chegamos Yuri-chan. – Dizia Ayase, em frente a uma pequena loja de games, sorrindo.
– Não que seja muito longe da nossa casa até aqui, né. – Bocejava sua companheira, suavemente.
– Ora, não seja assim... mais ânimo, poxa! – Fazia um pequeno bico e, usando as mãos, tentava fazer um sorriso no rosto da amiga, sem muito sucesso porque a mesma apenas ficara com uma careta muito estranha.
– Vir a uma loja de games para comprar um lançamento não é motivo para sorrir.
– Yuri-chan, sua esquisita! – Mostrava a língua, emburrada.
– Deixa de ser infantil, Aya. Vamos entrar logo e comprar meu jogo.
– Ta bom...
As garotas entravam na loja e já podiam ver inúmeras prateleiras de jogos, assim como algumas pessoas no lugar, mas eram tão poucas que podia se contar nos dedos. Ayase caminhou até a recepcionista, uma garota de cabelos verdes cacheados, olhos verdes e que usava óculos.
– Saya-chan! – Ayase esboçava um grande sorriso ao chegar perto do balcão, olhando para garota.
– Olá Aya-san, faz um tempo que não a vejo, como está? – A jovem esboçava um pequeno sorriso.
– Estou bem e o Yama-kun? Vocês ainda estão namorando?
– Sim... estamos. – Respondia Saya, juntando os dedos indicadores, um pouco envergonhada.
– Own vocês dois juntos são a coisa mais fofa do mundo, fico feliz por vocês. Antes que eu me esqueça, essa aqui é minha sobrinha de 12 anos, Hits...
Antes mesmo de terminar de falar, Ayase recebia um chute na canela que fazia elas dar pulinhos de dor.
– Aiiiiii... vai com calma Yuri-chan, eu estava para fazer uma brincadeira com a Saya-chan.
– Suas brincadeiras sempre são idiotas. – Soltava um longo suspiro. – Me chamo Hitsuko Yuriko, era da mesma sala da Ayase na época de escola. É um prazer conhecê-la, Saya-san.
– O prazer é meu Yuriko-san, espero que possamos ser amigas. – Esboçava um pequeno sorriso.
– Por mim tudo bem. – Fazia um sinal positivo com a mão direita, ainda com aquela expressão séria, ela não sorria de maneira alguma.
– Minha perna está doendo, como pode ser pequena desse jeito com essa força enorme...? Deve ter tomado muitas vitaminas quando criança. – Ayase massageava o local que Yuri havia chutado, com um pequeno bico.
– Tanto faz, vamos agora comprar meu jogo. – Dizia, caminhando para as prateleiras de games de horror.
– Chata... Saya-chan, vou ajudá-la a procurar, até outro dia!
– Tudo bem, pergunte para uma garota de cabelos loiros sobre o jogo que querem comprar, seu nome é Victoria. Ela é responsável pelos lançamentos, tenho certeza que sabe onde está.
– Ok, obrigada.
Ayase correu para perto da amiga e logo avistou a garota da qual Saya comentou.
– Deve ser aquela... Hey! – Gritou para garota, que arrumava uma prateleira.
– Hum? – A outra piscou os olhos algumas vezes, e olhou para voz que a chamava.
– Você deve ser a Victoria né? A Saya-chan disse que você poderia me ajudar com a questão dos lançamentos e...
– Você é a ruivinha que estava com o namorado da Saya ano passado, né? Sua sem vergonha, o que tá fazendo aqui?
– Er... sem vergonha? Isso faz tanto tempo, como ainda lembra disso? – Aya sorriu, um pouco sem graça.
– Eu lembro de tudo que tem a ver com minha amiga, sua ruiva safada. – Victoria apontava para Ayase com aquele ar de superioridade que sempre teve.
– Não sabia que teve tretas com uma garota na época de escola, Ayase... acho que suas brincadeiras passaram dos limites. – Yuri colocava a mão no rosto, convencida de que a loira estivesse com a razão.
– Ei, ei espera um pouco ae, você não entendeu as coisas um pouco erradas naquele dia? A Saya-chan não te explicou?
– Ela não me disse nada a respeito, mas eu posso tirar minhas próprias conclusões.
– Acho que vou ter que apelar para o psicológico... odeio fazer isso. – A ruiva soltou um longo suspiro.
– Lá vem, vai fazer a garota chorar. – Yuri bocejava, suavemente.
– Hã? – Victoria tombava levemente a cabeça para o lado, confusa.
– Olha aqui loirinha, eu não te conheço e já sei que é muito convencida, tenho certeza que deve andar sempre na sombra da Saya-chan pois já desistiu faz tempo de superá-la, aceitando o fato de que ela sempre foi superior. Hoje vocês são amigas? Acredito que seja mais escrava ou parasita dela, que direito tem de ficar cuidando dos assuntos pessoais da sua amiga? Por acaso ela é sua primeira? Eu acho que sim, né? Então que tal parar de ficar me julgando e me fazer o favor de entregar o último lançamento de horror? – Ayase esboçava um doce sorriso, mesmo após dizer tudo aquilo, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Victoria ficava pasma com aquela atitude da ruiva, e segurava o choro com todas as forças, pegando o jogo para entregar a Ayase.
– Opa, muito obrigado, loirinha, até a próxima! – Ayase pegava o jogo e acenava de costas para garota, que ficava de joelhos no chão chorando com as mãos no rosto.
– Francamente... precisava de tudo aquilo? A garota pode ficar realmente mal depois de tudo que falou.
– Ela tem a Saya-chan, vai ficar tudo bem Yuri-chan. Eu sempre tomo as decisões certas pensando na opção que vai machucar menos meus inimigos, não sou assim tão má.
– Hã? Você sempre foi assim tão calculista nas suas ações? Sempre pensei que fazia tudo sem pensar nos outros.
– Achei isso ofensivo, peça desculpas. – Fazia um pequeno bico.
– Não. – A outra respondia friamente, na mesma hora que Ayase fazia o pedido.
– Nossa, como você é ruim. – Soltava um longo suspiro.
Ayase pagava o jogo e se retirava da loja rapidamente, com o mesmo em uma sacola. Yuriko caminhava ao seu lado, bocejando suavemente e ambas esbarravam no garoto loiro de alguns minutos atrás.
– Opa, me des...você é o virjão de antes, né? Eae! – Dizia Ayase, sorrindo para ele.
– Olá Mr.virjão. – Yuriko acenava com a mão como cumprimento.
– NÃO ME CHAMEM ASSIM! – Gritava, colocando uma das mãos no rosto. – Me chamo Lucas, Lucas D’ Angelo.
– Mas virjão é algo puro e inocente, um apelido fofo, não é Yuri-chan?
– Concordo.
– NÃO TEM NADA DE FOFO!
– Brincadeira Lu-kun, mas então... em que posso ajudá-lo?
– B-Bem... eu queria conhecê-la melhor e... – O rapaz corava levemente, olhando para os lados, um pouco sem jeito.
– Oh... acho que entendi. – Ayase aproximava-se do rapaz e passava um dos braços por seu pescoço, em um meio abraço, sorrindo maliciosamente. – Vamos nos conhecer melhor, mocinho.
– Vai começar... eu tenho que gravar isso. – Yuri pegava o celular que trazia preso à sua saia e ligava a opção gravar.
– E-Espere... Aya-san, não fique assim tão perto. – O rapaz estava com o rosto muito vermelho.
– Porque não? Você não gosta? – Ela apertava os seios no braço do rapaz propositalmente, apenas para provocá-lo, e piscava para Yuri, que fazia um sinal positivo.
Lucas tampava o nariz que começava a sangrar, mas logo Ayase se afastava rindo, e dizia:
– Estou apenas brincando com você, vamos juntos na casa da minha amiga jogar, o que acha? – Esboçou um pequeno sorriso.
– T-Tudo bem... só não faça mais essas coisas. – Dizia ele, ainda com as mãos tampando o nariz.
– Por mim tudo bem, depois desse vídeo eu aceito qualquer coisa. – Dizia Yuriko, guardando o celular na cintura novamente.
– Espera um pouco.... VOCÊ GRAVOU? – Questionava o rapaz, completamente vermelho.
– Claro que sim, foi realmente divertido. – Começava a caminhar em direção a estação, tranquilamente.
– Yuri-chan gosta de fazer chantagens usando o emocional das pessoas, que cruel. – Comentava Ayase rindo, andando ao lado da amiga.
– Olha só quem fala...
–Aonde é que eu fui me meter...? – Lucas começava a acompanhar as garotas, com uma das mãos no rosto.
Fale com o autor