Uma chance de ser mais
6 Capitulo 5 - De pesadelo para Realidade
Notas iniciais
–Não... Não vou deixa-lo entrar, não vou! –Gritei, tentando ao máximo repeli-lo de perto de mim, mas inutilmente.
–Você não precisa mais me deixar entrar... Eu já estou dentro.
XXX
Abris os olhos pesados, a respiração ofegante e minha cabeça doía horrivelmente. Tentei levar minhas mãos até ela, mas percebi que estavam... Amarradas?
Olhei em volta com certa dificuldade, devido a má iluminação e pela minha visão estar um tanto embaçada ainda. Provavelmente eu tinha batido a cabeça, ou algo batido nela. Forcei minha mente para me lembrar o que tinha acontecido, como eu havia chegado ali?
Nada, não me lembro de nada. Nada de mais pelo menos, apenas que fui embora da casa de Lydia, fui para minha casa e novamente fiquei girando na cama sem conseguir dormir, mas devo ter acabado pegando no sono. Mas... Espera, conheço esse lugar.
Olhei em volta, prestando mais atenção aos detalhes... Sim, era o mesmo lugar que...
–Jeniffer e Deucalion.
–Ora, ora humano, finalmente acordou. –Disse Deucalion entrando no local, logo Jeniffer apareceu ali também.
–De novo? Sério?
–Você só escapou da outra vez por pura sorte, isso não vai se repetir, até porque, viu como é fácil pegarmos você de volta?
Ótimo, eu não podia argumentar com aquilo, era verdade, eles realmente tinham me pegado facilmente e poderiam fazer o que bem entendessem comigo, pois eu era humano e... Espera. Não sou mais tão humano assim.
Fechei os olhos fortemente tentado me concentrar, remexia as mãos na esperança de que algo acontecesse e que elas se soltassem. Mas nada aconteceu. Que droga, de que adianta ter habilidades especiais se não sabe controla-las nem para proteger a sí mesmo?
Senti uma sensação estranha de tontura, vendo Jeniffer falar algo a minha frente que eu não escutei, só vi seus lábios se mexendo. Eles pareceram perceber que algo estava errado, pois pararam de falar e me encaram de forma estranha. Meus sentidos começaram a me deixar, minha visão foi ficando escura, minha cabeça tombou mole, não tinha forças para sustenta-la de pé. Então finalmente atingi a inconsciência.
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POV Jeniffer.
–O que houve com ele? –Perguntei a Deucalion.
–Eu não sei, eu ainda nem fiz nada.
–Esta fingindo? –Deduzi me aproximando devagar de Stiles.
Antes que Deucalion respondesse Stiles levantou a cabeça, mas com expressões faciais completamente diferentes de antes, estava um tanto... Sombrio. Os olhos um pouco vermelhos e algumas olheiras mais escuras em baixo dos olhos. Ele sorriu. O que estava acontecendo?
Deucalion olhou pra mim com a mesma confusão, até que Stiles remexeu as mãos e as correntes se soltaram rapidamente, ele se levantou e nos encarou, como se esperasse alguma reação nossa. Deucalion mostrou as garras e os dentes, fazendo menção de ataca-lo.
–Como você se soltou? Não sabe controlar os poderes ainda. –Ele disse.
–É ai que você se engana. –Ele disse. –Tenho total controle dos poderes.
Até mesmo sua voz estava um pouco diferente. Não mais como um adolescente inofensivo.
Deucalion rosnou, mas Stiles não pareceu se importar nem um pouco, ou ter medo. Revirou os olhos e nos encarou.
–Poupe suas energias, eu tenho uma proposta. –Ele disse, andando pela sala devagar.
–Você... Você não é ele é? –Perguntei.
–Ah, o adolescente fraco que vocês capturaram? Não, mas tudo bem, ele esta bem aqui dentro, escondidinho. Então, minha proposta.
–Se você não é ele, quem você é? –Perguntou Deucalion.
–Isso não importa, o que importa é que eu posso dar o que você quer. Poder. E muito mais.
Nós olhamos para ele em duvida.
–Posso trazer o maldito McCall e os outros para seu bando fajuto, e em troca você fará uma coisa pra mim.
–Se você pode fazer isso, então faça! Não tenho que te dar coisa alguma pra você. Olhe para sí mesmo, dentro do corpo de uma criança magrela e frágil. Um golpe bem dado e eu te mato.
Ele sorriu como se estivesse esperando desde o começo para aquele momento. Antes que qualquer um de nós dois pudéssemos pensar ele estendeu as mãos para frente e Deucalion gemeu de dor, sangue apareceu por sua roupa, manchando a parte de seu abdômen, em vários pontos, como se facas estivessem o perfurando. Stiles fez outro movimento com a mão e isso fez Deucalion ser arremessado conta á parede que fez varias rachaduras profundas no local do impacto. Stiles e aproximou e o olhou sorrindo.
–Temos ou não um acordo? –Perguntou.
Deucalion tossiu, cuspindo o sangue de sua boca.
–O que você quer? –Perguntou o olhando com raiva.
Stiles sorriu novamente e se virou de costas para Deucalion, seus olhos pararam em mim, me olhando de modo desafiador.
–Uma coisa muito simples na verdade. Vocês vão até o lugar que eu vou dizer, chegando lá vão encontrar uma caixa redonda, com uma Tricele gravada na tampa e irão abri-la.
Ele se virou novamente para Deucalion que já estava se curando e se colocava de pé.
–Simples não é?
–Porque você mesmo não faz isso?
–Acha que é fácil? Não tem idéia do tamanho da força que estou fazendo para me manter dentro desse corpo nesse momento e Stiles é vigiado pelos amigos o tempo todo e eles não podem desconfiar ou mudarão a caixa de lugar e vou demorar para descobrir sua localização novamente. Se eu pudesse fazer sozinho já teria feito. –A raiva era evidente em seu olhar e em sua voz, até mesmo pensei se ele não atacaria Deucalion novamente. –A caixa ira me libertar e mais nada irá me deter, então. É muito complicado para você? Apenas abrir uma caixa e ter todo o poder que deseja?
Deucalion pensou um pouco, os olhos vermelhos brilharam para Stiles.
–Não, eu faço.
–Tem uma coisa, me amarre de novo e quando Stiles acordar, haja como se ele apenas tivesse desmaiado, até você conseguir a caixa ele não pode saber do tamanho da minha persuasão sobre ele.
Deucalion concordou.
–Ótimo. –No segundo seguinte o corpo inerte de Stiles caiu no chão, Deucalion e eu corremos para amarra-lo antes que acordasse.
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POV Stiles
Abri os olhos devagar, percebendo que minhas mãos ainda estavam amarradas. Deucalion e Jeniffer discutiam sobre alguma coisa, mas pararam quando notaram que eu acordei.
–O que houve? –Perguntei.
–Você desmaiou pateticamente.
Forcei minhas mãos tentando solta-las das correntes novamente, mas nada aconteceu.
A porta do local se abriu e ouvi passos, Deucalion e Jeniffer olharam para a porta e Malia apareceu ali.
–Olha, você tem que... –Ela parou de falar quando seus olhos pousaram em mim.
–Stiles! –Ela me olhou confusa, depois olhou para Jeniffer e Deucalion que não fizeram nada. –O que vocês dois estão fazendo? –Gritou ela, correndo até mim e se ajoelhando ao meu lado.
–Executando o plano. –Disse Jeniffer.
–Eu não concordo com esse plano. –Ela respondeu com raiva.
–Você não tem que concordar em nada. Mas vá em frente, solte-o, os planos mudaram.
Ela não hesitou nem por um segundo, forçou as correntes e as soltou das minhas mãos.
–Você esta bem? –Perguntou.
–Sim, vamos embora.
Peguei sua mão a puxando para a saída comigo, antes que os dois mudassem de ideia e resolvessem me manter ali. Alias, como assim os planos mudaram?
–Você não pode viver com eles Malia, eles não são bons e...
–Eu sei. Mas você não entende, eu... Preciso encontrar minha mãe. –Respondeu enquanto andávamos pela rua, no caminho de volta a cidade.
–Bem, não me parece que eles estão fazendo alguma coisa em relação a isso.
–Deucalion é bem estranho, tenho vontade de esmagar sua cabeça quase o tempo todo, e Jeniffer faz quase tudo o que ele manda, nem parece que são parceiros ou sei la. É como se ela estivesse esperando alguma coisa. Eles me deram algumas informações sobre minha mãe sim, e daqui dois dias vou partir para procura-la.
–Partir? –Perguntei. –Mas... Você vai voltar, certo?
–Eu não sei Stiles, talvez, até porque eu tenho um acordo com Deucalion, isso claro que não ira me impedir de tomar minhas próprias decisões, mas ele fala de um jeito comigo, como se soubesse exatamente o que fazer para me impedir de abandonar o bando.
–Não gosto nada disso.
–Eu sei, mas eu preciso.
Apesar de realmente não gostar de tudo aquilo eu entendi, ela precisava encontrar a mãe. Chegamos à cidade e ainda estava de noite, bem, pelo menos o sol não havia nascido ainda, deviam ser umas quatro e meia ou cinco horas da manhã.
–Eu tenho que voltar. –Ela disse.
–Tudo bem... Até mais.
Ela sorriu.
–Até mais, Stiles.
Então se virou e seguiu seu caminho.
Ainda estava longe da minha casa, peguei meu celular discando o numero de Scott pra que ele fosse me buscar. Eu tinha muita coisa para contar.
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POV Jeniffer
Dois dias depois.
–Não sei se tenho certeza disso. –Disse Deucalion, a caixa nas mãos, hesitante se deveria abri-la ou não.
–Não tem certeza por quê? Essa é a resposta para os nossos problemas, vamos finalmente conseguir o que queremos.
–Eu sei, mas... Como vamos garantir que ele vai cumprir com o que disse?
–Não tem outro jeito, vamos ter que confiar.
–Esse é o problema, eu não confio, em ninguém.
–Ah, fala sério, vamos logo com isso Deucalion. –Fui até ele e tirei a caixa de suas mãos.
–Espera! –Ele disse.
Tarde demais, não iria deixa que sua indecisão interferisse em todo o plano. A caixa se remexia violentamente. Girei a tampa da caixa e a abri. Um pó extremamente negro começou a sair dali com velocidade, a caixa começou a tremer violentamente, não permitindo que eu continuasse a segura-la, então eu a soltei e ela caiu perfeitamente em pé no chão enquanto o pó saia e saia cada vez mais, até que finalmente parou. O pó preto pairando no ar por alguns minutos, se juntado e se solidificando, formando uma criatura um tanto bizarra.
Deucalion e eu olhávamos paralisados e intrigados com a estranha criatura, aparentemente humana, toda enfaixada com apenas a boca mostrando que não era um ser humanos normal. Ele ficou parado a nossa frente, sem fazer nada por um tempo, então deu alguns passos mancados para é frente, a coluna curvada e um jeito estranho de agir.
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POV Stiles
Saí do chuveiro, vestindo minha roupa e arrumei algumas coisas na mochila, a joguei nas costas e me virei para a porta, pronto para sair. Abri a porta do meu quarto batendo o rosto em algo sólido a minha frente, como uma outra porta, mas de metal e fria. Assustado, tentei me irar para voltar ao meu quarto, mas não havia mais nada ali, só a parede. Eu estava dentro de um armário da escola.
Não, de novo não. Bati com os punhos na porta para tentar abri-la, mas não adiantou de imediato.
–Todos tem... Mas ninguém pode perder. –Ouvi a voz do Nogitsune do lado de fora.
–Me deixe em paz!
–A sua sombra acaba de voltar Stiles... Pois você não pode perde-la, e eu sou sua sombra.
Tudo a minha volta ficou escuro,meus sentidos me deixando lentamente até que atingi a inconsciência.
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