Uma aleatoriedade de textos ao acaso
17 Sobre rasgar esperanças
Faz tempo que não escrevo, mas algo me trouxe aqui hoje.
Talvez palavras há muito perdidas que anseiam por serem resgatadas.
Estou cansada, me sinto sufocando emoções.
Lendo escritos passados, parece que nada mudou.
Continuo procurando algo que parece escapar das minhas mãos,
Estou buscando, buscando
Algo que não é meu
Felicidade.
Não sei por que, mas mesmo dizendo que não,
Continuo guardando esperanças como folhas de papel
Em vez de rasga-las, continuo guardando, mesmo negando
Porque sei que quando rasgar, estarei desistindo de mim mesma
Desistindo de tudo.
Tento respirar e está tudo tão doloroso
Voltar à realidade é como voltar aos sentimentos que reprimi
Viajando em um mundo imaginário para esquecer de tudo.
Enxugo lágrimas como quem seca a calçada em um temporal
Elas não param e não consigo reprimir tão bem como antes.
Tenho medo de estar perdendo o controle
Sobre minhas lágrimas, sobre mim, sobre a vida.
Nem sei se algum dia tive o controle
Eu só queria a sensação de estar no caminho certo
A certeza de que o melhor virá
Mas nada é garantido.
Amanhã posso estar morta e não sei se ficaria triste por isso.
É uma existência tão... insignificante, insípida.
Será que vale a pena continuar?
Seguir a dor, atravessar montanhas com um sorriso,
Na esperança de que o sol brilhará algum dia
Faz tempo que espero, já não sei se vale tão a pena assim.
Gostaria de acreditar, gostaria de manter a esperança.
Gostaria de saber do meu eu do futuro se valeu a pena continuar
Se as coisas melhoraram
[...]
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