Ouço o som dos meus próprios passos sobre a calçada.
Um som frio e pesado.
Solitário. Vazio.

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Me esforço para respirar e não consigo.

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Dia após dia, tarefa árdua.

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Sinto saudades pela falta de uma despedida apropriada.
Sinto saudades pela ausência do ponto final.

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Já não encontro ânimo para nada.

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Vivo em uma pausa.

À espera.

A paciência, virtude dolorosa.

Me pergunto quantas pausas serão necessárias até que tudo isso acabe.

Vivo em uma eterna pausa.

Pontos, vírgulas, pontos.

Pontos, pontos, pontos.

Todos continuativos.

Nunca um ponto final.