Uma caçadora diferente
6 Achamos um hotel
Notas iniciais
Ele percebeu a situação, viu os policiais e começou a correr para a rua em frente ao hospital. Haviam policiais armados nos seguindo a pé.
– Vire aqui! – Disse Dean apontando para a direita. Uma pequena floresta com algumas árvores. Me joguei para o lado, e ele também.
Corremos mais um pouco pela floresta, mas quando achamos que havíamos despistado os policiais, demos uma parada.
– Uau- eu disse ofegante- nunca corri tanto
– Hahaha, isso foi divertido- disse Dean rindo
– Mas para onde vamos agora?
– Bom, primeiro precisamos achar algum lugar para dormir. Depois precisamos achar um carro. Ai, nós vamos atrás do Colt.
– Bom plano.- disse ironicamente- então vamos até a rodovia de novo.
Começamos a andar até a rodovia, na mesma direção que viemos. Andamos por cerca de 40 minutos. Chegamos até a rodovia e já estava amanhecendo.
– Para qual lado agora? — Perguntei a Dean.
– Hm... o contrário da cidade.
– Já que vamos andar umas horas, me conte sobre a sua vida no futuro!
– Bom, eu tenho um irmão, Sam, quatro anos mais novo que eu. Um amigo anjo chamado Castiel. E um outro amigo que é o Bobby Singer.
– Sua vida não é só isso. Quando começou a caçar?
– Desde que tinha uns quatro anos. Depois que a minha mãe morreu, meu pai começou a caçar para tentar achar o demônio que a matou. Mas um dia eu, Sam e meu pai estávamos no carro e um caminhão bateu na gente. Para salvar a minha vida, meu pai fez um trato com o demônio que matou a minha mãe e o deu o Colt para que trocasse a vida dele pela minha.- Dean pareceu chorar quando começou a contar sobre seus pais.- E a sua vida?
– Bom, há dois anos eu estava caçando um wendigo com meus pais. Minha mãe tinha ido pegar água no rio logo abaixo. Mas depois tudo que nós ouvimos foi um grito de dor e mais nada. Eu e meu pai saímos correndo para o rio. Eu já sabia o que tinha acontecido, mas ainda acreditava que ela ainda poderia estar viva. Mas eu estava errada. Quando chegamos lá, havia muito sangue espalhado pelas pedras e água. – Foi a minha vez de começar a chorar. Não gostava de pensar sobre a minha mãe, não desse dia.
– Sinto muito.
– Eu também.
O resto da nossa caminhada foi silenciosa. Ninguém disse nada. Andamos por volta de uma hora até achar um desses motéis baratos de estrada. Tinha aquela aparência de caída com a pintura suja e cheiro ruim, mas era o melhor que tinha.
– Dean?
– O que?
– Você tem dinheiro?
– Droga! Eu me esqueci totalmente!
– Então como vamos entrar? A gente pode invadir um quarto!
– É, estamos meio sem recursos.
Ele andou até o quarto mais próximo que tinha, que por sorte nossa davam direto para a rua. Ele deu um chute na porta, mas ela não abriu.
– Dean!
– O que foi?
– Você está chamando a atenção de todo mundo! Deixa que eu faço isso.
Retirei dois grampos do cabelo e os posicionei na fechadura, torci os grampos e a porta se abriu.
– Eu podia ter feito isso.
– Claro, Dean...
Entramos no quarto, havia apenas uma cama de casal.
– Eu fico com a cama!
Eu disse rapidamente, antes que ele a pegasse.
– Ok...
O quarto era pequeno, tinha apenas uma janela, uma mesa, uma televisão pequena e uma bancada de cozinha. Na mesa havia os pertences dos “antigos proprietários”. Peguei suas coisas e entre elas havia um cartão de crédito.
– Cartão de crédito!
– Sério? Demos sorte. Qual é nome nele?
– John Barrowman. Faça o que você quiser, Dean. Mas agora eu vou dormir.
Me joguei na cama velha de casal e logo peguei no sono.
Acordei com Dean me chamando.
– Margot! Acorda! Já são dez da noite!
– Tá bem! Calma.
– Eu comprei comida, roupas e arranjei um carro. Nós vamos amanhã, ok?
– Se nós vamos amanhã, por que você me acordou?
– Queria te irritar. E também que agora é a minha vez de dormir. Saí daí!
Fui empurrada para fora da cama e cai no chão.
– Aí!
Andei até a mesa e peguei as roupas que ele havia comprado. Pelo menos comprou um jeans, uma camiseta e um tênis para mim, finalmente um pouco de consideração.
Fui até o banheiro e as vesti. Minha aparência já não estava tão ruim quanto antes. Decidi que iria até a cidade de sabe-se lá em qual cidade estávamos. Quando era mais ou menos meia noite, decidi acordar o Dean.
– Dean!!! Acorda!
– Meu Deus! O que foi?
– Vamos na cidade fazer alguma coisa?
– Você sabe dirigir, porque não vai sozinha?
– Porque eu não quero ir sozinha. Se você vier eu deixo você ficar com a cama o resto dos dias.
– Ok, vamos lá.
Ele se levantou, trocou de roupas no banheiro e então fomos até a cidade. Depois descobrimos que estávamos no Mississipi! Amanhã iriamos pegar o Colt e ir embora. Na cidade, fomos em um bar e pedimos uma bebida qualquer no balcão.
– Um brinde a nossa fuga! — Eu gritei um pouco alto demais. Também estava um pouco alterada...
– Um brinde! – Dean gritou de volta.
– Hahaha – eu comecei a rir um pouco demais.
– Acho melhor nós irmos embora, Margot.
– Ok, vamos lá!
Não diria que a nossa volta para o motel foi segura. Quase batemos, mas sobrevivemos.
Quando entramos no quarto eu tropecei no meu próprio pé, mas Dean me segurou pelos braços.
– Já vai? — Perguntou ele rindo de mim.
– Eu to ótima! – Disse dando um riso frouxo.
Nossos rostos estavam próximos, paramos de rir e apenas ficamos encarando um ao outro.
– Então...- disse Dean um pouco desconfortável, mas sem sair dali.
– Então, o que quer fazer agora? – Eu disse me distanciando um pouco.
– Não sei eu, mas acho que você devia ir dormir, vai acordar quase morta amanhã.
– Sim, senhor! – Eu respondi um pouco tonta, mas depois disso apaguei.
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