Uma chance de ser mais
9 Capitulo 8 - E se?
Notas iniciais
Fechei meu armário com força, tentando calar as vozes em minha cabeça. Me virei trombando com um corpo masculino um pouco mais alto do que eu. Suas mãos se colocaram em meu ombro e o olhei.
–Hey, Tudo bem? –Stiles me perguntou.
–Sim, só um pouco... É, to legal.
Stiles tinha uma expressão cansada, como se não tivesse dormindo nada bem a noite.
–E você? Tudo bem? –Perguntei.
–Tudo, é que meu pai e eu discutimos. Teve um assassinato á algumas quadras de casa, fiz algumas perguntas e ele teimou que não me responderia, que está na hora de eu deixar os assuntos da policia com a policia enquanto não tem nada sobrenatural envolvendo. E que serial killers humanos também existem na cidade e enfim, muitas coisas.
–Ele está certo Stiles, nem tudo precisamos resolver. Se nada de anormal aparecer nos casos, bem, deixe-o fazer o trabalho dele. Aposto que ele sente falta de um pouco de investigação humana.
Stiles sorriu levemente.
–É, acho que tem razão.
Me sobressaltei ao ouvir repentinamente mais uma das vozes em minha mente, agora mais alto, mas ainda incompreensível.
–Então, ainda está tendo algumas aulas com Deaton? –Perguntei enquanto caminhávamos para a sala, torcendo para Stiles não ter percebido meu desconforto com os sons a minha volta.
–Sim, já estou bem melhor, não sinto mais que vou arrancar a cabeça de alguém a qualquer momento.
As vozes falaram novamente e novamente me sobressaltei. Stiles franziu o cenho e olhou para mim.
–O que foi?
Suspirei.
–Nada de mais, só as vozes que resolveram voltar das férias e me perturbarem.
Fechei os olhos e agitei a cabeça levemente, tentando fazer as vozes se silenciarem, mas foi inútil. Bufei, abrindo os olhos.
–Desde madrugada está assim, não aguento mais.
Stiles parou no corredor e eu parei de andar junto com ele.
–O que foi?
Ele pareceu pensar. Olhou em volta e um sorriso travesso brotou em seus lábios. Se virou para mim e segurou minha mão.
–Confia em mim? –Perguntou.
Franzi o cenho, confusa.
–Claro, mas o que...?
–Então vem. –Ele sussurrou e me puxou em direção á saída da escola. Eu o segui apesar de não entender o que ele faria.
Saímos pela porta e corremos até o seu jipe.
–Rápido, antes que o diretor veja que estamos fugindo.
Entramos no jipe e ele ligou.
–Stiles aonde nós vamos?
–Fazer essas vozes te darem uma paz.
–Como?
–Nos distraindo uma pouco.
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POV Stiles
Lydia já tinha me confessado uma vez que estar comigo fazia com que as vozes em sua cabeça sumissem por um tempo, pois eu conseguia distrai-la de uma forma que ninguém mais conseguia. Fiquei nas nuvens por dias, semanas depois dessa confissão. Ela não tinha ideia.
Sorri enquanto dirigia, Lydia parecia mais relaxada, mas ainda curiosa sobre onde eu a estava levando. Parei em um ponto, na entrada de uma das partes da floresta.
–Vem. –A chamei e descemos do jipe.
–A floresta? –Lydia perguntou.
–Não “A floresta” aposto que você nunca veio nessa parte da floresta, poucas pessoas conhecem.
–E como você conhece?
Me calei sabendo que a informação tornaria o clima por alguns segundos estranho.
–ãn... Scott me falou um dia. Ele trouxe Allison aqui.
O sorriso de Lydia vacilou por um momento, mas ela respirou fundo e o sustentou.
–Legal.
Sorri e segurei sua mão.
–Vem.
Andamos um pouco até chegar na margem de um pequeno riacho, algumas pedras faziam um tipo de trilha para atravessar.
–Cuidado. –Alertei.
Ainda de mãos dadas atravessamos o pequeno riacho cuidadosamente, pulando de pedra em pedra. Depois de atravessar continuamos andando.
–Stiles, vai me contar aonde vamos? –Ela riu por um momento. –Meu Deus, fugimos da escola.
–Relaxa Lydia, é só um dia. E seja mais paciente, estamos chegando.
Havia duas árvores onde o galho de cada uma se encontrava e neles descia uma espécie de cortina de planta. Olhei Lydia.
–Pronta?
–Sim.
Abri uma fenda no meio das plantas nos dando um pouco da visão do outro lado, entrei e fui seguido por Lydia. Não havia algo de especial na verdade, era só um espaço aberto sem árvores, apenas grama baixa e em alguns pontos havia um amontoado de flores fechadas. Também tinha um pequeno riacho.
–Hey, antes essas flores não existiam. –Comentei. As flores, mesmo fechadas tinham feito o lugar ficar mais bonito e agradável.
–Vai ver alguém mais sensível que você e Scott veio aqui e as plantou. –Provocou ainda sorrindo docemente.
Lydia respirou fundo, com se apenas sentisse o oxigênio ali. Era fresco, limpo. Era um lugar gostoso de se ficar.
–Legal não é? –Perguntei.
–Aham.
Andamos um pouco e nos sentamos na grama ao lado de um dos amontoados de flores perfeitamente plantadas. Algo passou pela minha cabeça, algo que eu torci para que desse certo.
–Olha.
Peguei uma das flores fechadas e a segurei em minha mão me concentrando. Lydia me olhou confusa. A flor lentamente começou a se abrir, expondo suas pétalas macias e cheirosas. Sorri feliz por ter funcionado. Estendi a flor para Lydia e ela aceitou com um sorriso expondo suas delicadas covinhas nas bochechas.
–É linda. –Disse olhando a flor.
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POV Lydia
Passamos um bom tempo conversando sobre várias coisas, deitados na grama olhando o céu um pouco nublado acima de nós. Até chegarmos a um assunto mais sério, mas ao mesmo tempo um pouco descontraído.
–Stiles. Você acha que se... –Pensei um pouco, procurando as palavras. –Se Scott não tivesse virado lobisomem... As coisas seriam muito diferentes?
Virei o rosto para olha-lo e ele fez o mesmo. Pude observar seus olhos castanhos me olharem pensativos, meus olhos vagaram momentaneamente observando seu rosto. A boca bem desenhada pronunciando algo que no momento não escutei. Algumas pintinhas na bochecha esquerda um pouco comprimida na grama do chão, elas continuavam descendo por seu pescoço até onde eu podia ver, até a gola da camisa vermelha. Será que elas eram espalhadas por ele todo?
–Lydia? –Stiles me chamou em um tom mais alto que o normal, como se já tivesse me chamado muitas vezes.
–Ãh? Oi, o que disse? –Perguntei.
Ele sorriu levemente.
–Disse que não sei. Talvez, bem. Acho que talvez nós estaríamos no banco no lacrosse. Ou eu ainda seria o numero vinte e quatro, mas Scott seria la para o vinte, não o capitão do time. –Disse com os olhos perdidos para cima, como se imaginasse a cena. –Eu estaria o ajudando a passar de ano e tudo o mais. Argent teria aceitado numa boa o namoro dele com Allison, porque com certeza ele não ser lobisomem não impediria eles de ter alguma coisa, porque eles se amavam, iriam ficar juntos de um jeito ou de outro. E o mais importante, a mãe, a tia, o avo e o pai de Allison não tentaria mata-lo. Derek seria apenas um cara esquisito na cidade e Peter provavelmente teria feito uma matança na cidade e encontrado outro adolescente maluco andando sozinho pela floresta á noite e o transformaria. Sabe, todas essas coisas seriam diferentes.
Ele parou de falar por uns segundos, mas eu não disse nada, pois sabia que ele ainda não tinha terminado.
–Uma coisa boa de que tenho certeza é que Scott e eu ainda seriamos melhores amigos e arrumaríamos alguma encrenca para nos meter. Mas uma coisa de que tenho medo desse pensamento, de que seria diferente se ele não tivesse virado lobisomem é que provavelmente nós, você e eu, não nos aproximaríamos como agora. Talvez conversássemos, por você ser melhor amiga de Allison e teve todas aquelas vezes que saímos ela, Scott, você e eu. Mas talvez só seria isso, provavelmente você ainda não me enxergaria.
Ele ficou quieto, mas ainda olhava pra cima. Respirei fundo e me virei para ele, ficando de lado e mais próxima. Stiles virou o rosto e nos encaramos nos olhos. Senti meu coração disparar involuntariamente. Umedeci os lábios.
–Desculpe por não te notar tanto antes, na verdade eu percebia. Todos os “Bom dia, Lydia” ou te pegava me encarado várias vezes, você não era completamente invisível. E tenho certeza de que mesmo que se Scott não tivesse sido mordido e todas as circunstancias sobrenaturais que aconteceram e nos juntaram não tivessem acontecido, acho que ainda seriamos amigos.
Sorri e continuei.
– Stiles, você é incrível. É inteligente, engraçado, sabe o que dizer para nos ajudar quando estamos tristes ou preocupados e etc, esta sempre comigo quando preciso, o único que consegue me fazer esquecer as vozes, as silenciarem, não ouço nada agora e de manhã estava um inferno. E se nada de sobrenatural tivesse topado nosso caminho, algumas poucas horas, até minutos que eu passasse com você seria o suficiente e com certeza seriamos amigos.
Ele sorriu, parecendo ainda um pouco incrédulo.
–A popular Lydia Martin andando com o nerd e desajeitado Stiles Stilinski? Acho que não ia rolar Lydia.
–Bem, eu mudei um pouco não foi? Poderia mudar mesmo sem todas as maluquices terem acontecido. Vocês me mudaram. Ainda seria amiga de Allison e consequentemente sua amiga e de Scott e perceberia o quanto a popularidade não é tudo no mundo.
Ele pareceu pensar um pouco.
–É... Talvez.
Percebi o quanto estávamos próximos, e novamente meu coração disparou. Novamente meu olhos vagaram por seu rosto, dessa vez parando em sua boca. A minha começou a formigar e umedeci os lábios novamente mordendo o inferior levemente.
–Mas está bom do jeito que está, tudo o que aconteceu. Passamos por coisas horríveis, perdemos pessoas, mas também tivemos vários momentos ótimos.
–Tivemos... –Agora que percebi que Stiles também me encarava de um jeito bem... fixo.
–Sabe que nós andando juntos pela escola não seria tão estranho. As pessoas falariam no começo, mas aceitariam, você seria popular por influencia. –Ele sorriu novamente. –Alias quem se importa com o que as pessoas pensam. –Sussurrei antes de quebrar a mínima distancia entre nós e selar nossos lábios.
Não durou nem cinco segundos, nós apenas encostamos os lábios e quando o gosto único um do outro começou a ser sentido houve um grande barulho de trovão e o celular de Stiles começando a tocar e dois segundos depois o meu.
Nos sentamos rapidamente pegando os respectivos celulares, preocupados. Atendi o meu.
–Lydia, onde diabos você está? Só porque eu não iria dar aulas hoje você achou que poderia matar aula sem eu saber?
–Mãe... –Comecei.
–Nada de “Mãe” venha já pra casa. Com todo o perigo dessa cidade você some desse jeito sem dar satisfações? Vamos ter uma longa conversa, venha logo.
–Tudo bem! Estou indo.
Desliguei e me virei para Stiles que terminava de se despedir do pai.
–Ele está furioso. –Disse.
–Minha mãe também, é melhor irmos.
Não tocamos no assunto do que tinha acontecido pelo caminho todo e seguimos até a cidade calados. Falando apenas quando estávamos quase chegando e o assunto não teve nada a ver com o acontecido minutos trás.
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Sai da farmácia ajeitando as coisas em minha bolça. Minha mãe estava com dor de cabeça e no corpo, não havia remédios em casa, então pediu para que eu fosse até a farmácia comprar. Era apenas á alguns quarteirões de casa, então decidi que iria andando mesmo.
O vento gelado me golpeou fortemente assim que saí do local, anunciando o frio que faria de noite. Fechei meu casaco e comecei a andar. Quando você esta sozinha, andando pela cidade até sua casa inevitavelmente você começa a pensar, a maioria das vezes a pensar no que aconteceu durante seu dia. Meus pensamentos viajaram para os momentos mais cedo em que estava com Stiles, foi perfeito, realmente uma folga para nossas mentes e fiz algo que sinceramente nunca pensei que aconteceria novamente. Depois que eu o ajudei a parar o ataque de pânico e minha mente finalmente começou a pensar em Stiles sendo mais que meu amigo, tentei me convencer de que eu só estava mexida com o que tinha acontecido, afinal, Stiles era meu amigo e um dos melhores nós não podíamos... Podíamos?
Bem, a questão é que tudo estava muito confuso agora, alias Stiles tinha essa relação com Malia, ela estava longe agora procurando pela mãe, mas uma hora ela voltaria e eu ainda estava me recuperando por Aiden, não queria me envolver com alguém tão cedo. Depois dos acontecimentos com o Nogitsune Stiles e eu ajudamos um ao outro, seria possível eu realmente estar sentindo algo mais do que amizade? Oh Lydia, você tem um grande problema, esta apaixonada por um amigo? Só posso estar enlouquecendo. Stiles me superou, o sentimento que ele tinha por mim antes passou e agora era só amizade. Que ótimo né sua idiota, quando ele te supera você se apaixona? Ótimo, tudo o que faltava.
Virei uma esquina e parei abruptamente ao perceber algo um tanto estranho acontecendo. Alguém no chão se levantou e se arrastou no chão fugindo de um garoto de pé, e por Deus eu o reconheceria de qualquer maneira, era Stiles. De pé na frente do cara aparentemente fragilizado que tentava se levantar. Tiles estendeu a mão para ele e em um impulso eu o chamei.
–Stiles!
Ele pareceu paralisar por um momento, ofegante ele se virou lentamente para mim. Vi algo que pensei que nunca mais iria ver na vida, Stiles tinha aquele olhar no olhos, aquele olhar que não era dele.
–O que você esta fazendo? –Perguntei chocada.
Ele não me respondeu, apenas continuou me encarando como se não soubesse muito o que fazer. O cara no chão se levantou e saiu correndo, um brilho estranho passou pelos olhos de Stiles enquanto ele olhava o cara correr, mas ele o deixou. Me aproximei mais dele incrédula no que estava vendo.
–O que você estava fazendo? –Perguntei.
–E-Eu...
Olhei suas mãos, em uma delas tinha sangue. Peguei seu pulso, percebendo o corte em sua mão.
–Stiles! O que diabos aconteceu aqui?
–Ele tentou me assaltar e eu... Reagi.
–Você reagiu? Esta louco Stiles?
–Lydia, esta tudo bem! –Ele disse. –Eu vou me curar, sou diferente agora lembra-se? Eu não iria deixa-lo me assaltar e não fazer nada, posso me defender agora.
Olhei em seus olhos e algo estranho se revirou dentro de mim, inexplicavelmente eu sentia que algo estava estranho.
–Mesmo assim, você não pode sair reagindo a assaltos desse jeito, você se cura, mas se levar um tiro e ficar largado na rua até sabe se la quando alguém aparecer e te ajudar você pode morrer! E ressuscitar você não vai, que droga.
–Tudo bem, tudo bem, me desculpe. –Olhei sua mão novamente e o corte já se fechava.
–Vem, vamos embora daqui. –Eu disse.
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POV Malia
–Ta, então vocês vieram para cá pra sair de Beacon Hills? Isso não faz sentido, vocês não tinham um maldito plano pra convencer Scott a entrar no bando? –Perguntei para Deucalion e Jeniffer, quando surpreendentemente me encontraram.
Eles se entreolharam e depois me olharam.
–O plano deu errado, mas não saímos de Beacon Hills para sempre, é temporário, vim falar com meus contatos, umas pessoas que me devem favores. –Disse Deucalion.
Não sei por que estava perdendo tempo com esses dois.
–Tá e o que aconteceu afinal? O plano deve ter dado muito errado para os dois saírem da cidade desse jeito, morrendo de medo.
–Cala essa boca. –Disse Jeniffer. –Não saímos correndo de medo, viemos buscar reforços, é diferente. Vamos ver se aquele garoto magrelo metido a besta vai se safar dessa, não importa o que tenha dentro dele, nós voltaremos.
–Epa, epa, epa, volta. Stiles? O que tem ele? Ele era o plano de vocês?
–Era muito simples. Devia ter desconfiado. Simples demais para ser verdade.
–Eu desconfiei! –Gritou Deucalion, irado com Jeniffer. –Você que se precipitou e abriu a droga da caixa sem minha completa ordem!
Meu coração deu um salto e o medo com a incredulidade começou a tomar conta de mim.
–Vocês fizeram o que? –Gritei.
Não podia ser. Não podia ser o que eu estava pensando.
–Me expliquem. Agora!
–Ah, foi uma coisa muito esquisita.- Disse, como se não houvesse importância, contar ou não para mim. — Ele apareceu lá esquisito, falando que não era ele. Disse que era para nós abrirmos uma caixa e que nos ajudaria a ter o que queremos.
–E vocês acreditaram nele? –Perguntei irada.
–É claro. Eu desconfiei, mas Jeniffer não quis saber e obedeceu.
–Vocês realmente abriram a caixa?
–Sim. Já disse. Qual a parte de que o plano deu errado você não entendeu. Ele nos enganou. As pessoas daquela cidade parecem estar bem ferradas com aquela coisa la. Isso não vai ficar assim, ninguém enfrenta Deucalion daquele jeito e sai impune.
Tudo a minha volta começou a girar e minha mente trabalhando como nunca. Respirei fundo, eu tinha que ser forte.
–Droga. Stiles... Ele, ai que droga!
Comecei a ir em direção a parte da floresta que levaria para o caminho de volta.
–Aonde você vai? –Perguntou Deucalion.
–Voltar. Eu tenho que ajudar, avisar os outros, sabe se la se eles sabem. Ele pode estar planejando algo grande, se não souberem logo todos vão morrer.
–E sua mãe? Você inda não a encontrou.
–É, graças a vocês. -Respondi. — Esperei por anos, posso esperar mais um pouco. Tenho que avisa-los.
Sem dar mais atenção para nada do que dissessem segui meu caminho. Por mais rápido que eu fosse, levaria dias para chegar até a cidade, estava muito longe. Mas eu tinha que ir e era isso que eu iria fazer, avia-los, antes que fosse tarde demais.
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