Querido corpo que faz uso de mim, eu sou o responsável por sustentar sua vida. Eu te dou vida, eu te dou uma oportunidade e tenho que dizer que infelizmente ela é única, não é o tipo de coisa que se pode usar uma borracha e tentar novamente. Aproveite.

Enquanto eu der meus pulos você recebe a chance de ser perdoado, a chance de se redimir e fazer o certo enquanto há tempo, mas quando a brasa que me faz pular me abandonar as cortinas serão fechadas levando embora a poeira inútil, onde qualquer vestígio de recordação será varrida.

Um conselho te deixo, não seja tolo, não confie em mim, estou ciente do meu próprio veneno.

Que sua vida perdure por muitos anos, um abraço do seu amigo Coração.

P.S.: Pega leve no sal.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!