Uma babá em minha vida
3 Capítulo 3 – Primeiro dia e o pequeno Yuri
Notas iniciais
Hinata se encontrava quase correndo pelas ruas do bairro nobre da Califórnia, ela não acreditava que um simples pneu de ônibus furado lhe renderia uma hora presa no trânsito caótico daquele lugar, chegou ofegante na porta da mansão do Sr. Uzumaki onde o encontrou parado em frente a porta olhando para o relógio e nervoso com a sua demora.
Hinata – Desculpe Sr. Uzumaki o ônibus que eu vinha se envolveu em um acidente e furou o pneu. — Diane foi sutilmente interrompida por uma levantada de mão do homem que prontamente lhe respondeu.
Sr. Uzumaki— Hinata, Eu sei que você mora longe e sei que você estuda pela manhã e que vem direto da faculdade pra cá, mas eu quero que você entenda que eu sou o presidente de uma empresa e que não posso ficar esperando por horas você chegar aqui por causa de um pneu furado, na próxima vez você pode descer e pegar um outro ônibus já que além do seu salário eu vou lhe dar dinheiro para suas passagens tudo bem?
Hinata se sentindo envergonhada pelo atraso justo no primeiro dia de trabalho também se encontrava aliviada por seu patrão não ser um esquentado e lhe demitir justamente no primeiro dia.
Sr. Uzumaki— Bom, como já perdi um tempo aqui lhe esperando o mínimo que posso fazer é ser rápido em lhe passar todas as informações e suas obrigações, vamos entre.
Hinata – Sim Sr. Uzumaki, eu compreendo.
Enquanto os dois iam andando por aquela sala que Hinata achava intimamente ser um tanto exagerada, começando por aquela TV que parecia mais uma tela de cinema e aquele aparelho de som que ela acreditava sem nenhuma dúvida que conseguiria quebrar as janelas da casa com facilidade se ligado num volume alto, ela andava ao lado do Sr. Uzumaki e ouvia atentamente todas suas instruções.
Sr. Uzumaki— Primeiro, tire esse senhor da frente pois só tenho 25 anos e você me chamar de Senhor a cada cinco minutos eu me sinto um quarentão, me chame apenas de Naruto sim?– Falou ele com um grande sorriso no rosto. — Segundo, o Yuri é um menino muito bom e está apenas passando por uma fase de aceitação de que a mãe foi embora, então não se aborreça se ele falar alguma idiotice.
Hinata – Tudo bem Sr. Uzu.. Desculpe. Naruto, é de se entender que ele esteja chateado e achar que a mãe o abandonou, afinal ela deve amar muito o Yuri.
Naruto – hahaha tá brincando! Aquela lá só servia pra gastar meu dinheiro, ela nunca nem trocou uma fralda do garoto, desde pequeno sempre tivemos empregadas. O porém é que mesmo não ligando pro garoto era sempre ela que passava o dia em casa assim ela não se sentia tão sozinho e como eu trabalho o dia todo ele se sente escanteado e eu admito que a culpa é minha, mas agora eu to fechando um contrato ótimo com uma empresa do Japão e não posso me dar ao luxo de ficar o dia inteiro com o garoto.
Hinata – Eu entendo, mas então onde ele está? Estou curiosa para conhecê-lo.
Naruto– YURI! Filho tem alguém aqui que qer muito te ver! — Gritou o homem ao pé da escada que chamava bastante atenção pelos detalhes perfeitamente esculpidos na madeira que brilhava como se tivesse acabado de sair da pintura.
Em menos de dois minutos apareceu um menino superfofo de cabelos loiros arrepiados e olhos de um azul puxado para um verde bem clarinho, não podia negar ser filho do Naruto, o menino estava com uma cara de quem tinha sido tirado de uma coisa muito interessante.
Naruto – Filho, venha aqui conhecer a Hinata. Ela é uma amiga do papai e veio aqui só pra conhecer você.
A muito contra gosto o garoto desceu as escadas com a empolgação de quem estava indo a um dentista para tirar uns três dentes da boca.
Naruto – Diga oi a Hinata filho.
Yuri – Oi.
Hinata se abaixou a fim de ficar da altura do menino, onde os olhos perolados encontravam os azuis.
Hinata-Oi, eu sou a Hinata, Tudo bem?
Yuri— Sim, na medida do possível. O que você quer com o meu pai, e por que veio até aqui?
Hinata espantada com a pergunta do garoto olhou para o pai do menino onde encontrou uma cara fechada e de advertência para o garoto, tal gesto que foi ignorado totalmente pelo garoto. Mas como ela sabia dos sentimentos que rodeavam o menino ela relevou e respondeu.
Hinata – Bem Yuri, como seu pai disse eu sou apenas uma amiga dele, sendo assim não quero nada dele, e segundo eu vim aqui para conhecer você já que seu pai passa o dia inteiro só falando o quanto o filho dele é tão lindo, inteligente e amado.
Yuri– Então se você diz que é apenas amiga do meu pai eu vou relevar, mas só por enquanto pois sei que ele tem muito dinheiro e por estar solteiro chama muita atenção de mulheres aproveitadoras do nível da mulher que biologicamente e legalmente é minha mãe. Mas o fato de ele dizer que sou bonito isso meu pai tem uma certa razão – falou o menino um tantinho corado – apesar de eu achar exagero, pelo inteligente você não é a primeira a me dizer isso e pelo amado eu tenho muitas dúvidas quanto a isso já que ninguém aqui se importa muito comigo.
Hinata impressionada pelas palavras do garoto se levantou e olhando para o garoto disse.
Hinata – Não ache que você não é amado pequeno, seu pai pode não estar o dia todo com você mas ele se preocupa muito com você aqui sozinho. Tanto é que ele pediu pra eu vir aqui passar a tarde com você.
Yuri— Tipo uma babá, não é isso?
Hinata— Vamos falar como amigos, tudo bem?
Yuri— É pode ser – Falou o garoto dando de ombros e seguindo rumo a cozinha.
Enquanto isso Naruto olhava tudo atentamente, percebendo o quanto Hinata tinha jeito para falar com crianças e conseguindo rapidamente dobrar as acusações do filho sobre ela.
Naruto – Bem, apresentações feitas eu vou indo, já estou superatrasado para trabalhar. Boa sorte com o Yuri, e qualquer coisa pode me ligar no celular já que meu número esta salvo no telefone da sala.
Hinata – Tudo bem, pode ir sossegado!
Naruto – Então eu vou indo, falou ele estendendo a mão para a garota apertar em seguida se despedindo com um aceno do filho e rumando em direção a porta.
Depois da saída do homem da casa, Hinata foi até a cozinha para ver o menino que a um tempo não saia de lá. Chegando a cozinha se deparou com uma cena um tanto quanto engraçada, o garoto na ponta dos pés em cima de uma cadeira tentando pegar um potinho num armário alto, mas sem sucesso. Encostada na porta da cozinha a garota deu uma risada abafada da situação do menino chamando assim sua atenção.
Yuri— O que foi? Eu sou pequeno mas sei me virar muito bem obrigada.
Hinata – Eu não estou dizendo nada, afinal consigo ver que você é muito independente, mas acho que pedir ajuda não é sinal de fraqueza sabe…
Yuri – Eu não preciso da sua ajuda, posso me virar muito bem sozinho.
Alegou o garoto enquanto tentava a todo custo se esticar ao ponto de pegar o tal potinho, mas Hinata apenas puxou uma cadeira para observar aquela cena que tinha tudo para dar errado. Como se lendo seus pensamentos o menino escorregou em cima da cadeira e quase caindo foi segurado pela garota que prevendo que aquilo aconteceria de pôs atrás do menino o segurando no momento certo.
Hinata— Eu não disse que isso ia dar errado? –Falou vendo o menino a olhar com a cara assustada e os olhos marejados pela quase queda.–Vem, deixa eu te ajudar. — pegando o menino no colo e sentando ele num balcão no centro da cozinha. — O que você tava tentando pegar ali em cima?
Yuri— Um potinho daquele ali pra tomar sorvete.
Hinata – Hum, estou vendo, pode deixar que eu pego.
A garota subiu na cadeira e pegou o tal potinho que estava junto de mais uns três de cores diferentes.
Yuri – Eu quero o azul! Esse é rosa. Rosa é de menina e eu não sou menina. — Falou o garoto apontando o tal pote azul.
Hinata – Tudo bem garoto mas não se acostuma não tá!
Depois de pegar o potinho azul Hinata desceu e pôs ao lado do menino em cima do balcão.
Hinata— E agora o que você quer?
Yuri— Sorvete de chocolate que está ali no congelador.
Hinata foi até o congelador e pegou o pote de sorvete e em seguida uma colher pra servir o sorvete que foi rapidamente encontrada, graças a ajuda do menino que estava muito ansioso para tomar o sorvete.
Hinata— Ta bom?
Yuri— Não, eu quero mais! — Falou o menino com os olhos brilhando ao olhar a quantidade generosa de sorvete que já estava no potinho.
Hinata— Você sabe que vai ficar com dor na barriga né?
Yuri— Mas eu quero mais! — Disse ele ignorando o aviso da babá.
Hinata – Pronto já tá bom essa quantidade.
Yuri – Mas eu quero cobertura também tia.
Hinata— E onde tem a cobertura?
Yuri— No armário ali de baixo. — Falou apontando para o armário em questão.
Hinata— De que você quer? Aqui tem de chocolate, morango e caramelo.
Yuri – Hummm… Morango!
Hinata – Tudo bem. — Falou abrindo a tampa e começando a botar a cobertura no sorvete. Ela odiava admitir mas até ela mesmo estava com água na boca só de olhar aquela delicia gelada.
Yuri – tá ótimo tia!
Hinata pegou o menino no colo e desceu ele do balcão e entregando o potinho ao garoto que saiu contente rumo a sala.
Yuri— Hinata?
Hinata— Sim querido.
Yuri— Minha mamãe não gosta mais de mim? – Perguntou o menino encarando o desenho que passava na TV.
Hinata— Por que você acha isso?
Yuri— Por que se ela gostasse de mim não tinha me deixado aqui sozinho e ido embora.
Hinata – Sabe Yuri, as pessoas têm vários motivos para fazer as coisas. Com certeza a sua mãe teve os dela.
Yuri – É, pode ser. Mas mesmo assim é injusto ela não vir aqui nem me visitar ou saber se eu to bem.
Hinata– Ela deve ter os motivos dela meu anjo. — Disse a garota com um certo pesar, pois o garoto sentia uma dor por não ter a mãe por perto, e também revoltada por que a mãe do garoto ignorá-lo sem nenhum peso na consciência causando tamanha dor num menino tão pequeno quanto aquele.
Hinata– Bom! Vamos limpar essa boca que é só chocolate pra não dar formigas.
Yuri – Tudo bem.
Depois daquela conversa, Hinata subiu junto com o menino para o quarto dele onde ela se impressionou pelo tamanho do cômodo que dava pra uma pessoa morar dentro tranquila. Mesmo sendo um quarto bem grande era bem simples com as paredes pintadas em tons de azul que iam desde o mais escuros até o azul tão claro que chegava ao branco, uma cama de casal grande forrada por um lençol muito bonito com o tema do Capitão América, e pela quantidade de bonecos do personagem que tinham no quarto do garoto ela deduziu ser o preferido dele, e no canto perto da janela uma mesa de estudos encostada a parede e uma cadeira azul que ela imaginou ser bem confortável par ele estudar. Além de uma TV com um Xbox 360 novinho acoplado.
Yuri— Gostou?
Hinata— Sim é muito bonito.
Yuri – É sim, meu pai quem fez.
Hinata – Ele tem um bom gosto.Yuri – É pelo menos pra isso ele me serviu, já que não conseguiu nem impedir que minha mãe fosse embora.
Hinata— Não diga isso. Ele não podia obrigar ela a ficar, afinal do que adianta ter alguém por perto se esse alguém não é feliz?
Yuri- É você tem razão. Mas enfim eu vou fazer as tarefas da escola, tem uns livros ali você pode dar uma olhada se quiser.
Hinata— Tudo bem, mas se precisar de ajuda você pode me chamar ok?
Yuri— Ok!
Enquanto o menino foi fazer a tarefa Hinata foi em direção a uma instante que assim como o menino disse estava cheio de livros de diversos títulos desde Iracema até a coleção completa do Harry Potter original e autografada. Ela escolheu um livro de romance e se sentou em uma divã que tinha perto da cama do menino.
Quando ela estava superenvolvida na leitura ela escutou o garoto resmungar algo e o viu de cabeça baixa e com as mãos sobre ela.
Hinata— O que foi pequeno?
Yuri – Eu odeio a droga da matemática! É isso!
Hinata— Mas o que foi que ela te fez?
Yuri – Por que faz meia hora que eu to preso nessa droga de conta e nunca dá certo.
Hinata— Posso ver?
Yuri – Pode – Disse ele entregando o caderno todo manchado de tanto que já tinha apagado e refeito a tal conta.
Hinata – Não é tão complicado garoto, isso é expressão numérica simples.
Yuri – Mas tem multiplicação e eu sou péssimo nisso. Eu faço tudo certinho mas na parte de multiplicar e me enrolo todo e da errada.
Hinata – Então porque você não faz primeiro as tabuadas de multiplicação e depois você faz o resto.
Yuri— Como assim?
Hinata – Você faz em uma folha de papel todas as tabuadas de 2 até o 10 que são as que você mais usa, e depois tudo o que você vai fazer é consultar ela depois. Claro que você vai ter que estudar elas de vez em quando.
Yuri— mas isso não é trapaça?
Hinata – Não. Pense nisso como as rodinhas de uma bicicleta, enquanto você não aprender você fica apenas consultando mas você vai estudando no decorrer dos dias e quando aprender você para de usar
Yuri – É, faz sentido.
Hinata – Então comece fazendo as tabuadas.
Yuri – OK. 2X1 = 2, 2x2= 4, 2x3=6 …
Enquanto o menino terminava a famosa tabuada, a garota não percebeu mas enquanto ela falava com um garoto Naruto havia chegado em casa e como não tinha visto ninguém na sala ele subiu para o quarto procurando pela jovem e pelo seu filho, dando tempo de ver ela ajudando o pequeno nas tarefas e se sentindo feliz pelos dois terem se dado bem e extasiado por aquela cena pois a esposa nunca se importou em fazer o papel de mãe e ajudar o garoto nas lições.
Quando Hinata entrou na cozinha para fazer um lanche para os dois, pois pela hora o garoto deveria estar com fome, ela deu de cara com o homem bem à vontade diga-se de passagem com uma calça de moletom laranja e uma camiseta branca que destacava os músculos definidos que ficavam escondidos de baixo do terno que ele usava mais cedo. Ele estava de frente a geladeira tirando de lá os ingredientes para fazer um sanduíche e uma caixa de suco de laranja, quando olhou a jovem que entrava desavisada pela cozinha chamando sua atenção, que ao olhá-la viu a garota ficar corada e virar desajeitada rumo aos armários.
Naruto – Oi
Hinata – Ah, oi não sabia que estava em casa.
Naruto – É eu sai um pouco mais cedo do trabalho e decidir vir pra casa.
Hinata – Certo, eu vim fazer um lanche pro Yuri, ele está lá em cima fazendo a lição.
Naruto – É eu fui lá e vi vocês dois juntos.
Hinata – Ah! Eu não vi o senhor lá. Desculpe.
Naruto – Não se preocupe, eu que não quis atrapalhar o estudo da matemática.
Hinata – Tudo bem. Eu vou indo lá levar o lanche do menino.
Naruto – Certo. Se você quiser pode ir mais cedo hoje, vou ficar em casa o resto do dia.
Hinata – Tudo bem. Obrigada, eu vou sim.
Após sair da cozinha a garota subiu as escadas levando uma fatia de bolo de chocolate e um copo de suco para o menino que estava terminando a lição e se encaminhava para jogar videogame.
Hinata– Yuri, eu te trouxe um lanche viu, eu já vou indo que seu pai está em casa e vai ficar com você o resto do dia.
Thomas – Ah, tudo bem Hinata. Você vem amanhã?
Hinata— Sim meu anjo, venho aqui ficar com você de novo. — Falou botando o lanche do lado do garoto e se despedindo com um beijo em sua cabeça, o que deixou o menino corado e extasiado pois era uma coisa que nem sua mãe fazia com ele. — Tchau!
Thomas – Tchau Hinata!
Após se despedir do Naruto, Hinata rumou para sua casa, como era cedo conseguiria fazer o jantar e assim evitando o internamento da sua irmã no hospital do bairro.
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